DIVI•hub recebe aporte de US$2,4 milhões e foca em novos projetos de economia criativa

DIVI•hub recebe aporte de US$2,4 milhões e foca em novos projetos de economia criativa

A DIVI•hub, nova plataforma de negociação de ativos compartilhados em economia criativa, acaba de receber aporte de US$ 2,4 milhões da Comstar International LTD, holding de investimentos americana. O investimento pré-seed será usado para ampliar a estrutura de negócios e tecnologia com foco em outros segmentos da economia criativa, como música e esportes.

“Hoje, temos projetos em andamento voltados para youtubers, influencers e gamers, mas a economia criativa é um mundo muito mais amplo”, afirma o CEO da DIVI•hub, Ricardo Wendel. “Há espaço para projetos que envolvam arte, moda, esportes e, principalmente, música. A vertical musical é a nossa próxima aposta e temos conversas avançadas. Diferente do que muitos fundos de investimento estão fazendo, com a DIVI•hub o artista não precisa negociar todo seu catálogo podendo vender uma fração de cada fonograma, compartilhando o sucesso com quem mais importa: o fã.”, acrescenta ele.

A DIVI•hub é uma startup que traz uma forma inédita de investimento ao mercado ao permitir que pessoas, empresas e marcas possam se tornar sócios de ativos da nova economia recebendo participação nos lucros e receitas. E tudo isso com poucos recursos, a partir de R$10.

O aporte representa 10% do capital total da DIVI•hub e antecipa a entrada da plataforma no mercado internacional, sobretudo no norte-americano, onde o processo de homologação junto à SEC (Securities Exchange Comission), o equivalente à CVM, já foi iniciado.

Como funciona a DIVI•hub

As operações se dão através da compra de DIVIs, que são valores mobiliários, decorrentes de receitas de ativos da nova economia, pelo preço de R$10 cada e que já traz as formas de remuneração ao investidor, como uma fatia das receitas ou dos lucros. No futuro, o dono dos DIVIs também poderá negociar seus ativos com outros investidores em um mercado secundário quando quiser e ao preço que estipular, abrindo também outra frente de ganhos financeiros.

“Todo mundo vai poder ser dono de um pedacinho de um projeto de seu ídolo e receber de volta rendimentos por isso”, afirma o CEO da DIVI•hub, Ricardo Wendel. “Não só fãs mas investidores qualificados e até marcas poderão realmente fazer parte da economia criativa de forma única e rentável.”

A DIVI•hub tem a homologação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador dos mercados brasileiros, com base na instrução 588, que trata a emissão de valores mobiliários via plataforma eletrônica de investimento participativo. A partir desta regulação, foi desenvolvido um mecanismo inédito de negociação que ajuda blindar o investidor de riscos societários, como questões trabalhistas.

O emissor dos DIVIs é o próprio empreendedor via uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), que vai operacionalizar o projeto, apurar o lucro ou receitas. No momento da divisão dos ganhos, esses serão feitos por meio de contrato de Sociedade em Conta de Participação (SCP), para que os investidores não tenham de assumir formalmente o quadro de sócios da SPE ou tenham de subscrever qualquer participação representativa do capital social da emissora.

Ou seja, uma maneira legalmente construída para proteger o investidor, com instrumento mais seguro que qualquer título conversível em participação, já que não existe a possibilidade de responsabilização do sócio participante por atos do sócio ostensivo.

À luz do Edital de Audiência Pública SDM n° 02/2020, revisando a 588 para homologação de intermediação secundária, os investidores também poderão negociar seus DIVIs direto na plataforma. Entretanto, é permitido que investidores da mesma oferta façam negócios entre eles, ou seja, vendam ou comprem DIVIs dos projetos em andamento, sem a intermediação de ninguém, nem da DIVI•hub.

Até o início de outubro, serão 6 projetos que envolvem influenciadores digitais que têm ao todo mais de 40 milhões de seguidores no YouTube e outras redes, com potencial para alavancar cerca de R$20 milhões. O primeiro que já está disponível para captações é o “Metaforando”, do influencer Vitor Santos, um reality show inspirado no jogo Among Us turbinado pelo canal de linguagem corporal mais famoso do país e com 5 milhões de seguidores no YouTube. A captação pode chegar a R$4,7 milhões.

No dia 21 de setembro, foi a vez do “UTC: O Desafio Final”, do Castro Brothers (4,5 milhões de seguidores), feito para os amantes da arte dos trocadilhos e que pode levantar até R$4,215 milhões. No dia 23 de setembro, foi aberta a captação de até R$600 mil para o projeto “Irmãos Piologo no Inferno”, série de animação 2D inédita, onde os recursos servirão para pré-produção e entrega do episódio piloto, para mais tarde, com uma segunda captação, entregar mais 12 episódios dos veteranos Irmãos Piologo, que têm 2,6 milhões de seguidores.  Uma semana depois, vem o “Bees, reality show da Bibi Tatto, uma das principais influenciadoras no Brasil e com uma base de quase 10 milhões de seguidores. A ideia é levantar R$ 5 milhões.

Em outubro, no dia 5, será lançada a captação do “Street Bots”, uma batalha de robôs que vai se tornar o Campeonato Oficial de Robôs do Brasil, liderado pelo Rato Borrachudo, com 4 milhões de seguidores e captação de até R$3 milhões. E, no dia 7, é a vez do “Stand Up Favelas”, do humorista Fábio Rabin (cerca de 1 milhão de seguidores), reality show estrelado por jovens comediantes da periferia de São Paulo e que pretende captar R$3,6 milhões (rever).

**Mais informações sobre o mercado de economia criativa e starups:

. A SignalFire, empresa de Venture Capital, estimou que pelo menos 50 milhões de pessoas no mundo se consideram creators/influenciadoras;

. Segundo dados da Mediakix, agência californiana de marketing de influência, os mais de 50 milhões de criadores de conteúdo online devem receber US$ 15 bilhões apenas em verba publicitária em 2022;

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