Sprout, aplicativo que permite investir nos EUA, recebe aporte de R﹩ 30 milhões para iniciar operação na América Latina

Sprout, aplicativo que permite investir nos EUA, recebe aporte de R﹩ 30 milhões para iniciar operação na América Latina

A Sprout, aplicativo brasileiro que permite investir no mercado de ações dos Estados Unidos e funciona como rede social, recebe aporte de R﹩ 30 milhões para impulsionar o início da sua operação na América Latina. O investimento foi realizado pela aceleradora Y Combinator e pelas companhias Public.com e Sound Ventures, Liquid2, Geometry Ventures, HOF Capital, Quiet Ventures, First Check Ventures, Investo e The Marathon Lab. A startup também recebeu recursos de Oliver Jung, famoso por apoiar empresas como Uber, Nubank, Brex e WeWork, Ricardo Weder, da retailtech Justo, Brian Requarth, do site Viva Real, Zach Sims, da edtech CodeAcademy, Parker Treacy, da startup de logística Cobli, e Vinicius Correa, Manoela Mitchell e Thiago Torres, fundadores da healthtech Pipo Saúde.

Com a possibilidade de aplicação inicial a partir de uma quantia tão baixa quanto USD 1 e sem taxas de manutenção de conta ou corretagem, a Sprout vai oferecer aos latinoamericanos acesso a mais de 4.000 ações e ETFs americanos. Outro diferencial é que também vai funcionar como uma rede social por meio da qual os usuários poderão trocar ideias de investimento, se conectar com perfis de interesse e interagir em grupos específicos. Na plataforma, especialistas da Sprout vão, ainda, compartilhar notícias relevantes sobre o mercado financeiro dos EUA.

Os fundadores da Sprout são os americanos Ruben Guerrero, que acumula mais de 15 anos de experiência em bancos e fintechs como Goldman Sachs, E*Trade Financial e Xerpa, e Tyler Richie, primeiro cientista de dados do Nubank que também trabalhou na fintech TenX, em Cingapura.

Uma missão: democratizar o investimento

O objetivo dos dois empreendedores ao criar a Sprout foi facilitar o acesso e disseminar conhecimento sobre investimentos em toda a América Latina. A atuação da empresa visa eliminar os dois maiores entraves para investir — o acesso e o desconhecimento. “Não precisa ser rico para investir”, diz Guerrero, que também é CEO da companhia e atualmente reside no Brasil. “Além de poder começar com pouco, o cliente vai ter à disposição na plataforma conteúdos de educação financeira e poderá trocar experiências com outros usuários de todo o continente.”

Para Guerrero, a interação e a discussão fomentam o conhecimento e até o mercado sai ganhando com isso. “Ao permitir que os usuários acompanhem o comportamento de cada um e compartilhem ideias sobre onde investir ou não, a consciência sobre o assunto é ampliada”, diz. “Quanto mais sábio o investidor, mais ele ganha em retorno e o mercado fica mais maduro.”

Ainda em fase inicial de testes, a empresa oferece, por enquanto, seus serviços apenas para clientes convidados e permite um cadastro para uma lista de espera em seu site . Nos próximos meses, pessoas de toda a América Latina poderão abrir uma conta gratuita que permitirá acesso a diferentes opções de planos.

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