Com tecnologia brasileira, corretora americana amplia negócios na América Latina

Com tecnologia brasileira, corretora americana amplia negócios na América Latina

Daniel Alves (CFO), Ricardo Reis (CLO) e Stephano Maciel (CEO) da Passfolio

Desde 2019, a Passfolio atende mais de 10% dos CPFs da bolsa de valores brasileira (B3) que investem em ativos internacionais. Neste ano, amplia presença na LATAM.

Com sede nos Estado Unidos e atuação no Brasil desde 2019, a corretora de investimentos possui foco em atendimento para novos investidores que buscam ativos do exterior. Em 2021, a Passfolio expandiu sua atuação também para o México. Para atender o público latino-americano, a corretora utiliza um serviço de integração de transações financeiras da FacilitaPay. A fintech mineira atua como método de pagamento local e é responsável por creditar nos EUA, em tempo real, os recursos recebidos pela Passfolio.

De acordo com Stephano Maciel, co-fundador e CEO da FacilitaPay, esse tipo de pagamento realizado melhora a experiência do usuário e reduz o tempo da transação. “Normalmente, um pagamento internacional chega em até 72 horas em seu destino. Usando a FacilitaPay, o investidor tem seus recursos creditados no exterior em questão de alguns minutos”, complementa.

O usuário final não sabe que o processo é mediado por uma empresa brasileira, mas a facilidade do serviço é um diferencial competitivo explorado pela corretora estadunidense. Atualmente, a Passfolio atende mais de 10% do número de brasileiros na B3, bolsa de valores brasileira, que acessam o mercado internacional para investimentos. Contudo, o início da atuação local foi marcado por algumas dificuldades.

Regulações do mercado financeiro brasileiro

Em 2019, quando iniciou os atendimentos no Brasil, a Passfolio teve suas ofertas de ativos suspendidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso aconteceu porque a CVM, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, é responsável por regular o mercado financeiro brasileiro. Dentre as questões regulatórias, há a exigência de que corretoras estejam certificadas como Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM).

Como as corretoras internacionais não têm o certificado nacional de DTVM, a Comissão de Valores Mobiliários exige que, no caso de ofertas de qualquer forma de investimento feitas diretamente para brasileiros, estas contratem um distribuidor local de títulos e valores mobiliários. Para regularizar sua atuação no Brasil, a Passfolio firmou parceria com a RB Investimentos. Todos os avisos legais que certificam a atuação da corretora a investidores residentes, domiciliados ou constituídos na República Federativa do Brasil estão presentes no site da empresa.

Além de certificação para atuar no Brasil, a Passfolio Financial LLC, uma empresa de serviços monetários dos Estados Unidos, está registrada na Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN). Ela também é apta para fornecer todos os serviços de câmbio de moedas e criptomoedas que estão disponíveis na Passfolio.

Expectativas para o futuro

Assim como a RB Investimentos, a corretora estadunidense precisa dos serviços da FacilitaPay para atuar no Brasil, mas neste caso, a necessidade vem de questões práticas, como a integração de pagamentos. “Temos uma relação de extrema parceria com a Passfolio. No início, a ajudamos na estruturação de sua operação no Brasil e, ainda auxiliamos informalmente em qualquer necessidade que a empresa tenha localmente”, afirma Maciel.

Para o CEO da FacilitaPay, o mercado financeiro brasileiro ainda está apenas começando a descobrir o setor de investimentos internacionais e a tendência é de um crescimento absurdo. “Investir internacionalmente possibilita a busca por retornos de longo prazo, além do acesso a ativos que têm mais histórico que os disponíveis no Brasil”, complementa.

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