Pressa por leilão pode prejudicar entrada de provedores regionais no 5G

Pressa por leilão pode prejudicar entrada de provedores regionais no 5G

Empresas provedoras de internet alertam que, da forma como está formulado o edital, o leilão pode atrasar a chegada da rede aos locais fora dos grandes centros

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, no último dia 25 de agosto, o edital para faixas de frequência de quinta geração (5G) e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, intensiona abrir o leilão no início de setembro, apesar dos apontamentos de que o edital, da forma como está, inviabiliza a participação das empresas provedoras brasileiras e pode prejudicar a implementação do 5G nos municípios do interior do país.

Apesar do atraso histórico da implementação do 5G no país, o Consórcio 5G Brasil – iniciativa que reúne mais de 400 empresas provedoras de internet nacionais – alerta para a urgência e importância da alteração do edital para a preservação do mercado para atuação de players nacionais. Não se trata somente uma questão de competitividade, mas também uma questão de soberania tecnológica e segurança nacional.

Vale destacar ainda que, devido ao custo benefício, a implementação da internet no interior do país, muitas vezes, não é de interesse das grandes empresas multinacionais. Por isso, o leilão, da forma como está, poderá dificultar a exploração do 5G em milhares de municipios do interior.

O Consórcio 5G Brasil reivindica, principalmente, a mudança na forma em que está disposta a questão das frequências: o leilão inviabiliza novos entrantes – somente grandes empresas multinacionais poderão participar. Dessa forma, o 5G Brasil pleiteia a possibilidade de participação no leilão por meio de uma licença nacional e, alternativa ou concomitantemente, a participação no leilão das bandas de 700MHz.

Não há como negar a importância social e econômica dos provedores de internet nacionais. E ainda há tempo para mudar essa realidade para que não se repitam os erros da implementação do 4G que, por erros na concessão, fez com que a tecnologia demorasse mais de sete anos para chegar ao interior em comparação com as grandes cidades.

São alterações urgentes, mas pontuais, que viabilizarão a participação dos provedores regionais no processo.

Consórcio 5G

O Consórcio é formado por provedores de Internet – empresas de comunicação e de capital nacional – que atende 40% das residências do Brasil levando internet, principalmente ao interior do país. Essas empresas estão presentes em 100% dos municípios do Brasil que possuem instalação de fibra óptica, sendo responsáveis por 60% desse tipo de acesso.

As empresas fazem o caminho inverso das grandes operadoras, atendendo onde elas não possuem interesse comercial, e proporcionamos qualidade e internet para toda a população. Geram renda e emprego local, treinam e formam técnicos e profissionais para o setor de telecomunicações.

Durante a pandemia, assumimos os riscos e a exposição ao covid-19 para garantir a instalação e manutenção das redes nas casas, hospitais, empresas, comércios e toda a cidade.

Números

• 14 mil Provedores Licenciados pela Anatel

• Responsáveis 60% dos acessos de banda larga

• 1 milhão de empregos diretos e indiretos gerados

• 100% presente nos municípios do país

• 6,5 billhões de contribuições em impostos ao ano. (** Média dos participantes do projeto considerando todos os regimes tributários de cada participante e extrapolando para o número de ISP’s nacional)

Comments are closed