ESG: como as greentechs brasileiras podem se associar a ecossistemas mais avançados como o canadense

ESG: como as greentechs brasileiras podem se associar a ecossistemas mais avançados como o canadense

De acordo com o Global Cleantech Innovation Index de 2021, o Canadá é líder global em tecnologias limpas e inovação, o que reafirma a capacidade do ecossistema canadense de aproveitar as tecnologias que beneficiam o meio ambiente e infraestrutura verde para atender à crescente demanda global. Greentechs brasileiras têm a oportunidade de aproveitar esse know-how ao participarem do programa de internacionalização no Canadá, o Dream2B Global Acceleration Program.

Estão sendo selecionadas startups com aplicações de tecnologias em ESG, Clean Energy, Agrotech, Blockchain, Nanotechnology, Industry 4.0, IOT, entre outras; que resolvam algum impacto ambiental. As interessadas têm até o dia 10 de setembro para se inscreverem gratuitamente no link. Em sua 6ª edição, a iniciativa selecionará 10 startups de todo o país.

“Segundo previsão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Canadá é o melhor país do G20 para fazer negócios. Mesmo com a pandemia, se manteve próspero, sendo um lar ideal para startups brasileiras que buscam expandir internacionalmente. Outros atrativos são: incentivo fiscal para as empresas estrangeiras, abertura do novo negócio em apenas dois dias e mão de obra qualificada em tecnologia, acesso aos 51 países que o Canadá tem acordo comercial bilateral e mais de 1,5 bilhão de consumidores. Estou ansiosa para conhecer as greentechs brasileiras que farão parte deste ecossistema na sexta edição do Dream2B Global Acceleration Program, são empresas que estão desenvolvendo tecnologia de suma importância para garantir o bem-estar do planeta e de todos nós.”, explica Regina Noppe, fundadora & CEO da venture builder canadense Dream2B.

Serão 10 startups selecionadas para esta edição, que acontecerá online de 01 a 26 de novembro. O programa incluiu mentoria com experts e empreendedores canadenses e brasileiros, workshops com profissionais para validação do modelo de negócios, reuniões com potenciais parceiros e clientes, e pitches para investidores. 

Startups brasileiras já são destaque

Em suas cinco edições anteriores, o Dream2B Global Acceleration Program ajudou mais de 45 startups. Uma delas a Safetest, startup mineira que desenvolveu teste de Covid-19 de resultado rápido e de baixo custo, obteve reconhecimento mundial após participar do programa de aceleração em 2019. “A Dream2B nos guiou em nossa jornada de internacionalização e, hoje, podemos realizar negócios nos Estados Unidos, Canadá e em vários países na Europa. E continuamos em plena expansão. As oportunidades que surgiram a partir do contato com a Dream2B foram imensas. Bastou que a gente soubesse aproveitá-las da melhor maneira”, explica Felipe Peixoto, CEO da Safetest.

A plataforma multistreaming Ciclano.io também já passou pelo programa. Segundo Maurício Castro, CEO da Ciclano, o processo de aceleração e internacionalização, foi muito importante para a startup em muitos aspectos. “Destaco o relacionamento com players importantes e mentores com foco no mercado Norte Americano. Exigir de nós, startups, o mesmo nível de entrega de grandes players e avaliar a forma de trabalho como um todo me fizeram ver com outros olhos o meu próprio negócio”, conta Castro. “Descobrir o que parece óbvio, mas nunca visto e aplicar as dicas dos mentores durante o processo já para validação fizeram grande diferença no negócio. Conectar-se com um ecossistema canadense também nos proporcionou escalar a nossa plataforma em um cenário global”, finaliza o CEO.

A Wedy foi acelerada em 2016. Era chamada “Me Casei” e vinha num progresso muito forte no mercado brasileiro, crescendo 200% ano a ano no Brasil. “Foi aí que percebemos que era o momento de pensar na internacionalização. Assim surgiu a oportunidade de participar do programa de aceleração da Dream2B. Foi possível conhecer melhor como funcionaria todo o processo de internacionalização e entender o mercado fora do país”, conta Marcio Acorci, CEO e cofundador da Wedy.

O executivo explica que um dos aprendizados que teve foi que a marca não conversava com o público estrangeiro. Me Casei era um nome totalmente português e brasileiro. Ao voltar do programa, trabalharam numa nova marca e em janeiro de 2018 se transformaram em Wedy. Como empreendedor, a experiência de vivenciar o aprendizado fora do Brasil, oportunidades de melhoria e aumentar o nível de conhecimento, foi de extrema importância”, conta o executivo.

A 6ª edição do Dream2B Global Acceleration Program é realizada pela Dream2B em parceria com a incubadora canadense Spark Centre, com apoio da Softex e Câmara do Comércio Brasil-Canadá.

Dream2B Global Acceleration Program

Gratuito

Prazo de inscrição estendido até 10 de setembro

Link para inscrição: https://www.dream2b.com.br/programa/#OVERVIEW

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