De acordo com o Indeed, empregos no setor de criptoativos estão em alta no Brasil

De acordo com o Indeed, empregos no setor de criptoativos estão em alta no Brasil

O surgimento de bancos digitais e novos recursos tecnológicos vem revolucionando o mercado financeiro na última década. As criptomoedas são um exemplo disso, são moedas digitais descentralizadas que funcionam por meio da tecnologia blockchain. A primeira foi criada em 2009, mas é de 2020 para cá que houve uma explosão no setor, com o crescimento acelerado do mercado de criptoativos.

Agora esse crescimento se reflete também no mercado de trabalho. Mesmo em meio a uma crise econômica, agravada pela pandemia de Covid-19, um levantamento do Indeed, site de empregos número 1 no mundo, revelou que a postagem de vagas de trabalho relacionadas ao mercado de criptomoedas aumentou 144% na plataforma entre junho de 2020 e junho de 2021 no Brasil. 

Além da oferta, houve aumento também na procura por vagas no setor. Os dados do Indeed mostram que, entre junho de 2020 e junho de 2021, a proporção entre buscas de empregos contendo termos relacionados a criptomoedas aumentaram 173% na plataforma. No entanto, ao analisar o número de vagas ofertadas com o número de buscas, os dados sugerem que os empregadores estão com dificuldade em encontrar candidatos.

Em junho deste ano, o número de buscas, apesar do aumento, foi menor que o número de vagas anunciadas, resultando em uma média de 87 vagas por candidato. Para Felipe Calbucci, Diretor de vendas do Indeed no Brasil, isso é um sinal de que os candidatos que querem entrar para a área precisam se especializar, mas também de que as empresas precisam pensar em ações que fortaleçam a marca empregadora e tornem a empresa mais atraente para manter os colaboradores. 

“É um nicho de mercado que vem crescendo de maneira muito acelerada e demandando cada vez mais profissionais. Uma das dificuldades é encontrar mão de obra especializada neste setor de criptoativos, mas como ainda há mais vagas do que candidatos neste mercado, além de recrutar, também é difícil para as empresas manter esses talentos, a rotatividade se torna alta”, analisa Calbucci. “Por isso é importante investir em benefícios e oferecer um bom ambiente de trabalho que seja atrativo para esses profissionais, seja oferecendo maior flexibilidade, possibilidade de custear cursos e investir num bom plano de carreira”.

De acordo com o relatório Global Cryptocurrency Adoption Index divulgado pela Chainalysis em 2020, o Brasil é o país da América Latina com o maior volume negociado em criptomoedas e o 13º no ranking de adoção global de criptomoedas. Já segundo um relatório do site Crypto.com divulgado em fevereiro deste ano, o número de usuários do mercado de criptoativos ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas no mundo.

Com os sinais de que o setor deve seguir em crescimento, grandes empresas começaram a investir na tecnologia blockchain, diversificando ainda mais as vagas neste nicho e fazendo com que não sejam apenas ofertas em empresas específicas do mercado financeiro, mas também em companhias que atuam em outras áreas, mas que, por investir na tecnologia, precisam de profissionais especializados neste segmento do mercado. 

Felipe Calbucci frisa que os candidatos devem estar atentos à evolução e às exigências do mercado. “O setor está em constante evolução e quem quer especializar na área precisa estar a par das mudanças. Fazer cursos de especialização, mesmo que rápidos e online, e acompanhar as movimentações do mercado e os avanços da tecnologia é essencial. Estamos vendo que há vagas, mas aqueles que estiverem por dentro das tendências terão chances maiores de conquistar uma vaga”, afirma o especialista.

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