Gestora brasileira de venture capital bate a marca de 50 startups investidas em menos de cinco anos

Gestora brasileira de venture capital bate a marca de 50 startups investidas em menos de cinco anos

A Mindset Ventures, gestora de venture capital que conecta investidores brasileiros a empresas de tecnologia localizadas nos Estados Unidos e Israel, fecha o primeiro semestre de 2021 ultrapassando o marco de 50 startups investidas. “Hoje, posso afirmar com tranquilidade que nossa tese de investimento e rigor na diligência das empresas surtiu o efeito que tanto desejávamos, o que nos levou a construir um portfólio consistente com excelente potencial de retorno “, destaca o sócio e CSO Nemer Rahal.

“É natural que parte das startups investidas tenham desempenho abaixo da expectativa inicial e que venham até a fechar. Entretanto, no caso da Mindset, o percentual de insucessos tem ficado bem abaixo dos parâmetros de mercado, enquanto a maior parte das nossas empresas estão performando como previsto ou melhor. E fomos além disso: até hoje, já ajudamos 20% das nossas startups a expandirem suas atividades para o Brasil e estamos investindo fortemente no desenvolvimento da nossa área de Value Creation para dar suporte às empresas investidas e tornar nosso capital mais atraente para novos investimentos”, complementa.

Em menos de cinco anos, a gestora captou três fundos e hoje conta com cerca de R$ 400 milhões sob gestão, dos quais mais de R$ 160 milhões já foram alocados principalmente em segurança cibernética, SaaS – Software as a Service, healthtechs, agritechs e fintechs.

Daniel Ibri, sócio e CIO da gestora, reforça que as escolhas de investimento são muito criteriosas. “Desde o início do fundo III, no ano passado, analisamos mais de quatro mil empresas ao redor do mundo e investimos em apenas doze, todas B2B e com grande solidez tecnológica, empreendedores experientes, geração de receita e tração comercial comprovada”, afirma. Todos esses indicadores têm permitido à Mindset Ventures ser bastante assertiva nas escolhas e oferecer retorno atrativo, além de exposição ao ecossistema de inovação internacional, assim como aos investidores brasileiros que apostam no exterior.

Apesar dos fundos serem recentes, a tese de investimento da gestora já se provou, por meio de duas saídas, um evento significativamente raro para fundos tão novos. A primeira delas envolveu a Voicea, startup americana de inteligência artificial baseada em voz, vendida para a Cisco em 2019. A segunda, mais recente, ocorreu com a aquisição pela Upstart da Prodigy, startup também americana que automatiza processos administrativos, operacionais e de vendas para o varejo automotivo.

Ibri explica que, no ano passado, os valuations das startups despencaram sem que as empresas tivessem, necessariamente, sofrido algum tipo de impacto operacional significativo. Dessa forma, foi possível fazer uma série de investimentos em empresas que estavam captando a valuations relativamente baixos e que, hoje, já começaram a apresentar perspectivas de retorno financeiro considerável de acordo com suas expectativas de futuras captações a valuations bem mais altos.

“Já esperávamos um upside dentro de pouco tempo em função das excelentes condições de negociação dos investimentos que fizemos no decorrer da pandemia. Mas confesso que ficamos surpresos com o tamanho desse upside, em alguns dos casos, dentro de um período menor que um ano”, explica o executivo.

Segmentos de destaque no portfólio


Entre os segmentos preferidos da Mindset Ventures na busca por novos investimentos, destacam-se os de segurança cibernética, saúde, agronegócios, financeiro e SaaS – Software as a Service, que somam mais de 40 empresas investidas.

Cada tipo possui peculiaridades que os posicionam entre os favoritos da gestora, mas todos apresentam algo em comum: alta perspectiva de crescimento. “Estamos falando de segmentos cujas funções se tornaram cruciais para o dia a dia da sociedade”, relata Ibri.

No que diz respeito à segurança cibernética, desde o início da pandemia, por exemplo, o FBI reportou um aumento de 300% em ataques de hackers, o que fomenta a criação de empresas de proteção. A Eclypsium é um exemplo de startup investida pela gestora. A empresa americana é uma das únicas que conseguiu desenvolver uma forma de controlar e proteger firmwares em larga escala, um backdoor gigantesco de ataques do tipo.

O setor de saúde também apresenta perspectivas de crescimento animadoras e estima-se que, ainda neste ano, a aplicação de inteligência artificial em procedimentos no campo da medicina deva compor um mercado de US$6,6 bilhões, segundo a Accenture. Neste cenário, uma das startups investidas é a Emedgene, empresa israelense que ajuda no processo de decodificação genética empregando o uso de inteligência artificial no processo e que recentemente fechou parceria com a Illumina, uma das maiores empresas do setor genético do mundo.

Para os outros setores mencionados, as perspectivas positivas não são diferentes e, em certos casos, startups investidas pela gestora já possuem atuação no país, como é o caso da SeeTree, capaz de mapear e monitorar o estado de saúde de árvores individualmente em vastas plantações; e da PayJoy, que permite o financiamento da compra de celulares bloqueando os aparelhos remotamente em caso de inadimplência. Dentre os casos mais disruptivos no portfólio da gestora, encontra-se a Pecan, que fornece a grandes corporações a possibilidade de adotarem inteligência artificial de forma prática e intuitiva para determinados usos de maneira a contribuir substancialmente para a atividade de analistas de dados.

A atenção que a Mindset Ventures tem recebido de seu público nos últimos anos é um claro indicativo do espaço que vem conquistando no mercado. Não à toa, os executivos da empresa deixam claro que seus planos não param por aqui. O próximo projeto está sendo elaborado, mas já conta com um sinal muito positivo: desde já, atuais e novos investidores vêm demonstrando bastante interesse nas próximas iniciativas da Mindset Ventures.

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