Archive julho 2021

Infobip oferece dia de folga para incentivar colaboradores a tomar a segunda dose da vacina contra Covid-19

A Infobip, empresa global de comunicações na nuvem, anunciou que vai oferecer um day off para quem tomar todas as doses indicadas da vacina contra a Covid-19. O objetivo é incentivar a imunização dos funcionários no Brasil, Colômbia, México, Argentina, Chile, Peru e Colômbia. O benefício poderá ser utilizado em um dia de escolha do funcionário ao longo do ano. “Com o avanço da vacinação na América Latina, queremos reconhecer nossos funcionários que estão pensando no coletivo e incentivá-los para contribuir com um ambiente de trabalho seguro e livre do vírus”, destaca Nestor Caratti, Diretor de Vendas para América Latina. A empresa mantém os colaboradores em home office e seus escritórios em São Paulo e Curitiba permanecem fechados. Em setembro, a companhia pretende lançar o programa BIP Anywhere, ainda em desenvolvimento, para construir um local de trabalho melhor e mais flexível para todos. 

Pix já é responsável por mais da metade das transferências para as contas MEI Fácil

A adesão ao Pix tem crescido rapidamente na conta MEI Fácil da Neon, uma das principais fintechs do país. O pagamento instantâneo foi disponibilizado para os clientes microempreendedores individuais da Neon em março deste ano e já no primeiro mês foi o método utilizado para 22% das transferências para as contas dos clientes. Naquele mês, 35,1% do cash in foi feito via boleto; 34,4% via TED; 7,2% via maquininha e 1,2% via DOC.

Mês a mês, o uso do Pix foi crescendo. Em abril, correspondia a 40,1% do volume transferido para contas digitais MEI Fácil; em maio, a 49,4% e, em junho, a 53,2%. Enquanto o uso da maquininha e do DOC não se alterou muito, as transações via boleto e TED caíram significativamente, chegando a 19,1% e 18,9% do cash in em junho.

Fenômeno semelhante foi observado entre as transferências para fora das contas MEI. Em março, 15,8% dessas transações ocorreram por Pix; 45,9% por TED; 15,5% por cartão (de débito ou crédito); 12,7% por boleto; 5,5% por saque e 4,6% de outras formas. Em abril, o uso do Pix chegou a 42,7%; em maio, a 44,2% e, em junho, a 45,4%.

Enquanto isso, a TED perdeu bastante espaço. Em abril, 21,7% das transações para fora das contas digitais MEI Fácil foram feitas desta forma; 17,8% por cartão; 10% por boleto; 4,8% por saque e 3% de outras formas. Em maio, os números foram 17,9% por TED; 19,8% por cartão; 9,3% por boleto; 5,1% por saque e 3,7% de outras formas.

“Antes da chegada do pagamento instantâneo, o método mais utilizado por esse público para receber, era o boleto, que pode demorar a ser pago e ainda mais a cair na conta desse microempreendedor. O Pix simplificou muito esse processo: com ele, o MEI recebe na hora, permitindo um fluxo de caixa ainda melhor”, diz Roberta Pepe, Gerente de Negócios PJ da Neon.

Como seu smartphone pode convencer o banco a conceder um empréstimo

Por Carolina Rezemini, Diretora Regional de Vendas para a América Latina da Credolab

Muitas vezes, para dar uma ideia a respeito da credibilidade de determinada pessoa, usam-se os dizeres: “Dela eu não compraria nem um carro usado”. A mensagem transmitida é a de que o indivíduo em questão não é lá muito confiável. Nem sempre, porém, uma frase solta ou uma percepção sugerida são suficientes para determinar o nível de confiabilidade de alguém. Ao longo do tempo, o mercado desenvolveu balizadores bem mais precisos para chegar a pareceres dessa natureza.

Surgiram, assim, os scores de crédito. No Brasil, seu advento é relativamente recente se o compararmos com a proliferação do conceito em outros países, como os Estados Unidos. Na última década, a prática ganhou força por aqui com o reconhecimento da legalidade dos sistemas de score por parte da Justiça, no entendimento de que essas ferramentas podem ser usadas sem o prévio consentimento da pessoa.

O cadastro positivo despontou como um desdobramento desse parecer – e com o intuito de estender a análise para outros vieses, uma vez que o consumidor passou a ser estudado não apenas enquanto inadimplente, mas também sob a ótica das ocasiões em que foi um bom pagador.

Adeptos desse direcionamento lançam mão do argumento de que se trata de uma democratização do crédito, visto que coloca a análise do perfil sob uma perspectiva mais ampla. De qualquer maneira, ainda há um terreno bastante fértil para evoluir nesse sentido, sobretudo se considerarmos uma abordagem mais moderna e ainda pouco utilizada no Brasil para a composição de scores: a comportamental.

Faz tempo que os estudiosos sabem que o modo como alguém lida com suas finanças acaba sendo um reflexo de sua personalidade como um todo. Daí decorrem os princípios da psicologia financeira, disciplina que relaciona a economia com o comportamento humano em geral. Um exemplo bem básico: uma pessoa mais arrojada nas decisões da vida tem mais chances de se dar bem com ativos de risco mais elevado na bolsa de valores.

Interpretação de sinais

A postura do indivíduo enquanto devedor pode ser vista também em atitudes suas do dia a dia que aparentemente nada tem a ver com dívidas. Já existem empresas que perceberam mais claramente essas intersecções. E, valendo-se daquele que atualmente se configura como um dos principais elos das pessoas com o meio que as cerca – o smartphone ou o computador -, desenvolveram uma metodologia inteligente de interpretação de sinais, transformando ações ao teclado em indicadores de score de crédito.

Número de downloads. Organização de agenda. Tipos de conexão. Acredite, todos esses movimentos num mobile ou desktop dizem muito sobre cada um de nós. E eles se tornam matéria-prima riquíssima de análise especialmente em cenários em que tanta gente não possui um histórico financeiro consistente para embasar uma decisão de concessão de crédito. É o caso do Brasil.

Uma frase isolada ou uma percepção sugerida não é o bastante para determinar a confiabilidade de alguém. No entanto, muitas frases e percepções corretamente ordenadas, cruzadas e pesadas de acordo com a sua relevância para um contexto específico são, sim, indicativos seguros para determinar o risco de uma operação financeira.

É esse o nicho de atuação das empresas que trabalham com os chamados scores de crédito integrado, aqueles que consideram muito mais que o histórico financeiro de um consumidor na hora de lhe atribuir um valor. E isso sem desrespeitar a privacidade das informações que acessam, uma vez que a análise não se baseia no conteúdo em si, mas nas características que o cercam – como o número de downloads, conforme já citado, e não o que foi baixado pelo usuário do aparelho.

É de fato o que se pode chamar de análise inteligente de dados. E, ao ampliar as possibilidades de concessão de crédito, esse método tem tudo para viabilizar um número crescente de novas transações comerciais em vários segmentos de mercado – inclusive o de carros usados.

ABES divulga resultados do estudo “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendência 2020” em evento virtual no dia 4 de agosto

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software – divulgará os resultados do estudo “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendência 2020”, realizado com dados do IDC, em evento totalmente virtual no dia 4 de agosto, às 8h30. Serão apresentados Informações sobre investimentos e perspectivas para os setores de TIC no Brasil e no mundo. As inscrições gratuitas podem ser feitas aqui , o evento contará com tradução em libras, e caso não consiga acompanhar nesse dia, o debate ficará disponível no canal do Youtube da associação também.

Todo o levantamento e o panorama do setor serão apresentados pelo Rodolfo Fücher, presidente da ABES; e Jorge Sukarie, vice-presidente do Conselho da ABES. “Dia 4, apresentaremos os reflexos da pandemia no setor de TI, cujo papel foi fundamental para continuidade das mais diversas atividades, como também apresentaremos as expectativas para os próximos anos. O estudo ficará disponível gratuitamente ao mercado, com o intuito de colaborar nas decisões sobre investimentos em TI e na elaboração de estratégias”, afirma Rodolfo.

O evento também contará com a participação de Fabio Martinelli, Líder dos programas de Software e Cloud Computing na IDC. “Vamos aproveitar esse tempo para falar sobre as tendências do mercado na aplicação de tecnologia, visando a jornada de recuperação dos negócios e como as empresas avançam na aplicação da tecnologia para impulsionar a inovação em uma economia cada vez mais digital. O estudo visa aprofundar o conhecimento do mercado relacionado a TIC no Brasil, além de mapear os impactos da Transformação Digital (DX) nas empresas”, explica o executivo.

A associação está comprometida em proporcionar cada vez mais conteúdo e serviços para os seus associados e parceiros, com o propósito de contribuir para a construção de um Brasil digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos, de forma inclusiva e igualitária. Por isso, a ABES tem atuado para assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico, sustentável e competitivo globalmente.

EVENTO: Apresentação do Estudo do Mercado Brasileiro de Software 2021

Data: 04 de agosto

Hora: 8h30

Inscrições: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_EJ49WruKR9m4Ke_2j3V9Dg

TIVIT investirá R$ 200 milhões em Cloud Solutions até 2025

A TIVIT, multinacional brasileira e one-stop-shop de tecnologia, espera investir 200 milhões de reais em Cloud Solutions até 2025. A unidade de negócios registrou crescimento de 150% em nuvem pública e aumento de 24% em sua receita desde o início da pandemia, tornando-se, no primeiro semestre deste ano, a linha de negócios mais representativa da empresa.

Os recursos serão destinados a diferentes frentes, como infraestrutura de tecnologia em nuvem privada, conectividade em nuvens públicas, pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços, certificações, aquisição e qualificação de talentos, ações de marketing, entre outras ações, que receberão 60 milhões de reais ainda em 2021.

“Ao oferecermos serviços de alta qualidade e confiabilidade, alcançamos um crescimento significativo da nossa oferta em nuvem e conquistamos 25 novos clientes de alta relevância no mercado. Essa consolidação da área de Cloud nos permite realizar investimentos constantes para a adição de novas soluções ao portfólio e suprir a demanda do mercado”, afirma André Frederico, diretor executivo e Head de Cloud Solutions na TIVIT.

A companhia, já reconhecida pela integração de serviços de tecnologia, tem diversificado sua área de atuação nos últimos anos para oferecer soluções integradas e ampliar suas fontes de receita, por meio do conceito de one-stop-shop.  A área de cloud computing tornou-se uma das mais estratégicas e se destacou pela agilidade em responder às demandas dos clientes do mercado, que passa por um momento de aceleração da transformação digital e investimentos em nuvem. Segundo relatório da consultoria IDC Brasil, os gastos com infraestrutura e plataformas de nuvem pública no país devem atingir 3 bilhões de dólares neste ano, um crescimento de 46,5% no comparativo com 2020.

Diante desse potencial, a TIVIT tem apostado na diversificação dos serviços oferecidos para aprimorar a experiência dos clientes nos quesitos governança e otimização das operações em nuvem, seja na multicloud ou na nuvem híbrida. Entre eles, a Cloud Adoption Framework (CAF), conjunto de diretrizes para ajudar a implementar estratégia de negócios na nuvem, e FinOps, modelo de gestão e governança dos custos na nuvem, além de práticas voltadas à cibersegurança. A empresa também disponibilizou a nova versão da sua plataforma TIVIT One Cloud, para aprimorar a experiência do cliente com a gestão da nuvem, utilizando o componente CloudHealth by VMware, empresa com foco em soluções para o gerenciamento de múltiplos ecossistemas.

A empresa investiu, ainda, em consultoria, com o TIVIT Professional Services (TPS), time de profissionais para apoiar os clientes a alcançarem seus objetivos por meio de melhores práticas, estruturas e ferramentas, utilizando metodologias ágeis que aceleram a conclusão de projetos, ao mesmo tempo em que consideram a constante evolução das expectativas. Para as entregas TPS são destacados quatro pilares: “Assess” (definição, validação e planejamento da estratégia na nuvem), “Migrate” (migração e modernização de infraestrutura), “Optimize” (aumento de valor com redução de custos) e “Transform” (transformação do negócio com arquiteturas “cloud native” e modernização de aplicações).

Para seguir crescendo em 2021, a empresa espera reforçar o atendimento de clientes em todos os principais segmentos da economia, especialmente o financeiro. “Percebemos um movimento muito grande das instituições financeiras mais tradicionais com a migração de serviços para canais online ou com o lançamento de produtos nativamente digitais, além do crescimento das fintechs. Toda a regulamentação que favorece os serviços de Open Banking impulsiona a adoção da nuvem, e a TIVIT está pronta para atender a todos esses requisitos”, conclui Frederico.

Aquisições de startups para fortalecer estratégia

Por meio da TIVIT Ventures, braço de investimentos da TIVIT, a organização tem realizado a aquisição de startups para fortalecer a estratégia de crescimento das unidades de negócios de Cloud Solutions e Digital Business e ampliar a oferta de soluções de ponta a ponta. Em abril deste ano, a TIVIT anunciou a compra da paranaense DevApi, startup de integração de sistemas (iPaaS – Integration Platform as a Service), desenvolvedora de plataforma que permite gerenciamento de aplicativos, sistemas e APIs de forma centralizada e intuitiva, reunindo em um só lugar as informações sobre desempenho, erros, consumo, entre outros. No início de julho, a adquirida foi a Lambda3, empresa de desenvolvimento de software focada em produtos digitais e metodologias ágeis. 

Gupshup arrecada mais US$ 240 milhões para acelerar a visão global de mensagens instantâneas

A Gupshup, líder em mensagens instantânea, anunciou que arrecadou mais US$ 240 milhões em uma rodada adicional de captação junto a um grupo de investidores líderes do setor, incluindo a Fidelity Management and Research Company LLC, Tiger Global, Think Investments, Malabar Investments, Harbor Spring Capital, certas contas gerenciadas pela Neuberger Berman Investment Advisers LLC e White Oak, Neeraj Arora, entre outros. Esta rodada de financiamento segue os US$100 milhões arrecadados da Tiger Global em abril, com uma avaliação de US$1,4 bilhão.

A Gupshup usará este investimento para continuar executando sua visão e para a compra secundária de ações dos atuais e ex-funcionários, bem como de investidores anteriores. A empresa continua a investir em inovação de produtos para habilitação de comércio digital, bem como na expansão de iniciativas go-to-market em economias que priorizam a mobilidade em todo o mundo. A Gupshup também está explorando oportunidades de fusões e aquisições, para expandir suas oportunidades de negócios. Além disso, a empresa anunciou recentemente a expansão de sua equipe executiva, com contratações de lideranças nas áreas de Desenvolvimento Corporativo, Desenvolvimento de Negócios Internacionais, Vendas, Sucesso do Cliente, Marketing e TI.

“Vemos um crescimento substancial na economia digital da Índia”, afirmou Shashin Shah, diretor administrativo na Think Investments. “A plataforma da Gupshup é uma ferramenta essencial para empresas que estão criando uma pegada digital. Estamos entusiasmados com a parceria com a Gupshup, dada a sua posição de liderança de mercado, crescimento impulsionado pela inovação e perfil financeiro atraente”.

“Acompanhamos o progresso da Gupshup por um longo tempo e acreditamos que eles são a plataforma de comunicação com o cliente mais evoluída na Índia e cada vez mais em outros mercados emergentes, com uma posição de liderança nos subsegmentos de mercado mais atraentes e de crescimento mais rápido”, disse Sumeet Nagar, diretor-gerente da Malabar Investments. “Acreditamos que o Beerud e a equipe tenham a oportunidade única de expandir o mercado endereçável, por meio de novas ofertas e ampliar significativamente o negócio, o que é a receita perfeita para a criação de valor massivo. Eu conheço o Beerud há mais de três décadas e todos nós do Malabar estamos muito satisfeitos com a parceria com Gupshup na próxima etapa de sua jornada”.

“Acreditamos que a digitalização da Índia está nos estágios iniciais de crescimento transformacional, impulsionada por uma infraestrutura de comunicações crítica”, afirmou Subir Jajoo, sócio da Harbor Spring Capital. “A Gupshup construiu uma plataforma líder para aumentar o envolvimento entre empresas e consumidores e temos o prazer de fazer parceria com a empresa, que continua a melhorar a experiência digital por meio de inovação, confiabilidade e atendimento ao cliente”.

“As conversas representam a nova vitrine digital para empresas. Praticamente todas as empresas precisarão construí-las”, declarou Beerud Sheth, cofundador e CEO da Gupshup. “Estamos transformando o comércio digital em todo o mundo com mensagens instantâneas. Estamos ansiosos para fazer parceria com nossos novos investidores, devido ao seu incrível histórico de apoio a empresas criadoras de categorias. Também estamos satisfeitos com a oportunidade de fornecer liquidez parcial e grandes retornos aos primeiros investidores e funcionários que confiaram na Gupshup”.

Habilitar o comércio digital com mensagens instantâneas ajuda as empresas de todos os setores a levarem seus clientes a jornadas de conversação baseadas em IA em aplicativos de mensagens, marketing, comércio e fluxos de trabalho de suporte. Os clientes podem descobrir produtos, pagar por eles, rastrear a entrega, fornecer feedback e obter suporte, enquanto conversam com suas marcas favoritas, como fariam com amigos e familiares.

A última rodada de financiamento da Gupshup foi em abril de 2021. A empresa arrecadou US$340 milhões em 2021. A Gupshup cresceu rapidamente nos últimos anos, saindo de 2020 com uma taxa de execução de receita anual de aproximadamente US $150 milhões.

Indústria de alimentos mantém trajetória de retomada

Nos cinco primeiros meses de 2021 a indústria de alimentos manteve a trajetória de gradual retomada de atividade, movimento iniciado no segundo semestre do ano anterior. As exportações continuaram sendo o principal destaque, mantendo a taxa de crescimento, enquanto as vendas no mercado interno, influenciadas pelo ritmo de expansão mais moderado da economia do país no primeiro trimestre, passaram por uma fase de acomodação.

De acordo com pesquisa mensal da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), entre janeiro e maio deste ano as vendas reais do setor (mercados interno e externo) apresentarem expansão de 2,1% e a produção física (base volume) de 2,5%, comparativamente ao período homólogo. O desempenho acumulado nos últimos 12 meses, até o mês de maio, ficou próximo ao do fechamento de 2020: as vendas reais apresentaram alta de 3,9% e a produção física (em volume), de 1,7%.

Apenas no mercado interno, as vendas reais da indústria de alimentos ficaram relativamente estáveis de janeiro a maio, com alta de 0,5% ante o mesmo período do ano anterior. “Este desempenho foi influenciado pela lenta retomada das vendas do canal food service (alimentação fora de casa), diante das restrições à circulação de pessoas e aos horários de funcionamento dos estabelecimentos e uma acomodação nas vendas do varejo alimentar”, explica o presidente da Abia, João Dornellas.

O dirigente afirma que, para os próximos meses, a perspectiva em relação às vendas direcionadas ao mercado interno é de melhoria no desempenho, puxadas, principalmente, pela geração de emprego e renda a partir da retomada do setor de serviços.

Exportações e importações

Já no que diz respeito às exportações de alimentos industrializados nos cinco primeiros meses do ano, manteve-se o ritmo de crescimento observado em meses anteriores. A economia mundial em processo de retomada de atividade e o cenário de preços firmes dos alimentos no mercado internacional estimularam as vendas do setor. Ente janeiro e maio de 2021 as exportações totalizaram US$ 16,55 bilhões, valor 17,1% acima do verificado no mesmo período de 2020. Em volume, a expansão foi de 23,9%.

Entre os principais produtos da pauta exportadora da indústria de alimentos, os maiores destaques foram as carnes, com US$ 7,28 bilhões (+5,7%), o açúcar, com US$ 3,35 bilhão (+44,7%), o farelo de soja, com US$ 3,05 bilhão (+20,4%) e o grupo dos óleos e gorduras, com US$ 922,4 milhões (+82,9%).

A China se destaca como principal parceiro: as exportações de alimentos industrializados para este país alcançaram o valor recorde de US$ 3,43 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, alta de 23,8% em relação ao mesmo período de 2020. Os produtos que mais contribuíram para este crescimento foram as carnes, com US$ 2,62 bilhões, alta de 4,8%, e o açúcar com US$ 342,6 milhões, com expansão de 109,7%.

Para a União Europeia, as exportações recuperaram-se da queda observada no início do ano, totalizando US$ 2,31 bilhão, alta de 7,1% em relação aos primeiros cinco meses de 2020. O principal destaque foi o farelo de soja, que alcançou US$ 1,32 bilhão, com alta de 10,2%.

As importações de alimentos industrializados totalizaram US$ 2,30 bilhões entre janeiro e maio de 2021, uma expansão de 23,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O grupo dos óleos e gorduras vegetais exibiram a maior taxa de crescimento, +48,7%, alcançando US$ 618,4 milhões.

Principais desafios

Os principais desafios para a indústria de alimentos continuam sendo as pressões de custos, associadas aos preços da commodities agrícolas. Em maio de 2021 o índice de commodities agrícolas da FAO foi 39,7% acima do registrado em maio de 2020, atingindo o maior valor desde novembro de 2011, quando a economia mundial se recuperava da crise de anos anteriores.

“Além disto, importantes insumos utilizados na produção de embalagens de alimentos, caso das resinas plásticas (polietileno e polipropileno) e da folha de flandres, utilizadas na produção de embalagens plásticas e metálicas, seguem com quadro de oferta restrita no mercado interno e preços elevados, pressionando os custos de produção”, ratifica Dornellas, lembrando que a melhoria da disponibilidade interna destes importantes insumos segue dependente da aprovação dos pleitos de redução do imposto de importação.

Desenvolvimento de carreira é o fator mais importante para 77% dos trabalhadores brasileiros ao escolher um emprego, aponta Randstad

Progressão na carreira é o fator mais importante para 77% dos trabalhadores brasileiros na hora de escolher um emprego, afirma o estudo Marca Empregadora, realizado pela Randstad, líder global de soluções em RH, com o objetivo de fornecer insights para ajudar líderes na construção de sua marca empregadora. Se considerado o recorte por gênero neste fator relacionado ao desenvolvimento de carreira, a preferência sobe para 80% das mulheres entrevistadas. Salários, benefícios e um ambiente de trabalho agradável aparecem empatados com 74% na segunda posição do ranking geral. A pesquisa, realizada em fevereiro de 2021, traz um recorte do Brasil com 3770 ouvidas, dentro de uma amostra de 190 mil trabalhadores entrevistados em todo o mundo.

Conceito que ganha cada vez mais atenção das corporações brasileiras, já que está diretamente ligado à atração e engajamento de talentos, a marca empregadora impacta diretamente nos resultados dos negócios. O estudo da Randstad tem justamente o objetivo de mostrar a importância de investir na percepção da força de trabalho e apontar caminhos para diminuir a lacuna entre o que os trabalhadores querem com o que as empresas estão oferecendo. Nesse sentido, ainda segundo a pesquisa, quem investe no tema tem chances de contratar até duas vezes mais rápido. Além disso, 50% dos candidatos dizem que não trabalhariam para uma empresa com má reputação e 80% dos líderes entrevistados concordam que uma marca empregadora forte tem um impacto significativo em sua capacidade de contratar.

“Pessoas trabalham para culturas, não para empresas. Logo, a reputação do empregador é muito importante. Na Randstad, sempre reforçamos isso junto às empresas parceiras com quem trabalhamos, já que analisamos há 20 anos o impacto da marca empregadora para as corporações. A partir dos dados obtidos, conseguimos oferecer insights valiosos para que os empregadores ajustem alguns pontos e aumentem o nível de interesse da sua força de trabalho e para os seus negócios”, afirma Diogo Forghieri, diretor de RPO e MSP da Randstad e especialista em Marca Empregadora.

Embora a progressão na carreira, salários, benefícios e um ambiente de trabalho sejam os fatores mais importantes oferecidos por um empregador ideal, outros aspectos têm impacto na relação dos trabalhadores com as empresas. Gestão forte e treinamentos aparecem empatados em quarto e quinto lugares: 66% dos entrevistados no Brasil consideram esses aspectos importantes para escolher ou permanecer em um emprego.

Oferecer um ambiente de trabalho seguro em relação à COVID-19 também foi bastante relevante para os entrevistados, ficando em 6o lugar no Brasil, com 65%, num ranking com 16 posições contendo temas como seguro no emprego (59%), retribuição à sociedade (58%), diversidade e inclusão (57%) entre outros. A maneira como os empregadores no Brasil apoiaram seus funcionários e lidaram com a pandemia impactou positivamente: 75% dos funcionários sentem-se agora mais leais aos seus empregadores por conta desses cuidados. Um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional também se destacou: aparecendo em sétimo lugar com 64% no ranking geral. Porém, ao fazer o recorte de gênero, 66% das mulheres com 25 anos ou mais e as de nível escolar médio e superior deram preferência a esse aspecto, frente a 62% dos homens abordados.

“Para tornarem-se empregadoras mais atraentes, as empresas brasileiras devem identificar as lacunas entre o que os funcionários desejam e o que elas oferecem, aumentando a retenção de talentos. No Brasil, por exemplo, 29% dos 3770 entrevistados pretendiam mudar de empregador no primeiro semestre de 2021, sendo que mulheres e aqueles com 18 a 24 anos têm uma probabilidade maior de planejar a mudança, 31% e 32%, respectivamente. Entender o que as pessoas querem, pode fazer toda a diferença. Mais do que diminuir a rotatividade ou aprimorar o desempenho, é preciso encarar os talentos como peças fundamentais para a construção da marca da empresa, é um caminho importante para a perenidade e sucesso dos negócios”, conclui Forghieri.

Sobre a pesquisa Marca Empregadora da Randstad

Elaborada há 20 anos, a pesquisa Marca Empregadora mapeia 34 países e conversa com mais de 190 mil pessoas de 6493 empresas em todo o mundo, coletando informações e insights valiosos para ajudar os empregadores a moldar sua marca empregadora e, consequentemente, ampliar seus negócios. Possui uma amostra composta por estudantes, força de trabalho empregada e desempregada, com idades que variam entre 18 e 64 anos e com pessoas de diferentes gêneros. No Brasil, a pesquisa foi realizada de forma online, em fevereiro de 2021.

Para saber mais sobre a pesquisa, acesse aqui .

Nice anuncia plano global de transição sustentável; Brasil investe R$ 100 milhões

Uma mudança de paradigma, tanto interna quanto externa, surge para tornar a sustentabilidade peça fundamental da estratégia de negócios da Nice. Impulsionada pela inovação, multinacional italiana, líder em automação residencial e segurança eletrônica, acaba de anunciar um plano global de transição sustentável com foco na preservação ao meio ambiente e cuidados com a comunidade.

O primeiro passo, já em 2021, será mensurar a pegada de carbono da organização, ou seja, as emissões de gases de efeito gerados pela atividade produtiva, medidas em toneladas de CO2. Com base nisso, novas alternativas de produção serão avaliadas, a fim de reduzir o impacto da poluição na saúde, água, atmosfera e solo. A Nice pretende eliminar ou pelo menos reduzir significativamente as emissões de CO2, alinhando-se aos padrões climáticos estabelecidos pelas Nações Unidas, por meio do Acordo de Paris.

O Relatório de Sustentabilidade, análise em nível global sobre o impacto das atividades industriais no meio ambiente, atuará como diretriz para definir a estratégia sustentável da empresa. A Nice acredita que praticar ações sustentáveis significa gerenciar o desenvolvimento da marca de forma diferente e mais eficiente, com olhar de urgência sobre as necessidades socioambientais.

“Já estamos implementando ações nesse sentido há algum tempo, mas a partir de agora queremos abordar a sustentabilidade corporativa de forma mais orgânica e estruturada. Nosso objetivo é aproveitar as tecnologias inovadoras da Nice para mudar a maneira como fazemos negócios, desenvolvemos e fabricamos produtos e soluções conectadas”, conta Marco Bianchet, diretor global de Qualidade & Sustentabilidade da Nice e líder do projeto de transição sustentável .

Para a implementação e condução, o projeto contará com uma equipe internacional e interdisciplinar que ficará à frente das responsabilidades operacionais, definindo visão, missão e objetivos para tornar as ações mais efetivas do ponto de vista ambiental, financeiro e social, estabelecendo prazos e parâmetros de avaliação.

Inovação e sustentabilidade no Brasil

Alinhada aos cuidados com o meio ambiente, a Nice anunciou em 2019 o investimento de R﹩ 100 milhões para a construção de um novo complexo industrial inovador e sustentável, na cidade de Limeira, no interior de São Paulo. O empreendimento segue os conceitos de Indústria 4.0, produzindo componentes mecânicos de ponta, e será um dos centros de Pesquisa e Desenvolvimento globais do grupo Nice. No local, serão testadas e implementadas novas tecnologias e soluções para simplificar o dia a dia das pessoas.

A nova fábrica de Limeira será o carro-chefe que simboliza o compromisso de Nice com a inovação, o crescimento e a sustentabilidade, certificada pelo selo internacional LEED (Leadership in Energy and Environment Design). Projetado pelo renomado arquiteto e designer italiano Mario Cucinella, fundador do estúdio MC A – Mario Cucinella Architects, o complexo contará com 4 mil metros quadrados de painéis fotovoltaicos capazes de fornecer toda a energia elétrica necessária pela operação nos dias de sol, além de possuir um tanque de água de 500 metros cúbicos, que armazena água da chuva para fins de reutilização.

A implementação de todas as estratégias sustentáveis do empreendimento permite que o complexo da Nice em Limeira opere fora da rede em alguns períodos do ano, sem emissões de carbono – o que representa um marco importante para empreendimentos sustentáveis. Outro destaque das novas instalações será o design ecoeficiente, que visa a maximizar os processos de produção, promovendo uma abordagem holística da sustentabilidade. Situado em um local estratégico, o projeto interage continuamente com a paisagem circundante.

Leonardo reforça presença no Brasil e na América Latina

Buscando reforçar ainda mais sua presença no Brasil e na América Latina, a Leonardo, companhia italiana líder no setor de defesa, tecnologia aeroespacial e segurança cibernética, está investindo em instalações locais e parcerias estratégicas com empresas de sua base industrial, transferindo tecnologia para o suporte de habilidades nacionais, com o objetivo de consolidar a presença no território brasileiro.

No Brasil, a empresa conta com filiais em São Paulo, Rio de Janeiro e um novo escritório em Brasília, e o olhar mais atento no Brasil está em linha com o plano estratégico do Grupo Leonardo que busca ampliar e fortalecer sua presença no Brasil e na América Latina.

Uma longa parceria com o Brasil

A Leonardo, há mais de 40 anos, vem atuando com o governo brasileiro, além de instituições e clientes privados, fornecendo helicópteros, radares aviônicos, serviços, produtos espaciais e participando de importantes projetos na indústria aeronáutica militar. Um exemplo é o desenvolvimento do caça AMX, em uso pela FAB desde a década de 1980, desenvolvido em parceria com um grande player nacional, e o fornecimento de soluções de radar aviônico que irão equipar os novos Caça Gripen e as aeronaves KC-390.

Também está presente há mais de 20 anos com a subsidiária Telespazio do Brasil, empresa que oferece soluções inovadoras e personalizadas na área de telecomunicações por satélite, serviços multimídia, imagens e aplicativos para observação da Terra, bem como operações e manutenção para sistemas de satélites terrestres.

A Leonardo também contribui para melhorar a segurança do País com sistemas de radares e sensores de última geração, tecnologias para a vigilância do território, proteção de infraestruturas críticas e a segurança de grandes eventos.

Com mais de 180 helicópteros operando em diversas configurações diferentes, a companhia também oferece uma gama completa de serviços e peças de reposição para garantir o suporte aos clientes e o treinamento para a frota em operação. A Leonardo é certificada pela ANAC para as atividades de manutenção, reparo e revisão de helicópteros e componentes LHD.

Francesco Moliterni, Presidente da Leonardo do Brasil Ltda, comenta: “O Brasil representa uma segunda casa para a Leonardo por meio dos diversos projetos e interesses que unem a empresa ao país. O compromisso da Leonardo é apoiar o crescimento e desenvolvimento do Brasil através da inovação, segurança cibernética e uso de plataformas de comando e controle e elaboração de big data para o monitoramento de infraestruturas e áreas críticas, tecnologias nas quais a Leonardo é reconhecida como líder mundial. Mas também contribuindo com tecnologias relacionadas à inteligência artificial para o crescimento sustentável das cidades inteligentes do futuro, que já é hoje. A crescente frota de helicópteros e a introdução de modelos de última geração nos últimos anos requerem um nível de serviço ainda maior e, portanto, estamos progredindo com o novo Centro de Logística para fornecer aos operadores de serviços públicos e privados o nível de suporte que eles merecem conforme os requisitos evoluem ainda mais”.

IBM e SAP ajudam instituições financeiras a acelerar adoção da nuvem para modernizar operações em ambiente seguro

IBM (NYSE: IBM) e SAP SE (NYSE: SAP) anunciaram hoje que a SAP pretende integrar duas de suas soluções de finanças e gerenciamento de dados na IBM Cloud for Financial Services, com o objetivo de acelerar a adoção da nuvem da IBM no segmento de serviços financeiros. A colaboração será projetada para ajudar as empresas a atender aos rígidos requisitos de conformidade, segurança e resiliência do setor, ao mesmo tempo que apoia a transformação e inovação dos negócios para instituições de serviços financeiros.

À medida que bancos e seguradoras equilibram a necessidade de fornecer serviços inovadores e atender aos rígidos requisitos de segurança e conformidade do setor, os ambientes de nuvem híbrida se tornam cada vez mais importantes. Para fomentar a inovação em todo o setor, a IBM apresentou a IBM Cloud for Financial Services, com controles integrados de segurança e conformidade que ajudam as empresas a reduzir o risco e as barreiras regulatórias que impedem a modernização, transformação e inovação do cenário de TI.

A IBM Cloud for Financial Services oferece um ambiente altamente seguro e desenvolvido especificamente para instituições de serviços financeiros realizarem transações com seus parceiros de tecnologia e fintechs. Ao integrar a IBM Cloud for Financial Services, os clientes podem adotar ofertas SAP integradas, ao mesmo tempo em que atendem aos seus padrões regulatórios e de conformidade. Apoiada por um ecossistema crescente de mais de 100 parceiros e fintechs, a plataforma em nuvem foi projetada para acelerar as transformações de negócios dos clientes, abordando o risco na cadeia de suprimentos e desbloqueando novas oportunidades de receita para instituições financeiras.

No contexto de sua parceria contínua, a IBM e a SAP ajudaram centenas de empresas a digitalizar suas operações usando uma abordagem de nuvem híbrida aberta. A SAP pretende se juntar ao ecossistema da IBM para fornecer ofertas de gerenciamento do risco financeiro, operações e gastos totais na IBM Cloud for Financial Services.

“A rápida transição em direção à nuvem de setores regulamentados, como serviços financeiros, torna necessário enfrentar novos desafios operacionais e de tecnologia”, disse Bob Cummings, Head da SAP Financial Services Sector. “A combinação dos recursos da IBM Cloud e da SAP pode ajudar bancos e seguradoras em todo o mundo a acelerar sua jornada de digitalização e expandir seus negócios globalmente.”

“À medida que continuamos adicionando parceiros, como a SAP, ao nosso ecossistema em crescimento, estamos um passo mais perto de conduzir uma verdadeira mudança na adoção da nuvem para a indústria para ajudar a reduzir o risco em toda a cadeia de abastecimento”, disse Joel Spieth, Gerente Geral de IBM Cloud for Industries. “Estamos ajudando as instituições financeiras a se modernizarem com soluções SAP na IBM Cloud for Financial Services, impulsionando a inovação e criando eficiências operacionais.”

Quando integradas, as ofertas planejadas da SAP na IBM Cloud for Financial Services fornecerão às instituições de serviços financeiros, seus parceiros e fintechs o seguinte:

• Suite inteligente da SAP, incluindo soluções SAP S/4HANA®: com sua estrutura da empresa inteligente, a SAP fornece aplicativos integrados, tecnologias inteligentes e uma plataforma digital projetada para permitir que os bancos atendam melhor os clientes atuais.

• Soluções SAP para gerenciamento estratégico de dados, incluindo SAP® Adaptive Server Enterprise e software SAP IQ: combinando a força da tecnologia in-memory com essas soluções, a SAP oferece uma plataforma de dados robusta para alcançar agilidade nos negócios.

SAP e IBM juntas têm centenas de clientes e mais de 5.500 produtos individuais. As empresas estão focadas em ajudar as organizações a modernizar seus negócios e alavancar tecnologias de ponta.

Mercado de wearables cresce no 1º trimestre, mas IDC Brasil alerta para o avanço do grey market

No primeiro trimestre de 2021 foram vendidas 964.037 unidades de dispositivos vestíveis, sendo 615.721 fitbands e smartwatches e 348.316 fones de ouvido truly wireless com alguma conexão com a internet ou função inteligente. Os dados são do estudo IDC Tracker Brazil Wearables Q12021realizado pela IDC Brasil, e apontam alta de 28% e 19%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020. Considerando as duas categorias, a alta foi de 24,39% ano a ano. Apesar do crescimento, ao analisar as unidades vendidas no mercado oficial e no grey market, os números alertam: tem muita gente se arriscando e comprando wearables falsificados ou sem nenhuma garantia legal. Das 615.721 pulseiras e relógios inteligentes, mais da metade (397.936) foi adquirida no mercado cinza. Já os consumidores de fones de ouvido sem fio e integrados a outros dispositivos também recorreram ao mercado não oficial, mas em menor número. Dos 348.316 fones de ouvido truly wireless comercializados nos três primeiros meses de 2021, 161.990 foram via grey market e 186.326 no mercado oficial.

“A penetração de dispositivos vestíveis no grey market está tomando uma representatividade próxima ao tamanho do mercado oficial e isso é bem preocupante, tanto do ponto de vista da indústria, como do varejo legal e do usuário, pois não se trata apenas de comprar produtos que entraram no país ilegalmente. Principalmente na categoria de fitbands, há muitos produtos falsificados e de qualidade duvidosa, que comprometem a credibilidade da tecnologia e a segurança das informações dos usuários”, diz Renato Murari de Meireles, analista de pesquisa e consultoria em Consumer Devices da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências para as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Segundo o analista, os números do primeiro trimestre de 2021 refletem o cenário do período, marcado pela piora da pandemia, o fechamento das lojas, principalmente as de material esportivo, e o fim do auxílio emergencial. “Wearables não dependem muito do varejo físico, mas ainda assim foram impactados. Além disso, as vendas no segundo semestre de 2020 foram muito boas, e depois de um período forte chega a ser natural uma desaceleração. Fitbands e smartwatches, por exemplo, tiveram vendas expressivas na black friday e não surpreende que no começo do ano o movimento tenha sido mais conservador”, pondera Meireles. Já o mercado oficial de fones de ouvido, de acordo com a IDC Brasil, cresceu 64% em relação ao 1º tri de 2020, impulsionado por novos entrantes, pela continuidade do home office e do ensino remoto.

A notícia boa do período é que o preço médio dos vestíveis caiu, basicamente por conta dos modelos mais básicos de fitbands e smartwatches. Segundo o analista da IDC, o preço dos relógios inteligentes ainda é salgado e, pela tecnologia envolvida, a tendência é que continue assim por um tempo, mas no caso das pulseiras e dos fones de ouvido espera-se maior erosão. “Temos visto várias iniciativas dos players, novos entrantes, maior competitividade e tudo isso facilita a popularização da categoria e, consequentemente, a queda de preços”, explica Meireles. Nos três primeiros meses de 2021, o ticket médio das fitbands e smartwatches foi de R$1.269,37 no mercado oficial e de R$347,49 no grey market, e dos fones de ouvido truly wireless de R$867,38 e R$364,50, na mesma ordem.

Em receita, o mercado total de wearables (cinza + oficial) no primeiro trimestre de 202 1 somou R$635.394,650, sendo R$414.733,013 de fitbands e smartwatches e R$220.661.637 de fones de ouvido sem fio e integrados a outros dispositivos.

Para 2021 e até 2024, a expectativa da IDC Brasil é bastante otimista, com crescimento anual de dois dígitos. “A pandemia colocou a saúde e a boa forma na mente de muitos consumidores, e aumentou a adoção dos vestíveis para monitorar a frequência cardíaca, medir a temperatura e até para programas de condicionamento físico em casa. Esse comportamento deve crescer, assim como no mercado corporativo o BYOD tende a ficar ainda mais forte, inclusive com as próprias empresas comprando os acessórios para uso de seus funcionários”, prevê o analista da IDC Brasil.

UiPath é líder no Quadrante Mágico do Gartner de 2021 para automação de processos robóticos

A UiPath (NYSE: PATH), empresa líder no desenvolvimento de software de automação empresarial, anunciou hoje que foi posicionada pela Gartner, Inc. como líder no relatório 2021 da consultoria Gartner® Quadrante Mágico (Magic Quadrant *,em inglês) para o RPA (Robotic Process Automação). A UiPath foi um dos 18 fornecedores avaliados no relatório e, pelo terceiro ano consecutivo, obteve a melhor colocação no quadrante de líderes em capacidade de execução.

De acordo com a consultoria Gartner, “a automação de processos robóticos continua sendo o mercado de software que cresce com mais agilidade, já que o RPA é uma das escolhas mais populares para melhorar a eficiência operacional, a partir da automação tática”. Uma cópia gratuita do relatório de pesquisa “Quadrante Mágico para Automação de Processos Robóticos” da Gartner, Inc. 2021 está disponível aqui.

“Muita coisa mudou no ano desde que a Gartner publicou o último Quadrante Mágico para o RPA, mas uma coisa que não mudou é nosso compromisso de liderar a categoria de automação empresarial, oferecendo a única plataforma de automação pronta para empresas, de ponta a ponta, que pode crescer com os clientes em suas jornadas de transformação digital”, disse o cofundador e CEO da UiPath, Daniel Dines.

“Durante o ano passado, investimos pesadamente em gerenciamento e governança em escala empresarial, assim como na descoberta da automação baseada em inteligência artificial (IA) – incluindo nossa aquisição da Cloud Elements, que dá aos clientes a flexibilidade para automatizar processos usando uma combinação ideal de UI e API, na automação baseada. Também continuamos a demonstrar força no ecossistema de parceiros, tanto com integradores de sistema quanto com nossa capacidade de integração a plataformas como Tableau e Smartsheet, que capacitam as empresas a ampliar a escala e a eficiência da automação. Acreditamos que isso continua a nos posicionar na vanguarda do mercado”.

A UiPath também foi reconhecida como a escolha dos clientes do Gartner Peer Insights, em 2020, para software de automação de processos robóticos (RPA). Essa seleção é baseada em feedback e classificações de profissionais usuários finais que têm experiência na compra, implementação e / ou uso da Plataforma UiPath. Para garantir uma avaliação justa, a consultoria Gartner mantém critérios rigorosos para reconhecer fornecedores com um alto índice de satisfação do cliente.

Com 9 meses de operação, startup de telemedicina levanta R$ 2,3 milhões em investimento

A startup de telessaúde Starbem acaba de receber um aporte de R$ 1,5 milhão, que somado aos R$ 800 mil investidos pelos fundadores totaliza R$ 2,3 milhões em nove meses de operação. Com um aplicativo de atendimento por videochamada simples e fácil de usar, a healthtech possui presença em todas as regiões do Brasil e já atendeu mais de 1500 pacientes.

Com o propósito de democratizar o atendimento médico de qualidade a um preço acessível, a Starbem faz uso de alta tecnologia, inclusive inteligência artificial, para oferecer ainda mais assertividade nos diagnósticos. Hoje, a empresa conta com uma equipe que reúne mais de 30 profissionais em 17 especialidades, além de uma consultoria especializada em inovação digital.

Para Leandro Rubio, CEO da startup, o crescimento acelerado não se deve somente ao fato da pandemia ter obrigado as pessoas a ficarem dentro de casa, mas também a um novo olhar para a própria saúde. “Temos um produto diferenciado e centrado no usuário, refletindo em um NPS (Net Promoter Score) de 94. Os três principais pilares da Starbem são: atendimento médico humanizado e acolhedor; aplicativo amigável e intuitivo e experiência do paciente”, reforça Rubio. 

O objetivo da Starbem é se tornar a maior e melhor startup de telessaúde do país. Recentemente, a startup ingressou na Rede Brasil do Pacto Global da ONU (é a primeira empresa de telessaúde a fazer parte da iniciativa no país), que mobiliza a comunidade empresarial na adoção e promoção de práticas de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG).

“Para a healthtech, isso significa manter a sua missão de democratizar o acesso à saúde de qualidade no Brasil, juntamente com as práticas de ESG, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente o ODS3: ‘Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades’, afirma o CEO.

Programa AgriFood Tech Latam 2021 recebe inscrições de 70 startups brasileiras

O Programa AgriFood Tech Latam 2021, que conta com o apoio da Indigo, startup que desenvolve inovações digitais para o agro e uma das primeiras unicórnios (valor acima de US$ 1 bilhão) do setor no mundo, recebeu inscrições de 70 startups brasileiras. Ao todo, foram mais de 400 inscrições de startups de diversos países no Programa promovido pela Glocal, a primeira aceleradora na América Latina para empresas do agronegócio. Apenas 10 finalistas participarão do pitch final, que ocorrerá no dia 19 de agosto, durante o Congresso Aapresid, maior evento de inovação e atualização tecnológica agropecuária da Argentina e referência internacional. O Programa AgriFoodTech Latam 2021 oferecerá aos selecionados mentoria com especialistas que acompanharão o desenvolvimento das startups, além de todo o suporte de serviços (marketing, RH, gestão comercial), networking, financiamentos e acesso a investidores. 

SERVIÇO 

Congresso Aapresid 

Data: 11 a 13 e 17 a 20 de agosto 

Site: https://www.aapresid.org.ar/congreso  

QuintoAndar reforça time de tecnologia com executivos do Vale do Silício

O QuintoAndar, maior plataforma de moradia da América Latina, anuncia Paulo Golgher e Rafael Castro como VP e diretor de engenharia de software, respectivamente. Os executivos chegam à imobiliária digital após passarem mais de dez anos no time de tecnologia do Google no Brasil e no Vale do Silício (EUA). Paulo e Rafael serão responsáveis por comandar o time de engenharia e desenvolverem produtos cada vez mais escaláveis para acompanhar o crescimento acelerado da companhia.

Em mais de 15 anos trabalhando no Google, Paulo ocupou diferentes cargos na área de engenharia. Lá, o executivo participou de grandes projetos. Inclusive, esteve à frente da operação do Orkut, quando a plataforma ainda era a rede social mais acessada do Brasil. Em 2012, foi convidado para ser um dos diretores da empresa em São Francisco, nos Estados Unidos, e foi responsável pela criação do Project Unicorn, frente que desenvolve produtos para famílias e crianças. Além disso, ele foi um dos líderes da Play Store, loja de apps. No início da carreira, o engenheiro foi empreendedor do ramo de tecnologia e comandou, com alguns sócios, a própria empresa search, chamada Akwan.

Já Rafael, esteve no Google pelos últimos 13 anos, ocupando o cargo de Principal Engineer. Lá, comandou o time de Google MyBusiness e um app voltado para pais, exclusivo para norte americanos. Engenheiro da computação formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele também participou de grandes projetos no Vale do Silício, como Play Store, Project Unicorn, entre outros.

Para os executivos, fazer parte de uma empresa brasileira que está crescendo, como o QuintoAndar, é uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional e de construir projetos ainda inéditos para um mercado que demanda cada vez mais iniciativas tecnológicas para ganhar escala.

“Ter a possibilidade de trabalhar para facilitar a vida das pessoas e ajudar uma startup brasileira virar uma das maiores empresas de tech do mundo é um grande desafio e que me instiga”, conta Rafael Castro, novo diretor de engenharia de software do QuintoAndar. “A companhia vive um momento muito legal, com produtos inovadores e está em um mercado cheio de oportunidades para arquitetar sistemas e desenvolver produtos que sejam escaláveis”.

“Estava acompanhando a revolução das startups brasileiras e quis muito participar disso, de alguma forma”, diz Paulo Golgher. “Outro fator que influenciou a minha vinda para o QuintoAndar é a ideia de poder facilitar e revolucionar a vida das pessoas em um momento tão importante, quanto a escolha da moradia. Espero poder contribuir para que o modelo do QuintoAndar melhore a cada dia e alcance mais pessoas. “

A vinda de Golgher e Castro reforça o time do QuintoAndar, que atrai talentos de nível global com a expertise para contribuir com a estratégia da empresa e o ritmo acelerado de desenvolvimento e lançamento de produtos e serviços inovadores que beneficiem clientes e o mercado imobiliário como um todo.

Brisanet conclui IPO e ingressa no Novo Mercado da B3

A Brisanet (ticker BRIT3) concluiu hoje (29) a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na B3. A empresa atua como provedora independente de Internet com tecnologia de fibra óptica e tem como foco de atendimento a Região Nordeste.

A cerimônia de toque de campainha foi realizada na sede da B3, localizada no centro de São Paulo, e contou com a presença de Rodrigo Nardoni, vice-presidente de Tecnologia e Segurança Cibernética da B3, e José Roberto Nogueira, CEO da Brisanet, além de demais convidados.

“Ao longo de mais de duas décadas, avançamos conectando pessoas pelo Nordeste, possibilitando e disseminando conhecimento ao romper barreiras. A empresa cresceu e se consolidou construindo infraestrutura de telecom. E hoje, a entrada na B3 mostra o nível de maturidade e capacidade de continuarmos em expansão e, consequentemente, possibilitar retorno aos investidores, atrelado à segurança e comprometimento com o negócio”, afirmou o CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira. 

“Com o IPO, a 39ª oferta do ano que realizamos aqui na Bolsa, vemos também crescer a representatividade de empresas do Nordeste listadas e ampliamos a oferta de empresas de tecnologia com foco em conectividade que estão chegando ao mercado de capitais brasileiro”, disse Rodrigo Nardoni, vice-presidente de Tecnologia e Segurança Cibernética da B3, durante a cerimônia.

Os recursos captados pela Oferta Primária serão utilizados em aporte de recursos para a controlada Agility Telecom e expansão da rede da companhia.

A oferta foi realizada nos termos da ICVM 400, no segmento do Novo Mercado, e teve coordenação do Santander (Coordenador Líder), XP Investimentos, BTG Pactual, UBS, BB e Bradesco BBI (Coordenadores da Oferta).  

Vagas para atuar no setor de tecnologia crescem 17,9% no primeiro semestre do ano

Mesmo com a taxa de desemprego no país em 14,7%, de acordo com os últimos dados divulgados pelo IBGE  (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as oportunidades, principalmente no setor de tecnologia, continuam crescendo. Balanço feito pela Catho, marketplace de tecnologia que conecta empresas e candidatos, revela um crescimento de 17,9% no número de vagas no primeiro semestre de 2021 quando comparado ao mesmo período do ano anterior.  

Profissionais de programação foram os mais procurados no primeiro semestre de 2021, representando 28,63% das vagas disponíveis no setor. seguidos por especialistas em sistemas (8,36%), tecnologia da informação (7,32%), desenvolvedores (4,98%) e designers (4,51%). Os cargos disponíveis vão desde analistas, auxiliares, técnicos, consultores, supervisores, coordenadores até gerentes. 

Com 43,23% das oportunidades, o nível que mais proporciona oportunidades no setor é o de analista. Além disso, também existem oportunidades para quem ainda está estudando: vagas de estágio, trainee e aprendiz somam 5,88% das posições em aberto.

Os dados do levantamento são da base de dados da Catho com vagas para atuar em todo o País.