Chatbot Maker recebe R$ 1,5 milhão da KPTL

Chatbot Maker recebe R$ 1,5 milhão da KPTL

Transformar a comunicação entre pessoas e marcas de forma simples e inteligente com tecnologia chatbot. A Chatbot Maker nasceu com esse propósito. Agora, a empresa recebe um investimento de R﹩ 1,5 milhão feito pela KPTL e passa para o portfólio de uma das maiores gestoras de Venture Capital do Brasil. Os recursos são do Fundo Criatec 3, criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Entre os cotistas do Fundo, também estão: o Banco do Nordeste (BNB) e mais nove organizações.

A Chatbot Maker é a quarta startup criada pela dupla Thiago Amarante e Marlos Távora, cofundadores e respectivamente CEO e COO, que começaram a empreender conjuntamente em 2012. Fundada em 2017, a Chatbot Maker fazia chatbots – robôs programados com Inteligência Artificial – sob demanda, entregando produtos diferentes para cada contratante. A empresa tem clientes em 23 Estados.

Contudo, em março de 2020 a empresa dá uma guinada com a criação da Suri, uma chatbot que catapulta a empresa de seus então 25 clientes para os cerca de 200 atuais – desde 2017 a empresa já criou mais de 450 chatbots diferentes. Mas qual é o seu diferencial? É que ela está pronta, basta plugar e utilizar. Assim não é preciso contratar uma empresa terceirizada nem desenvolver a ferramenta. É só conectar no site e estabelecer uma comunicação virtual com seus clientes. De lá para cá, foram mais de 1,5 bilhão de mensagens trocadas com a Suri por 3,5 milhões de pessoas.

Segundo o CEO Thiago Amarante, esse aporte chegou para impulsionar a Chatbot Maker em três eixos. “Vamos melhorar inteligência da Suri, colocando em novas verticais de negócios. Permitir que atue em novos canais de comunicação, principalmente o Instagram. E com isso tudo nos direcionar à nossa meta de multiplicar por cinco nosso número de assinantes, alcançando 1.000 clientes em 12 meses”, resume Amarante.

“Acompanhamos a evolução da empresa há três anos. São excelentes empreendedores, conectados em uma forte tendência de automatização do atendimento. Eles desenvolveram um conhecimento profundo na área e conseguiram aplicá-lo para pequenas empresas com sucesso”, detalha Gustavo Junqueira, sócio-fundador e COO da KPTL.

Para elucidar o diferencial da Suri de uma forma simples, Thiago Amarante costuma usar o exemplo da assistente virtual, Alexa, da Amazon. “Fazemos esse paralelo para explicar de uma forma rápida e compreensível. Plugou, usou. Ou melhor, é aquela coisa de ‘usou, resolveu’”, contextualiza Amarante.

A Suri é uma Inteligência Artificial que aprende a partir dos dados do cliente, enquanto a de outros concorrentes é preciso programar, o que muitas vezes demanda o precioso tempo do empreendedor ou mão de obra especializada. “Você tem o Tesla e tem Uno. Carro não é tudo igual. O mercado estava poluído, tudo era chatbot. Mas não é bem assim”, compara Amarante.

A Chatbot Maker atende atualmente empresas de todos os tamanhos. Porém, com a Suri a missão é levar tecnologia para pequenas e médias empresas, pagando a partir de R﹩ 290 mensais pelo serviço. Entretanto, a companhia ainda atende clientes do porte da Prefeitura de Fortaleza, por exemplo, que utiliza a Suri para chamar a população para vacinar-se contra a Covid-19.

Se por um lado grandes empresas como a Unimed Fortaleza e a rede de drogarias Pague Menos utilizam a Suri para atender seus clientes, clientes menores também encontraram na chatbot uma tremenda aliada. Companhias como a João Financeira , a Xis Internet , a OP Contabilidade e Doce Gula Confeitaria conseguem dar atenção a quem procura seus serviços e assim efetivar potenciais clientes.

Segundo o Doutor Samuel Rachid, um dos sócios da clínica Otorrino Saúde , em Fortaleza, utilizar a plataforma Suri tem sido uma experiência bastante favorável. “Nos dias atuais, nas grandes empresas ou nas empresas que querem se tornar grandes é imprescindível tornar a experiência do cliente um momento agradável e único. Assim, temos conseguido realizar tudo isso com esta ferramenta que a Chatbot Maker nos proporciona”, relata Rachid.

Muita história

Marlos Távora acredita que a trajetória empreendedora e as pivotadas foram fundamentais para forjar a Chatbot Maker como é hoje. “Não foi um fracasso. Conheço o Thiago desde 2008, e começamos a empreender em 2012. As três startups que fundamos foram importantes para amadurecermos”, pontua. “Não à toa foi estratégico pensar em ajudas como a do Banco do Nordeste (BNB). Foram essas iniciativas que fizeram a gente chegar aqui. Estamos muito animados com a KPTL porque sabemos que a maturidade que alcançamos foi um fator de atração do investimento”, acredita Távora.

Em comum, as três startups – pela ordem iuPlace, VilleApp e Spotchat – continham em suas soluções o modelo de chat, então os empreendedores estavam sempre atentos às novidades nesse mercado. Assim, em junho de 2016, quando o Facebook anunciou que permitiria que desenvolvedores criassem mensagens automatizadas no Messenger, um dos aplicativos de mensagem mais utilizados na época, os empreendedores viram uma nova oportunidade.

Em dezembro de 2016, com alguns protótipos de chatbots, Thiago e Marlos estavam encantados pelo potencial da tecnologia e perceberam uma mudança no comportamento dos consumidores. Ao invés de mandarem e-mails ou fazer ligações para as empresas para tirarem dúvidas, os consumidores estavam utilizando meios mais instantâneos, como WhatsApp e Messenger, do Facebook. Nesse momento, os empreendedores entenderam que os chatbots passariam a ser fundamentais para as empresas, assim como ter um site ou estar nas redes sociais.

Nas empreitadas anteriores os dois empreendiam enquanto tinham empregos formais. E um detalhe: tocavam tudo à distância, já que Thiago vivia nos Estados Unidos e trabalhava como engenheiro de software numa grande empresa. Apenas em 2017, os dois largaram seus empregos e passaram a dedicar todo seu tempo à Chatbot Maker. De volta ao Brasil, Thiago e a esposa passaram a dividir um apartamento em Fortaleza com Marlos e sua mulher. Moraram e trabalharam juntos por quase dois anos.

Em novembro de 2017, a empresa passou a ser residente no Hubine, o hub de inovação do Banco do Nordeste. “Eles ajudaram a gente em três diferentes momentos da nossa trajetória. Ao conceder acesso ao Hubine, deram espaço físico para trabalharmos e também uma rede de acesso ao mercado. Ajudaram também oferecendo crédito por meio do edital de subvenção Fundeci, que garantiu a expansão para criação da Suri. E agora, como cotistas do Fundo Criatec 3, que está investindo em nós, por meio da KPTL”, recorda Marlos Távora.

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