30% das contratações de executivos C´Level em 2020 foram ligados à tecnologia aponta levantamento da consultoria americana Signium

30% das contratações de executivos C´Level em 2020 foram ligados à tecnologia aponta levantamento da consultoria americana Signium

Pacote de remuneração dos profissionais “digitalizados”, em alguns casos, supera o do presidente

Com a aceleração da digitalização da economia a partir da pandemia do novo coronavírus o alto escalão foi invadido por um novo grupo de executivos que hoje passaram a ser mais demandados e ter remuneração equivalentes ou até superiores às posições tradicionais.

Levantamento da consultoria global de recrutamento Signium no Brasil, com base nos resultados da operação da empresa em 2020, aponta que enquanto nas posições como CEO e CFO a demanda se manteve entre a estabilidade e queda, dependendo do setor, a contratação de lideranças ligadas à tecnologia apresentou alta de 30% no período.

“Grandes companhias do setor de alimentos, varejo, serviços financeiros e bens de consumo realizaram investimentos importantes tendo que criar novas divisões de negócios e novas áreas de comando, o que gerou uma busca por estes profissionais como nunca fora observada”, afirma o sócio Eduardo Drummond. O novo grupo que lidera a disputa por talentos é formado por profissionais que ocupam as cadeiras de CIO, CDO ou CTO.

Ainda de acordo com Drummond, este movimento registrado no país foi global e percebido nos 30 países em que a Signium atua. Os cargos ligados à tecnologia foram decisivos para que a Signium registrasse o melhor resultado no país em 5 anos, com crescimento de 48%.

Outro destaque que chama atenção nos resultados operacionais da Signium Brasil diz respeito à taxa de conversão dos projetos que chegou a 45%, enquanto que historicamente sempre tenha se mantido em  25%.  O país responde pela 10ª operação da consultoria no mundo.

Para Drummond, este indicador revela que as empresas no contexto das transformações só foram ao mercado quando sentiram necessidades reais. “Houve pouca especulação,”, analisa.

Se no passado a remuneração destes profissionais se mantinham entre 15% e 30% inferior à de CEO ou CFO, atualmente não são apenas compatíveis como podem ser superiores em até 15%, dependendo do segmento de atuação e porte da empresa ou, ainda, se o profissional atua em uma empresa de grande porte ou startup.

“Observamos no mercado políticas de retenção mais agressivas através da distribuição de ações e políticas de valorização da marca empregadora”, analisa. Por conta deste fator, ainda segundo Drummmond, há dificuldade em encontrar profissionais no mercado e a busca leva em média 4 meses, mas pode chegar a 8 meses.

Em geral, os nomes e nomenclaturas para a posição de número 1 de tecnologia nas empresas variam muito. O CIO é o head na área de tecnologia em empresas tradicionais, que não possuem metodologias ágeis para o negócio. Já o CDO geralmente é mais encontrado em empresas tradicionais que não possuem a tecnologia no core business, como era o caso da Magazine Luiza, que deixou de ser uma empresa apenas de varejo para ser referência no e-commerce brasileiro. E o CTO reponde pela área de tecnologia em empresas onde o core business é digital, ou seja, empresas que já nasceram dentro do conceito de startup, como é o caso do Nubank.

Comments are closed