Até o final de 2023, 40% das empresas ampliarão suas operações remotas, prevê relatório da Globant

Até o final de 2023, 40% das empresas ampliarão suas operações remotas, prevê relatório da Globant

O ano de 2020 serviu para acelerar o processo de digitalização das empresas. Diversos avanços vêm sendo implementados devido às mudanças de comportamento dos consumidores durante a pandemia. Nesse cenário em que a chamada hiperacessilbilidade se torna mais comum, surgem diversos produtos e serviços inovadores.

A previsão de relatório da Globant é que 40% das marcas tenham estabelecido operações que permitam que seus clientes consigam ter acesso às suas ofertas em diversos meios diferentes. E aí que surgem modelos de negócios multimodais para suprir essa demanda crescente. Experiências holísticas, como chatbots, por exemplo, serão diferenciais das empresas.

Hacker de negócios da Globant, Nelly Ortiz confirma que as tendências que surgem com a constante migração ao campo digital. “Esse movimento trará diferentes comportamentos de compra, demandas de tecnologia e provavelmente até diferentes tipos de negócios e inovação para lugares inesperados”, explica.

Pesquisa da IDC mostrou que 65% do PIB global será digitalizado em 2022. Os gastos com TI devem chegar a US﹩ 6,8 trilhões de 2020 a 2023. Isso comprova o ritmo acelerado de digitalização das empresas. Já outra pesquisa do Gartner enfatizou que muitas companhias têm focado em automação de TI .

Chatbots e IA: mais economia e engajamento

Previsões da Globant apontam que os consumidores estão ficando cada vez mais exigentes. E uma das formas mais usadas para garantir que essas expectativas sejam atendidas é a implantação de machine learning, que inclui, por exemplo, experiências de realidade aumentada (RA) e inteligência artificial (IA).

O leque de opções para as empresas é extenso e conta ainda com as interfaces conversacionais (IC), mais conhecidas como chatbots, usadas para oferecer experiências holísticas. Seu uso em bancos pode gerar uma economia de até US﹩ 7,3 bilhões em custos até 2023, como aponta pesquisa da Juniper .

A evolução que esses chatbots tiveram ao longo dos últimos anos impressiona. Já é possível antecipar diversos tipos de situações, com uma fala mais natural, semelhante a uma pessoa de verdade, em alguns casos.

Empresas, então, têm cada vez mais feito uso desse tipo de interface na criação de plataformas de pagamentos contínuos e para reduzir custos. A Forrester prevê que mais de um terço dos compradores de tecnologia B2B utilizarão chatbots como um dos seus principais canais de engajamento .

Renovação nas empresas é de dentro para fora

Dentre as mudanças proporcionadas por essa digitalização, tem o surgimento de uma nova cultura de trabalho. Com a previsão de aumento de 300% no aumento do home office ao longo prazo, o surgimento de novos cargos, como o de chefe de trabalho remoto são parte desse processo.

Na parte interna empresarial, ainda há outros pontos essenciais, como o surgimento de tecnologias que deem conta dessa nova realidade corporativa. As empresas têm se empenhado em encontrar soluções para que seus colaboradores consigam se sentir parte do mesmo time mesmo estando fisicamente distantes.

Pesquisas apontam que 71% dos funcionários não leem e-mails corporativos e não conseguem obter o devido envolvimento. Por isso, o surgimento de novas plataformas culturais, como o StarMeUp OS, pode contribuir para quebrar essa barreira.

Head global de design e transformação digital, Emiliano Horcada reforça que, para que uma empresa dure mais tempo, ela precisa se concentrar em se projetar de dentro para fora. “(É essencial) colocar um esforço consciente na elaboração de sua cultura e comportamentos que tornem um negócio saudável, produtivo e moderno”, ressalta.

Diversas melhorias e mudanças que já estavam previstas para acontecerem nos próximos anos acabaram sendo aceleradas pela pandemia. Dessa forma, o cenário para 2021 é de contínua e rápida digitalização, tanto interna como externamente. E o foco é na implementação de inovações em TI e machine learning, como IA, RA e chatbots, que devem ser cada vez mais implementadas pelas empresas.

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