Startup de hortas compactas vence prêmio GSEA 2021 para jovens estudantes empreendedores

Startup de hortas compactas vence prêmio GSEA 2021 para jovens estudantes empreendedores

Rodrigo Farina, estudante de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sócio-fundador da startup Brota Company, venceu a etapa Brasil do Global Student Entrepreneur Awards (GSEA) 2021, que a Entrepreneurs Organization (EO) realizou na sexta-feira (26). Ele, que agora vai participar da grande final mundial, apresentou aos jurados a Brota, um modelo de mini horta caseira que utiliza pequenas cápsulas de solo autoirrigáveis.

As cápsulas da Brota já vêm com a quantidade certa de terra, nutrientes e oxigenação e podem ser repostas de acordo com a vontade ou necessidade do usuário. A startup já superou seu primeiro milhão de faturamento

Farina concorreu com mais 23 jovens inscritos no evento transmitido online. Além do prêmio de R$ 10 mil e da matrícula em um workshop de empreendedorismo, ele conquistou o direito de participar da grande final global do GSEA, principal competição internacional para jovens estudantes empreendedores, que acontecerá em maio, também de forma virtual.

A competição dá aos jovens uma oportunidade única de apresentar seus projetos inovadores e acelerar negócios com empresários consagrados e investidores. “O empreendedorismo é uma das forças-motrizes que fazem o mundo girar. Temos ótimos estudantes empreendedores aqui no Brasil e nosso papel é apoiá-los e impulsionar seus negócios”, diz Daniel Miglorancia, responsável pela EO no Brasil.

Na final brasileira, Farina venceu a alagoana Liliane Vicente, que apresentou a Amatis, empresa de empreendedorismo social que auxilia pessoas carentes a gerarem renda produzindo alimentos por meio de hortas hidropônicas e a comercializarem a produção via delivery. O terceiro colocado foi o estudante de engenharia Caio Rodrigues, diretor-executivo da Toti, plataforma de ensino que forma refugiados e imigrantes através de um curso de formação profissional voltado à tecnologia.

Além de prêmios em dinheiro, os finalistas ganharam sessões de mentoria de assuntos jurídicos.

Aceleração de empresas

Durante a final, a EO lançou oficialmente no Brasil o Accelerator BR, um instrumento catalisador de recursos financeiros que permite a empresas iniciantes acelerarem seus planos de negócios. Michael Fukuda, membro da EO em Curitiba (PR), será o responsável pela implantação do Accelerator no país. A meta é auxiliar empresas de até R$ 1 milhão de faturamento a ganharem escala.

Troca de experiências

Além dos pitchs de cada concorrente, o evento contou com palestras de empreendedores experientes, que falaram sobre suas trajetórias. Entre elas, Sergio Saraiva, CEO da Rappi, falou sobre sua caminhada desde os 19 anos de idade, quando entregava pizza para pagar a faculdade. Ele reforçou suas crenças nas pessoas, na perseverança e na capacidade de aprender com a concorrência. “Todo dia é preciso subir a barra do seu próprio desempenho”, disse.

Pedro Conrade, fundador do Banco Neon, também revelou detalhes de sua vivência, dividindo com os estudantes a importância de não abrir mão de “escolher as pessoas certas para as posições certas”.

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