Empresas familiares empregam 75% da força de trabalho no Brasil

Empresas familiares empregam 75% da força de trabalho no Brasil

‘The Harvard Business Review – Family Business Handbook’ revela como garantir o futuro dos negócios que passam de pai para filho

Diz o ditado que “pai rico, filho nobre, neto pobre”. Josh Baron e Rob Lachenauer, cofundadores e sócios da BanyanGlobal – empresa com sede em Boston que oferece consultoria aos donos das mais bem-sucedidas empresas familiares do mundo -, mostram que não é bem assim. Eles acabam de lançar The Harvard Business Review – Family Business Handbook, um manual prático para negócios familiares em que explicam como construir e manter um negócio de sucesso através de gerações.

No mundo inteiro, as empresas familiares são um potente motor da economia. Isso fica evidente não apenas pela popularidade de séries de TV (como “Succession”, “Empire”, “Dynasty” e “Dallas”) e novelas que abordam o tema, mas no tratamento que a imprensa costuma dar a dinastias da vida real em empresas de mídia, esportes e negócios. Afinal, as empresas familiares representam cerca de 85% das empresas globais. Só os Estados Unidos têm 5,5 milhões dessas companhias, que empregam 62% da força de trabalho.

No Brasil, o quadro não é muito diferente, e esse modelo de negócio concentra 90% das empresas, respondendo por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e empregando 75% dos trabalhadores no país. É a estes empresários e funcionários, familiares ou não, que compartilham salas de reuniões e de jantar, que o manual mostra caminhos para enfrentar desafios tão particulares, como as sucessões.

“Uma estatística frequentemente citada é que apenas 30% das empresas familiares passam para a segunda geração; 10% a 15%, até a terceira; e 3% a 5%, até a quarta. Estes parecem números desanimadores. Mas vamos colocá-los em perspectiva. Quantas empresas de qualquer tipo ainda existem após o equivalente a três ou quatro gerações?”, provoca Josh Baron, acrescentando que um estudo com 25 mil empresas de capital aberto de 1950 a 2009 descobriu que, em média, elas duraram cerca de 15 anos, ou nem mesmo uma geração. “Nesse contexto, as empresas familiares se mostram muito duradouras”.

No livro, Baron e Lachenauer trazem orientações e conselhos práticos para quem de alguma forma está envolvido em negócios familiares e busca construir, crescer e sustentar os negócios por anos e gerações futuras.

Neste sentido, os autores apresentam métodos comprovados e abordagens para a comunicação eficaz, gerenciando conflitos, construindo estruturas de governança corretas e muito mais. Para isso, contam com a experiência acumulada de décadas trabalhando com mais de 200 empresas com este perfil, de todos os tamanhos, em 20 países de seis continentes. Mais de 20 delas são do Brasil, onde a BanyanGlobal mantém um escritório.

Comments are closed