Archive janeiro 2021

Operadoras conectam 1 novo município por dia com 4G em 12 meses

As operadoras de serviços móveis conectaram mais de um novo município por dia com 4G no período de 12 meses, entre dezembro de 2019 e novembro de 2020. Segundo balanço da Conexis Brasil Digital, a cobertura do 4G no Brasil cresceu 9,4% em 12 meses e está em 5.138 municípios brasileiros, onde moram 98,3% da população nacional. Nesse período, 443 novos municípios receberam as redes de 4G, ampliando a conectividade no País.

No mesmo período foram ativados 17,6 milhões de novos chips 4G, somando um total de 170,8 milhões chips de quarta geração em todo o Brasil. Somente no mês de novembro foram ativados 2,4 milhões de novos chips 4G.

“A conexão de mais de um município por dia mostra que o setor de telecomunicações, mesmo diante das dificuldades econômicas geradas pela pandemia, continua investindo para levar conectividade aos brasileiros e desenvolvimento ao país”, afirmou Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis, a nova marca do SindiTelebrasil.

Em conjunto com as redes de 3G a banda larga móvel já está em todos os municípios brasileiros. O 3G está em 5.532 municípios, onde moram 99,93% da população nacional. No total, o Brasil conta com 204,7 milhões de acessos à internet pela rede móvel, em 3G e 4G. Considerados os acessos fixos e móveis, o Brasil fechou o mês de novembro com um total de 240,6 milhões de acessos no País. Destes, 35,8 milhões são em banda larga fixa.

Sobre a Conexis – A Conexis Brasil Digital reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, que são a plataforma da economia digital, da sustentabilidade e da conexão de todos os brasileiros. A Conexis, dentro de um movimento de transformação digital pelo qual o mundo está passando, vem substituir a marca do SindiTelebrasil, reforçando o propósito do setor de telecomunicações de digitalizar o País e de conectar todos os brasileiros.

A importância do capital humano para enfrentar crises

Por Daniel Schwebel, Country Manager da Workana no Brasil

Mudanças constantes ligadas à revolução tecnológica já vinham tornando o mundo do trabalho cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. Com a pandemia, isso só fez se intensificar, trazendo consigo a necessidade de novas soluções serem criadas – sendo elas relacionadas a questões econômico-sociais, organizacionais ou digitais -, para possibilitar que reestruturações essenciais às empresas neste cenário que estamos vivendo possam acontecer. Dentre os ajustes a serem feitos à uma melhor adaptabilidade à nossa nova realidade, destaco a importância da valorização do capital humano como forma de enfrentar crises, ainda mais em tempos nos quais a digitalização se tornou vital às empresas, puxando todas as atenções para si.

Compreendo que a automatização de processos tem grande relevância quando se trata de desenvolvimento, mas por trás de qualquer sistema há pessoas que criam, implementam e alimentam esses sistemas, que criam produtos e soluções. Por mais que, por vários momentos, isso caia no esquecimento, é preciso lembrar que tanto colaboradores, quanto gestores, donos de empresas e clientes são pessoas. Logo, deve-se dar a devida atenção às relações interpessoais, a começar por uma relação disruptiva entre gestores e colaboradores, que deixe para trás os modelos de gestão do passado – ultrapassados -, nos quais trabalhadores eram tratados meramente como recursos – a exemplo de recursos industriais e financeiros -, para permitir que os profissionais assumam a frente na missão de mudar a cultura e os objetivos das empresas, agregando os conhecimentos e experiência que possuem, sem que se abstenham de suas responsabilidades, claro, mas inserindo-os como parte fundamental para que a engrenagem funcione – e não só como uma peça qualquer que pode ser substituída.

Na Workana, chamamos isso de professional centric, colocar o profissional no centro de tudo – indo dos líderes a todos os demais. Mas preciso alertar que tudo começa com os líderes. Antes de qualquer habilidade técnica, os gestores têm que dominar técnicas de valorização do capital humano, para trabalhar essa capacidade intelectual dos colaboradores – ajudando-os a desenvolvê-la -, e também para explorar e lapidar suas soft skills da maneira mais saudável possível para ambas as partes, até se chegar ao perfil de profissional do qual o futuro do trabalho precisará.

Como? Descentralizando o poder, dando autonomia, e gerindo de uma maneira quase colaborativa, para que todos cresçam na mesma proporção. Bons resultados e negócios mais sustentáveis têm uma relação direta com funcionários que se sentem úteis e motivados a seguirem se aprimorando. Mas a inteligência emocional, por exemplo, só é desenvolvida quando há abertura para que isso aconteça, e só se obtém vantagem de um pensamento ágil e crítico quem tem espaço para usá-lo. Por que citei essas habilidades pessoais? Porque são elas que aparecem no topo do ranking das que as empresas precisarão no pós-pandemia, como mostra pesquisa realizada pela Workana:

Já parou para pensar que as revoluções – industriais, tecnológicas, 4.0, entre outras – vão continuar acontecendo? Seguiremos em constante transformação e, diante desse contexto, o capital humano é crucial, capaz de viabilizar todas as adaptações que forem necessárias. Máquinas só se adaptam se programadas para isso, por humanos.

Aprendizados que empreendedores levam para 2021

Transformação rápida, flexibilidade e resiliência foram fatores importantes para as startups sobreviverem e acelerarem seus negócios em 2020. No último ano, o conceito de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, o VUCA, que muitos ouviam falar, se apresentou como prática e trouxe diversas mudanças para o ambiente de trabalho. As empresas tiveram que agir rapidamente e analisar com cuidado os ajustes necessários na estratégia de forma a aproveitar a janela de oportunidades, criando planos de contenção, reduzindo o foco para objetivos de curto prazo e segurando o caixa para investir 100% na operação.

Segundo Livia Brando, Country Manager da Wayra, hub de inovação da Vivo, para muitos, a pandemia veio para ensinar a importância da revisão estratégica, de analisar as mudanças no comportamento do consumidor e de que forma seus produtos e serviços poderiam se encaixar neste novo contexto. Além disto, as startups precisaram exercitar testes de estresse de caixa, planos de contenção e os cuidados com a equipe. “A flexibilidade e a capacidade de adaptação rápida, que são características das startups, as levaram a rapidamente compreender as exigências do momento e de adaptar novas soluções aos seus clientes. Isso fez com que muitas delas crescessem e amadurecessem seus negócios. Além disso, a figura do(a) fundador(a) como líder se fez primordial para direcionar a empresa e engajar a equipe neste momento de incerteza e insegurança”, explica Livia.

Muitas das investidas da Wayra entenderam o momento e se adaptaram rapidamente, como é o exemplo da Conube , fintech de contabilidade. Durante o pico da crise, a startup decidiu não reduzir a equipe, o que fez com que o time, já entrosado, não perdesse velocidade e conseguisse aproveitar a chegada do Pix para alavancar sua estratégia de negócios.

O momento também trouxe novas possibilidades de negócios e de atuação, como foi o caso da Monkey Exchange , fintech especializada em antecipação de recebíveis. A startup se organizou para antecipar valores para negócios de pequeno e médio porte (PMEs), que enfrentavam uma situação crítica em termos de caixa e, com isso, auxiliou diversas empresas a passar pela crise. Já Netshow.me , startup dedicada a criar canais de transmissão online proprietários das empresas, aproveitou a onda do streaming que teve uma demanda tão elevada durante a pandemia que precisou contratar mais pessoas para atender esse crescimento acelerado em volume de trabalho e novos clientes.

“Após um ano tão difícil e com tantas outras incertezas no horizonte, os empreendedores da Wayra se fortaleceram e relataram reflexões do momento”, comenta Livia. “Esse período desafiador trouxe aprendizados que serão levados adiante para que elas continuem crescendo e escalando”, completa.

Entre os principais aprendizados do ano de 2020 que ficaram para os empreendedores foram:

• Estar preparado e ser flexível

As startups se questionaram se o modelo de negócio estava pronto para enfrentar a crise causada pela pandemia, mas muitas se surpreenderam positivamente. “O nosso time se adaptou muito bem e percebemos que estávamos mais preparados do que pensávamos”, explica Gustavo Muller, CEO da Monkey Exchange.

Soft skills como adaptabilidade, comunicação e resistência a infortúnios estiveram em alta para as lideranças das startups. “Aprendemos a importância de sermos resilientes e conhecermos as respostas que os nossos corpos e mentes dão às adversidades”, reforça Jordana Souza, CRO da VOLL , que chegou à Wayra bem no meio da pandemia. “Precisamos saber lidar com as necessidades de adaptação, muitas vezes abruptas, como foi neste ano, para aproveitar o que as mudanças têm de melhor”, aconselha Jordana.

• O home office veio para ficar

Conseguir encontrar uma forma de manter as equipes trabalhando remotamente e entregando resultados também foi um desafio superado. “A ideia do home office foi desmistificada e desbancamos antigas resistências”, conta Marc Lahoud, CEO da QueroQuitar , startup especializada em acordos e renegociações de dívidas por meio digital.

• Comunicação transparente e eficiente com foco na cultura

O reflexo de tantos aprendizados acabou impactando diretamente não apenas a comunicação interna das startups, mas também reforçou suas culturas e trouxe mais empatia entre os líderes e a equipe. “A transição para o home office evidenciou a importância do diálogo, da cultura e dos alinhamentos com o time para mantermos a conexão aos objetivos e valores organizacionais”, sintetiza Eduardo Ferreira, CEO da Cinnecta , startup especialista no uso de dados para a tomada de decisões.

• Focar na melhoria da experiência do cliente

O cuidado com as pessoas por trás das telas e a atenção com os clientes também foi um ponto importante de 2020. Na Trocafone , o gestor de marketing Ignacio Bugarin ressalta como o principal aprendizado do time a necessidade de focar ainda mais na melhoria da experiência do cliente, de forma a atendê-lo com cada vez mais atenção e mais facilidades.

Para 2021, por mais que o cenário dos primeiros meses pareçam uma “extensão” de 2020, as perspectivas dos empreendedores estão bastante otimistas e positivas, principalmente com uma vacinação em vista. “Um dos principais impactos da pandemia foi a aceleração da conectividade e da digitalização de todas as coisas”, reflete Edson Ribeiro, CEO da Ativa , que desenvolve e fabrica soluções para gerenciamento remoto com Internet das Coisas (IoT).

“Temos um portfólio com mais de 30 startups, que estão preparadas para crescer em 2021. Mesmo sabendo que acontecimentos externos podem mudar o rumo do planejamento que fizeram, elas estão prontas para “pisar no acelerador”, apresentar novos produtos e projetos focados nas necessidades dos seus clientes e captar rodadas de investimento. Por serem startups, elas aplicam as metodologias necessárias para continuarem alavancando seu negócio de forma veloz e sempre adaptadas às necessidades que surgem. Isso as torna um grande motor para a retomada do crescimento próprio e da economia neste ano”, conclui Carol Morandini, head de portfólio e scout da Wayra .

Saiba por que Florianópolis tem o melhor ambiente de inovação e capital humano para empreender

Florianópolis é a segunda melhor cidade para se empreender no Brasil, é o que aponta o Índice de Cidades Empreendedoras realizado pela Endeavor em parceria com a  Escola Nacional de Administração Pública (Enap) – lançado nesta quinta-feira (28). A capital catarinense ficou somente atrás de São Paulo, que tem população 20 vezes maior. As condições de inovação e capital humano foram os destaques da cidade, que ocupou a primeira posição nos dois pilares. Santa Catarina ainda conta com mais dois representantes no top 20 do ranking geral: Joinville, em 16º, e Blumenau, em 17º.

Um conjunto de ações contribuem para o desenvolvimento de Florianópolis e do estado como um ecossistema empreendedor. No pilar inovação – em que a cidade ocupa o primeiro lugar e Joinville, no norte catarinense, o quarto – foram examinados os indicadores como proporção de mestres e doutores em ciência e tecnologia, assim como de funcionários nessa área, investimentos do BNDES e da Finep, número de patentes registradas, representatividade da indústria inovadora e da economia criativa, entre outros.

 O movimento empreendedor ganhou expressão na capital desde a década de 90, quando houve um aumento do número de empresas de tecnologia e inovação se instalando e sendo criadas, o que rendeu, mais recentemente, o apelido de  “Ilha do Silício”. Segundo dados do ACATE Tech Report 2020, a região metropolitana possui 3,9 mil empresas do setor, com faturamento de R$ 9,9 bilhões. São mais de 7 mil empreendedores e cerca de 28 mil colaboradores. 

Há dois anos, uma parceria entre a Prefeitura de Florianópolis e a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) criou a Rede de Inovação, uma iniciativa pioneira no país que reúne quatro centros de inovação com o objetivo de estimular a cultura de inovação e empreendedorismo, ativar o ecossistema de inovação e gerar e escalar negócios inovadores no município. 

“O Índice vai ao encontro do que constatamos no Tech Report, e demonstra o quanto o setor de tecnologia e inovação são fundamentais para o desenvolvimento de uma cidade. Hoje é a principal atividade econômica do município, e Florianópolis também tem a maior taxa de empresas de tecnologia por habitante do país, com cinco empresas para cada mil habitantes”, explica Iomani Engelmann, presidente da ACATE. 

Capital Humano de qualidade, mas ainda escasso

Conectado diretamente a isso, Florianópolis também ficou em primeiro lugar na dimensão capital humano. Fatores como alto desempenho dos alunos no Enem, alta proporção de adultos com ensino médio completo, de matriculados no ensino técnico e profissionalizante, de adultos com ensino superior completo e de alunos com formação superior em cursos avaliados como sendo de alta qualidade compõem  o resultado. “Certamente o setor de tecnologia e inovação impulsionou este resultado, pois as empresas de tecnologia atraem um grande número de profissionais altamente qualificados”, observa Engelmann.

A startup de biotecnologia BiomeHub exemplifica bem esta realidade. Fundada em 2019 na capital catarinense, é uma das únicas healthtechs a desenvolver soluções tecnológicas baseadas no microbioma humano no Brasil e, com menos de dois anos no mercado, já é reconhecida nacionalmente como referência em tecnologia e conhecimento sobre o tema para a promoção da medicina preventiva e de precisão. Também foi pioneira no país ao desenvolver uma metodologia de testagem em massa para a Covid-19. “Um dos pontos que fazem com que tenhamos uma alta capacidade de inovação é a qualidade e quantidade de colaboradores com mestrado e doutorado na nossa equipe”, explica o CEO da startup, Luiz Felipe Valter de Oliveira, que também é doutor em Genética e Biologia Molecular.

Apesar da boa colocação no ranking, assim como o restante do país, o estado também enfrenta um gargalo para contratação de profissionais altamente qualificados no setor.  Entidades e a iniciativa privada estão se mobilizando para capacitar mais pessoas para a área, mapeando uma jornada e sensibilizando os jovens desde a escola para que tenham interesse pela tecnologia. “Projetos como o DevinHouse, que vai formar desenvolvedores em nove meses, e o Entra21, que capacita jovens e encaminha para o mercado de trabalho, são essenciais para que o ecossistema continue crescendo de forma sustentável”, explica o presidente da ACATE. 

Acesso a capital 

Outro pilar que a capital catarinense  ocupa uma boa colocação no ranking é o Acesso a capital. O diretor do grupo de investimento da ACATE, Marcelo Wolowski, comenta que no setor de tecnologia e inovação a oferta aumentou muito no último ano, mesmo em meio a pandemia. “Foram quase R$ 100 milhões de investimento em 2020. Atualmente, existem dois fundos na cidade para investimentos em empresas inovadoras, e a ACATE também está apoiando um fundo de R$ 100 milhões da Invisto. Além disso, a Rede de Investidores Anjo t se fortaleceu muito nos últimos anos”, aponta Engelmann. 

Ainda que tenha obtido um bom resultado geral, a 23ª posição no pilar Ambiente Regulatório; 15ª em Infraestrutura; 42º em Mercado; e 87º em cultura empreendedora mostram que os desafios são inúmeros. Ao menos no ambiente regulatório, a cidade já vê alguns avanços. O projeto Floripa Simples, lançado em 2020, permite a abertura de uma empresa de baixo risco em  quatro horas, tempo mais rápido do país entre as capitais.   “Existem algumas particularidades por se tratar de uma ilha, que impede a construção de grandes indústrias, mas precisamos avançar muito na questão da conectividade, que precisa ser ampliada, assim como na infraestrutura. O levantamento é um bom parâmetro para toda a sociedade avaliar e elencar as prioridades para o desenvolvimento”, finaliza Engelmann.  

Binance Research analisa comportamentos e preferências do usuário cripto

À medida em que a adoção em massa do investimento em criptomoedas se torna mais acessível, a confiança nesta classe de ativos cresce em todo o mundo, apontam os novos insights do “2021 Global Crypto User Index”, o novo estudo da Binance Research.

O primeiro relatório examina dados de mais de 61.000 usuários de criptomoedas em todo o mundo, lançando luz sobre as motivações, comportamentos e preferências desse público crescente.

De acordo com os resultados, há uma confiança quase unânime nas criptomoedas (97%) entre os usuários. Mais da metade (52%) não considera o investimento em cripto um hobby, mas sim um meio de renda. Para 15% dos usuários, as criptomoedas são consideradas suas principal fonte de rendimentos. Enquanto isso, os três principais motivos pelos quais os usuários investem em criptoativos são (1) possuir cripto como parte de uma estratégia de investimento de longo prazo (55%), (2) desconfiar do sistema financeiro atual (38%) e (3) oportunidades de negociação de curto-prazo (31%).

“Estamos vendo uma adoção acelerada de criptomoedas, à medida que mais empresas importantes mostram apoio e fornecem canais adicionais para as pessoas investirem. É cada vez mais importante entendermos os usuários de cripto, bem como suas atitudes e comportamentos correspondentes”, disse um porta-voz da Binance Research. “O objetivo do nosso 2021 Global Crypto User Index é compreender as semelhanças e diferenças entre os usuários de criptomoedas de varejo nos diferentes tipos de perfil, bem como em diferentes países e mercados.”

Principais insights do relatório:

• Bitcoin continua a reinar: Bitcoin, que é detido por 65% dos usuários que possuem qualquer criptoativo, continua a ser a criptomoeda mais popular. 30% dos proprietários de Bitcoins alocam de 1 a 20% de seu portfólio cripto em BTC.

• Principais usos para criptomoedas: embora a maioria das criptomoedas seja mantida como reserva (hold) (39%), os usuários também usam seus ativos digitais para depósito e empréstimo (22%) e pagamentos (11%). E embora o uso de cripto como meio de troca possa não ser percebido como o caso de uso mais importante (21%), o uso real (38%) sugere que as criptomoedas estão assumindo a função de dinheiro mais do que os usuários prevêem.

• As exchanges são o local mais popular para armazenar criptomoedas: 60% dos usuários mantêm seus ativos digitais dentro dessas empresas. Os usuários citam a segurança (28%), seguida de UI/UX (25%) e pares de negociação disponíveis (23%) como os fatores mais importantes na escolha de uma exchange.

• Os usuários tendem a usar fundos disponíveis (63%) para comprar criptomoedas. Os usuários na Holanda têm menos probabilidade de comprar criptomoedas com capital emprestado (3%), enquanto os usuários na China são mais propensos a fazê-lo​​(23%).

• DeFi está ganhando velocidade. 66% de todos os usuários disseram que estão usando aplicações DeFi. DeFi é mais popular no sudeste da Ásia, onde mais de 54% dos usuários pesquisados ​​usam dApps.

• Os usuários acreditam na liberdade do dinheiro. A confiança institucional mais baixa se correlaciona com uma confiança mais alta em criptomoedas: 17 dos 20 mercados representados têm menos de 50% de confiança nas instituições locais.

Para acessar o relatório “2021 Global Crypto User Index report”, visite o site: research.binance.com/en/analysis/global-crypto-user-index-2021

Mastercard anuncia novo Gerente Geral para o Brasil

A Mastercard anunciou hoje a nomeação de Estanislau Bassols como Gerente Geral da Mastercard Brasil. O executivo ingressará na organização efetivamente em 15 de fevereiro e se reportará a João Pedro Paro Neto, Presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul.

Nessa função, Bassols será responsável por impulsionar ainda mais a visão estratégica da empresa, a inovação e a agenda de crescimento, assim como desenvolver sua bem-sucedida cultura voltada ao propósito. A mudança faz parte do investimento contínuo da Mastercard no Brasil – um dos mercados mais importantes da empresa globalmente.

“A força global e o crescimento do Brasil ao longo dos anos têm sido fundamentais para a empresa em todo o mundo. À medida que continuamos nossa jornada para desenvolver ainda mais nossos negócios para além dos cartões no país, a nomeação de um Gerente Geral para o Brasil é um passo natural nessa evolução. A experiência diversificada de Estanislau nos permitirá expandir ainda mais em todos os segmentos, trazendo aos consumidores mais opções e inovação, ao mesmo tempo em que entregamos valor aos nossos stakeholders estratégicos”, disse João Pedro Paro Neto, Presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul.

“Ao observarmos a empolgante dinâmica que molda o nosso setor em toda América Latina, estamos comprometidos em continuar investindo no Brasil e em manter nossa trajetória de liderança”, disse Carlo Enrico, Presidente da Mastercard para América Latina e Caribe. “Estou confiante de que a ampla experiência de liderança de Estanislau Bassols não somente ampliará o sucesso de nossa companhia, mas a levará para o próximo nível”, afirma o executivo.

Antes de sua nomeação, Estanislau foi CEO da SKY Brasil, onde desempenhou um papel fundamental na jornada de digitalização da empresa e na criação de novas parcerias e de novos negócios com foco em crescimento e expansão. Antes da SKY, ele foi CEO da VR Benefícios por quatro anos, e ocupou vários cargos de liderança na Telefónica América Latina por mais de 15 anos, em diferentes posições de vice-presidente sênior na Telefônica-Vivo, nas quais ocupou a posição de liderança de mercados B2B, B2C São Paulo e finalmente Planejamento Estratégico. Foi conselheiro consultivo do GPTW e é conselheiro consultivo da VR e conselheiro de administração da Wine.

Comentando a respeito de sua nomeação, Bassols disse: “A Mastercard Brasil é líder do setor de tecnologia de pagamentos e estou muito contente de me unir à equipe que está por trás de seu sucesso. Estou ansioso para trazer minha experiência para desenvolver ainda mais o excelente trabalho que a companhia realizou não apenas no setor, mas também em seu longo histórico de apoio a causas sociais”.

Estanislau Bassols possui formação em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo; um MBA em Finanças pelo IBMEC; um MBA em Gestão de Negócios pela FIA e um MBA de Executivo Global pela London School of Economics, pela New York University e pela HEC em Paris.

Reimaginando os e-sports com Cloud e Inteligência Artificial

Por Claudio Bessa, Líder do Ecossistema de desenvolvedores e Chief Developer Advocate, IBM América Latina

O mundo dos videogames continua crescendo em grande escala, e a América Latina não é exceção. Na verdade, a região é apontada como uma das com maior potencial neste mercado. De acordo com o instituto de pesquisa Newzoo, a receita do mercado de games global deve chegar a 180 bilhões em 2021, e a América Latina, com mais de 260 milhões de jogadores, deve crescer cerca de 13% ao longo do ano.

A expansão acelerada dos videogames entre diferentes tipos de usuários em diversas áreas e sua impressionante transformação movida pela tecnologia fez com que eles evoluíssem para uma poderosa ferramenta usada pelas empresas para inovar em experiências, desde o back-end até os clientes e as comunidades. Impulsionados pela explosão digital e móvel, os videogames também revolucionaram indústrias como esportes e aprendizagem, tornando-se uma ferramenta importante para oferecer e desenvolver diferentes competências e sendo um veículo de apoio a projetos científicos, educacionais e de formação.

Quais são as tecnologias que estão transformando a indústria?

Cloud Gaming: Cloud a espinha dorsal

Com imagens carregadas com texturas, animação e iluminação, o gaming online requer a capacidade de processar gráficos complexos em escala sem interrupções. Uma infraestrutura de cloud híbrida aberta possibilita a base da escalabilidade em qualquer ambiente, portabilidade de dados aprimorada e capacidades para criar e implementar plataformas de jogos de alto desempenho em todo o mundo com a baixa latência que os jogadores precisam. Algumas empresas já estão inovando com a IBM Cloud:

• Skyegrid: Sua plataforma permite que as pessoas joguem videogames com zero lag a partir de um laptop, tablet ou smartphone sem a necessidade de instalar software de jogos ou comprar hardware caro. Eles já têm mais de 3.000 assinantes.

• Exit games: Criou uma plataforma SaaS altamente disponível, escalável e confiável para desenvolvimento e hospedagem de jogos multiplayer no mundo todo. Hoje eles têm mais de 250 milhões de jogadores mensais e uma plataforma para 260.000 desenvolvedores.

• Mobbyt: Encontrou em videogames educacionais a oportunidade de ajudar crianças que passam por tratamentos contra o câncer. Sua plataforma gratuita possibilita a criação de jogos de forma rápida e simples. O Mobbyt é atualmente usando por muitos usuários em todo o mundo.

AI: Capturando os momentos mais impactantes

Não importa se os jogadores estão fisicamente em uma arena ou controlando avatares virtuais em ambientes digitais, a inteligência artificial (IA) pode ajudá-los a melhorar seu desempenho com insights, enquanto entregam informações a casters para narrar jogos e novas experiências para que os fãs vivam a excitação dos e-sports.

• Aumentando as habilidades de jogo: com desenvolvimentos simples de Inteligência Artificial, você pode otimizar as estratégias depois de um jogo. Por exemplo, ao usar o IBM Watson Studio, é possível analisar, visualizar e obter informações sobre o jogo Starcraft II com um padrão de código.

• Casting com insights em tempo-real: os momentos destacados com IA da IBM que apareceram no US Open, Wimbledon e no Masters podem ser aplicados em e-sports. Esta solução monitora o jogo e identifica os tempos mais emocionantes com base nos dados, incluindo pontuação, reação do público e do jogador. A tecnologia da IBM pode compilar os momentos mais emocionantes para casters, fãs e jogadores.

• Experiência para fãs em outro nível: as capacidades de processamento de linguagem natural da IBM e o Machine Learning estão criando novas experiências emocionantes em muitas áreas, desde o ESPN Fantasy Football até o a Overwatch League de Activision Blizzard. No Fantasy Football, essas soluções ajudam os jogadores a ter mais profundidade, o que lhes permite entender melhor seu desempenho, apontar projeções e avaliar decisões de risco/recompensa à medida que configuram seu alinhamento. Na Overwatch League, a IBM usa a mesma tecnologia para desenvolver ferramentas de análise de desempenho de jogadores e equipes para os fãs, assim como para equipes e casters.

A cloud e a inteligência artificial estão mudando a forma como jogamos, assim como a forma como os videogames são criados e usados para beneficiar negócios e transformar profissões. Além disso, estão melhorando a acessibilidade em todos os aspectos. Com as comunidades de código aberto globalmente trabalhando em diferentes áreas e com a evolução de outras tecnologias como a computação quântica, você consegue imaginar as inovações que virão no futuro?

Inter oferece 30 mil bolsas de estudo gratuitas para desenvolvedores

O Inter distribuirá, ao longo de 2021, 30 mil bolsas de estudo online e gratuitas para formação de desenvolvedores em todo o país. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o hub de inovação, Órbi Conecta, e a plataforma de cursos Digital Innovation One, além das empresas mineiras Localiza, MRV e o próprio Inter. O Órbi Academy Techboost será o maior programa de formação de desenvolvedores do Brasil, com 100 mil bolsas em linguagem de programação.

Na terça-feira, 2/2, às 19h, o Inter realizará uma live para o lançamento do programa. Durante o evento, serão apresentadas a trilha de formação, a cultura #sanguelaranja e o perfil de profissionais que podem somar ao time de tecnologia da empresa.

Após a live, os interessados já podem se inscrever e participar do primeiro bootcamp, onde serão disponibilizadas 10 mil bolsas. As inscrições podem ser feitas de 2 a 27 de fevereiro, pelo site do programa. Os alunos terão até 75 dias para concluir uma jornada de 80 horas de formação em JAVA.

“Esta é uma oportunidade única que encontramos para capacitar e formar profissionais em uma área tão importante e necessária, não só para o Inter, como para todo o mercado”, diz o CEO, João Vitor Menin. “Somos movidos por inovação e tecnologia, e tenho certeza de que em breve estaremos com os alunos brilhantes do curso trabalhando com a gente e com o sangue laranja correndo nas veias”, completa.

Bootcamps

Cada empresa criará bootcamps de estudo com suas próprias trilhas de conhecimento dentro da plataforma DIO. Os profissionais interessados terão a oportunidade de aprender as linguagens de programação mais demandadas pelo mercado. Além disso, os times de RH e TI das três empresas acompanharão o desempenho dos estudantes e poderão entrar em contato com aqueles que mais se destacarem.

Fiesp: vendas reais de dezembro são 10,3% maiores que o nível pré-pandemia

As Vendas Reais da indústria ficaram estáveis na passagem de novembro para dezembro, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Fiesp/Ciesp. Entretanto, estão 10,3% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). As Horas Trabalhadas na Produção cresceram 1,2% frente a novembro e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou alta 0,7 p.p, atingindo 78,2%. Este é o oitavo aumento consecutivo dos itens.

Ainda segundo o levantamento, as Horas Trabalhadas estão acima 4,4% do patamar pré-pandemia, ao passo que o NUCI superou em 2,5 p.p. e encontra-se apenas 1,1 p.p abaixo da média histórica (79,4%). Os resultados apresentados indicam que a indústria de transformação paulista exibiu forte e rápida reação após o pior momento para a atividade econômica nos meses de março e abril.

Apesar da expressiva reação a partir de maio, a indústria paulista encerrou o ano com resultados negativos. As Horas Trabalhadas na Produção caíram 5,4% em 2020 e o NUCI apresentou redução de 1,6%. Já as Vendas Reais registraram virtual estabilidade, caindo somente 0,1% no ano passado.

Sensor

De acordo com a pesquisa Sensor, a indústria de transformação paulista manteve a tendência de crescimento em janeiro, primeiro mês de 2021, porém com leve perda de ritmo. O indicador Sensor fechou em 50,5 pontos no mês de janeiro, na série com ajuste sazonal, resultado inferior ao de dezembro (51,4 pontos) e a leitura de novembro (53,4 pontos). Números acima dos 50,0 pontos indicam expansão da atividade industrial paulista para o mês.

O indicador Mercado passou de 52,1 em dezembro para 47,5 pontos em janeiro, sinalizando condições de mercado menos favoráveis no período.

Já Vendas apresentaram progresso no mês, tendo seu índice alterado de 50,1 pontos em dezembro para 52,2 pontos em janeiro. Resultados acima de 50,0 pontos, indica expectativa de aumento das vendas no mês em relação ao anterior.

Nessa leitura, os níveis de Estoque continuam abaixo do nível planejado. O índice avançou de 52,1 pontos para 53,3 pontos no mês. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50,0 pontos indicam sobrestoque.

E o nível de Emprego permaneceu praticamente estável, passando de 50,6 pontos 50,0 pontos em janeiro. Resultados próximos dos 50,0 pontos indicam estabilidade do emprego da indústria paulista.

Por fim, o componente Investimentos mais uma vez apresentou arrefecimento em relação ao mês anterior, atingindo 44,7 pontos em janeiro contra 48,7 pontos registrados na leitura de dezembro. Com o indicador abaixo dos 50 pontos, os investimentos demonstram redução no mês.

Em resumo, o mês de janeiro de 2021 traz dados positivos para a atividade e devemos aguardar novos dados para confirmar tendência de continuidade de expansão da atividade na indústria.Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP

Salário dos profissionais de tecnologia cresce cerca de 30% em 2020, segundo a Revelo

A aceleração do processo de transformação digital em 2020, gerada pela pandemia, colocou os profissionais de tecnologia ainda mais em destaque. O setor registrou um aumento de 20% a 30% nas médias salariais e as oportunidades de emprego cresceram 25%. O levantamento faz parte da 2ª edição do relatório de salários no ambiente tecnológico da Revelo, maior empresa de tecnologia para a área de recursos humanos da América Latina. 

O relatório, que foi feito com base nas mais de 25 mil empresas e 1.5 milhão de candidatos cadastrados na plataforma, também mostra que a área de Design como um todo foi a que apresentou o maior aumento no panorama salarial, registrando 19,62% em relação ao ano de 2019. O cargo de Desenvolvedor teve uma crescente de 16,66% e foi o especialista mais buscado durante todo o ano (67,51%). “O mercado para esses profissionais está extremamente aquecido, a inovação tecnológica é o foco e as oportunidades continuarão crescendo em 2021”, comenta Patrícia Carvalho, Diretora de Experiência do Candidato e Marketing na Revelo.

A valoração salarial para os profissionais de tecnologia ocorreu para Júnior, Pleno e Sênior. Para os cargos Júnior, a área que trouxe maior crescimento salarial foi a de Marketing Online, com aumento de 67%. Para a cadeira de Pleno, foi em Business Intelligence, com adição de R$ 1.370 ao salário. Para o profissional Sênior, foi o setor de Design, com aumento de 29%, cerca de R$1.985. 

Outro dado que também chama a atenção é a participação do ensino superior no aumento salarial. A formação superior está diretamente ligada aos melhores salários. Quem tem um diploma chega a ganhar três vezes mais. Além disso, a empregabilidade para pessoas com o superior completo teve um aumento de 4,1% nos últimos dois anos. Enquanto, para os profissionais que concluíram apenas o Ensino Médio, a taxa cresceu  2,3%.

“O panorama de dados deste relatório mostra que, por mais que a pandemia tenha afetado muitas áreas, o setor de tecnologia se manteve em ascensão, aumentando as buscas por cargos na área e, consequentemente, as faixas salariais”, finaliza a diretora Patrícia.

Regime de contratação

Houve uma aceitação da contratação como PJ (pessoa jurídica). Muitos profissionais de tecnologia começaram a ver vantagens neste formato flexível para contar com mais oportunidades em um momento de incertezas. Além disso, o modelo de contratação traz cautela para as empresas na hora de assumir vínculos empregatícios, dado o cenário incerto. Cerca de 30% dos candidatos demonstraram disponibilidade para a contratação como PJ. 

Termina no dia 1 de fevereiro a inscrição para o programa de mentoria gratuita de Yale para jovens cientistas brasileiros

Yale-Proxima Mentorship Program, iniciativa de mentoria gratuita para desenvolvimento de skills em jovens cientistas, está com inscrições abertas até o dia 1º de fevereiro para sua primeira edição. O programa, que começa em março e vai até dezembro de 2021, selecionará 25 estudantes brasileiros de graduação ou mestrado que busquem conhecimento e excelência em ciências biológicas e biomédicas. Eles participarão de uma série de workshops virtuais e discussões sobre as práticas, estratégias e habilidades necessárias para se tornarem líderes na sua área de pesquisa – e assim contribuírem para fortalecer a cultura científica no país. Serão abordados assuntos como comunicação efetiva, estratégias de persistência e planejamento de carreira.

Além desses treinamentos, os participantes também serão divididos em grupos menores, de até cinco pessoas, para discutir temas específicos e relevantes para suas carreiras, com o apoio de um mentor selecionado entre os bolsistas do Programa Capes-Yale de doutorado em Ciências Biomédicas. A proposta é que os mentorados não apenas recebam orientações práticas, mas possam também explorar diferentes possibilidades de carreira e ingressem na comunidade científica, com oportunidades de networking e acesso a outras experiências profissionais.

Em dezembro, ao final do programa, está previsto o encontro presencial no Seminars in Biomedical Sciences, no Brasil, simpósio internacional realizado com sucesso há vários anos e que tem como objetivo conectar jovens talentos brasileiros a líderes científicos do mundo inteiro.

O Yale-Proxima Mentorship Program é coordenado pela doutora Mariana Nigro e faz parte do Iniciativa Proxima, que busca transformar a pesquisa científica no Brasil por meio de projetos que promovam um ambiente inclusivo de discussão científica e, ao mesmo tempo, inspirar e qualificar jovens para atuarem no mais alto nível das pesquisas. A iniciativa é liderada e dirigida pelo professor-associado da Yale School of Medicine (YSM), Marcelo Dietrich, em parceria com o Yale Combined Program in Biological and Biomedical Sciences (BBS), Yale Office of International Affairs (OIA), Capes-Yale Graduate Scholars Program e Yale Poorvu Center for Teaching and Learning.

INSCRIÇÕES:

Para se inscrever, o candidato deve preencher os seguintes requisitos: demonstrar interesse em ciências biológicas ou biomédicas; ser um estudante de curso de graduação ou mestrado, ou ter recentemente conquistado o mestrado; e não estar inscrito em nenhum programa de PhD nem ter doutorado. Além disso, deve residir no Brasil e planejar continuar no País durante o programa. Ter experiência em pesquisa, mesmo que em áreas diferentes, é um ponto favorável para a admissão.

As inscrições são gratuitas, e poderão ser efetuadas até o dia 1º de fevereiro a partir do link https://www.iniciativa-proxima.org/mentorshipprogram. Os documentos necessários são:

  • Uma curta biografia em vídeo, com no máximo dois minutos de duração, na qual o candidato poderá falar um pouco sobre si e suas expectativas (o link deve ser copiado e colado a partir de um upload no YouTube);
  • Um texto em português, com no máximo 250 palavras, trazendo um exemplo de alguma iniciativa em que o candidato tenha tomado parte e que possa ser considerada única, com impacto em sua vida ou em sua comunidade;
  • Um breve texto em inglês, com no máximo 300 palavras, com a descrição de sua experiência anterior em ciências e educação, e como a participação no programa poderá impactar em sua carreira;
  • Uma descrição em inglês, com no máximo 50 palavras, de seus interesses atuais e futuros;
  • Currículo; e
  • Histórico acadêmico oficial.

Mais informações sobre o Yale-Proxima Mentorship Program em https://www.iniciativa-proxima.org/mentorshipprogram.

KPMG: Brasil possui 702 startups voltadas para soluções de Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência da computação focado na criação de máquinas capazes de pensar e aprender. Trata-se também de um termo amplo, que abrange variados tipos de aplicações, como o Machine Learning — ferramenta que torna computadores capazes de analisar dados, identificar padrões e predizer comportamentos. Essas tecnologias são vistas como grandes tendências para o futuro dos negócios. No Brasil, a IA já é o foco de atuação de 702 startups. A informação é do Distrito Inteligência Artificial Report, levantamento realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito. O estudo teve ainda apoio da KPMG.

O levantamento dividiu as startups em duas categorias: Setores (479) e Funções (223). As primeiras oferecem soluções de Inteligência Artificial especializadas, visando impactar um segmento específico, como Serviços Financeiros, Imobiliário, Varejo, Educação, entre outros. Destas, a área de Saúde e Biotecnologia é a que concentra um maior número de startups (12,5%), seguida pelos campos de RH e Gestão Pessoal (10%) e Indústria 4.0 e Agricultura e Comida, ambas com 9,6% de participação.

“Hoje quase todos os setores utilizam a inteligência artificial para analisar dados e identificar padrões. Com isso, as startups focadas nesse segmento podem desenvolver expertises personalizadas, de acordo com a necessidade imposta. Esse fator é determinante para termos cada vez mais soluções inovadoras em cada uma das principais atividades econômicas”, analisa o sócio-líder da KPMG Lighthouse para Analytics, Artificial Intelligent e Intelligent Automation, Ricardo Santana.

Já as startups classificadas como “funções” oferecem serviços e produtos para diversos segmentos simultaneamente. Essa categoria apresenta cinco atuações: AlaaS (34,1%), que oferece Inteligência Artificial as a service; Business Intelligence & Analytics (30,9%), plataformas de gestão de dados e inteligência de mercado; Chatbots (19,3%), que são programas inteligentes que se comunicarem com clientes e usuários de maneira interativa; Cibersegurança (9,4%), ferramentas de segurança de redes privadas e diagnóstico de riscos; e, por fim, Sistema de Recomendação (6,3%), tecnologia de recomendação automatizada de produtos e serviços e previsão de comportamentos de clientes.

Desde 2012, as startups voltadas para soluções de IA captaram US$ 839 milhões, por meio de 274 rodadas. Atualmente, o ano de 2020 é o recordista em volume de investimentos. Nos últimos doze meses, essas empresas atraíram US$ 365 milhões por meio de 44 aportes. Até então, 2019 tinha o melhor resultado, com US$ 243 milhões investidos no setor. A maior rodada de investimento ocorreu no último ano, direcionada à startup Unico, que recebeu um cheque de US$ 109 milhões da General Atlantic e SoftBank.

Entre as 274 rodadas realizadas nas empresas com soluções de Inteligência Artificial, os estágios de Pré-Seed e Seed foram os mais recorrentes em investimentos, com 61 e 121 aportes, respectivamente. Em seguida encontram-se as rodadas Séries A (44) e Séries B (22). Até hoje, somente uma rodada Séries D foi realizada no setor. Ela ocorreu em 2019, quando a Resultados Digitais recebeu US$ 50 milhões da Riverwood Capital e Redpoint Eventures.

“O campo da Inteligência Artificial é tão promissor que, muito em breve, acreditamos que não será possível realizar um estudo como esse, no qual tentamos distinguir no ecossistema quais startups utilizam esta tecnologia como um diferencial de negócios”, pontua Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. “Logo mais, perguntar se uma startup faz uso da Inteligência Artificial será o mesmo que questionar hoje se elas utilizam a internet. Isso diz muito sobre o passo dos avanços tecnológicos que, por sua escala e velocidade sem precedentes, naturalizamos”, conclui.

O levantamento traz ainda a distribuição geográfica das startups com soluções de IA pelo país. Mais de 90% delas estão concentradas nas regiões Sudeste (70,2%) e Sul (22,5%). As empresas restantes estão localizadas nas regiões Nordeste (3,7%), Centro-Oeste (3,2%) e Norte (0,3%). Vale destacar que apenas o estado de São Paulo sedia 51,9% do total das startups deste segmento. Em seguida estão os estados de Minas Gerais (9,4%) e Rio de Janeiro (8,1%).

Como acontece em outras verticais de tecnologia, as startups que fazem uso de IA apresentam uma das maiores desigualdades de gênero no quadro societário, tipicamente liderado por homens, com 40 anos em média, paulistas em sua maioria. Apenas 13,5% dos sócios destas empresas são mulheres.