Archive 2021

Há inflação em tudo que vejo…

Por Luis Otavio Leal, economista-chefe do Banco Alfa

A música “Flores”, dos Titãs, fala que “há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo”. Bom para os Titãs porque, no mundo dos banqueiros centrais, as únicas coisas vistas são pressões inflacionárias por todos os lados. 

Afora todas as perdas humanas, a doença trouxe uma desorganização nas cadeias produtivas que parece longe de acabar. Na verdade, as coisas parecem que estão se somando em vez de se subtraindo. Um exemplo mais direto é a questão da variante Delta, que pegou de forma mais forte os países do Sudeste Asiático que passaram relativamente imunes à primeira onda, como a Malásia e o Vietnã. Isso poderia ser apenas um problema de saúde pública local, mas o mundo descobriu que boa parte das peças para o setor automobilístico ao redor do mundo vem do primeiro e que um pedaço relevante das confecções de grandes cadeias mundiais do último. Não por coincidência, a Nike solicitou ao governo americano o envio de vacinas para o Vietnã como forma da produção local retomar mais rápido. 

Outro impacto relevante que estamos vendo a partir da disseminação da Covid-19 vem da China. Com sua política de tolerância zero com a doença, cada vez que um novo caso é descoberto, temos uma região fechada, onde, além de fábricas, observamos também portos importantes, como o de Ningbo-Zhoushan, o terceiro maior em movimentação de contêineres no mundo, que ficou fechado durante duas semanas em agosto. Dessa forma, mais do que apenas um problema de falta de matéria-prima devido às paralisações na produção, temos um verdadeiro pesadelo logístico, com falta de contêineres para transportar os produtos e filas nos portos para atracar os navios. 

As medidas sanitárias de distanciamento social, para evitar contaminação, agravam ainda mais o problema, uma vez que tornam os procedimentos de embarque e desembarque mais demorados do que o normal. Os resultados disso são atrasos nas entregas e encarecimento, não só das matérias-primas, mas também dos transportes das mercadorias. O frete marítimo entre os portos chineses e a Califórnia triplicou de preço desde o início do ano. Ou seja, se quando pensamos em impactos da variante Delta sobre a economia, pensamos em desaceleração econômica, devemos estender o nosso horizonte para mais inflação também.

Mantendo o foco nos impactos da Covid-19 na inflação, chegamos ao gás natural. Item especialmente importante para a alta de preços na Europa, pode se tornar um problema mundial por ser a matéria-prima básica para a fabricação dos fertilizantes.

As paralisações devido à pandemia, em conjunto com um aumento da demanda, devido tanto à retomada mais rápida da economia do que a esperada, quanto às mudanças climáticas, fizeram o preço do gás natural subir 290% nos últimos seis meses. Pensando na Europa em particular, o grande aumento da demanda costuma ocorrer no inverno, devido ao aumento do consumo de calefação. O problema é que, nos últimos anos, o verão também tem sido inclemente, com as ondas de calor aumentando a utilização do ar-condicionado. Além disso, temos a transição para a economia verde, o que tem elevado mais ainda a demanda estrutural por gás natural, à medida que a matriz energética se afasta das usinas a carvão na produção de energia elétrica e se aproxima daquelas abastecida por essa commodity. 

Pelo lado da oferta, além dos problemas com a Covid-19, temos uma questão geopolítica relacionada à Rússia. Em meio à escassez generalizada do produto, os russos iniciaram a manutenção do principal gasoduto, o Nord Stream 1, que leva o gás dos campos do Mar do Norte para a Europa, como forma de pressionar os países europeus a certificar o Nord Stream 2, a grande aposta econômica de Vladimir Putin. O fato é que o gás natural vem sendo o maior fator de pressão sobre a inflação na Zona do Euro. Entretanto, esse é apenas o impacto direto do aumento do preço desta commodity. Como supracitado, ela também é matéria-prima básica para a produção de fertilizantes, que já subiram mais de 100% entre janeiro e agosto de 2021. Os agricultores ao redor do mundo estão diante do seguinte dilema: usam a quantidade normal de fertilizantes para manter a produtividade constante, mas veem o custo de produção subir, ou reduzem a utilização deste insumo e mantém os gastos contidos, mas ao preço de uma menor produtividade da colheita, reduzindo, portanto, a oferta do produto. Qualquer que seja a decisão tomada, o resultado final será mais pressão sobre os preços dos alimentos. 

Bem, por aqui não temos mais dúvida da perenidade da inflação. Obviamente que o IPCA rodando acima de 10% no acumulado em 12 meses ajuda nessa clarividência. Entretanto, se já reconhecemos o perigo, ainda não temos certeza de que as armas empregadas até agora serão suficientes para afastá-lo. Nesse ponto, a Ata da última reunião do COPOM e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), se não ajudaram a reduzir essa dúvida, pelo menos indicaram qual a estratégia que o Banco Central do Brasil (BCB) pretende utilizar para resolver o problema. Se vai conseguir ou não, vamos saber depois.

Há choques de oferta por todos os lados em várias partes do mundo, o que faz com que a inflação seja um fenômeno mundial. Os países emergentes, como o Brasil, que têm menos espaço para ficar em uma discussão filosófica se ela é temporária ou permanente, já estão se movendo para combatê-la. Mas, mesmo entre os países centrais, parece que a “ficha começou a cair” e já vemos movimentações importantes para a retirada dos estímulos monetários dados durante a pandemia. Isso é particularmente verdade no caso dos EUA, que deverão começar a reduzir as compras de ativos até o final do ano. A principal consequência dessa movimentação do BC americano já está sendo vista nos mercados internacionais: o fortalecimento do dólar. Ou seja, um pedaço da perda de valor da moeda brasileira está ligado menos às nossas idiossincrasias e mais a um movimento global. Entretanto, quanto menos estivermos preparados para enfrentar esse vento de proa, maior vai ser a desvalorização do real, maior o trabalho que o BCB terá para trazer a inflação para a meta e, consequentemente, pior o crescimento esperado para o Brasil. Portanto, urge fazer o dever de casa e resolver as pendências fiscais para 2022 o mais rápido possível, sempre lembrando que “bom, bonito e barato” só em propaganda enganosa.

Número e valores dos unicórnios da América Latina quase dobram a cada ano

Os investimentos em tecnologia, principalmente de desenvolvimento de produtos e soluções digitais, têm impulsionado e aumentado a economia na América Latina. Essa é uma das constatações do relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, conduzido pelo fundo de venture capital Atlantico, que traça as principais mudanças com a digitalização de diversos setores nos países latino-americanos.

De acordo com o report, a capitalização de mercado das empresas de tecnologia já representa 3.4% do PIB total nesta região, algo que vem aumentando a cada ano. Antes, elas representavam 2.3% e 1.8%, em 2020 e 2019, respectivamente.

Esse aumento vem acompanhado dos números e valores dos unicórnios dos países latino-americanos, que tem praticamente dobrado a cada ano que passa. Em 2018, surgiram apenas 4 unicórnios nesta região. Em 2021, o número de novos unicórnios na América Latina já está em 27 no ano.

O valor de mercado dessas empresas também têm aumentado e muito. Em 2018, os unicórnios latino-americanos movimentaram cerca de 19 bilhões de dólares no ano. Esse número foi crescendo gradativamente com o passar dos anos (35 bilhões em 2019 e 46 bilhões de dólares em 2020), mas teve o seu boom em 2021, alcançando US﹩ 105 bi.

A movimentação das empresas latinoamericanas no mercado dos Estados Unidos também foi destaque no relatório, principalmente das que abriram o capital na América do Norte, como é o caso da VTEX e d.local.

De acordo com o managing partner do Atlantico, Julio Vasconcellos, mesmo que a capitalização de mercado das empresas que abrem o capital localmente tenda a ser menor do que aquelas que abrem o capital nos Estados Unidos, o movimento no Brasil não fica para trás.

“A capitalização de mercado acumulado das 10 maiores empresas de tecnologia que abrem o capital no Brasil também teve um importante crescimento, de três vezes mais, no período de 2010 a 2019. Nos próximos anos vamos ver esses números aumentarem ainda mais, muito pelo potencial que a região possui”, finaliza Vasconcellos.

O relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”

O avanço tecnológico na América Latina já vinha acontecendo com o passar dos anos. Os investimentos de capital, tanto de empresas locais como de companhias de outros países, era realidade, tanto que as perspectivas do setor vinham sendo otimistas. A pandemia da covid-19 traçou um novo panorama para os países dessa região, que nos próximos anos devem ser impactados positivamente cada vez, como mostra o relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, divulgado pelo fundo de venture capital Atlantico no dia 20 de setembro.

O documento aborda diversos aspectos da evolução tecnológica na América Latina, levando em consideração todo o fator pandêmico, abrangendo sua análise para diferentes setores que passam pelo processo de transformação digital.

DocuSign apresenta DocuSign Ventures para impulsionar o futuro dos contratos

Investir e formar parceria com os inovadores que estão reinventando o modo como o mundo faz negócios

A DocuSign, líder global em assinatura eletrônica e gerenciamento de contratos, lança hoje a DocuSign Ventures, uma iniciativa dedicada a fomentar o crescente ecossistema de empreendedores e startups que estão mudando o futuro de como todos nós faremos os acordos.

A DocuSign Ventures é destinada a aportes e parceria com empresas que levantam fundos em estágio inicial para inovar no processo de contratos. É também mais uma demonstração do compromisso da DocuSign com o sucesso do cliente. Ao estar próxima e trabalhar com as startups que inovam na ponta, a companhia pode ajudar seus clientes a identificar e integrar novas soluções. Isso inclui tecnologias que facilitam a negociação e o pré-acordo, além da logística e fluxos de trabalho resultantes do pós-assinatura do contrato.

A DocuSign Ventures está interessada em uma ampla gama de tecnologias inovadoras usadas para transformar a forma como os contratos são criados, executados e gerenciados, incluindo:

• Automação do processo de acordo e fluxos de trabalho

• Inteligência Artificial e tecnologia de contrato inteligente

• Verificação e gerenciamento de identidade

• Plataformas de pagamento digital

• Tecnologias de automação legal e de conformidade

• Soluções verticais em áreas como hipotecas e empréstimos

Com mais de 1 bilhão de usuários em todo mundo, a DocuSign tem um foco único e expertise em torno de contratos de qualquer natureza. Isso dá às empresas do portfólio acesso ao profundo conhecimento sobre o assunto, bem como a oportunidade de desenvolver parcerias reforçadas com a plataforma DocuSign Agreement Cloud e trabalhar com um ecossistema da DocuSign de mais de 1 milhão de clientes, desenvolvedores e parceiros.

A DocuSign Ventures reforça os investimentos estratégicos da companhia e os esforços de parceria em todo o ecossistema de startups, que incluem investimentos na BlackBoiler , DataGrail , Pactum , e Snapdocs , e um recente investimento no The LegalTech Fund , um fundo em estágio inicial focado em apoiar empresas que estão transformando o mundo do direito. Além disso, a DocuSign Ventures fez investimentos e, posteriormente, adquiriu a Seal Software e a Clause . Essas associações trouxeram melhorias ao DocuSign Agreement Cloud, incluindo análises de contratos com base em IA e recursos de acordos inteligentes.

“Os contratos são fundamentais em tudo, abrangendo a forma como conduzimos os negócios e definindo os compromissos de vida importantes que assumimos e dos quais dependemos. Apesar de sua natureza essencial, o processo de acordo hoje ainda é em grande parte manual, estático e baseado no papel “, disse Eric Darwin, Head de desenvolvimento corporativo da DocuSign e da DocuSign Ventures. “Cada vez mais empresas estão reconhecendo o poder e a urgência de digitalizar seus processos de contratos para atender às novas expectativas de seus clientes, parceiros e funcionários. DocuSign Ventures está motivada a fazer parceria com os disruptores que estão impulsionando maneiras mais inteligentes, mais simples e abertamente melhores de executar e cumprir acordos. “

Forcepoint anuncia aquisição da Bitglass, líder em SSE

A Forcepoint, líder global em segurança de dados e cibersegurança, anunciou que a empresa assinou um acordo definitivo para adquirir a Bitglass, líder em Security Service Edge (SSE). A Bitglass oferece a única plataforma SSE verdadeiramente integrada e nativa em nuvem do setor, garantindo o acesso e o uso de informações à medida que as organizações migram para a nuvem.

A solução reúne o melhor corretor de segurança de acesso à nuvem (CASB), Secure Web Gateway (SWG), Zero Trust Network Access (ZTNA) e Cloud Security Posture Management (CSPM), combinado com recursos de prevenção de perda de dados (DLP) para permitir políticas uniformes de segurança para acessar a web, nuvem e data centers privados gerenciados através de um único centro.

A plataforma SSE da Bitglass complementa a arquitetura SASE de dados da Forcepoint e acelerará os esforços da Forcepoint para facilitar a implementação e o uso de tecnologias avançadas de segurança de dados e proteção contra ameaças.

A solução da empresa foi projetada especificamente para aproveitar ao máximo os hipercaladores modernos. Ele vai além de simplesmente ser acessível na Internet, e permite dimensionamento dinâmico para lidar com cargas crescentes e fornecer a resiliência que os clientes precisam para garantir acesso sempre aos aplicativos e dados. Nos últimos cinco anos, a Bitglass tem oferecido continuamente 99,99% de disponibilidade, garantindo que os usuários possam acessar de forma confiável e segura os recursos necessários para serem produtivos.

Com o retorno aos escritórios, as empresas devem se adaptar a um ambiente de trabalho híbrido, no qual as pessoas trabalhem em casa, em um escritório ou em movimento, tudo ao mesmo tempo. Com essa mudança, as equipes de segurança estão mudando seu foco da segurança do local de trabalho para uma abordagem de segurança da força de trabalho, focada em proteger o acesso dos funcionários à informação em qualquer lugar. Além disso, a aceleração das forças de trabalho virtuais, venda digital, atendimento e experiência do cliente em uma empresa sem perímetro físico definido também está impulsionando a necessidade de segurança baseada em nuvem que pode proteger as pessoas em qualquer lugar, tecnologia reconhecida pelo Gartner como SSE.

O SSE representa a convergência de tecnologias para garantir o acesso e o uso de dados sensíveis e propriedade intelectual no tráfego web e em nuvem, bem como em aplicações privadas de data center. Ao unificar funções de segurança, políticas e operações que antes se espalhavam por produtos isolados de diferentes fornecedores, o SSE reduz a complexidade de permitir que as forças de trabalho híbridas acessem e usem de forma segura e eficiente a amplitude de recursos necessários para serem produtivos.

“A complexidade é inimiga da segurança. As equipes de TI enfrentam hoje a realidade de que garantir um ambiente de trabalho híbrido é ainda mais complexo do que a migração para o trabalho em casa foi no ano passado. Com a aquisição da Bitglass, a Forcepoint acelerará nossa capacidade de responder à necessidade generalizada dos clientes de permitir que as forças de trabalho híbridas acessem e usem informações com segurança em todos os lugares – na web, na nuvem e no data center – mais facilmente do que nunca”, afirma Manny Rivelo, CEO da Forcepoint.

“Quando o CISO médio está gerenciando mais de 50 produtos de segurança a partir de tecnologias mal conectadas, é claro que a indústria tem um desafio e precisa mudar. Ao reunir a Bitglass e o Forcepoint, poderemos fornecer a primeira plataforma integrada de segurança do setor que transforma e consolida a segurança de dados, segurança de rede, web e nuvem, proteção contra ameaças, monitoramento avançado e controle de confiança zero para tornar o acesso e o uso de informações mais eficazes, mais confiável e menos complexo”, continuou Rivelo.

Com a terceira aquisição no ano (além da BitGlass, a Forcepoint anunciou no primeiro semestre as compras de Cyberinc e Deep Secure), a perspectiva segue das melhores. “Isso mostra que somos uma empresa comprometida com a excelência nas soluções que oferece. Estamos trabalhando muito para oferecer as soluções mais inovadoras do mercado de forma simplificada para que nossos clientes tenham apenas que se preocupar com o crescimento de seus negócios, sem se preocupar com as constantes ameaças cibernéticas”, afirma Wagner Tadeu, vice-presidente da Forcepoint na América Latina.

Whirlpool abre inscrições para o Programa de Trainee 2022 em 3 Estados do País

A Whirlpool, detentora das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, está com inscrições abertas para o Programa de Trainee 2022. Os candidatos poderão atuar nas Unidades de São Paulo (SP), Rio Claro (SP), Manaus (AM) ou Joinville (SC) e terão até o dia 05 de novembro para se inscrever. A Companhia tem por objetivo desenvolver futuros líderes para construir um mundo melhor e mais digital, por meio de uma experiência de trabalho enriquecedora em um ambiente inclusivo, dinâmico e inovador.

Todos os cursos de formação superior são elegíveis para inscrição nas vagas, desde que a formação seja entre Dezembro de 2018 a Dezembro de 2021. O inglês no nível intermediário também é um pré-requisito para inscrição no programa, além de disponibilidade para atuar em qualquer uma das localidades onde as vagas estão abertas (São Paulo, Manaus, Joinville e Rio Claro) e disponibilidade para viagens.

Atualmente, a Whirlpool procura talentos que estejam interessados em uma experiência engrandecedora dentro de uma Companhia que busca construir diariamente um ambiente acolhedor, inclusivo e diverso. Dentre os trainees de 2021, 63% são mulheres, 36% são pretos ou pardos e 20% se identificaram como LGBTQIA+, e a Whirlpool continuará atuando para que essas iniciativas estejam sempre em ascensão.

“O programa de Trainee da Whirlpool possui alguns diferenciais e permite, logo no primeiro ano, o desenvolvimento de um projeto com ampla visão de negócios. O/A candidato/a terá forte contato com a alta liderança da Companhia, além de mentoria com um/uma executivo/a. É uma experiência enriquecedora e que fortalece e acelera as habilidades e capacidades de liderança”, comenta Andrea Clemente, vice-presidente de RH da Whirlpool América Latina.

O primeiro ano do programa aloca o Trainee em um projeto estratégico de alta relevância e impacto para a companhia e após este período, permite a movimentação de área para seguir com seu plano de desenvolvimento, focado nas capacitações e treinamentos visando a aceleração de suas capacidades de liderança, técnicas e gestão de projetos. Neste segundo ano o colaborador atuará com escopo de Analista Sênior, atividade que contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional, já que durante a jornada, são inseridos em um ambiente desafiador, mas ao mesmo tempo, muito incentivador.

Entre os benefícios estão horário flexível, vale-transporte, seguro de vida, previdência privada, estacionamento, desconto em produtos, assistência médica, home office em alguns dias da semana, short friday uma vez por mês, Gympass, berçário nas unidades/auxílio creche, entre outros benefícios que a Whirlpool oferece.

As inscrições ficarão abertas de 07/10 a 05/11.

Inscrições e mais informações: https://bit.ly/Trainee22

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Como começar um negócio alinhado com a pauta ESG

Por Jandaraci Araújo, conselheira de administração e cofundadora do Conselheira 101

A pauta ESG, como sabemos, está relacionada ao mundo corporativo e nunca esteve tão evidente como agora. A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) é uma necessidade para qualquer empresa, independente do tamanho, que se preocupe com o futuro e com a sua perpetuidade no mercado. Muitos negócios já começam colocando entre suas pautas não só o pilar ambiental, mas também o social e a governança. Ser reconhecido por cuidar do meio ambiente, promover impacto social positivo e adotar uma conduta corporativa ética é fundamental para o negócio prosperar. Já é sabido, que a nova versão do capitalismo, o capitalismo de stakeholders, abarca não apenas o “S – Social”,da sigla ESG, como também o “E-Environment” e o “G-Governance”, pois não são temas dissociados, como pode aparentar em princípio.

Para contextualizar, segundo uma pesquisa feita na América Latina pela Sherlock Communications, – que nada mais é que um recado para as empresas -, para as companhias instaladas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru: 94% dos entrevistados afirmaram que as empresas precisam investir mais em iniciativas sociais e ambientais. Entre as nacionalidades ouvidas, os brasileiros são os que mais se importam com a responsabilidade social corporativa, nove em cada dez pessoas. O que isso comprova? Que consumidores e investidores despertaram e não aceitam mais a justificativa do lucro “a qualquer custo”.

Os benefícios para começar alinhado com os princípios ESG, podem ser inúmeros, principalmente na perspectiva financeira, já que podem atrair mais investidores alinhados com a pauta. Além disso, tem um claro ganho de vantagem competitiva, seja pelos seus consumidores que se tornam embaixadores da marca, seja pela publicidade positiva que eles promovem. Empresas com reconhecidas práticas sociais e critérios de governança elevados tendem a ter uma cultura mais inovadora, colaboradores mais engajados e consequentemente uma baixa rotatividade.

Escolher o ESG como estratégia, mais do que uma moda do mercado, deve nos mover a responder a seguinte pergunta: como meu negócio pode contribuir para um mundo melhor, seja sob a perspectiva ambiental e/ou social, e ainda ter sustentabilidade financeira? A dica é: comece simples, informe-se sobre os benefícios fiscais disponíveis para empresas que possuem práticas sustentáveis. Não há uma fórmula única, um modelo padrão, mas há vários caminhos, simples e fáceis de serem implementados.

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Bain Capital faz aporte de R$ 440 milhões na Bionexo, levando o valuation da healthtech brasileira a mais de R$ 1 bilhão

A Bionexo, healthtech líder da América Latina em soluções de software em nuvem (SaaS) e inteligência analítica, que conecta instituições de saúde e fornecedores através de seu marketplace, acaba de receber um investimento de R$ 440 milhões da americana Bain Capital Tech Opportunities. O aporte vai custear o plano de crescimento acelerado da Bionexo, com a expansão de seu portfólio de soluções tecnológicas para o mercado de saúde e por meio de aquisições (M&A). A Bain Capital Tech Opportunities se junta aos atuais grupos acionistas da Bionexo: Prisma Capital, Apus e Temasek.

Com valuation superior a R$ 1 bilhão, a healthtech brasileira – que obteve o registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – tem crescido por meio da ampliação de seu portfólio e aquisições. No primeiro semestre de 2021, a receita líquida aumentou 27% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 54,3 milhões. A Companhia também ampliou o volume de transações, atingindo R$ 8,9 bilhões, aumento de 51,1% na comparação com 2020.

“Neste momento em que a América Latina passa por processo intensivo de transformação digital, estamos muito animados por ter a Bain Capital como um parceiro que compartilha a nossa visão de alavancar tecnologias no estado da arte para ajudar instituições de saúde e fornecedores a tomar decisões de compras mais embasadas e digitalizar diversas funções dentro desta cadeia de valor, resultando em um atendimento mais eficiente, com melhores resultados na saúde”, disse Rafael Barbosa, CEO da Bionexo. “Com o suporte e experiência em tecnologia e saúde da Bain Capital, vamos ampliar os investimentos em inteligência artificial e machine learning em todos os produtos da Bionexo, além de buscar aquisições e parcerias para expandir nossa capacidade e ganhar mais escala”.

A Bionexo fornece um conjunto integrado de soluções de software em nuvem, formando um marketplace que viabiliza hospitais a ganharem eficiência no planejamento e aquisição de insumos importantes, ao mesmo tempo que empodera os fornecedores a ampliar seu alcance de negócios e adquirir novos clientes. Em 2021, projeta-se que na plataforma da Bionexo, composta por soluções digitais da saúde, sejam negociados mais de R$15 bilhões em volume de transações, conectando mais de 15.000 hospitais, clínicas e fornecedores nos quatro países em que a companhia atua: Brasil, Argentina, Colômbia e México.

Aproveitando seu forte relacionamento com clientes e ampla experiência no setor, a Bionexo também expandiu seu conjunto de soluções para oferecer planejamento de estoques, gerenciamento de ciclo de receita e soluções de inteligência analítica, gerando mais eficiência e melhores resultados para todo o ecossistema de saúde, hoje em momento de acelerada transformação digital na América Latina.

“As soluções da Bionexo impactam milhares de instituições e fornecedores da saúde, promovendo melhores resultados por meio de ganhos de produtividade. Os atuais acionistas e os talentosos líderes da Bionexo têm sido muito bem sucedidos em transformar o negócio em um líder do setor e um parceiro de confiança para empresas da saúde. Estamos entusiasmados por sermos seus parceiros neste momento em que a empresa avança para sua próxima fase de expansão”, disse Darren Abrahamson, Managing Director da Bain Capital Tech Opportunities. “Esperamos apoiar a Bionexo em iniciativas de crescimento orgânico e oportunidades de M&A, ajudando-os a impulsionar o desenvolvimento de novos produtos que gerem propostas de valor únicas para seus clientes.”

A Bain Capital possui ampla experiência em todo o ecossistema de saúde, tendo investido no Grupo NotreDame Intermédica no Brasil, um dos maiores provedores de serviços de saúde do Brasil. A empresa também investiu e escalou uma ampla gama de empresas de tecnologia de saúde em todo o mundo, incluindo HST Pathways, IQVIA, PartsSource, Waystar e Zelis.

“Ao longo dos anos, fizemos investimentos significativos para a transição da Bionexo, de uma empresa de produto único, para uma plataforma de software integrada que melhora significativamente as operações estratégicas e diárias das empresas de saúde”, acrescentou Maurício Barbosa, fundador e presidente do conselho da Bionexo. “Com este novo investimento da Bain Capital, a Bionexo solidificará ainda mais sua posição como fornecedora líder de produtos de tecnologia de saúde que trazem mais eficiência e acessibilidade a um ecossistema de saúde em rápido crescimento na América Latina”, conclui.

DMCard está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2022 com foco em TI

Com o resultado positivo das duas edições anteriores, a DMCard, instituição financeira com 18 anos de experiência no mercado, anuncia que a terceira edição do seu Programa de Estágio. Dessa vez são mais de 20 vagas abertas para estudantes universitários com salários de R$ 2.300. As inscrições começaram na segunda-feira (11) e seguem até o dia 25 de outubro.

A Primeira edição do Programa de Estágio da DMCard realizou o processo seletivo em outubro de 2019. Já na edição de 2020, com foco no segmento de TI, ao todo, 11 estudantes do ensino superior dos cursos de Engenharias, Matemática, Estatística, Ciência da Computação e Física foram selecionados para atuar durante este ano dentro da empresa.

Sendo considerado um sucesso para empresa e estudantes, a DMCard abriu mais de 20 vagas para as áreas de ciência de dados, workbench e segurança da informação/dados, para a edição de 2022.

Foco no workbench

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de novas habilidade dos estudantes para atuar em diversas áreas da empresa, os estudantes receberão mentoria, treinamento e todo subsídio necessário para atingirem a excelência em suas áreas de atuação.

Esse ano, o programa prioriza segmentos que estão aquecidos no mercado, incluindo o workbench, que simula a formação de equipes multidisciplinares do Gypz Lab, que é o centro de inovação da DMCard, criado para apoiar a empresa na missão de simplificar o acesso dos clientes aos serviços financeiros de forma inovadora.

A equipe receberá capacitação, incluindo a simulação da formação de uma squad composta por:

  • Desenvolvedores Back e Front-End;
  • DevOps (Desenvolvimento e operações);
  • Analistas de Qualidade;
  • DBAs (Administração de Banco de Dados);
  • UX (User Experience) e CX (Customer Experience).

Assim como nas outras edições do programa, queremos manter o alto indicador de efetivações, pois o intuito é não perder esses jovens talentos.

Inscrições abertas

Os estudantes de Engenharias, Análise e Desenvolvimento de Dados, Sistemas de Informação, Matemática, Estatística, Ciência da Computação, Filosofia, Biologia ou cursos afins interessados em fazer parte da instituição financeira, já podem efetuar a inscrição pelo link: https://dmcard.gupy.io/jobs/1246479.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de outubro. A DMCard também está preparando diversas ações com os estagiários da última edição, mostrando como foi a experiência para inspirar novos talentos.

Para se candidatar é necessário estar cursando a faculdade. Não será considerado obrigatório ter experiência anterior, já que a empresa ofertará treinamentos e mentoria. Entretanto, é fundamental ter a vontade de aprender, principalmente os seguintes temas:

  • Linguagem de programação (Python, Node, JS ou similares);
  • Frameword de Front-End (React, angular ou similares);
  • Banco de dados;
  • Modelagem + machinelearning + deeplearning;
  • Capacidade de aprender novas linguagens e tecnologia;
  • Excelente habilidade de comunicação
  • Desenvoltura e aptidão para solucionar problemas;
  • Atenção aos detalhes.

Além do aumento de vagas, na edição de 2022 poderão se inscrever estudantes de qualquer lugar do Brasil. Como todo trabalho será feito remotamente, a empresa enviará todo equipamento necessário.

Processo seletivo

Ao todo, os estagiários passarão por cinco etapas: inscrição, teste geral, dinâmicas, painel e entrevista final. Durante o processo, a DMCard contará, mais uma vez, com a consultoria Alliança para as entrevistas.

O contrato de estágio terá início na segunda quinzena de janeiro de 2022 e, após todo período de integração, os estudantes selecionados terão projetos específicos para desenvolver na DMCard durante o ano, com o auxílio do mentor e do especialista. Todos os estagiários receberão uma bolsa de R$ 2.300, entre outros benefícios já oferecidos aos cerca de 980 colaboradores da empresa.

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A retenção de talentos em empresas de tecnologia

Por Simony Morais, diretora corporativa de gente & gestão da Locaweb

O setor de tecnologia é um dos que mais cresce no Brasil e no mundo. De acordo com dados da Associação Brasileiras das Empresas de Software (Abes), as companhias tech investiram mais de R﹩ 200 bilhões somente em 2020 no país e apresentaram crescimento de 22,9%. Outro estudo, do Datahub, indica que houve um aumento de 210% no número de empresas de tecnologia, comparando o ano passado com 2011.

Este crescimento – muito bem-vindo, por sinal – leva a uma pressão por mão de obra qualificada que, infelizmente, está em falta. E o panorama tende a ficar ainda mais desafiador: segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024 o mercado de tecnologia brasileiro, que é uma prioridade para a continuidade e sucesso dos negócios, necessitará de cerca de 70 mil profissionais anualmente, mas forma apenas 46 mil. Esse déficit nacional é potencializado pela fuga de cérebros, na qual diversos funcionários migram para trabalhar em outros países, visto que as linguagens de programação são as mesmas em todos os cantos do mundo.

Neste cenário ‘apocalíptico’, o que as empresas podem fazer? Colaborar na formação de novos profissionais, com ações educacionais, cursos, workshops etc., investir em aumentar a diversidade – hoje mulheres representam apenas 37% na área de tecnologia e pessoas pretas 30% (segundo a Brasscom), e criar estratégias para reter estes talentos. Um método para isso é criar um programa de incentivo de longo prazo, que bonifique a permanência, ajudando a atrair funcionários para posições-chave, reduzindo o turnover de talentos e garantindo o alinhamento de interesse entre equipe e acionistas. Outra estratégia é elaborar um mapeamento de sucessores, o que ajuda a direcionar esforços, criando um plano de desenvolvimento específico para cada um dos talentos identificados.

O time de gestão de pessoas também tem responsabilidade para a retenção desses talentos, com a criação de um ambiente de trabalho mais amigável, mesmo que este local hoje seja virtual, com ações que viabilizem uma comunicação aberta e franca entre gestores e empregados, uma cultura de feedback onde as opiniões são ouvidas – e não punidas. Motivar os colaboradores para que permaneçam na empresa é um trabalho árduo, que não pode ser resolvido com uma fórmula mágica, dependendo muito da cultura de cada companhia. Porém é um esforço que vale a pena, tanto para o negócio quanto para as pessoas, que mantém e constroem a cada dia as empresas de tecnologia.

Terceira edição do GreenTech América Latina seleciona tecnologias sustentáveis com alto potencial de crescimento

Biotecnologia, economia azul, finanças verdes, energias renováveis e mercados de carbono são os temas da 3ª edição do GreenTech América Latina, programa de seleção e desenvolvimento de startups com tecnologias que despoluem ou reduzem a emissão de gases de efeito estufa na região, realizado pela Build From Scratch (BFS), em parceria com a Green Innovation Group A/S. O evento ocorre de 22 a 24 de novembro, mas as inscrições para criadores de soluções já estão abertas e seguem até o dia 15 de outubro.

O Green Innovation Group A / S é uma empresa dinamarquesa com escritórios em Copenhagen e Lisboa, que percebeu a necessidade de cooperação entre municípios, ministérios, fundações, agências e grandes empresas para encontrar alternativas mais sustentáveis para instituições públicas e privadas Além de consultorias específicas para atingir objetivos de emissão de gases de efeito estuda zero, (Net Zero Carbon). Em 2020, participaram da construção do fundo de 3 bilhões de Euros promovido pelo governo dinamarquês para investir no tema. Já a BFS foca no financiamento do desenvolvimento sustentável para novos negócios, como startups, pequenas e médias empresas e novos projetos.

O objetivo central do evento é revelar soluções tecnológicas sustentáveis, e que possam trazer impacto sustentável e econômico rápido para outras organizações, negócios, investidores e corporações. Empreendimentos de todo o mundo podem participar cadastrando projetos escaláveis e que tenham potencial de desenvolver a região latino-americana. 

O calendário prevê a divulgação dos selecionados pelo júri especializado no dia 22 de outubro, sessões de bootcamp de 25 de outubro a 19 de novembro e o período de apresentação dos pitches, na semana de realização (22 a 24 de novembro).  

“Estamos em busca de empresas com tecnologias disruptivas que consigam trazer um impacto sustentável essencial nesse momento e  cada vez mais no futuro. Agregado a uma proposta de crescimento, que consiga trazer resultados positivos para os negócios e retorno ao investimento. Estamos pensando na saúde das empresas na atual conjuntura e, também no bem-estar do planeta, pois são duas preocupações que precisam  conviver na mesma atmosfera. A tecnologia trouxe novas oportunidades rentáveis para o contexto de responsabilidade ambiental e possibilita diversos caminhos aos empreendimentos”, destaca Tiago Brasil Rocha, organizador do evento.

As empresas escolhidas terão mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento Kearney, Heineken, ESG Risk Guard, Barn Investimentos, Mosimann Horn, Green Bridge Films, Tozzini Freire Advogados.  Além de premiações em Inteligência Artificial com o Instituto Federal do Paraná e, em Captação de Recursos Não Reembolsáveis, com a Value  Weaver. E ainda, terão acesso a uma assinatura de 1 ano da Head Energia. As três melhores avaliadas terão direito a um MBA completo em Empreendedorismo e mais dois cursos de curta duração na Brain Business School. Por fim multinacional americana Oracle concederá um pacote de $ 3 mil em créditos a cada empresa, 70% de desconto nos serviços por 2 anos e o programa de conexões Oracle for Start ups para ajudar os participantes a crescer.

Edições anteriores

Em 2020, durante a 2ª edição do GreenTech América Latina, foram apresentadas 20 soluções de inovação e tecnologia sustentáveis de nove países diferentes da América Latina e Europa, distribuídas em quatro grandes temas: Mercados de Carbono, Energias Renováveis, Cidades Sustentáveis e New Greentech. A seleção das scale-ups foi feita com 500 startups presentes na América Latina e mais de 6.000 globalmente.

Naquela edição, o primeiro dia teve Mercados de Carbono como tema central, assunto que vem ganhando crescente atenção dos economistas, governo, empreendedores e mídia desde o Acordo de Paris em 2015.  

A brasileira Moss, plataforma ambiental de compra e venda de créditos de carbono, e a espanhola Climate Trade, marketplace em blockchain para compensação da pegada de carbono, foram as startups mais bem avaliadas pelo público neste tema.

No polo de cidades sustentáveis, destacaram-se a PolyNatural e a VG Resíduos. A primeira trabalha prolongando a vida das frutas de forma saudável, com revestimento 100% natural, reduzindo o desperdício de alimentos. A segunda é um Sistema integrado de gestão de resíduos para garantir a conformidade ambiental.

Sobre energias renováveis estava a solução da CleanClic, plataforma colaborativa para reduzir sua conta de luz, conectando imóveis a usinas de energia renovável. Já no tema mercado de carbono, uma das selecionadas, a PlanA, ajuda empresas a medir, reduzir e relatar a pegada de carbono usando ciência e machine learning. Outro tema abordado foi hidrogênio e armazenagem de energia em energy tech.

Inovações e tecnologias verdes em outras áreas também foram destaque, com a Prosumir, turbina que gera energia a partir do desperdício de energia de sistemas produtivos industriais, e a MP Zero, que trabalha em um filtro para estufas a lenha. 

Por fim, os organizadores e patrocinadores do evento plantaram 630 árvores em 2020 – uma para cada inscrito – e planejam fazer mais esse ano.

Na edição de 2019, o processo seletivo contou com a participação de mais de 200 iniciativas, foram selecionadas 12 empresas para participar do bootcamp de três dias, na FEA-USP, seguido por um evento de apresentações com especialistas e investidores no CUBO, em São Paulo. 

Entre elas, a Green Mining, tecnologia de Logística Reversa Inteligente para recuperar embalagens de forma eficiente, a EcoPanplas, com soluções na reciclagem de embalagens plásticas de óleos lubrificantes e a Biosolvit, que trabalha com absorção de qualquer derivado de petróleo em terra ou no mar.

Também foram selecionadas a GreenPlat que utiliza blockchain para rastrear residuos, a Cerensa software de gestão e monitoramento de ações e indicadores ESG e a Um Grau e Meio, que utiliza inteligência a serviço da redução das emissões de CO2 originadas por incêndios florestais.

Os critérios para a seleção nesta edição foram negócios já ativos no mercado, com potencial de receita, que despoluem o meio ambiente e reduzem dióxido de carbono (CO2). Participaram iniciativas relacionadas à energia, lixo, água, economia circular, economia azul, entre outros

FastBuilt é aprovada pelo programa Acelera Startup SC

Uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e o Sebrae deu origem ao programa Acelera Startup SC, que destinou R$ 1,25 milhão para 25 startups promissoras de Santa Catarina. A FastBuilt, de Blumenau, que é especializada em soluções para o mercado da construção, foi uma das contempladas. A empresa recebeu o recurso de R$ 50 mil durante a edição de 2021 do Startup Summit.

Para Jean Ferrari, CEO da FastBuilt, a seleção no projeto chancela a carreira promissora da empresa, que completou três anos de fundação neste mês. “Nosso DNA é muito ligado à inovação e somos protagonistas no ecossistema catarinense. Este ano ingressamos no programa de mentorias Startup SC e o recurso do edital irá acelerar o lançamento de inovações no produto e nosso fortalecimento de mercado”, diz.

Com crescimento acelerado em 2021, a FastBuilt pretende chegar a 1 milhão de lares até 2023. A plataforma da companhia elimina a necessidade de manual do proprietário impresso, trazendo para o app todas as informações do imóvel com conteúdo interativo. Assistências técnicas e atendimento ao cliente também podem ser realizados pela construtora, que passa a acompanhar todo o projeto e a interação com o cliente de forma digital e integrada.

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Efund Investimentos, nova plataforma de Equity Crowdfunding, aposta em seleção rígida de startups nas fases Pré-seed e Seed

Após avaliar mais de 400 projetos, empresa lança captação de investimentos para a Otimiza, startup especializada em gestão de benefícios corporativos

O investimento em startups se consolida a cada dia como uma das alternativas mais utilizadas para obter rentabilidade com ativos alternativos, mas mitigar os riscos é sempre uma preocupação. Desta forma, pensando em unir empreendedores com projetos consistentes em busca de escalar seu negócio a investidores que procuram diversificar seus investimentos com robustez no processo de seleção, a Efund Investimentos, nova plataforma de equity crowdfunding, acaba de entrar em operação com a oferta de investimentos na startup Otimiza, que oferece soluções para compra e gestão de benefícios corporativos para empresas de todos os tamanhos e segmentos em todo o Brasil.

O objetivo desta primeira operação é captar um montante de R$ 1.2 milhão, com a oferta de um equity de 8%. Os aportes podem ser feitos a partir de R$ 3 mil enquanto existirem cotas à disposição.

A Otimiza traz para o mercado de recursos humanos a inovação de uma conta digital que concentra a compra e gestão de vale transporte e demais benefícios como incentivos e prêmios com suporte dedicado ao cliente e aos colaboradores. A solução agiliza os processos para as empresas ao concentrar em um ambiente único as ofertas presentes em mais de mil operadoras de todo o Brasil, uma vez que geralmente as empresas de Vale Refeição e Alimentação não se integram com as operadoras de vale transporte, e por muitas vezes, também não oferecem soluções em vale presente, mobilidade, benefício flexível, entre outras necessidades dos RHs como pagamentos, novas modalidades de benefícios, incentivos e prêmios.

“Escolhemos iniciar a operação da Efund com a Otimiza porque ela apresenta todas as características presentes em nossa tese de investimentos. Com um modelo de negócios já testado e aprovado pelo mercado, a empresa agora está pronta para escalar novos patamares de crescimento de forma sustentável e entregar resultados palpáveis aos investidores”, afirma o sócio fundador da Efund, Igor Romeiro.

A Otimiza teve seu projeto acelerado pelo Sebrae RJ e foi premiada pela Startup Farm em programa de inovação no Campus do Google no qual ficou com a 2ª melhor colocação entre 900 projetos do Brasil e América Latina. Em 2019 a Otimiza foi apontada como uma das principais startups de Benefícios Corporativos pela Liga Ventures.

O cofundador da Efund, Alcides Jarreta, ressalta o processo de seleção rigoroso desenvolvido pela plataforma até a decisão de lançar um projeto de captação. Segundo ele, além de números financeiros, outros critérios intrínsecos ao processo são considerados na tese de investimento. Entre eles o executivo cita a motivação dos sócios para o negócio, o conhecimento das fortalezas e fraquezas da empresa, a comunicação de forma simples e concisa entre os sócio, e a análise do mercado em relação à solução proposta. “Com base nestes valores criamos o projeto e colocamos à disposição dos investidores. Acreditamos que este seja o maior serviço que podemos prestar ao investidor e seguiremos com este critério para todas as captações que ofereceremos”, completa.

A Efund já avaliou mais de 400 startups e apenas cerca de 2% delas foram aprovadas para futuros lançamentos de projetos de captação. A empresa já tem uma agenda com pelo menos cinco outras empresas que serão oferecidas ao mercado nos próximos meses.

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5 soft skills fundamentais para as mulheres na área tech

Por Mariel Reyes Milk, fundadora da {reprograma}

Para ter sucesso na carreira profissional é necessário ter mais do que habilidades técnicas, é necessário habilidades interpessoais, o que chamamos de soft skills. Quando o assunto é mulheres no mercado de trabalho, as empresas, atualmente, buscam por candidatas que consigam desempenhar bem suas funções técnicas, mas que também possam se encaixar na cultura institucional da empresa e interagir com o time completo. 

Na área da tecnologia, por exemplo, é recomendado que as programadoras executem cinco principais soft skills, que irão servir de apoio para desempenhar bem suas funções. São elas: 

  1. Capacidade de trabalhar em equipe: seja dentro de uma equipe de desenvolvedores, designers ou uma equipe de projeto, as desenvolvedoras precisam trabalhar bem com as outras pessoas do time para ter sucesso;
  2.  Comunicação efetiva: as desenvolvedoras muitas vezes podem passar horas trabalhando sozinhas, mas ainda assim precisam ter excelentes habilidades de comunicação, uma vez que  raramente estão codificando todo o sistema ou projeto sozinhas. Além de outros devs – abreviação de desenvolvedoras-, precisam coordenar com outros membros da equipe e da empresa;
  3. Problem solving ou a habilidade de resolução de problemas: pensamento crítico e obtenção de uma solução criativa para um problema relacionado a software é essencial para uma programadora.
  4. Paciência e perseverança: é raro que um código ou programa funcione na primeira tentativa e, muitas vezes, as programadoras precisaram de várias tentativas e muito trabalho para fazer um aplicativo ou uma página funcionar corretamente, sem erros.
  5. Bom gerenciamento de tempo: trabalhar sob pressão e ainda cumprir prazos é extremamente importante na vida de uma boa dev.

Benefícios de habilidades bem desenvolvidas na área tecnológica

Quando bem entendidas e executadas, as habilidades resultam em pontos positivos para as programadoras, como: desenvolvimento do trabalho em equipe, no qual incentiva a colaboração na empresa; resolução de problemas de formas mais criativas; criação de produtos e serviços inovadores, com um mix de ideias, experiências e contribuições de todas; capacidade de lidar melhor com estresse e pressão e a menor chance de frustração, aptidão de continuar tentando e aprendendo com os erros. 

Desenvolvimento dos skills dentro das organizações 

O treinamento das equipes é fundamental para melhorar a dinâmica de trabalho, otimização do tempo e a conexão de ideias em diferentes setores das empresas. Por isso, é importante que as lideranças corporativas invistam no desenvolvimento dessas habilidades para uma melhor prática da cultura organizacional dos colaboradores. 

Entre os benefícios posso citar: 

  • Criar uma cultura de Mentorships: não só programas de mentorias, mas também incluir estas mentorias na cultura da empresa, para que todas possam desenvolver a mentalidade em ajudar uns aos outros a crescer.
  • Promover internamente e dar oportunidades de liderança que vão permitir o desenvolvimento de soft skills.
  • Oferecer oportunidades para praticar os soft skills e promover uma cultura de feedback: as colaboradoras da empresa podem praticar os soft skills, porém,  recebendo retroalimentação saberão se realmente estão desenvolvendo esses skills e quais podem ser as áreas a fortalecer.

Como as soft skills impactam na liderança 

Ser uma líder é mais do que guiar pessoas, tem a ver em se conectar com pessoas e saber lidar com situações de adversidades. Entre as principais habilidades para serem exercitadas no ambiente corporativo estão: 

  •     Capacidade de colaboração e comunicação clara e eficaz;
  •     Ser bom para ouvir aos outros e aprender dos outros;
  •     Liderar pelo exemplo, capacidade de ensinar e ser mentora;
  •     Ser confiável e respeitar e valorizar as diferenças das pessoas com quem trabalhe;
  •     Capacidade de dar e receber feedback construtivo.

Utilização das soft skills: maternidade x ambiente corporativo 

As habilidades desenvolvidas podem auxiliar mulheres em muitas áreas, dentro e fora da empresa. No meu caso, ao empreender e ser mãe ao mesmo tempo, várias soft skills foram desenvolvidas, no qual se conectam no ambiente de trabalho e na maternidade. No contato com a área tech, as habilidades ajudam a organizar a vida fora da empresa e contribuem para uma melhor qualidade de vida, como: 

  • Habilidades como melhor gerenciamento de tempo e priorização são muito importantes para poder dividir tarefas e priorizar entre atividades do trabalho e responsabilidades dentro de casa, com ou sem filhos; 
  • Paciência também é chave – como mãe de 3 pequenos, posso dizer que a paciência é essencial na educação dos filhos;
  • Trabalho em equipe é bem importante porque com sua parceira/seu parceiro em casa assim como com os colegas do trabalho todas precisam a compartilhar e dividir tarefas; 
  • Comunicação eficaz e capacidade de ouvir os outros. poder comunicar necessidades dentro de casa para poder focar as vezes em trabalho ou vice-versa é bem importante.

Tendência do cenário de crédito: em dez anos, todas as empresas poderão ser fintechs

O setor bancário caminha para um momento de muitas mudanças e há uma tendência de que empresas possam oferecer serviços bancários e financeiros próprios para seus clientes. Por meio da tecnologia e do aumento da acessibilidade, os negócios começaram a enxergar os ganhos em criar suas soluções, oferecendo o conceito conhecido como fintech as a service.

O surgimento dessas soluções nativas digitais, focadas em inovação, e com a evolução sendo fomentada pelo próprio Banco Central, é previsto que empresas de todos os portes contratem infraestrutura de terceiros ou tenham um produto bancário de ponta com a sua marca.

De acordo com Paulo David, CEO da Grafeno, há 15 anos empresas começaram a investir em tecnologia para se adaptarem ao mundo digital. “A tendência é de que, em dez anos, todas as grandes empresas também se tornem fintechs para oferecer serviços financeiros para seus clientes”, avalia.

Maior presença digital, com crescimento forte de onboarding e operações 100% digitais

A pandemia aumentou a demanda de digitalização dos serviços bancários, reduzindo fronteiras e oferecendo crédito das mais diversas localidades. “Se relacionar digitalmente com o cliente permitiu a facilidade de acesso a dados cadastrais e transacionais, com foco em maior escalabilidade no processo de distribuição de soluções e na experiência do cliente”, destaca Paulo David.

Crédito de ponta a ponta com portfólios ampliados

Com a ascensão das fintechs e implementação do open banking no país, as empresas buscarão soluções melhores e personalizadas fora dos grandes bancos. Com isso, o mercado de crédito estruturado deve ganhar mais espaço no Brasil, complementando seu portfólio de soluções com serviços financeiros de natureza mais recorrente como contas, cobranças, cartão, maquininha e seguro.

Mais segurança

Na era da digitalização e operações feitas inteiramente online, oferecer e investir em segurança é fundamental e, para isso, é necessário promover um serviço de qualidade que demanda maiores gastos. “Para evitar futuros custos para as empresas, as infraestruturas bancárias e financeiras as a service fornecem para os seus clientes licenças, práticas de KYC / AML, tecnologias de proteção de dados e recursos, entidades registradoras, LGPD, open banking e novas tecnologias, como a tokenização”, explica David.

Tecnologia como agente transformador

Presentes em ambiente de operações 100% digitais, a adoção de novas tecnologias se fez necessária, visto que o as a service lida com as empresas de maneira totalmente inteligente, sem processos burocráticos, decisões manuais e arbitrárias. Com isso, as empresas se beneficiarão de roadmaps de inovações e poderão ofertar novas funcionalidades para seus clientes.

Segundo o Global Fintech Rankings (Rankings Globais de Fintechs de 2021), o montante investido nas fintechs subiu de US﹩ 199 bilhões para US﹩ 440 bilhões no último ano. É esperado que esse movimento progressivo ganhe ainda mais força no final de 2021, quando o Banco Central planeja avançar para as fases finais de implementação do sistema de open banking no país.

“O mercado financeiro vem sendo alvo de muita mudança desde o surgimento das fintechs. O que vemos agora é um movimento de fintechzação em diferentes setores e isso se deu graças às novas regulamentações que foram aprovadas para o setor”, conclui o CEO da Grafeno, solução digital que dá segurança e agilidade para operações de crédito.

R3 adquire ativos da Ivno Software

A R3, empresa de software corporativo líder do mercado global em soluções enterprise de Blockchain, acaba de anunciar a aquisição da tecnologia e da equipe de especialistas em tokenização de ativos financeiros da Ivno. O negócio vai permitir o uso dos recursos desenvolvidos pela Ivno em toda a plataforma Corda, fortalecendo o posicionamento da R3 na área de ativos e moedas digitais.

Dinâmicos e seguros, os smart contracts e a plataforma de tokenização da Ivno foram projetados para empresas e serviços financeiros regulamentados. A tecnologia permite que os usuários tokenizem rapidamente ativos como ouro, dinheiro, garantias e obras de arte, fornecendo uma maneira moderna de aumentar a liquidez, melhorar a segurança e permitir a transferência de ativos de forma rápida e com baixo custo. A solução foi desenvolvida para atender requisitos regulamentares e seu design robusto oferece transações 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminando falhas de liquidação, atrasos e problemas de infraestrutura.

Com a integração dos recursos da Ivno, os clientes da R3 poderão otimizar o gerenciamento do balanço patrimonial por meio da tokenização de ativos subjacentes, ao mesmo tempo em que se beneficiam do desempenho e da segurança da plataforma Corda. A tecnologia Ivno também vai aprimorar os recursos do R3 Sandbox para moedas digitais, permitindo que os clientes experimentem a tokenização de ativos digitais e explorem modelos emergentes de stablecoin antes de coloca-los em produção.

Para o CEO da Ivno, Aaron Grantham, os clientes poderão aproveitar as vantagens dos recursos de software de tokenização da Ivno com os benefícios oferecidos pela estrutura empresarial fornecida pela R3. “Estou convencido de que isso permitirá a rápida adoção de novas soluções de negócios usando paradigmas de tecnologia liderados por DLT”, afirma.

Já o CPO (Chief Product Officer) da R3, Todd McDonald, lembra que o caixa digital e os ativos líquidos tokenizados representam uma das maiores inovações nos mercados financeiros. Mais que isso, a tecnologia subjacente oferece uma oportunidade de otimizar significativamente o custo e a velocidade das transações financeiras. “A aquisição do software da Ivno baseado em Corda acelera significativamente a capacidade da R3 de oferecer aos nossos clientes recursos de emissão de moeda estável e regulamentada. Inicialmente, os recursos da Ivno serão integrados ao Digital Currency Sandbox da R3”, revela.

Let’s Code e Iguatemi criam programa de formação em Full Stack para pessoas com 50 anos ou mais

Rede de shoppings investe em treinamento com especialistas; inscrições acontecem até 21 de outubro

A Let’s Code anuncia mais um projeto de desenvolvimento de profissionais, desta vez em parceria com uma das maiores empresas full service no setor de shopping centers do Brasil, a Iguatemi. Com 24 semanas de curso e aulas ao vivo e online, o programa tem como objetivo recrutar e incluir novamente profissionais 50+ no mercado de tecnologia, possibilitando também uma oportunidade para uma virada na carreira.

Quando o assunto é mercado de trabalho hoje, as chances de conseguir uma boa oportunidade de emprego vão além da experiência, análise de um bom currículo ou da preparação para as entrevistas. As empresas buscam cada vez mais solucionar o gap em relação às soft skills, competências socioemocionais, de seus colaboradores .

Segundo a pesquisa do Ipea, realizada em 2019, 27,3% dos profissionais sem ocupação com mais de 40 anos insistem sem sucesso na busca por trabalho há pelo menos dois anos e muitas empresas têm apostado em iniciativas exclusivas para recrutar esse público. A Let’s Code, escola que forma desenvolvedores para o mundo real, junto com a Iguatemi, criaram um programa para esta faixa etária, que irá capacitar pessoas desenvolvedoras com 50 anos ou mais para atuar no mercado de tecnologia em desenvolvimento full stack.

“Muitos dos profissionais com 50 anos ou mais se graduaram em um modelo que já está ultrapassado, principalmente quando falamos em tecnologia que é um mercado que evolui muito rapidamente. A nossa proposta é formar essas pessoas com as melhores técnicas do mercado, desenvolvendo também as soft skills necessárias para a área, e assim impulsionar as milhares de oportunidades que temos hoje. A parceria com a Iguatemi reforça nosso objetivo de tornar o setor de tech cada vez mais diverso, com profissionais qualificados para as exigências reais das empresas”, explica Felipe Paiva, CEO da Let’s Code.

Ao todo, são 400 horas de formação em uma jornada única e num ambiente diverso, de modo que os alunos tenham uma preparação focada no mercado de trabalho com professores que possuem ampla experiência para ensinar a programar na prática.

Para Vivian Broge, Diretora de Recursos Humanos da Iguatemi, a parceria com a edtech para a realização do programa é fundamental para garantir a atualização e formação dos profissionais e dar mais possibilidade para entrada, e até recolocação, no mercado de trabalho. “A Iguatemi tem as pessoas no centro do negócio e um dos objetivos é direcionar o foco da companhia em iniciativas de

diversidade e inclusão. Há cinco anos, a empresa criou um Comitê de Equidade para trabalhar ações afirmativas e compromissos para o avanço da diversidade e inclusão em todos os marcadores sociais. A inclusão de pessoas com 50 anos ou mais é outro passo no sentido de garantir maior diversidade no mercado de trabalho”, afirma Vivian.

Hoje, a Iguatemi possui um time de tecnologia com mais de 80 colaboradores e todos os participantes do programa com a Let’s Code podem ter a oportunidade de integrar o quadro de colaboradores da companhia.

As inscrições para o programa acontecem até o dia 21 de outubro. O início da turma está previsto para 06 de dezembro e ter 50 anos ou mais é pré-requisito básico. Para participar, as pessoas que quiserem se candidatar podem acessar: https://letscode.com.br/iguatemi-50-mais.

Marfrig economiza nove mil horas de trabalho com o uso de robôs de automação

A Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, busca constantemente novas formas de expandir e aperfeiçoar suas operações. A transformação digital é uma grande aliada neste processo de inovação para diversos segmentos da empresa, o que inclui o uso de robôs de automação no sistema operacional da companhia.

Implantados em 2020 pela área de Evoluções Tecnológicas da Marfrig, os robôs de automação são ferramentas utilizadas para automatizar tarefas manuais que exijam processos de repetição, como por exemplo copiar dados de forma digital no sistema interno. Há dois meses, 4 novos robôs foram implantados para executar funções em áreas de negócios como TI, tesouraria, insumos, logística e financeiro. Ao todo, já são 20 em operação. Desta forma, os colaboradores podem se dedicar a atividades que exijam análises e garantem uma economia efetiva em horas de trabalho.

“A ideia é que o uso da ferramenta seja democrático e auxilie a empresa como um todo, 24 horas por dia. Os robôs de automação são como funcionários compartilhados entre as áreas. Nós adquirimos uma licença, eles recebem a agenda de atividades e depois executam,” diz Joel Santiago, diretor de tecnologia da informação da Marfrig. Atualmente são dois robôs em operação para os países da América do Sul em que a Marfrig está presente, compostos por Brasil, Chile, Uruguai e Argentina.

Santiago explica que a implantação foi gradual. “Inicialmente, quando começamos a falar no uso de robôs, as pessoas imaginavam uma máquina andando pela empresa ou algo apenas visto apenas em filmes. Investimos em explicar como a tecnologia funciona, mostrando que é um software capaz de navegar por sites, acessar sistemas e fazer atividades repetitivas. Quando as pessoas entenderam como o mecanismo funciona, as áreas começaram a demandar o uso dos robôs de automação.” 

Antes da efetiva participação dos robôs de automação em um determinado setor da empresa, a área entende cada uma das necessidades e verifica se é uma solução que pode ser feita pelo robô e uma avaliação financeira. Em seguida, parte-se para o processo de criação, testes, implantação e produção. No dia a dia, o time de desenvolvimento fica responsável por acompanhar esses robôs e sua devida manutenção.

Até agosto deste ano foram contabilizadas 9.000 horas economizadas com o uso de robôs de automação no sistema operacional da Marfrig. Eles são capazes de fazer tarefas de maneira mais eficiente e rápida (cerca de 70% mais rápido), pois tratam-se de processos repetitivos e que tendem a gerar erros. Em pedidos de transferência, por exemplo, um robô deveria economizar 630 horas de um funcionário da área. Atualmente, foram economizadas 1.500 horas, mais do que o planejado inicialmente. 

Além deste fator, o segundo maior benefício é a redução dos erros operacionais. “Pedidos digitados manualmente de maneira errada, por exemplo, fazem com que a mercadoria fique parada na unidade em vez de ser transferida. Os robôs garantem que esse processo seja feito de maneira correta”, diz Santiago.

O diretor também reforça que o uso da tecnologia não torna o ser humano indispensável, muito pelo contrário. “Os robôs não conseguem avaliar a experiência do usuário e a sua satisfação, por exemplo. Com esta implantação, liberamos nossos funcionários para atividades mais estratégicas que trazem valor para o nosso negócio.”

A Marfrig tem planos de expansão e pretende comprar mais dois robôs de automação até o final do ano, a fim de criar novos horizontes facilitadores para o dia a dia de seus colaboradores.

M&A: a bola da vez

Por Rodolfo Fücher, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software

Diversos estudos e pesquisas apontam uma forte tendência para o amadurecimento do empreendedorismo no Brasil, acelerada pelo movimento de transformação digital e que trouxe como bagagem a “febre global das startups”. E, mais recentemente, exponencializada pela pandemia, levando a uma corrida desesperada por inovação, como forma de assegurar a sobrevivência do negócio. O título deste artigo talvez dê uma dica para a resposta de uma simples pergunta: qual é o caminho mais curto e rápido nesta corrida em busca de inovação, com menor risco? E se você não for rápido, talvez seu concorrente seja.

Duas pesquisas do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) realizadas com apoio do IBQP e Sebrae, uma de 2001 e outra de 2019, demonstram o processo de evolução do empreendedorismo no Brasil, que saiu de uma taxa de 14,2%, onde de cada 100 brasileiros, 14 eram empreendedores em 2001, para a taxa de 38,7% da população adulta – aumento de mais de 270%. Outro estudo que deixa claro o momento propício ao empreendedorismo, mas especificamente às startups, são os dados apresentados em relação aos investimentos em startups no Brasil, pela Distrito Dataminer, apontando um crescimento de 17% em relação a 2019, atingindo a cifra de US﹩ 3.5 bilhões em 2020.

Esse crescimento significativo do mercado de empreendedorismo acaba gerando um imenso mercado de fusões e aquisições, que movimentou US﹩ 52,1 bilhões no primeiro semestre de 2021, superando os US﹩ 45,9 bilhões gerados durante todo o ano de 2020, segundo a Dealogic, que coleta dados do mercado financeiro. Um estudo global da consultoria EY sobre o desinvestimento corporativo, aponta que 95% dos negócios que foram alvo de aquisições admitem que deveriam ter vendido o negócio antes.

Estes dados fortalecem ainda mais a tendência de M&A no mercado, até como uma opção de exit para investidores. Diante do crescente volume de investimentos em startups, M&A passa a ser uma saída mais rápida para o investidor, ao invés de esperar 10 anos, em média, por um IPO.

Essa tendência é confirmada por uma recente pesquisa publicada pela ABES em parceria com a BR Angels e a Solstic Advisor, referente a percepções sobre fusões e aquisições no atual cenário do mercado brasileiro. Ela apontou que 86% dos empreendedores entrevistados veem fusão ou aquisição como forma para o crescimento do negócio, e 50% pretendem realizar alguma transação neste sentido nos próximos 12 meses.

O mesmo estudo também revelou a necessidade do mercado de adequar seus negócios à nova realidade, diante dos desafios da pandemia, fortalecendo o cenário para fusões e aquisições, especialmente no setor de TI, o qual mostrou que 50% aumentaram os investimentos neste setor. Destes, 85% investiram em softwares, como SaaS e Cloud, 40% em hardware e equipamentos e 39% em serviços, como manutenção e instalação.

O setor de tecnologia deve continuar a ter destaque, ainda segundo o estudo da ABES em parceria com a BR Angels e a Solstic Advisor, devendo ser responsável por 66%, e-commerce 5,7% e logística 5,7%. O estudo apontou ainda: que 36% dos entrevistados pretendem investir entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões em aquisições; 17% planejam aplicar entre R﹩ 5 milhões e R﹩ 15 milhões e 9% consideram valores entre R﹩ 30 milhões e R﹩ 50 milhões. Cerca de 4% afirmaram que devem aportar mais de R﹩ 50 milhões.

Outra conclusão é que os esforços voltados a fusões e aquisições devem ganhar destaque ao longo dos próximos dois anos. 24% pretendem implementar um programa de Corporate Venture para investir ou adquirir negócios externos iniciantes. Porém, 75% ainda não tem uma área de M&A estruturada na empresa.

Na hora de realizar uma transação de M&A, cerca de 64% avaliam o modelo de negócio da empresa a ser investida ou adquirida. Além disso, os executivos também dão importância a escalabilidade, inovação, saúde financeira, equipe e liderança, como principais pontos a serem analisados no processo.

Interessante analisar as razões que a pesquisa apontou como principais motivadores para considerarem uma operação de fusão ou aquisição: em primeiro lugar, aparece a possibilidade de aumentar o market share com cerca de 43%, seguido pela necessidade de incorporar tecnologias com 36%, a aceleração da transformação digital e inclusão de talentos com 21%.

Diante de um mercado cujo a dinâmica da transformação digital foi potencializada devido a pandemia, a busca por soluções inovadoras e disruptivas, considerada um fator competitivo, tornou-se uma questão de sobrevivência. As startups passaram a ser principal fonte destas soluções, como também a necessidade de unir forças para enfrentar os desafios deste ambiente. Por outro lado, a ânsia dos investidores em agilizarem o retorno de seus investimentos (exit) tornam as operações de fusões, M&A, o caminho mais seguro e rápido, para não serem defenestrados do mercado por um concorrente mais ágil e ávido em ocupar um espaço.