SP Ventures anuncia novo fechamento de fundo que agora supera R$ 130 milhões

SP Ventures anuncia novo fechamento de fundo que agora supera R$ 130 milhões

A SP Ventures , uma das gestoras de Venture Capital mais tradicionais do país, reconhecida globalmente pela especialização na cadeia do agronegócio, anuncia novo fechamento de seu fundo AgVentures II, que agora supera R$ 130 milhões. Liderado pela Adisseo, uma das maiores empresas globais de nutrição animal, e Mosaic, uma das maiores empresas em produção e comercialização de fertilizantes. Essa nova rodada de investidores também contou com Family offices brasileiros e um dos maiores produtores de grãos da América Latina.

Além do Brasil, países como Argentina, Chile, Colômbia e México também são mercados de interesse para o fundo. A SP Ventures busca negócios disruptivos e transformadores que consigam agregar valor em um mercado tão disputado como o AgFood. O investimento em empresas inovadoras pode atingir o valor de R$ 300 milhões em novas captações. O escopo de investimento do fundo inclui empresas de tecnologia digital ou ciências da vida que atacam os principais problemas das cadeias agrícola e pecuária da América Latina.

De acordo com Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, a entrada de mais investidores estratégicos torna a SP Ventures um investidor financeiro ainda mais qualificado. “A densidade de conhecimento e os ativos operacionais no campo ao qual poderemos ter acesso e disponibilizar para as nossas investidas, através de uma multinacional como a Adisseo ou Mosaic, eleva bastante a qualidade da nossa proposta de valor para os fundadores”, explica.

Além do retorno financeiro, o fundo também possui um importante objetivo de impacto ambiental e social. Através da disseminação de inovações tecnológicas, as empresas investidas deverão tornar a agricultura e a pecuária da região mais verde e sustentável, enquanto aumentam a produtividade e rentabilidade do setor. Como característica importante do fundo está o fato que seus investimentos serão destinados a empresas que cumpram com os critérios de ESG, ou seja, que tenham as melhores práticas ambientais, sociais e de governança. Como exemplo, entram em seu radar companhias capazes de aumentar a produtividade das áreas agrícolas existentes e diminuir a pressão pelo desmatamento; que reduzam o desperdício de água e otimizem o uso de insumos, restringindo a quantidade de fertilizantes, pesticidas e outros produtos químicos; e que estabeleçam o empoderamento do produtor rural. No caso da pecuária, soluções de biotecnologia para a nutrição e reprodução de animais de produção, além de tecnologias digitais que promovam gestão e eficiência, são algumas das oportunidades que serão contempladas. Todas as cadeias de abastecimento de proteína animal são alvo do fundo.

“A Adisseo vem proativamente acompanhando o desenvolvimento de tecnologias disruptivas na agropecuária e na produção animal e tem investido em startups, seja por meio do nosso fundo AVF, principalmente na Europa, ou via investimentos diretos, como pelo JV Calysseo, na Ásia”, sinaliza Guy Harari, Diretor Global Sênior e representante da Adisseo no AgVentures II. “Nós reconhecemos a importância da América Latina, em particular o Brasil, como uma potência global na produção animal capaz de suprir proteína acessível para uma população mundial crescente e cada vez mais exigente nos quesitos preço e qualidade”, complementa.

“Este investimento é uma das várias etapas que a Mosaic pretende realizar para promover a inovação e construir um portfólio de saúde do solo, fornecendo acesso e informações sobre tecnologias agrícolas emergentes no mercado”, explica Kim Nicholson, Vice-Presidente de Agro Tecnologia e Inovação da Mosaic Company.

Em agosto, a SP Ventures anunciou o primeiro fechamento do fundo, no valor de R$ 90 milhões. Essa primeira captação reuniu fundos globais de Venture Capital de algumas das principais multinacionais do segmento agro, como BASF Venture Capital e a Syngenta Ventures, além de atrair investidores financeiros, como o FoF Capria, líder em Venture Capital nos mercados emergentes e que possui investidores âncoras como Bill Gates, Paul Allen e a Ford Foundation, e a BID Labs, braço de Venture Capital e inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

A captação ocorreu durante a pandemia, demonstrando a confiança dos investidores na resiliência do agronegócio da região. “Nos últimos meses, observamos muitos investidores desistirem de compromissos de longo prazo na economia real devido à incerteza causada pela pandemia. Nosso fundo tem a duração de 10 anos e investe em Companhias de capital fechado que estão resolvendo alguns dos principais problemas do campo. Essas captações de investimento demonstram uma forte confiança no futuro do nosso agronegócio”, finaliza Francisco Jardim.

Comments are closed