Empreendedorismo feminino foi mais impactado pela pandemia no Brasil, revela relatório da Mastercard

Empreendedorismo feminino foi mais impactado pela pandemia no Brasil, revela relatório da Mastercard

A quarta edição do Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras (Mastercard Index of Women Entrepreneurs – MIWE), que avalia o sucesso de 58 economias no avanço do empreendedorismo feminino em condições pré-pandêmicas, destacou que o Brasil ocupa a 32ª posição na classificação geral com uma pontuação de 62,36. A Colômbia é o país com o melhor índice entre os países da América Latina, ocupando a 14ª posição, com 66.31.

O ranking também fornece uma análise inicial sobre os impactos da pandemia da Covid-19 sobre o empreendedorismo feminino. A análise revelou que mais de 50% das empresas lideradas por mulheres no Brasil, Argentina, Equador, Itália, Coreia do Sul, Rússia, Tailândia, Uruguai e Vietnã atuam em setores mais impactados pela pandemia, como atacado e varejo, serviços de hospedagem e alimentação.

O Brasil teve um bom resultado como um dos dez principais mercados mundiais na categoria sobre o progresso das mulheres no mundo dos negócios. Ocupando a 8ª posição, o país é destaque nesta categoria pelo nível de presença de mulheres no mercado de trabalho como um todo, mas também em cargos de lideranças e de nível técnico (aproximadamente 40%) e pelo grau de atividade empreendedora feminina registrado na economia, juntamente com Colômbia, Filipinas, Rússia, Polônia, Estados Unidos, Tailândia e Botswana.

Já na categoria de acesso a instrumentos financeiros e à educação, o Brasil ficou na 30ª posição. Os melhores na classificação dessa categoria oferecem grande acesso a
produtos e serviços financeiros, desenvolvem diferentes ações de apoio às PMEs e promovem mais oportunidades para a inserção das mulheres no ensino superior.

“Vemos no Brasil mulheres com uma veia empreendedora muito forte e elas estão
determinadas a ter grande sucesso, mesmo em um cenário de negócios tão competitivo. Porém, ainda existe uma lacuna de gêneros, onde as mulheres continuam a enfrentar desafios desproporcionais se comparado aos homens”, comenta Sarah Buchwitz, vice-presidente de Marketing e Comunicação Mastercard Brasil. “Estudos como o MIWE 2020 ajudam a promover a conscientização sobre as motivações e limitações das mulheres nos negócios para que governos, formuladores de políticas e empresas possam continuar a inspirar e promover seu progresso”, complementa.

A Covid-19 trouxe contratempos, mas também oportunidades

Globalmente, dentre as mulheres que foram impactadas pela pandemia da Covid-19, 87% delas disseram que foram impactadas negativamente. A grande participação delas nos setores mais afetados pela crise econômica, a forte lacuna de gênero digital em um mundo cada vez mais virtual e as crescentes pressões das responsabilidades no cuidado das crianças são apenas alguns fatores que deixaram as mulheres particularmente vulneráveis.

“Agora com a pandemia da Covid-19, a necessidade de reduzir a disparidade de gênero é ainda mais crítica para levarmos adiante uma recuperação econômica justa e sustentável”, comenta Sarah.

De maneira decisiva, o relatório apresenta uma perspectiva otimista para o futuro das mulheres empresárias. Isso indica que a pandemia pode ser um catalisador para um progresso exponencial das mulheres nos negócios e uma oportunidade para corrigir o preconceito de gênero inerente, caso os tomadores de decisão apoiem iniciativas específicas de gênero. Ele se baseia em vários pontos para ilustrar isso, notadamente:

• A era do Covid-19 apresenta uma narrativa de empoderamento para mulheres na liderança, fornecendo inspiração em uma época em que as barreiras culturais e o medo do fracasso ainda afastam algumas mulheres dos empreendimentos. A pandemia da Covid-19 destacou a capacidade das mulheres de liderarem em circunstâncias extraordinárias. Líderes mundiais femininas, como a primeira-ministra Jacinda Ardern da Nova Zelândia, a chanceler Angela Merkel da Alemanha e a primeira-ministra Sanna Marin da Finlândia, presidiram alguns dos esforços mais bem-sucedidos para conter o Covid-19 ao mesmo tempo em que incutiam ordem, segurança, confiança e calma. Com quase metade (47,8%) das mulheres empresárias relatando serem motivadas pelo desejo de contribuir para o bem maior da sociedade, o impacto dessas líderes não pode ser subestimado.

• As mulheres nos negócios já demonstram uma adaptabilidade acentuada, apesar das extensas barreiras para o sucesso. Na linha de frente, as empresárias estão se adaptando ao novo mundo do trabalho com confiança renovada. Globalmente, 42% mudaram para um modelo de negócios digital e 34% identificaram novas oportunidades de negócios desde o início da pandemia.

• O ‘novo normal’ apresenta uma oportunidade única na vida para remover as barreiras existentes, levando a uma maior participação de gênero e paridade para as mulheres nos negócios. Além de multiplicar as várias disparidades que as mulheres enfrentam – desde a lacuna de gênero digital até a inclusão financeira – a Covid-19 tem sido um estímulo intenso para o progresso estrutural. Por exemplo, antes da pandemia, a disparidade financeira global de gênero permaneceu estática por quase uma década. No entanto, a Covid-19 impulsionou o progresso nesta área – com mais de 11 milhões de trabalhadores informais no Brasil se inscrevendo para receber recursos governamentais de emergência em suas contas de poupança.

O relatório indica que as consequências desses levantamentos são complexas. Além disso, demonstra o valor inexplorado das mulheres como líderes e, de forma crítica, destaca o papel da pandemia em acelerar soluções progressivas. Aproveitar esse impulso e defender iniciativas específicas de gênero será fundamental para igualar o papel das mulheres e reduzir os US$ 172 trilhões perdidos globalmente (segundo o Banco Mundial) devido às diferenças entre mulheres e homens em seus ganhos.

O compromisso da Mastercard em promover a inclusão

O relatório MIWE é apenas um componente da missão mais ampla da Mastercard de impulsionar o avanço dos desfavorecidos, com um compromisso específico de apoiar e ajudar a desenvolver mulheres empresárias e pequenas empresas por meio de iniciativas como o programa Start Path. Em 2020, a Mastercard expandiu seu compromisso de inclusão financeira mundial, prometendo trazer um total de um bilhão de pessoas e 50 milhões de micro e pequenas empresas para a economia digital até 2025. Como parte desse esforço, haverá um foco direto em fornecer a 25 milhões mulheres empresárias as soluções que podem ajudá-las a expandir seus negócios, por meio de uma série de iniciativas que combinam financiamento, mentoria e desenvolvimento de tecnologias inclusivas.

Baixe o relatório do Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras de 2020 e recursos de apoio [ aqui].

Metodologia do MIWE


O Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras fornece uma análise mundial sobre como as mulheres nos negócios estão progredindo em 58 economias globais. Representando quase 80% da força de trabalho feminina internacional, o MIWE fornece análises aprofundadas sobre os fatores socioeconômicos que impulsionam e inibem seu sucesso.

Por meio de uma metodologia única – envolvendo análise detalhada de 12 indicadores e 25 subindicadores que abrangem Resultados de Avanço, Ativos de Conhecimento e Acesso Financeiro e Suporte a Condições Empresariais – o índice classifica 58 economias individuais de acordo com o desempenho no ano passado. Agregando essas pontuações, o índice é capaz de fornecer uma classificação geral de quão bem-sucedidas as economias individuais são no avanço do empreendedorismo feminino em comparação com seus pares em condições pré-Covid.

O relatório deste ano também fornece uma análise adicional sobre as ramificações iniciais das medidas de emergência implementadas por governos e empresas para mulheres empresárias em resposta à pandemia de Covid-19 em 40 economias globais.

As conclusões do Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras fornecem clareza e compreensão para governos, formuladores de políticas, partes interessadas, empresas e indivíduos que desejam compreender o papel crucial das mulheres nos negócios e aplicar os aprendizados obtidos das economias globais.

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