Projeto da ATC Gen busca detectar COVID-19 e outros vírus por meio de máscara facial

Projeto da ATC Gen busca detectar COVID-19 e outros vírus por meio de máscara facial

A ATC Gen, empresa brasileira que atua no segmento de ensaio clínicos de novos fármacos e dispositivos médicos há mais de 15 anos, está desenvolvendo um novo método não-invasivo de coleta de material biológico para detectar, por ensaio de RT-PCR, a presença do SARS-COV-2 e outros vírus, como, por exemplo, influenza, por meio de máscara facial. O projeto é um dos selecionados pelo IdeiaGov, hub de inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para enfrentar os desafios do Governo do Estado de São Paulo.

Segundo José Ernesto Belizário, idealizador do projeto, o objetivo é substituir o método do cotonete, que é invasivo. “Sabemos o vírus da COVID-19 é liberado por meio de gotículas no ambiente, junto com o ar exalado respiratório – basta observar que o uso de máscara previne o contágio. A máscara facial descartável que estamos desenvolvendo contém uma fita adesiva que retém o vírus, material biológico que será analisado no ensaio RT-PCR e ELISA”, explica Belizário, que é doutor em Imunologia e livre docente em Farmacologia pela USP.

Segundo ele, as máscaras faciais utilizadas para detecção do vírus são formadas de camadas de fibras (polímeros) que permitem a passagem e/ou retenção de gases e compostos químicos voláteis, que são biomarcadores de doenças. “Por isso, estamos também interessados na análise de compostos químicos voláteis que servirão para analisar a progressão da doença em pacientes assintomáticos”, esclarece.

De fácil utilização, a máscara facial é similar às usadas na prática de clínica médica (do modelo N95). O próprio paciente pode colher o material e enviá-lo para análise por um mensageiro. Além disso, a coleta de material biológico realizada desta maneira inovadora é mais barata que o uso de cotonete, pois o último requer um profissional treinado. “Sem falar que o novo método beneficiará crianças, adolescentes e idosos por ser menos agressivo e indolor”, diz o especialista.

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