Estudo do Ipea mostra recuperação do emprego durante a pandemia

Estudo do Ipea mostra recuperação do emprego durante a pandemia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira (8) estudo que mostra uma recuperação do emprego em diversos setores a partir de julho, quando houve flexibilização, no Brasil, de algumas medidas de prevenção à Covid-19. Mesmo o setor de alimentação e alojamento, que havia sido o mais afetado pela pandemia – com redução nas admissões e aumento nos desligamentos no início do distanciamento social -, mostrou sinais de retomada entre maio e setembro deste ano.

Os pesquisadores analisaram dados de maio a outubro deste ano. A análise revelou que, em seis setores da economia (agricultura, indústria, construção, comércio, serviços para empresas e administração pública), as taxas de crescimento líquido de emprego foram maiores em julho de 2020 do que em julho de 2019. Os setores da indústria e da construção seguem em ascensão. A taxa de crescimento líquido do emprego foi 1 ponto percentual e 1,6 p.p maior em setembro, na comparação com o mês de maio, respectivamente.

A pesquisa utilizou como fonte registros administrativos de admissões e desligamentos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), além de pedidos do seguro-desemprego da Secretaria de Trabalho e de abertura de empresas a partir do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) – para informações sobre o setor formal. Para incorporar o setor informal ao estudo, os autores recorreram a dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados sinalizam que a recuperação do emprego formal, no plano setorial, é acompanhada por desempenho similar das ocupações informais – ou, pelo menos, que estas não impactaram o resultado positivo do setor formal. O estudo apontou, ainda, que em diversos setores a recuperação do emprego foi puxada por uma retomada nas contratações. Por fim, os registros de abertura de empresas, que vinham crescendo a partir de junho, perderam o fôlego e, em outubro, já se observava uma estabilidade nesse indicador. Nesse sentido há uma expectativa em relação a continuidade do processo de recuperação do emprego nos próximos meses.

Acesse a íntegra do estudo

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