48% das empresas pretendem manter entrevistas de emprego on-line pós-pandemia

Adotadas ainda mais na nova rotina de home office pelas empresas, as entrevistas de emprego on-line devem permanecer no pós-pandemia. É o que aponta a pesquisa realizada com mil empresas por todo o país pela Weseek,HR Tech de consultoria de recrutamento e seleção digital da Catho, em que 48% das corporações respondentes afirmam que pretendem realizar processo de recrutamento de maneira remota.

O levantamento, realizado em parceria com as empresas Catho, Gelatina, Sólides e Yube, mostra ainda que a prática de entrevista on-line pelas empresas quase dobrou de 23% para 42% durante os primeiros quatro meses da pandemia e que para 65% das companhias a inserção da tecnologia em processos tradicionais de recursos humanos trouxe confiança e inovação.

A aceitação à modalidade remota passa também pela adequação tecnológica das empresas, visto que 58% delas contrataram softwares de videochamadas e 22% de recrutamento integral on-line. “A entrevista é o momento de avaliar os atributos socioemocionais e analisar profundamente o conhecimento dos candidatos. Para esta etapa, a tecnologia agrega maior agilidade, por não precisar de deslocamento e, principalmente, assertividade quanto à escolha do candidato, visto que com auxílio de programas de videochamadas é possível rever entrevistas”, explica João Kobayashi, co-fundador da HR Tech Weseek.

Por fim, Kobayashi faz uma análise dessas inovações durante a pandemia. “A avaliação positiva comprova que as empresas absorveram rapidamente a digitalização imposta pela necessidade de home office”.

Plataforma Weseek


Na Weseek, a procura pelo serviço de recrutamento digital aumentou 45% nos dois primeiros meses da pandemia. Na plataforma, todo o processo de seleção é conduzido pela startup e as empresas que estão em busca de profissionais recebem uma página dedicada ao processo de admissão com todas as informações de currículo, testes realizados e vídeos de entrevistas assíncronas com os melhores candidatos, escolhidos por recrutadoras e psicológicas. “Não existe e-mail com dezenas de anexos pesados. O processo prima pela assertividade”, destaca o co-fundador.

Aos candidatos que usam a plataforma, há a facilidade de fazer o todo o processo, dos testes aos vídeos para entrevistas, no horário e local que lhe convém por não ser ao vivo e em cada uma das etapas recebem feedbacks. “O processo é transparente e os candidatos são notificados sempre que existe alguma alteração de status nos processos que estão participando”, destaca Kobayashi.

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