PROTESTE orienta consumidor sobre fraudes ao comprar pela internet

Nesta quinta-feira, 23, a PROTESTE, Associação de Consumidores, alerta os consumidores para as fraudes online durante a quarentena. Com a pandemia, houve um expressivo crescimento das operações de e-commerce. Afinal, com o isolamento social e os clientes mais tempo em suas casas, a alternativa para adquirir os produtos necessários para o dia a dia foi o comércio digital.

Em abril, houve um crescimento de 4 milhões novos consumidores digitais no Brasil, em comparação com o mês anterior. A maior alta das vendas on-line foi registrada durante o mês de maio, com aumento de vendas virtuais dos mais diversos produtos, como artigos esportivos, brinquedos e cosméticos.

Os dados são de um estudo elaborado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Konduto, uma empresa especialista em risco e prevenção à fraude no e-commerce e em pagamentos digitais. Para a ABComm, o comércio virtual deve continuar em expansão, mesmo após a pandemia.

Um estudo da consultoria McKinsey, divulgado em maio, também aponta para a mesma direção: 75% dos consumidores que utilizaram a internet pela primeira vez para compras on-line durante a quarentena pretendem continuar usando esse canal. O trabalho destaca que, mesmo após a Covid-19, 35% das pessoas pretendem reduzir suas idas aos varejos físicos.

PROTESTE alerta sobre os riscos de fraudes virtuais

Como as compras on-line se tornaram tendência, alguns crimes virtuais passaram a ser mais frequentes. Por essa razão, Thiago Porto, especialista da PROTESTE, alerta para os cuidados necessários para o uso da rede com segurança.

“Existem vários programas maliciosos na Internet, que tentam roubar os dados dos usuários ou, pior, induzir compras (e pagamentos) por produtos que nunca serão entregues”, destacou. Segundo ele, os consumidores precisam ter muita cautela com websites falsos, que tentam reproduzir marcas conhecidas, mas que são criados com o único objetivo de fraude.

“Um golpe muito frequente é o phishing, que é uma espécie de isca, praticado por pessoas mal-intencionadas, que têm como objetivo obter informações pessoais dos consumidores, como senhas ou número do cartão de crédito, CPF e dados de contas bancárias”, exemplificou o especialista. Com esses registros em mãos, os criminosos conseguem induzir o consumidor a erro em outras circunstâncias, podendo, inclusive, roubar a identidade para usos ilícitos.

Além da captura ilegal de informações, outras práticas criminosas podem ocorrer na rede. Existem sites falsos, que inclusive fazem propagandas de produtos (com valores bastante atrativos) em redes sociais. A aparência do site é bastante semelhante a alguma rede conhecida e, frequentemente, o consumidor é induzido a erro, comprando uma mercadoria que não existe.

“Os ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais especializados. Com a tendência de aumento das vendas on-line, o risco é cada vez maior e os consumidores precisam se precaver”, disse Thiago. Também vale ter cuidado com o uso de meios digitais de pagamento .

Confira os cuidados para navegar com segurança

De acordo com o especialista da PROTESTE, algumas precauções são essenciais para minimizar o risco de problemas:

• desconfie de valores muito abaixo do mercado. Na dúvida, abra o site da loja diretamente no navegador, sem clicar no link do anúncio, ou entre em contato por telefone;

• mude suas senhas (de e-mail, acesso a redes sociais, cadastros em lojas ou serviços, entre outros) com frequência;

• tenha cautela com mensagens de caráter emergencial, que pedem que o consumidor clique em um determinado link para conferir uma compra, um rastreio de produto, um débito no cartão ou algo similar – neste caso, melhor entrar em contato diretamente com a empresa que está supostamente enviando o link, seja um banco ou uma loja;

• no caso de celulares, é importante ter uma senha no dispositivo e outra no chip. Assim, caso o aparelho seja perdido ou roubado, ninguém poderá ter acesso aos dados pessoais nem praticar golpes utilizando uma identidade falsa (como no caso de pedidos de ajuda em dinheiro pelo WhatsApp, supostamente feitos pelo titular da conta);

Para mais informações entre no site da PROTESTE: http://www.proteste.org.br

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