Aceleradora mapeia startups que podem auxiliar setores impactados pelo coronavírus

A crise causada pela pandemia do coronavírus afetou a economia de forma incalculável e alguns setores estão sofrendo consequências graves, como o de transporte, turismo e gastronomia. Na contramão, outras áreas do mercado têm tido picos de demanda neste período conturbado, principalmente serviços que podem ser feitos a distância, como aplicativos de videochamada, como o próprio Zoom.

Neste cenário, existem as startups, empresas que possuem a disrupção em seu DNA. Por terem este perfil mais ligado à inovação, algumas estão conseguindo atravessar a fase atual de forma positiva ou, inclusive, propondo algum tipo de avanço para todo seu segmento. Para mostrar isso, a Troposlab – aceleradora de negócios, projetos e pessoas – fez um mapeamento de negócios que foram acelerados por ela, e que podem ajudar outras empresas a reinventarem-se e a superarem a crise do coronavírus.

“Existem efeitos de curto, médio e longo prazo e já começamos a ver um desenho de setores que estão sendo e serão mais afetados, seja pela doença em si, seja pelos efeitos econômicos do confinamento que estamos vivendo. Por isso, mapeamos alguns dos principais setores que estão sofrendo com as atuais medidas e as principais startups aceleradas que podem ajudar na reinvenção destes negócios”, explica Pedro Teixeira, cofundador e diretor de aceleração da Troposlab.

Varejo

Uma área que foi muito impactada e está precisando se reinventar e reformular seu modelo de negócios é a de varejo. Inúmeras empresas têm tido queda nas vendas porque não podem abrir e ainda não possuem uma plataforma online.

• eMercado e Domusca : duas startups que atuam no setor de varejo supermercadista. Mesmo com o confinamento, as pessoas precisam comprar itens essenciais de alimentação. Para evitar que elas se arrisquem e saiam de casa, as duas plataformas funcionam como deliverys para quem deseja fazer as compras do mês.

• N2N Virtual: Para os microempreendedores que precisaram fechar as portas de seus pequenos negócios, essa startup é uma boa opção de migração para o online. É um marketplace que permite que qualquer um crie sua loja virtual, uma oportunidade para novas ideias.

• Take Now: Sente falta das outlets e de promoções como “Compre Agora” ou “Veja Agora”? A Take Now trazer este conceito para o online e qualquer pessoa pode vender pela plataforma. Funciona como um marketplace de moda que lança promoções que ficam disponíveis na tela por 1 minuto e meio. Se a pessoa não se interessar pela oferta, o produto não aparece mais. Se ela gostar, ele fica disponível por 5 minutos para fechar a compra. Algumas vezes, há produtos por R﹩ 1.

• Rectrix , Simbio e Shelfpix : Startups B2B que oferecem soluções tecnológicas com softwares de gestão de vendas e caixa. Um segmento para ficar atento, pois com o aumento de demandas no online, é preciso ter um sistema de operação eficiente e que controle o fluxo de informações das operações de uma empresa de varejo.

Turismo

A área de turismo e viagens foi a que sofreu instantaneamente com a crise do coronavírus. Em tempos de isolamento social, as viagens de férias e as hospedagens em hotéis são as primeiras a pararem. Como as empresas estão lidando com o momento atual e se planejando para o futuro é que vai determinar se vão sobreviver ou não.

• Mevow e Mibusca : são plataformas de busca e comparação de preços de passagens aéreas. Nos dois exemplos, elas podem funcionar de forma integrada com outros players do setor que precisam se reinventar, como no caso de agências de viagem e turismo.

Alimentação

Categorias de mercado que necessitam da presença física e trabalham com a ideia de interação social ficaram de mãos atadas com a quarentena, especialmente os pequenos bares e restaurantes de bairro, que tinham uma clientela fixa da região. Muitos já trabalhavam com plataformas de delivery, como iFood e Uber Eats, e outros precisaram utilizar estes sistemas às pressas para não perder espaço.

• Menyoo: é uma plataforma que funciona de forma complementar com aplicativos de delivery, possibilitando a chegada de cardápio de um determinado estabelecimento a mais lugares e, consequentemente, trazendo mais vendas.

• Bom de copo : os happy hours tiveram uma pausa, mas mesmo assim é possível reconectar a comunidade cervejeira por meio da tecnologia. A startup liga produtores, estabelecimentos e clientes para estabelecer relacionamentos entre esses grupos.

• Sacola de Minas: funciona como um marketplace de produtos artesanais onde fabricantes podem comercializar seus produtos que antes eram vendidos em pequenas quitandas e mercearias. Há uma grande gama de produtos, desde queijos e doces mineiros a artesanatos.

Entretenimento

Assim como a área de gastronomia sofreu pelo distanciamento social, o setor de entretenimento, cultura e lazer está vendo os impactos com seus pontos de portas fechadas. O jeito de se entreter mudou. Milhares de músicos estão fazendo lives de show e os serviços de streaming estão mais fortes do que nunca.

• Cennarium: uma espécie de Netflix de peças de teatro e musicais, a startup tem o objetivo de levar a experiência dos palcos para o ambiente digital com apresentações musicais, circo, performances de dança e muito mais, além de democratizar o acesso à cultura.

• HOLOBOX: startup que reproduz personagens, objetos e pessoas em hologramas. No momento atual, as lives se tornaram parte da rotina. Mas em breve, é possível que as transmissões em holografia possam se tornar realidade em um mundo pós Covid-19.

• ampyou e Eshows : as duas startups atuam como portais para conectar artistas com clientes para contratação de shows particulares, enquanto as aglomerações precisam ser evitadas.
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