As fintechs são um sucesso no B2C. Mas e no B2B?

Por Eduardo Neubern, diretor executivo da TOTVS Techfin

Já é sabido que as fintechs ganharam força e popularidade no mercado nos últimos tempos. O acesso a serviços financeiros atrelados a tecnologia tem sido democratizado em ritmo impressionante. A popularização das fintechs fez com que os bancos se mobilizassem, mas também mexeu com empresas de outros segmentos, como entregas, transporte e e-commerce, por exemplo, que buscaram alternativas para pleitear o mesmo espaço.

Hoje, já não se sabe mais com exatidão quem concorre diretamente com quem. Os bancos passaram a concorrer com empresas de tecnologia e vice versa. O que abre um caminho bastante interessante, com diversificação de ofertas para os clientes, que agora podem contar com uma variedade enorme de soluções inovadoras para serviços como transações comerciais, crédito consignado, antecipação de recebíveis, pagamentos online, cartões virtuais, entre outros. Com as fronteiras entre setores cada vez mais cinzentas quem sai ganhando é o cliente, que passa a ter mais opções e experiências de uso muito mais fluidas e relevantes.

Diante desse cenário, é nítido que as fintechs já são um sucesso de público e renda no mercado B2C. Mas e no B2B? Hoje, soluções que facilitam o acesso de empresas a serviços financeiros personalizados estão ganhando cada vez mais espaço. Segundo dados de uma pesquisa do Sebrae, em parceria com a ABFintechs, as PMEs já são 30% da base de clientes de 45% das fintechs entrevistadas. Ou seja, o mercado B2B está cada vez mais relevante para as fintechs. Um fenômeno natural uma vez que a tecnologia pode e deve ser usada para melhorar, simplificar e baratear o acesso das empresas a serviços financeiros.

As novas tecnologias que desafiam os modelos tradicionais trazem, certamente, uma enorme vantagem competitiva às fintechs e techfins. Usufruindo de recursos como computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas, distribuição e atendimento digital, entre outros, as soluções dessas empresas passam a brigar de igual para igual com os grandes bancos, que, por sua vez, passam a repensar seus modelos de negócios a partir do momento em que as taxas e prazos das fintechs tornam-se vantajosos aos clientes.

É também muito importante ressaltar que essa competição transversal não deve ser maléfica para ninguém. É quase unânime o discurso por parte dos grandes bancos de que as fintechs não são uma ameaça, mas sim um incentivo para se moldarem a essa transformação do setor financeiro. E os clientes são os grandes beneficiados disso tudo, podendo desfrutar dessa evolução mercadológica no mercado B2C e também no B2B!

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