Archive maio 2020

Como será o impacto do pagamento instantâneo na sociedade?

O Sistema de Pagamentos Instantâneos revolucionará o mercado, trazendo novas formas de pagar qualquer tipo de produto ou serviço. Por meio do PIX, nome escolhido pelo Banco Central para a funcionalidade que estará disponível ao público a partir de novembro, não somente as empresas e órgãos públicos serão impactados, mas toda a população, inclusive os desbancarizados.

Na China, por exemplo, é raríssimo encontrar maquininhas de cartões: as transações ocorrem livremente por meio de QR Codes e smartphones. “A China é o país mais avançado nesse novo sistema, mas o grande problema por lá é que duas empresas dominam o mercado e o dinheiro não transita entre elas. No Brasil não será assim. O que diferencia o projeto brasileiro é justamente a capacidade de abranger todos estes modelos atuais de pagamentos, garantindo de forma democrática o acesso e a interoperabilidade entre os diversos participantes”, afirma Bruno Samora, gerente da B.U. de Retail da Matera, empresa que desenvolve produtos para core bancário, meios de pagamentos e gestão de riscos e atende empresas do mercado financeiro, varejo e fintechs.

Quando questionado sobre quem serão os maiores beneficiados no Brasil, Samora é enfático ao dizer que o pagamento instantâneo será para todos. “O projeto que se desenha servirá desde o pagamento do churrasco do fim de semana com os amigos até o pagamento daquele imposto que hoje depende de uma guia específica de recolhimento. No futuro, será possível fazer um pagamento que efetive algum tipo de contrato ou documento. Que tal comprar o carro e junto com o pagamento já fazer a transferência num passo só? É esse tipo de conveniência que teremos”, analisa o especialista.

A primeira grande mudança vai ocorrer nos custos das transações. Por exemplo, um pagamento com cartão, ao custo de 100 reais dentro de uma loja, passa por diversos intermediários que participam dessa cadeia: banco, maquininha, bandeira, etc. Por isso, o varejista ou comerciante não recebe os 100 reais, mas sim uma parte deles, que ainda levará dias para cair. Todos esses custos são embutidos nos produtos, encarecendo para o cliente final. Com o pagamento instantâneo, além do dinheiro cair na hora, os custos serão baixíssimos – menos de um centavo por compra – pois não existirão adquirentes, bandeiras e emissores de cartão, por exemplo, o que reduz os valores das mercadorias.

Mas como será a recepção de toda essa nova tecnologia para a terceira idade, por exemplo? Algumas dessas pessoas ainda estão acostumadas a pagar contas de água e luz em dinheiro nas lotéricas e podem exigir um pouco mais de adaptação, mas nada que não seja gradativo. Samora conta que já existem muitas pessoas da terceira idade que são usuários de soluções de fintechs, o que já garante maior proximidade. Além disso, existe uma preocupação com relação à experiência do usuário final, de forma que seja mais simples e efetiva para todos. “Toda tecnologia nova traz consigo uma mudança que pode gerar dificuldade, mas de qualquer forma, deverá haver um grande incentivo na busca de melhores soluções que possam incluir um público cada vez maior”, afirma.

Para ele, uma das principais limitações para a tecnologia no Brasil pode ser o costume do brasileiro em usar o cartão físico, porém será uma barreira vencida pelo cansaço, ou melhor, pela praticidade e agilidade que o pagamento instantâneo vai oferecer a todos. “A boa notícia é que, em última instância, o beneficiado será o consumidor. Com a pandemia da Covid-19 e as orientações para se evitar pagamento com dinheiro, as pessoas estão começando a entender melhor os benefícios que a tecnologia traz”, finaliza.

Convenia é selecionada para programa de apoio a empreendedores da Endeavor

A Convenia, empresa de soluções voltadas para automatização do departamento pessoal, acaba de ser selecionada para participar do Scale-up Endeavor B2B, realizado pela Endeavor – organização global e sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo. A iniciativa busca formar uma nova rede de negócios de alto impacto B2B enterprise no Brasil, com empresas que oferecem soluções escaláveis e eficientes para grandes corporações em diversos setores no país.

Para esta edição, que conta com o patrocínio gold do GPA e Eurofarma Synapsis e o patrocínio silver da Edenred, Mag Seguros e BR Distribuidora, as 15 empresas selecionados entre as mais de 600 inscritas poderão se conectar e trocar com Empreendedores Endeavor como Sergio Furio, da Creditas, Eric Santos, da Resultados Digitais, Isis Abbud, da Arquivei e Fabrício Bloisi, da Movile – e poderão orientar para enfrentar os desafios do momento atual em prol do crescimento dos negócios.

“Diante de uma crise inédita, não há playbook pronto. E é por isso que, nessa hora, faz tanta diferença ter uma rede com quem trocar. Em momentos assim, os dias viram horas e a operação da Endeavor está toda mobilizada para ajudar os empreendedores”, diz Igor Piquet, diretor de Aceleração de Negócios da Endeavor.

Dividido em duas etapas, o programa conta com a primeira focada no diagnóstico do principal desafio de crescimento da empresa, que vai desde vendas e finanças a cultura e gestão de pessoas. Em seguida, o empreendedor passa por um acompanhamento individual composto por mentorias e encontros coletivos – que durante o período da pandemia serão feitos no ambiente online – de troca peer-to-peer entre os selecionados.

“Estar próximo a um grupo de empreendedores que admiramos e sendo acelerados por uma organização como a Endeavor é uma oportunidade única. Temos certeza que as mentorias serão muito ricas e irão elevar a nossa “barra”, ajudando a Convenia a levar a missão de digitalizar o RH para todo o Brasil, colaborando com a economia do país.”, afirma Rodrigo Silveira, cofundador da Convenia

6 passos para uma contratação remota assertiva

Como um candidato terá identificação com a minha marca sem frequentar o ambiente? O que fazer para atraí-lo? De que forma devo abordá-lo? Estas e outras perguntas se tornaram o novo normal em época de pandemia. Para esclarecer estas e outras dúvidas o PageGroup acaba de lançar um Guia de Contratação Remota, publicação elaborada por especialistas em recrutamento e seleção totalmente dedicada ao novo cenário global de contratações.

“Embora muitas empresas tenham implantado planos de contingência para evitar maiores instabilidades durante a pandemia, é claro que ainda existem muitas questões a serem resolvidas. Profissionais de todos os níveis estão aprendendo à medida que as coisas avançam. Mas uma certeza é de que os processos de R&S estão passando e continuarão sendo altamente impactados em mudanças significativas, especialmente pela alta adoção da tecnologia. Nesse momento devemos ajudar e fazer parte dessas transformações, apontando os melhores e caminhos e soluções em atração e retenção de talentos “, explica Gil van Delft, presidente do PageGroup no Brasil.

Veja abaixo as seis dicas e análises do consultor:

• Destaque sua proposta de valor e promova a marca

A proposta de valor (Employee Value Proposition) é uma das principais formas de demonstrar porque os candidatos devem querer fazer parte da equipe. Para aprimorar o EVP, antes de compartilhá-lo com os profissionais, é preciso identificar o que quer que ele diga ou faça pela instituição. Mesmo que já tenha uma proposta consolidada, é necessário revisá-la durante o momento de transformações em curso para garantir que continue alinhada aos objetivos da empresa. Um EVP deve ser exclusivo para cada negócio e, se for um verdadeiro reflexo de como é trabalhar na corporação, atrairá o talento certo.

Outras formas de promover uma marca são ter uma missão e visão com valores claros para atrair candidatos e engajar funcionários, compartilhar a jornada e os objetivos da empresa com frequência e investir na qualidade e na transparência das comunicações internas e externas.

• Faça uma boa descrição do cargo

Ao considerar a mudança do perfil dos candidatos e a busca por propósitos que vão além de salários, as descrições dos cargos precisam ser detalhadas para atrair talentos. Como os encontros físicos não podem ser realizados por enquanto, é fundamental que o texto aponte tudo o que os profissionais devem saber sobre a vaga e suas funções, com transparência e sem abrir brechas para ambiguidades. Em alguns casos, vale explicar como a função funcionará se for esperado que o candidato selecionado trabalhe remotamente enquanto durar isolamento social. No entanto, não deixe de incluir a estratégia de longo prazo, metas e objetivos gerais, que continuarão sendo focos de todos quando a pandemia terminar.

Entre os principais pontos de atenção, que devem constar nos anúncios, estão: O que a organização faz? Qual é o propósito e a missão? O que a empresa deseja alcançar e como? Onde está o negócio ou a empresa nessa jornada? Como a posição descrita se encaixa nessa jornada? Como é descrita a cultura? Quais os modelos de negócio existentes?

• Avalie detalhadamente os currículos

Em um momento de grandes mudanças, tanto para as empresas, quanto para as pessoas, é importante prestar ainda mais a atenção nas habilidades e competências de um candidato por meio da análise de seu currículo de acordo com os objetivos da função. Considere as habilidades técnicas, experiências anteriores em mercados similares, qualificações e desempenhos para garantir maiores chances de aptidão para o cargo oferecido.

Os profissionais entrevistados por vídeo tendem a ser mais rápidos e eficientes nas respostas do que pessoalmente, o que significa que os gestores poderão conhecer mais pessoas em um espaço de tempo mais curto do que antes, agilizando os processos seletivos. No entanto, é preciso estar atento para não cair em armadilhas de procurar brechas na carreira e questionar a contratação de alguém que está desempregado. Considerando o cenário atual, a postura pode significar a perda de um profissional preparado e compatível com a empresa.

• Adapte-se às tecnologias

Existem diversas opções no mercado para videochamadas, incluindo Zoom, Skype e Microsoft Teams, entre outras. Vale a pena contar com o maior número possível de plataformas, já que nem todos os candidatos terão acesso às mesmas tecnologias. A seleção também é importante para garantir a compatibilidade com a segurança interna de TI e a configuração para uso em sistemas remotos de nuvem.

Embora a maioria ofereça boa visão e qualidade de áudio, não garante a experiência completa de estar em uma sala de entrevista física, reagindo a expressões e linguagem corporal e criando relacionamento. No entanto, não encare como uma barreira. Conduza a entrevista da mesma maneira que faria pessoalmente, para que possa ter a avaliação de competências e entender a experiência do candidato e como se encaixaria na sua equipe.

• Faça a oferta certa ao talento certo

Tão importante quanto encontrar o candidato certo, é oferecer uma boa proposta de trabalho para retê-lo. Mas, nem sempre o que é vantajoso para um profissional, será para outro. Uma oferta baseada em salário dificilmente será aceita. Os requisitos dependem de uma análise do estágio de vida e carreira em que se encontram, que também deve considerar a função e as responsabilidades no cargo e como o profissional contribuirá diretamente para as metas e objetivos mais amplos da organização.

Os benefícios, além do padrão de mercado, são fatores de destaque na hora da oferta. Políticas de trabalho flexível, folgas nos aniversários, subsídios educacionais, entre outros, são grandes atrativos. Se possível, informe os valores monetários dos recursos oferecidos. Demonstre de maneira a reiterar o valor total, em vez de se concentrar apenas no salário-base.

• Adapte seu onboarding ao modelo remoto

É importante planejar a integração antes da chegada do novo colaborador, ainda mais se o processo será inteiramente remoto. Tudo se resume a uma pergunta-chave: o que você deseja que seu novo colaborador faça no primeiro dia?

Um e-mail de boas-vindas pode ser enviado ao novo membro para o guiar quando der início aos trabalhos. Defina o cronograma para a primeira semana e forneça detalhes sobre pontos de contato, caso ele tenha alguma pergunta adicional. Aproveite para enviar as políticas da empresa e conteúdos sobre as principais áreas de negócios, que o ajudarão a mergulhar na cultura, visão e valores da nova corporação. Após os direcionamentos, verifique se o profissional está apto a trabalhar remotamente e se conta com os equipamentos necessários.

Ao início das atividades, mantenha uma rotina de contatos por meio dos canais de comunicação, para que, assim, o iniciante entenda melhor como seu papel se encaixa na estratégia ampla e comece a construir relacionamentos. Por fim, não deixe de fornecer feedbacks e modere expectativas, uma vez que o treinamento remoto pode ser mais complicado do que o presencial.

boostLAB, do BTG Pactual, abre inscrições para potencialização de startups em nível avançado

O boostLAB abre inscrições na próxima segunda-feira (1) para sua sexta edição do programa de potencialização de startups em nível avançado, as chamadas Scale-ups. O programa do BTG Pactual , maior banco de investimentos da América Latina, conta com a parceria e metodologia da ACE, uma das maiores empresas de inovação corporativa da América Latina.

Nessa edição, o boostLAB busca soluções nas seguintes áreas: Open Banking, Fintechs, ERPs, Machine Learning, Artificial Intelligence, Real Estate, Big Data, Legaltechs, Insurtechs, Blockchain e Edtechs. Para participar do programa, é importante que as Scale-ups tenham ao menos dois sócios com dedicação exclusiva, produto pronto, tração e vendas recorrentes para resolver problemas reais, de forma escalável.

“Estamos cada vez mais satisfeitos com os resultados do boostLAB, que também se consolidou como o hub de negócios do BTG Pactual para o ecossistema Tech. Neste Batch, estaremos ainda mais atentos às soluções relacionadas ao Open Banking, haja visto os avanços da implementação deste modelo no Brasil”, diz Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB.

A quinta edição do programa superou a marca de 335 empresas inscritas. Para o Batch #6 serão selecionadas de cinco a dez startups para seguirem no programa durante o segundo semestre. As inscrições vão até 17 de julho e devem ser feitas pelo site: http://www.boostlab.com.br/.

Incentivos para as startups

A iniciativa prevê a realização de parcerias e negócios com o BTG Pactual, empresas parceiras, fornecedores e demais integrantes de seu ecossistema. As selecionadas recebem também créditos na nuvem e benefícios que podem chegar a mais de R$ 300 mil.

Um dos pontos de destaque do boostLAB é a proximidade dos sócios e diretores sêniores do banco, que oferecem mentorias e dividem suas experiências por meio de seu Conselho. Cada um dos envolvidos tem um papel fundamental na estrutura do programa e na melhor integração entre as startups e o Banco. São eles: Frederico Pompeu – Head do boostLAB, que tem dedicação exclusiva ao programa, Amos Genish (Sócio responsável pela Unidade Digital de Varejo), André Alves (Head de Marketing), André Fernandes (Head de Risco), Gabriel Motomura (Líder da área de crédito para PMEs), José Vita (Membro do Comitê Executivo), Marcelo Flora (Head do BTG Pactual Digital), Mateus Carneiro (Head do RH), Mauro Dutra (CFO do Banco Pan), Pedro Henrique Fragoso (Private Equity), Renato Mazzola (Head do Private Equity e do time de Infraestrutura), entre outros.

Além do Conselho, um time de executivos com grande destaque em suas áreas de atuação também se dedica ao programa, como Cláudio Galeazzi, ex-CEO do GPA e BRF e grande referência em reestruturações de empresas no Brasil, Edison Ticle, CFO da Minerva, Florian Bartunek, CIO da Constellation, Otávio Araujo, CFO da Dotz, Sônia Hess, eleita pela revista americana Forbes como a terceira mulher de negócios mais poderosa do Brasil, Stelleo Tolda, COO do Mercado Livre e muitos outros. As Scale-ups também contam com um time grande de mentores da ACE e do Google Launchpad.

Como sair ainda melhor da crise?

Erika Linhares, pedagoga, palestrante e executiva especializada em soft skills (habilidades comportamentais) em empresas, lança na próxima segunda-feira (1) o curso online Profissional do Futuro. Segundo Erika, o curso não promete uma fórmula correta de como sair da crise atual e prosperar na vida profissional como outros cursos no mercado fazem, afinal pessoas são seres únicos e não existem fórmulas que cabem de forma igual para todos. Cada um tem o seu processo de aceitar, entender e resolver problemas. Erika vai ensinar cada um a encontrar o seu próprio processo e educar sobre como aceitar imperfeições e resolver o que é necessário para poder progredir.

O objetivo do curso é em primeiro lugar fazer com que as pessoas reconheçam quais são os seus erros e defeitos e os aceitem. Em segundo lugar, o curso irá ensinar como fazer uma autoavaliação para entender o que é preciso melhorar. Por último, o conteúdo irá explicar como resolver e melhorar os pontos que encontrou como defeitos prejudiciais para a carreira profissional.

“No cenário de crise pós-pandemia, quem vai sair dela é aquele que tem habilidades comportamentais. É muito importante se preparar mentalmente para saber como enfrentá-la e superá-la”, diz Erika Linhares.

Neste curso inovador, Erika Linhares criou uma metodologia de ensino baseada em 20 anos de trabalho em que já liderou mais de 15 mil pessoas. Nas vídeoaulas, ela conta também sobre sua história de superação. Erika começou a carreira como sacoleira, passou pelo sistema público em que deu recorde de arrecadação e chegou ao topo como diretora geral de uma grande multinacional. Hoje, a empresa que comanda com mais dois sócios e que tem pouco mais de dois anos, é um sucesso.

Veja alguns dos tópicos do curso:

1. Desenvolva relacionamentos de confiança com chefes, pares e colaboradores.

2. Aprenda a resolver problemas complexos de forma prática.

3. Corrija maus hábitos que causam problemas de comunicação e relacionamento.

4. Aprenda a ser autônomo e voar na carreira.

5. É inovando que se cresce, saiba como de fato inovar.

6. Saiba como se comportar durante e após uma crise e se destaque.

7. Aprenda a ser um Líder de verdade! Principalmente para você que ainda não é gestor.

Acesse o link para mais informações e inscrição: http://cursoonline.erikalinhares.com/

Planejamento tributário: uma alternativa para pagar menos imposto e manter o compliance fiscal

Por Adriana Manni Peres, especialista em impostos da IOB

Zelar pela gestão é essencial para todas as empresas, independente do porte ou setor. Em períodos mais desafiadores, como o que estamos vivenciando agora com a crise da Covid-19, investir em medidas para reduzir custos é assegurar a sobrevivência dos negócios e o emprego de muitas pessoas. Nesse sentido, o planejamento tributário é uma saída muito eficaz para adotar procedimentos previstos na legislação e ter uma economia na hora de pagar os tributos. Tudo isso de maneira legal e mantendo o compliance fiscal. E neste contexto de ajustes de orçamentos, a atuação do contador é fundamental para, além de orientar o cliente de acordo com a lei, analisar a operação, bem como trazer novas oportunidades, uma vez que a pandemia trouxe muitos desafios para a sobrevivência dos negócios.

Muitas vezes, uma simples mudança de processo pode significar uma redução expressiva no pagamento de impostos e custos operacionais. Por exemplo, a empresa A vende uma mercadoria para a empresa da B que já vendeu para a empresa C. Se optar por deixar que A entregue o item diretamente para C, economizará com a logística do transporte, economizando tempo com preços mais atrativos no mercado. Existem ainda casos, como o regime de substituição tributária, em que as empresas acumulam créditos nas suas escritas fiscais, sem ter o conhecimento de como resgatá-los. Para que isso aconteça, o contador precisa apresentar as condições necessárias para essa utilização e estar atento ao que diz a legislação.

Outra medida que poupa recursos são os chamados regimes especiais. No caso das empresas que importam insumos para industrialização, é possível mediante regimes especiais concedidos pelo Fisco Estadual, pagar o ICMS apenas na saída do produto acabado. No Estado de São Paulo, por exemplo, foi instituído o Programa de Estímulo à Conformidade Tributária, conhecido como “Nos Conformes” para estimular as empresas a estarem em dia com os tributos e obterem mais facilidades perante o Fisco e os regimes especiais.

No momento em que a empresa estiver em expansão e chegar a hora de abrir outra unidade, a localização do novo estabelecimento deve ser discutida com bastante atenção. O Brasil tem a legislação complexa e as alíquotas de ICMS mudam de estado para estado, assim como o ISS é diferente em cada cidade. O contador e empresa podem analisar juntos, do ponto de vista da tributação, onde vai ser mais econômico atuar.

O planejamento tributário é um aliado das companhias, não só nos momentos de crise, mas na rotina diária. Ele é uma forma de assegurar que elas paguem corretamente os seus impostos e se beneficiem de medidas previstas na lei, reduzindo a sua carga de tributos. E neste cenário, a figura do contador torna-se cada vez mais estratégica e essencial para a saúde financeira das empresas.

Plataforma do bem da Amcham já reúne mais de R$ 661 milhões em projetos público-privados no combate à covid-19

A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) já reuniu mais de 124 projetos, somando mais de R$ 661 milhões em doações financeiras e de produtos e serviços, além de ações de empresas dos mais variados portes e setores de todo o País. A plataforma do bem foi lançada no dia 18 de abril e intitulada Movimento SOMA.

O principal diferencial do SOMA da Amcham é unir setores públicos e privados na construção de soluções ágeis de combate à covid-19. “As parcerias público-privadas têm sido uma reposta poderosa no combate à pandemia. E o setor privado tem desempenhado um papel estratégico nesta crise, se unindo rapidamente na construção de iniciativas que visam preservar vidas, empregos e negócios”, pontua Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, que lidera à entidade com cerca de 5 mil empresas, em 15 cidades brasileiras.

No Paraná, a Amcham é representada pela Amcham Curitiba e congrega mais de 300 empresas.

Tinder de EPIs

Entre os destaques está o desenvolvimento em tempo recorde de um sistema de controle e oferta de EPIs, uma parceria da Microsoft e da ABDI, órgão do Ministério da Economia, formatado a partir do Movimento SOMA. O ‘Tinder’ das EPIs é uma solução digital que une e reduz a distância e o tempo entre a compra e venda de itens essenciais ao combate à covid-19 como máscaras, aventais, luvas e óculos de proteção, entre outros itens.

“A tecnologia possui um papel fundamental para facilitar a comunicação e trazer mais agilidade. Em um contexto desafiador como o que vivemos, é nosso papel torná-la disponível para auxiliar nas mais diversas frentes de combate e a oferta de EPIs a profissionais de saúde sem dúvida é uma delas”, afirma Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil. Para acessar a plataforma, é preciso fazer um cadastro como Demandante ou Ofertante de EPIs no site EPIMatch. O cadastro é gratuito, simples e intuitivo; e pode ser realizado por Pessoa Física ou Pessoa Jurídica.

PMEs apoiadas

Através da plataforma do Movimento SOMA Amcham, pequenas e grandes consultorias também estão abrindo mão do lucro e ofertando gratuitamente serviços aos seus pares. O objetivo é que todos saiam vivos e com fôlego comercial desta crise, contando com orientação estratégica de seus pares empresariais em temas como transformação digital, vendas online, gestão de caixa e liquidez, além de medidas necessárias para adequação tributária, jurídica e até trabalhista no atual cenário.

“Apesar de todas as dificuldades comerciais, de faturamento e produção que toda essa paralisação impõe, estamos experimentando uma era de reprogramação industrial constante. O foco no cliente divide lugar a preservação de vidas. Rapidamente, fábricas de bebidas passaram a produzir álcool em gel, montadoras de carro começaram a desenvolver respiradores e as fábricas de roupas estão costurando boa parte das máscaras que invadiram nossas rotinas. Além disso, empresas de serviços estão ofertando consultoria gratuitas apoiando a transformação de outros pequenos, médios e grandes negócios”, contextualiza a CEO da Amcham.

O acesso ao Movimento SOMA da Amcham é gratuito através do www.amcham.com.br/soma ou pelo email soma@amchambrasil.com.br.

O legado do Trabalho Temporário

Por Marcos de Abreu

Há mais de três décadas, a ideia de transformar os desafios do agenciamento de trabalho temporário como garantia de mais produtividade para as empresas e melhores oportunidades para os trabalhadores foi meu norte e o principal motivador para começar esta jornada que hoje coloca a Employer como uma referência do setor no Brasil.

Nesses mais de 30 anos nosso objetivo principal sempre foi levar soluções às empresas de segmentos diversos, da indústria até os serviços, oferecendo a oportunidade real de aproximação de empregadores e trabalhadores.

E o que seriam das histórias sem grandes conquistas? Em todos esses anos foram muitas conquistas jurídicas junto ao governo, ao Ministério do Trabalho e ao Superior Tribunal de Justiça. Conquistas que aprimoraram leis vigentes e ficaram marcadas como capítulos importantes não somente na trajetória da Employer e de milhares de empresas, mas também na história do País.

Entre as mais recentes, está o decreto do trabalho temporário, publicado em outubro do ano passado (Decreto n° 10.060 que regulamenta a Lei 6.019/74), que devido a simplicidade do seu texto, impulsionou a utilização do trabalho temporário por empresas que não o conheciam ou tinham dúvidas sobre a modalidade.

Hoje o Brasil e o mundo experimentam uma transformação profunda. A crise gerada pelo Covid-19 afetou de forma contundente e repentina empresas e empregos. O Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), tem mais de 12,3 milhões de desempregados e, ainda segundo o Instituto, esse número deve crescer até o final da pandemia. Com isso, empresas se viram diante da necessidade de criar novas e rápidas alternativas de sobrevivência como reduções de jornadas de trabalho, afastamentos de colaboradores enquadrados no grupo de risco e também demissões. E é neste cenário que vejo, mais uma vez, que podemos contribuir, e muito, para superar este problema sem precedentes.

Pesquisa recente da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) mostra que o movimento de contratações temporárias em meio à pandemia está crescendo nas áreas da saúde, indústria de suprimentos, alimentos, supermercados e serviços essenciais. É prova real que o trabalho temporário toma seu legado nessa crise e pode assumir o papel de protagonista como uma solução importante para a sobrevivência das empresas e manutenção dos empregos.

Muitas coisas já evoluíram de forma irreversível e não voltarão a ser como antes do Covid -19. As empresas não podem parar, precisam de novos caminhos que flexibilizem e tragam garantias para empregadores, trabalhadores.

O mapa está à mão e as escolhas devem ser assertivas e de curto prazo. O modelo apresentado na atual legislação dos contratos temporários deve servir de guia a um caminho seguro e mais rápido para recuperação do emprego e renda. E ainda um aditivo eficiente para a formalização de um grande contingente de trabalhadores que vivem à margem, na informalidade.

Marcos de Abreu, presidente da Asserttem e presidente do Grupo Employer.

Com faturamento de R$ 273,5 bilhões, atacado distribuidor cresce 4,5% em 2019

O estudo do Ranking ABAD/Nielsen 2020 – ano base 2019, realizado pela ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores em parceria com a consultoria Nielsen, aponta que o setor atacadista e distribuidor atingiu em 2019 faturamento de R$ 273,5 bilhões, a preço de varejo, revelando uma participação de 53% no mercado mercearil nacional, que é avaliado pela Nielsen em R$ 516,2 bilhões em 2019. É o 16º ano consecutivo em que a participação do setor permanece superior a 50%, reforçando sua abrangência e importância na economia brasileira. No ano passado, o atacado distribuidor registrou crescimento nominal de 4,5% e real de 0,19% sobre o ano anterior. O dado real foi deflacionado pelo índice oficial de inflação (IPCA) calculado pelo IBGE para 2019, que foi de 4,31%.

O Ranking ABAD/Nielsen, publicado desde 1994 pela Revista Distribuição, analisa anualmente os resultados e a atuação dos agentes de distribuição de todo o país, com informações relevantes para orientar planos estratégicos e investimentos do Canal Indireto.

O estudo traz também uma radiografia individual de todas as empresas participantes do Ranking, que neste ano somam 667 respondentes. O faturamento conjunto dessa amostra em 2019 foi de R$ 123,4 bilhões (a preço de varejo), o que equivale a uma significativa fatia de 45,2% do faturamento do setor.

Para Nelson Barrizzelli, coordenador de projetos da FIA – Fundação Instituto de Administração, “o atacado distribuidor continua a desempenhar bem seu papel de levar produtos industrializados de amplo consumo aos mais de 5.500 municípios do país. Sem ele, não seria possível manter o abastecimento atual.” Ele também destaca que até mesmo com a competição mais acirrada e a queda do poder aquisitivo do brasileiro, o setor se fortaleceu e apresentou crescimento real.

Emerson Destro, presidente da ABAD, atribui a participação expressiva do setor no mercado à força do varejo independente. “É o canal indireto, fortalecido pela indústria, que abastece o pequeno e médio varejo, que está em crescimento. Esse movimento mostra a importância do setor atacadista distribuidor tanto no aspecto econômico quanto no social.”

Destro destaca ainda que a expectativa do setor antes da Covid-19 era positiva, com sinais promissores na economia, principalmente no início de 2020. “As empresas que atendem o varejo alimentar tiveram um primeiro quadrimestre positivo, de crescimento, embaladas pelo otimismo dos primeiros meses do ano e até pelo incremento provocado pela corrida da população aos supermercados no início da pandemia. Mesmo em abril, com o receio de desabastecimento debelado, o aquecimento se manteve”, ressalta.

A expectativa positiva, porém, deve começar a arrefecer no segundo quadrimestre, em razão do aumento do nível de desemprego e, consequentemente, do poder aquisitivo. “Acredito que o consumo será mais racional, mais voltado para produtos essenciais e de primeira necessidade. Já começamos a perceber esse movimento em abril, com uma escolha mais diversificada de marcas e itens de menor valor agregado”, afirma o presidente da ABAD.

Daí pra frente, segundo Destro, o desafio das empresas do setor estará na adequação do portfólio oferecido ao varejista, a fim de reduzir o impacto da crise no ambiente de negócios. “Como somos um setor essencial, que vende produtos de primeira necessidade, a expectativa, no fim do ano, é de equilíbrio no faturamento. Mas temos consciência de que é um ano totalmente atípico, e o tamanho do desemprego e, consequentemente, da confiança do consumidor, vão ser determinantes”, conclui.

TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO – Nesta edição do Ranking ABAD/Nielsen consolida-se a tendência de maior crescimento das empresas que atuam em apenas um estado. Se o crescimento médio do setor ficou em 4,5% a variação no faturamento das empresas que atuam em apenas um estado foi de 9,9%.

Já em relação ao porte das empresas, em 2019 o crescimento mais acentuado concentrou-se em empresas de porte grande e médio-grande, em todas as regiões do país.”Especialmente as empresas que faturam mais de um bilhão de reais registraram crescimento significativo”, confirma o professor Barrizzelli. Contrariando essa tendência, a região Sudeste é a única que apresenta maior crescimento das empresas pequenas e médias.

Ele credita esse crescimento na região à intensa concentração de grandes redes de varejo, principalmente em pontos estratégicos, com lojas de proximidade de metragem reduzida e logística própria para abastecimento. “Esses players não exercem o mesmo impacto em outras regiões geográficas do país”, explica.

Na análise dos dados das empresas que responderam ao Ranking nas duas últimas edições (2019 e 2020), a região que apresentou melhores resultados foi o Centro-Oeste, com crescimento de 12,1%, seguido do Nordeste, com 11,1%. O Sudeste apresentou crescimento de 8,7%, o Norte evoluiu 8,1% e o Sul cresceu 6,5% no período estudado.

PEQUENOS VAREJOS – Os estabelecimentos com até quatro checkouts, o pequeno varejo cliente do atacado distribuidor, venderam R﹩ 111,1 bilhões, com alta de 4,6% em relação ao ano anterior e são atendidos quase totalmente (95%) pelo setor atacadista e distribuidor. O mesmo patamar de importância do canal indireto é detectado no varejo tradicional, que comercializou R﹩ 51,4 bilhões e cresceu 3,4%.

Outro levantamento da Nielsen, com base nas vendas em 1,1 milhão de pontos de venda (bares, lojas tradicionais, autosserviços, farmácias e perfumarias), registra a comercialização de 148 categorias de produtos. Nesse caso, destaca-se a importância dos alimentos na composição da cesta pesquisada. Representam 39,5% e são seguidos de perto pelo grupo das bebidas, com 38,7%. Por sua vez, os itens de higiene e beleza têm peso menor, de 14%, mas acima do grupo de produtos de limpeza (6,2%) e de bazar (1,6%).

No entanto, em tempos de combate ao Covid-19, e de quarentena, o consumo pelos brasileiros pode adquirir um contorno inovador, segundo Daniel Asp Souza, gerente de Atendimento de Varejo da Nielsen. “Com a pandemia, veio a retração econômica, que deverá impactar o consumo e mudar os hábitos de compra. Por exemplo, já detectamos maior procura por produtos de limpeza, higiene pessoal e vitamina.” Souza acredita que o consumidor tende a escolher estabelecimentos com bom sortimento e preços competitivos, e que ofereçam serviços como delivery e um ambiente constantemente higienizado e de atendimento com proteção.

TOP 10 EMPRESAS POR FATURAMENTO – BRASIL

E-commerce brasileiro praticamente dobra suas vendas (alta de 98,74%) em abril ante o mesmo mês do ano passado, aponta o índice MCC-ENET

As vendas realizadas pelo comércio eletrônico praticamente dobraram, com expansão de9 8,74% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior. O isolamento social, em função da pandemia do coronavírus, refletiu na forma de comprar do brasileiro. Outro dado positivo que evidencia essa mudança foi a alta de 81,64% no faturamento do setor, referente a esse mesmo período. Os dados são do índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie.

“O e-commerce tornou-se no mês de Abril/20 o principal (ou único) canal de vendas para muitos varejistas. Dentro das mudanças que tem ocorrido em nossa sociedade após início da pandemia do COVID-19, o comércio eletrônico certamente é um dos setores da economia que mais cresceu. No comparativo diário das vendas dentro do período, foram registrados picos acima de 100% – um marco para história do e-commerce após mais de 20 anos no país.”, afirma André Dias, coordenador do Comitê de Métricasda camara-e.net e diretor executivo do Compre & Confie.

Vendas online – Regiões Sudeste e Nordeste lideram

Ao avaliar o desempenho das vendas no comércio varejista, de abril em relação a março de 2020, observou-se uma alta de 37,14%. No acumulado do ano, a variação continua positiva: 43,34%.

Na composição regional, pelo segundo mês consecutivo, o Sudeste se destaca. Ao comparar as vendas de abril de 2020 com o mesmo período do ano anterior, a região dobrou, com alta de 104,97%.Em segundo lugar, o Nordeste com 96,36%, seguido por Centro-Oeste (94,80%); Sul (79,71%); e Norte (66,68%).

No acumulado do ano a composição muda. Em primeiro, ficou o Nordeste (51,87%), seguido por Centro-Oeste (50,74%); Norte (41,97%); Sudeste (41,84%); e Sul (41,04%).

Faturamento

O índice de faturamento do setor acompanhou as boas movimentações das vendas. Em abril, ante o mês de março de 2020, a ascensão foi de 28,86%. No acumulado do ano, a variação positiva foi de 36,07%.

A comparação do faturamento, de abril de 2020 em relação ao mesmo mês do ano passado, ficou da seguinte formapor região: Sudeste (85,87%); Centro-Oeste (82,40%); Nordeste (81,34%); Sul (69,12%); e Norte (57,12%).

No acumulado do ano, a configuração mudou: Nordeste (47,51%); Centro-Oeste (36,82%); Sudeste (34,55%); Sul (33,15%); e Norte (28,67%).

Participação do e-commerce no comércio varejista

No mês de março, o comércio eletrônico representou 7,2% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 6,1%.Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 13 de maio.

Categorias

A composição de compras realizadas pela internet, por segmentos,em março, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (40,1%); móveis e eletrodomésticos (24,5%); e tecidos, vestuário e calçados (12,4%). Na sequência, outros artigos de usos pessoal e doméstico (10%);artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%);hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,8%);e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%).

Consumidores Online

O MCC-ENET revela também que, no primeiro trimestre do ano de 2020, 12,3% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma queda de 1,4p.p. em relação ao trimestre anterior (13,7%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (10,1%), houve crescimento de 2,1p.p.

Metodologia do MCC-ENET

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV.

O MCC-ENET traz uma visão completa a respeito do e-commerce no paísa partir da análise das seguintes variáveis: percentual nacional e regional de vendas online, faturamento do setor e tíquete médio. Outras métricas analisadas mensalmente são participação mensal do e-commerce no comércio varejista e crescimento do setor no varejo restrito e ampliado, além da distribuição das vendas por categoria. Por último, a penetração de internautas que realizaram ao menos uma compra trimestralmente pela internet também está contemplada no índice.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pelo Compre & Confie.

Clique aqui para acessar o estudo completo: http://www.mccenet.com.br/

A importância do rastreamento em momento de instabilidade

Por Frederico Menegatti

No último dia 11, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o novo coronavírus (Covid -19) como uma pandemia mundial. A doença, que já atingiu mais de 110 países e mais de 350 mil casos de contágio, vem deixando o mundo em estado de alerta. Como tem provocado diversas formas de paralisação, a economia mundial, em diversos setores, já sente os efeitos da quarentena.

Em uma entrevista concedida pelo Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, ou clube dos países ricos), à BBC, o choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001, após os ataques de 11 de setembro daquele ano. A previsão dele é que tenhamos apenas um crescimento global de 1,5%, – o que para mim já soa otimista demais.

Aqui no Brasil, já podemos ver sinais de alertas. Na última semana o varejo teve uma queda de 25,2% das vendas em relação à semana anterior ea Via Varejo, marca dona da rede de lojas Casas Bahia e Ponto Frio, teve que fechar mais de mil lojas. Se ela, um dos maiores players varejistas do país, já sentiu esse baque, imagina os pequenos e médios empreendedores que mais do que nunca precisam continuar em operação?

Acredito que nesse momento, mesmo que tenebroso, não se pode deixar a peteca cair e devemos buscar alternativas para perder o menos possível. Além disso, é preciso buscar alternativas cabíveis que permitam um gerenciamento de atividades à distância, já que toda a população está proibida de sair de casa, até a segunda ordem. Para quem precisa continuar na atividade e acompanhar a chegada e saída das mercadorias, as tecnologias de rastreio têm muito a agregar e ajudar a sanar esses e outros possíveis gargalos no mercado atual.

Graças à interne e a conectividade, já existem disponíveis ferramentas de rastreamento que oferecem a melhor comodidade para o gerenciamento dos automóveis e das frotas. Por meio de tais soluções, empresários de quaisquer segmentos podem acompanhar o veículo de forma remota, sem a necessidade de contato físico, algo que precisamos evitar nesse momento.

A busca de serviços de rastreamento era, até então, algo ainda incipiente e pouco procurado, mesmo diante de um vasto mercado que temos no Brasil. Mas aos poucos esse cenário tem mudado e esse momento de incertezas e onde os serviços de entregas se tornaram essenciais para ajudar a roda da economia a girar, pode ser algo benéfico para os players de rastreamento. Felizmente já é possível encontrar soluções completas e pouco complexas que oferecem uma gama rica de informações e processos que irão, não apenas sanar as dúvidas de quem começou a tatear o serviço de frotas recentemente, mas também a sanar possíveis gargalos em diferentes verticais.

Por isso, se você não quer se ver na situação da grande Via Varejo e quer melhorar sua produtividade e processos, ganhar eficiência na sua gestão de produtos e frotas, retendo lucratividade, precisa contactar uma empresa que oferece serviço de rastreamento já. Caso contrário, irá continuar vivendo na incerteza atual que a pandemia está “impondo” para todos. Pense nisso!

Frederico Menegatti, CEO e fundador da Getrak, maior provedora de tecnologia para rastreamento da América Latina

Como as metodologias ágeis podem auxiliar seu projeto?

Iniciar um novo projeto requer organização e planejamento. Por isso, é necessário pensar onde se pretende chegar e traçar as estratégias. Em relação a isso, as metodologias ágeis podem ser um diferencial na sua organização.

“Além de estabelecer os processos internos que visam garantir a documentação de como executar as atividades, a qualidade e a consistência na entrega de valor, a melhor forma para o gerenciamento de projetos, atividades internas ou externas é o uso de métodos ágeis”, explica Marcos Rocha, responsável pelo gerenciamento de portfólio na Locaweb Corp, unidade de negócios da Locaweb com estrutura e equipes dedicadas ao mercado corporativo.

A metodologia de planejamento surgiu na indústria da tecnologia, mas vem conquistando um grande público que busca gerenciar projetos de forma mais clara e com alinhamento entre equipes e clientes. Baseada em pilares de comunicação, praticidade e flexibilidade, a metodologia ativa foca em ciclos mais curtos, entregas bem definidas e prioriza a melhoria contínua a cada novo processo.

Segundo Rocha, é necessário avaliar o propósito do projeto e quais informações iniciais você tem em mãos para definição da metodologia a ser colocada em prática. Dentre as mais utilizadas pelo especialista, estão SCRUM e KANBAN. A primeira consiste na formação de uma lista de prioridades, que é conhecida como backlog, ao lado de alguém que determina os interesses do cliente. Já a segunda é uma planilha com as tarefas que precisam ser feitas, as que estão em andamento e as que já foram realizadas.

A partir dessas técnicas, a equipe inteira tem uma visão do todo: “ao mesmo tempo em que dá foco na entrega parcial, temos no acompanhamento diário o comportamento da sprint, que são os intervalos de tempo de desenvolvimento. Então, qualquer desvio é prontamente corrigido ou alinhado com o cliente”, explica Marcos Rocha.

Essa agilidade, consequentemente, ocasiona um desenvolvimento mais efetivo dos resultados do projeto, o alinhamento do time e redução de riscos. E, segundo Rocha, a entrega de valor para os clientes através das ferramentas ágeis desde a estruturação do escopo, até o final são aderentes ao modelo de negócio da Locaweb Corp Cluster2GO.