500 Startups anuncia Flávio Dias como novo sócio no Brasil

Com mais de 2.400 investimentos realizados em empreendimentos ao redor do globo, a 500 Startups é o fundo de capital semente mais ativo do mundo e com maior número de saídas nos Estados Unidos e globalmente, segundo o Pitchbook 2019. Hoje, seu portfólio tem 2400 startups de mais de 75 países e um montante sob gestão de mais de U$ 560 milhões. Para acelerar esse crescimento e diversificar ainda mais seu portfólio, o fundo de Venture Capital decidiu apostar com força no Brasil, onde já investiu em mais de 40 startups, incluindo nomes como Conta Azul, Descomplica, IDwall, Ingresse, Olist, Pipefy e Quero Educação e acaba de anunciar um novo sócio, o ex CEO da Via Varejo, Flávio Dias.

Segundo a sócia da 500 Startups, Bedy Yang, a chegada do executivo marca um importante e estratégico momento na história da 500 Startups. “Por muitos anos ouvimos que o Brasil seria o país do futuro e para as startups esse momento é agora! O país está se movendo em direção ao seu ponto de inflexão e irá ocupar um lugar de destaque nos próximos anos. Em 2010, quando fundei a Brazil Innovators, uma rede que dava aos empreendedores acesso ao Vale do Silício, o país estava em um outro momento. Desde então, vejo um avanço muito grande nesse sentido, temos um ecossistema muito mais maduro e com boas histórias para contar. A chegada do Flávio na 500 vai potencializar ainda mais isso, pois teremos uma conexão para além do Vale do Silício. Vamos conseguir disseminar a experiência que ele tem com empreendedores e inovação para o mundo todo, reforçando o propósito da 500 Startups em ser um fundo que pensa globalmente”, conta Bedy.

Atuando como Investidor Anjo profissional nesses últimos anos, Dias acumula mais de 12 startups em seu portfólio, contando com dois Centauros – empresas que valem mais de $100 Milhões. Além disso, possui 20 anos de experiência no varejo, sendo fundador e CEO do Walmart.com, CEO da CNOVA e, em seu último papel como executivo, atuou como CEO da Via Varejo. Dias também foi responsável pelo lançamento do primeiro banco digital do Brasil em 2015, o Banco Original.

“Durante minha jornada profissional eu me dediquei muito à transformação digital, inovação e intraempreendedorismo nas grandes corporações. Depois de ter mergulhado de cabeça no universo das startups vejo o quanto essa minha experiência acumulada tem valor para o empreendedor e, ao mesmo tempo, continuo aprendendo e me desenvolvendo muito junto com eles. Aliar essa experiência ao time da 500 Startups é uma enorme oportunidade de causar um grande impacto para todo o ecossistema brasileiro, pois nosso objetivo é olhar para além do eixo Rio-São Paulo e investir cada vez mais em startups de localidades diversas”, afirma o novo sócio da 500 Startups no Brasil.

Uma combinação desse sucesso é o case do Olist, uma startup que ajuda varejistas a aumentarem suas vendas ao gerar liquidez de estoque. Em outubro do ano passado, a startup curitibana entrou para lista de investidas do SoftBank e recebeu um aporte Série C de mais R$ 190 milhões. Segundo Yang, esse movimento mostra a solidez do mercado e o propósito da 500 em conectar o Brasil com uma rede global. “Movimentos como esse serão cada vez mais frequentes. Nosso objetivo é avaliar o ecossistema brasileiro de perto, se conectar com novos stakeholders e levar tudo que é bom e dá certo nesse mercado para o mundo, assim como aconteceu no Vale do Silício”, explica.

Pioneirismo nas parcerias

Uma das missões da 500 Startups é promover um ecossistema diverso, incluindo grandes agentes de transformação. Dentro deste contexto, as grandes empresas podem ter uma papel importante. “As grandes corporações estão passando por processo de transformação digital e podem se beneficiar com a mentalidade dos empreendedores digitais e, por isso, a 500 é comumente buscada para parcerias. Temos esse radar global e vemos mais de 10 mil startups ao ano ao redor do mundo. Por isso, somos pioneiros nas parcerias corporativas e iniciativas privadas. Queremos intensificar isso aqui no Brasil e a chegada do Flávio irá marcar muito bem esse momento e vai nos ajudar a estruturar uma operação mais consolidada, somando com toda nossa experiência do portfólio”, afirma Bedy.Flávio explica que para um ecossistema de inovação bem avançado, é necessário ter acesso a capital, mas também às ferramentas e metodologias para escalar negócio, com uma ampla rede de mentores, mercados relevantes e globais. “Acreditamos que um ecossistema de startups próspero têm o poder de transformar regiões, por isso, queremos nos conectar cada vez mais com grandes empresas e trazer ferramentas que mostram o potencial do nosso país para o mundo”, completa Flávio.

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