Você sabe que informações o Facebook armazena sobre você?

Você sabe que informações o Facebook armazena sobre você?

ESET explica como averiguar essas informações e melhorar a privacidade dos usuários da rede social

São Paulo, 03 de março de 2020 – Depois do Google, o Facebooé uma das empresas que mais armazena informações de seus usuários. São 2,4 bilhões de usuários ativos por mês em todo o mundo. Só no Brasil, cerca de 120 milhões de pessoas utilizam a rede social, de acordo com um relatório da Statista de janeiro deste ano. Isso significa que o país ocupa a quarta posição no ranking de países com maior número de usuários, atrás apenas da Índia (260 milhões), dos Estados Unidos (180 milhões) e da Indonésia (130 milhões).

Desde que certos casos de exposição e mau uso dos dados dos usuários por parte de algumas empresas vieram à tona, se instalou uma sensação de desconfiança a respeito de como é possível cuidar de informações pessoais. Neste sentido e com a intenção de contribuir com uma maior conscientização, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, explica como averiguar quais informações são armazenadas pelo Facebook e como manter a privacidade nas redes sociais. O Facebook baseiase fortemente nos dados que cada usuário insere na plataforma, mas também acontece que, com a possibilidade de se registrar em um novo serviço ou plataforma que vincula à conta do Facebook ou do Google, os usuários replicam esses dados para outras empresas, que não necessariamente são subsidiárias do Facebook.

A primeira vez que se utiliza essa função, o aplicativo informa ao usuário a quais informações pessoais o serviço ou plataforma ao qual se está registrando terá acesso (geralmente nome completo, e-mail e algum dado adicional, segundo o serviço), mas nada pode assegurar que, no futuro, depois de dada a permissão e vinculadas as contas, não seja possível compartilhar uma grande quantidade de informações. Embora o usuário tenha escolhido confiar suas informações confidenciais em uma plataforma, isso não significa necessariamente que ele escolhe compartilhá-las com cada aplicativo que usa, pois mesmo os padrões de segurança das outras empresas podem não ser os mesmos.

“Um usuário que usa o Instagram e acredita que não está compartilhando suas informações com o Facebook está enganado, pois as duas redes sociais são da mesma empresa (que também possui outras redes, como WhatsApp, Face.com, Atlas, etc). É importante ter em mente que as redes sociais não são gratuitas. Elas são monetizadas com o gerenciamento de dados e informações pessoais inseridas pelos usuários”, explica Luis Lubeck, especialista em segurança da informação da ESET na América Latina.

O Facebook oferece a possibilidade de baixar um resumo com toda a informação que possui do usuário no painel de configuração.

Primeiro passo: ir até a opção “Configurações”

Segundo passo: selecionar a opção “Suas informações no Facebook”

Terceiro passo: selecionar a opção “Baixar suas informações”

Quarto passo: ler os detalhes do arquivo que será baixado e selecionar a opção “Criar arquivo”

Uma vez feito o download da informação, observa-se que são incluídos desde dados pessoais básicos até o histórico de buscas e IPs utilizados ao longo do tempo. Dentro do arquivo, encontra-se um index.html com um menu ordenado com os seguintes dados: Publicações, Fotos e vídeos, Comentários, Curtida e reações, Amigos, Stories, Seguindo e seguidores, Mensagens, Grupos, Eventos, Informações de perfil, Páginas, Marketplace, Histórico de pagamentos, Itens e coleções, Seus locais, Aplicativos e sites, Portal, Outras atividades, Anúncios e empresas, Histórico de pesquisa, Localização, Sobre você, Informações sobre login e segurança.

“Os usuários compartilham grandes quantidades de informações na Internet sem pensar em quem pode vê-las e como podem ser usadas. Por isso, o download de uma cópia das informações armazenadas sobre nossas atividade pode servir para medir a quantidade e os detalhes das informações que publicamos sobre nós. Essas informações nas mãos dos cibercriminosos podem ser usadas para projetar um ataque cibernético, por meio do qual é possível roubar nossas informações sigilosas e realizar ações maliciosas. Permanecer protegido permite que você aproveite a tecnologia com segurança”, conclui Luis Lubeck.

A ESET recomenda que você assuma o controle das informações e não acredite que elas desaparecerão. Em relação à privacidade on-line e à possibilidade de ser rastreado na Internet, leve em consideração a relação entre privacidade e segurança, pois manter as informações pessoais fora do alcance de terceiros dificultará a identificação e o registro das atividades.

A empresa recomenda ainda que é fundamental controlar e estabelecer critérios claros em relação à expectativa de privacidade de cada um, e ativar em todos os casos possíveis o Duplo Fator de Autenticaçã para adicionar uma camada de segurança ao login com nome de usuário e senha. Além disso, na medida do possível, use uma VPN, especialmente ao trabalhar conectado a redes Wi-Fi públicas, para evitar a exposição de dados sigilosos.

A ESET possui o portal #quenãoaconteca, com informações úteis para evitar que situações cotidianas afetem a privacidade on-line.

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