Aceleradores ajudam a aumentar produtividade de testes automatizados mobile

Os dispositivos móveis, como celulares e tablets, são uma das principais tecnologias para fácil acesso ao mundo digital. Ao longo dos anos, esses aparelhos vêm evoluindo com tamanha força, tornando-se cada vez mais inteligentes, a ponto de deixarem de ser usados para seu propósito inicial de fazer chamadas de voz e se transformando em verdadeiras portas de ingresso em um mundo repleto de novidades, inovações e possibilidades.

Se levarmos em consideração a praticidade de uso e agilidade no acesso, não é de se surpreender que na casa dos brasileiros o celular é o equipamento mais utilizado para acessar a Internet (98,7% dos domicílios em que havia acesso à Internet). Atualmente, segundo levantamentos, há mais de 230 milhões de celulares ativos no Brasil, utilizados por mais de três horas por dia em média. Esta presença nos lares motivou as empresas a criarem uma série de aplicativos leves e de alta complexidade para fazer compras e vendas, efetuar transações bancárias, realizar diversos tipos de atividades pessoais e profissionais, que visam auxiliar as pessoas a otimizar seu tempo e ampliar a produtividade.

Agora imagine uma internet que seja até 50 vezes mais rápida do que a atual e que permita uma troca de dados entre dispositivos de forma mais eficiente? “Com a chegada do 5G, isto se tornará em breve uma realidade, na qual os smartphones tendem a ser cada vez mais modernos e rápidos, ampliando as possibilidades de uso de internet das coisas (IoT). Ou seja, abre-se um mar de novas possibilidades, entre as quais as aplicações moveis vão caminhar nessa expansão em prol de acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos do mercado”, diz Wagner Kenji Sato, líder de Automatização de Testes da everis Brasil

Mas quando se fala em expansão do mercado de aplicações móveis, automaticamente é necessário pensar nos problemas que isso pode acarretar. Quem nunca se deparou com um erro ao tentar acessar sua conta bancária ou um encerramento inesperado de um sistema de transporte por aplicativo? Neste momento, a necessidade de implementação de testes mobile torna-se essencial para garantir um nível de qualidade que atenda ao mercado. Para minimizar esses riscos, o processo de desenvolvimento de software precisa andar de mãos dadas com as metodologias, técnicas e processos de garantia da qualidade.

Segundo Sato, por muito tempo, os testes funcionais de aplicações foram absorvidos pelos próprios desenvolvedores de software ou pelo time de negócios, que por conta de suas atividades principais, não tinham tempo e nem conhecimento para realizar uma validação adequada, o que resulta muitas vezes em falhas nos sistemas, aumentos de custos, vulnerabilidades de segurança e impactos negativos para o usuário final e, por consequência, para a reputação da empresa. “Diante deste cenário, o ideal seria que todo projeto de desenvolvimento de software, passasse por testes de funcionalidades e segurança, desde os mais simples, como os manuais, até os mais avançados testes automatizados e de performance, que dariam uma visão mais clara da maturidade da equipe envolvida e do próprio software”, explica Sato.

Com o aumento da demanda por “App’s” e a necessidade de testá-los para gerar um produto final de qualidade foram desenvolvidas várias metodologias, cujo objetivo é encontrar o máximo de falhas que existir nestas aplicações e garantir que o que foi desenvolvido está implementado de maneira correta. Testes Manuais são uma boa solução para a garantia da qualidade, porém tornam-se inviáveis quando são necessárias execução com uma alta frequência. Já os testes automatizados podem executar um conjunto de casos de testes mais rapidamente, diminuir o esforço repetitivo, além de ajudar a reduzir falhas humanas devido aos scripts atuarem de maneira padronizada.

Altas frequências de execução dos testes demandam uma necessidade de ter maior escalabilidade em um ambiente controlado. Para suprir essa necessidade de mercado, surgem os Device Farms, que ajudam na escalabilidade dos testes, sejam eles manuais ou automatizados, e que podem ser montados localmente ou via serviços pagos, que disponibilizam dispositivos móveis conectados à nuvem.

“Device Farms em nuvem são uma excelente opção para redução de custos com equipamentos reais, seja em aquisição de adicionais ou por depreciação, além de permitirem que os testes sejam realizados dentro de um ambiente com controle de versões dos sistemas operacionais, rede e energia. Outros benefícios são descartar a necessidade de dispositivos físicos em posse do time de testes e tornar o custo totalmente irrisório em função dos ganhos de produtividade e qualidade de entrega”, detalha o executivo da everis.

“Remover tarefas repetitivas com certeza é um dos principais propósitos dos testes automatizados. Imagine se além de reduzir esforço humano em execuções repetitivas, a empresa puder eliminar a dependência de compra de equipamentos e facilitar a integração de dispositivos móveis – com ferramentas de automatização capazes de acelerar o processo de criação de scripts e frameworks que reduzem drasticamente a quantidade de linhas de código”, complementa Sato.

Para se ter ideia, em prol de reduzir custos e centralizar as ferramentas mais atuais do mercado foram desenvolvidos frameworks, que adicionado aos códigos de testes automatizados minimizam o tempo de configuração das arquiteturas dos projetos e aceleram a produtividade em criação e manutenção de scripts. Quando implementado ao código, provê uma alta taxa de adaptabilidade, que possibilita realizar a inserção ou remoção de tecnologias ou ferramentas que sejam mais compatíveis com o projeto.

Dentro de todos esses benefícios proporcionados por frameworks, a everis desenvolveu o EFATHREE. Conforme imagem abaixo, o framework desenvolvido pela everis é capaz de proporcionar uma ótima experiência ao automatizador, com a qual o projeto terá uma liberdade maior de utilização de ferramentas e aceleração de resultados. Portanto, vincular a qualidade de software com aceleradores, como Device Farms e Frameworks, irão facilitar os processos e agregar mais valor aos projetos e consecutivamente ao usuário final. “Elevar a qualidade dos produtos digitais é fator imprescindível e a área de Qualidade de Software será fundamental e importante colaboradora para dar os próximos passos na evolução digital”, conclui Sato.

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