Archive fevereiro 2020

5 dicas para tornar o frete o maior aliado da sua loja virtual

Por Alejandro Vázquez

Ao realizar uma compra na internet, o consumidor faz uma pesquisa que vai além do preço do produto. Reputação da loja, reviews de outros clientes e diversidade de opções estão entre os itens observados pelas pessoas ao decidir por um e-commerce ou outro. Porém, o que muitos lojistas não se atentam é que o frete pode ser o fator principal na hora da escolha, uma vez que ele, segundo dados da plataforma de marketing Moosend, é responsável por muitos abandonos de carrinho, chegando a 60% do share. E essa desistência pode acontecer até mesmo no momento do checkout, onde os custos ocultos são responsáveis por 23% dos abandonos.

Tais dados reforçam o quanto o frete e a logística são fundamentais para um comércio eletrônico saudável. Mesmo que a forma de compra e as ferramentas estejam em evolução constante, se a ponta final do processo não estiver de acordo com o que os clientes esperam e, consequentemente, funcionando corretamente, todas as inovações podem deixar de fazer sentido.

Por isso, separei cinco dicas para te ajudar a ter o frete como a sua principal estratégia no comércio digital:

1. Onde o seu cliente está?

O primeiro passo é entender quem está comprando e de onde a demanda está vindo. Ofertar o produto para o próprio município e, aos poucos, expandir para as localidades vizinhas até atingir o País inteiro pode ser uma excelente estratégia para que você consiga oferecer um frete barato e rápido, além de atender a uma demanda evidente. Além disso, se você já vende para clientes de todo o País, conhecer as características de cada localidade pode te ajudar a oferecer opções de frete mais personalizadas e, consequentemente, que atendam melhor o seu cliente final.

2. Cada produto é único, assim como as opções de frete

Segundo dados do Nuvemcommerce 2020, quase 50% dos lojistas escolhem meios alternativos, além dos Correios, para enviar os produtos aos clientes, o que evidencia a importância de usufruir dos diversos fornecedores existentes no mercado durante as vendas. Dependendo da localidade, tipo de produto, tamanho e peso, vai existir uma empresa que te atenderá melhor de ponta a ponta. Por isso, é importante sempre buscar diversos tipos e modalidades de fretes, desde os que entregam no mesmo dia – para produtos perecíveis, por exemplo – ou até mesmo aqueles que fornecem pontos de retirada físico. Dessa forma, é possível oferecer ao seu cliente um leque variado de opções, dando oportunidade de escolher o que mais se encaixa no bolso e nas necessidades do momento.

3. A sua plataforma precisa ter integrações que facilitem o processo

Pode parecer um desafio oferecer ao consumidor final uma perspectiva geral de todas as opções de empresas de fretes existentes, para que, dessa forma, ele escolha a que mais de adequa ao seu bolso e necessidade. Mas essa tarefa não precisa se tornar uma dor de cabeça, pois existem plataformas de e-commerce que disponibilizam integrações com esses fornecedores de forma simplificada e intuitiva. Ter ao lado um parceiro que entregue um amplo leque de opções é a chave para vencer os desafios de negócios, reter e conquistar clientes.

4. O frete grátis pode ser a sua melhor estratégia de marketing

Ao oferecer o frete grátis, é preciso ter ciência de que os custos serão arcados pelo estabelecimento. Por isso, antes de seguir com a promoção para o cliente, é necessário calcular todo o faturamento para que isso seja saudável para a loja e benéfico para o seu cliente. Após a análise, partindo para a estratégia, é possível oferecer cupons de desconto ou até mesmo a gratuidade. Dessa maneira, as chances de alguém desistir da compra se tornam muito menores, já que o frete é um dos principais gargalos das compras online, mas também uma forma de ampliar as vendas, se aplicado de maneira correta. O fundamental é saber que essa é uma estratégia que deve ser bem pensada e testada, conforme a realidade do seu negócio, principalmente, de acordo com o objetivo que você almeja para o seu e-commerce.

5. Boas políticas de troca e devolução serão seus aliados

Por fim, sabemos que, muitas vezes, a jornada do consumidor não acaba no minuto que o produto é entregue, pois há ainda a logística reversa, caso os clientes não gostem do produto e queiram trocar ou devolver. Ser transparente e claro em uma política reversa prática e eficiente pode, além de ampliar as vendas, fidelizar os seus clientes, além de ter um impacto direto na conversão. Nunca se esqueça: a experiência do usuário é fundamental para a consolidação da marca, mas isso precisa ser feito sem prejuízos no final do mês.

A dinâmica de compra em uma loja física é bem diferente da virtual, mas o frete sempre estará presente. Embutido no preço ou em evidência na experiência de compra, é fundamental pensar em maneiras de aprimorar a experiência do usuário. A sua loja está preparada para ter o frete como aliado das vendas?

Alejandro Vázquez, cofundador e CCO da Nuvemshop, líder de e-commerce na América Latina

Bancos Brasileiros implementarão modalidade de pagamento instantâneo em 10 segundos a partir de novembro; sistema semelhante já funciona nos EUA

Banco Central lança a marca PIX, nova forma de realizar pagamentos e transferências no Brasil, que estará disponível à toda população a partir de novembro de 2020. Com o PIX, será possível realizar transações entre pessoas, empresas e governo instantaneamente, 24 horas por dia, durante os sete dias da semana.

Uma nova modalidade de pagamentos e transferências lançada pelo Banco Central promete ser mais prática que as transações feitas por DOC e TED. De acordo com o BC, o PIX estará disponível para toda população em novembro deste ano. De acordo com as regras do Banco Central as instituições financeiras, instituições de pagamentos ou fintechs deverão disponibilizar em seus aplicativos de celular uma opção do PIX em seu sistema que possibilitará a transferência de dinheiro em apenas 10 segundos, 24 horas por dia.

A seleção da operação poderá ser por leitura do QR Code ou chaves que a transação. Segundo informações do Banco Central, quando o PIX estiver ativo a quantia será creditada de forma instantânea na conta do destinatário da transação. A nova modalidade de pagamento instantâneo também estará disponível em outros canais de atendimento, como caixa eletrônico ou internet banking. A ideia é que pessoas e empresas possam transferir dinheiro em tempo real, sem restrição de horário.

Para o especialista em investimentos internacionais, Nilo Mingrone, os pagamentos instantâneos podem aumentar receita de bancos e as transações nos ATMs. “Sem dúvida essa revolução digital no sistema financeiro facilita a circulação do dinheiro. E com o novo sistema as redes de caixas eletrônicos deverão crescer em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a realidade dos ATM’s (caixas eletrônicos) já é impressionante. As instituições que investirem em inovação tecnológica terão retorno e consequentemente um aumento nas receitas”, explica Mingrone.

A existência de uma marca única par o PIX é imprescindível para que os usuários (pagadores e recebedores) identifiquem esse novo meio de realizar pagamentos e transferências de uma forma clara. A identidade visual facilitará o entendimento e a adoção do instrumento, de acordo com o Banco Central. As instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas terão de oferecer a seus clientes o sistema de pagamento instantâneo. Conforme o BC, o novo sistema reduzirá custos e aumentará a concorrência, por ser aberto a qualquer instituição.

Tecnologia deverá chegar aos EUA em 2023

A novidade também chegará aos Estados Unidos, o Fed Federal Reserve anunciou que o sistema de pagamento instantâneo será lançado em 2023 ou 2024. Um relatório da empresa Accenture em bancos de 22 países, entre eles o Brasil, aponta que as instituições que investirem em inovação tecnológica podem aumentar as receitas com pagamentos em US$ 500 bilhões até 2025.

A pesquisa indica que, atualmente, 46 países possuem uma solução de pagamento instantâneo e mais 12 planejam implementar uma em breve.

Tecnologia é um instrumento propulsor para investimentos financeiros

Para o investidor que deseja realizar aplicações e receber rendimentos em moeda americana é uma oportunidade de se antecipar, avalia Mingrone. Nos EUA, o investidor que se torna proprietário de uma rede de caixas eletrônicos, recebe comissões a cada transação realizada nos ATMs. O valor das taxas pagas pelo cliente é dividido entre a empresa que gerencia o negócio, o local onde o caixa está instalado e o dono do ATM.

“Em números, cerca de 30% da taxa é repassada para o local onde está instalado. Para o serviço de manutenção e administração é destinado o valor de US $0,60 O restante corresponde ao lucro do investidor. Em média, um caixa eletrônico de baixo rendimento gera US $ 1,25 de lucro por transação, enquanto um caixa com bom desempenho gera cerca de US $ 1,50. Considerando que o número médio de transação por ATM é de 100 vezes ao mês é possível perceber que é um bom investimento”, pondera o sócio do ATM Club, uma incorporadora de investimentos em caixas eletrônicos nos Estados Unidos.

Francisco Moura também explica que a tecnologia que está sendo lançada no Brasil já funciona de forma semelhante nos caixas eletrônicos nos EUA. “As máquinas de todos os nossos investidores possuem uma opção chamada Popmoney, aonde o usuário que deseja enviar, por exemplo, um valor de $100 para outra pessoa, utiliza esse App para enviar debitando do seu cartão de crédito ou débito e a pessoa que vai receber o dinheiro recebe no celular uma mensagem de texto com um código de 10 dígitos o qual ela deverá utilizar no caixa eletrônico para sacar o dinheiro sem uso de cartões”, pondera Moura.

WhatsApp absoluto: presença recorde em 99% dos smartphones no Brasil

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel no Brasil, realizada com oferecimento da Infobip, confirma a liderança do WhatsApp como o principal aplicativo de mensageria no país: em dois anos, o app subiu de 96% para 99% a sua presença nos smartphones no Brasil. Mais: 93% dos seus usuários declaram que abrem o aplicativo todo dia e 5%, “quase todo dia”, revela a pesquisa.

Outra descoberta é que que subiu de 69% para 76% a proporção de usuários que se comunicam com marcas pelo aplicativo, o que movimenta as empresas a utilizarem este canal de comunicação com os clientes. Segundo Fernando Paiva, editor do Mobile Time e organizador da pesquisa, o WhatsApp está pavimentando seu caminho para se tornar um super app no Brasil. “Primeiro, em agosto de 2018, abriu sua API para que grandes empresas pudessem utilizá-lo como canal na comunicação com os consumidores. Agora, em 2020, promete lançar um meio de pagamento integrado ao aplicativo, chamado de WhatsApp Payments”, comenta. “A expectativa é que esta iniciativa provoque uma grande agitação no mercado de meios de pagamentos móveis e faça com que outros gateways passem a buscar melhorias para suportarem a competição, que promete ser acirrada” acrescenta.

Marcas fortes no WhatsApp: tendência de crescimento

Desde a abertura da API do WhatsApp, diversas grandes marcas experimentaram campanhas de marketing via aplicativo ou o usaram como canal de suporte ao cliente. Netflix, Nestlé, Unilever, TIM, Oi, Banco do Brasil são apenas algumas destas iniciativas. “Consequentemente, o brasileiro se acostuma cada vez mais a falar com empresas através desse mensageiro. Em apenas seis meses, além do aumento da proporção de usuários de WhatsApp no Brasil que se comunicam com marcas, passou de 60% para 65% a proporção de usuários do aplicativo que consideram adequado usá-lo para receber suporte técnico de marcas, e de 51% para 54% aqueles que gostariam de comprar produtos pelo mensageiro”, comenta Paiva.

Pagamentos: desejo que será atendido.

A proximidade entre usuários e as marcas fez crescer o interesse do brasileiro em usar o WhatsApp pagamentos. Em seis meses, aumentou de 56% para 61% a proporção de usuários do WhatsApp que desejam essa funcionalidade. E quase a metade destes, ou 47%, gostariam de criar uma conta bancária digital no próprio WhatsApp em vez de associar seu cartão de crédito ou uma conta bancária tradicional ao aplicativo.

Telegram duplica o número de usuários e agora está em 27% dos smartphones nacionais

O desempenho do Telegram foi uma das grandes surpresas nesta edição da pesquisa. A sua base instalada vem crescendo gradativamente há um ano, quando o app estava instalado em 13% dos smartphones. Em agosto do ano passado foi para 19% e agora está em 27%. “Ou seja, mais que dobrou em um ano. Uma possível explicação é a grande exposição de mídia espontânea que o aplicativo teve no ano passado, em razão do escândalo envolvendo o hackeamento de contas de figuras públicas”, comenta Fernando Paiva. “Todavia, essa ascensão do Telegram talvez seja um voo de galinha” pondera ele. “A proporção dos seus usuários que abrem o app todo dia ou quase todo o dia caiu de 61% para 53% em seis meses. E aquela dos que não abrem o app nunca ou quase nunca passou de 13% para 16%. Além disso, em seis meses, foram registradas quedas no uso de todas as funcionalidades ou formas de comunicação do Telegram medidas pela pesquisa, desde troca de mensagens de texto, de imagens, de vídeos, de áudios e de emojis, até chamadas de voz”, acrescenta.

Sobre a Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel no Brasil: Nesta edição da pesquisa foram entrevistados 2.072 brasileiros com mais de 16 anos de idade, que acessam a Internet e possuem celular, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas online entre 15 e 20 de janeiro de 2020. A pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. O relatório integral pode ser baixado em www.panoramamobiletime.com.br

Toyota é responsável por 65% do mercado de veículos híbridos no Brasil em 2019

A Toyota assumiu o desafio global de desenvolver e oferecer produtos e serviços de mobilidade cada vez mais sustentáveis, eficientes e tecnológicos. No Brasil, um grande passo em direção ao cumprimento desta meta teve início em 2013, com a introdução do modelo Prius. Naquele ano, foram vendidas 323 unidades daquele que sempre foi conhecido como pioneiro da tecnologia híbrida no mundo, sendo produzido e comercializado em escala para o mundo desde 1997. Por meio dele, a Toyota entrou de vez na “era da eletrificação”, e passou a buscar e trabalhar pela popularização dos veículos híbridos.

A partir daí, após a introdução do modelo Prius no território nacional, a Toyota vem trabalhando para torná-la cada vez mais conhecida e acessível aos consumidores brasileiros. Esforço que, seis anos depois, rendeu à marca um total de mais de 14 mil veículos híbridos vendidos pela Toyota no Brasil, sendo o Prius responsável por 6.836 unidades dentro deste período, ou 46% do total.

A estratégia da Toyota mirava a utilização do Prius como desbravador do mercado, a fim de multiplicar os benefícios da tecnologia e sua aplicação, preparando a hibridização de todo o portfólio brasileiro. A partir de 2019, o plano entrou em ação. A RAV4 e o Corolla híbrido, ambos apresentados no ano passado aos consumidores brasileiros, fecharam com participação de 60% do total de modelos híbridos vendidos pela marca, com 3.161 e 3.635, respectivamente. Isso significa que, em menos de seis meses ao longo de 2019, ambos modelos obtiveram demanda exponencial, o que mostra que a tecnologia híbrida no País começa a ser mais conhecida e seus benefícios já são percebidos pelo consumidor brasileiro.

O crescimento da popularização da tecnologia também se deve ao desempenho e posicionamento da Lexus. A divisão de luxo da Toyota tem participação fundamental nessa trajetória. Com um portfólio praticamente todo composto por veículos híbridos, cujos destaques são os modelos NX 300h, UX 250h, CT 200h e ES 300h, companhia contribuiu com quase 2.000 unidades híbridas vendidas nesta década. Juntas, Toyota e Lexus representam 74% de todo o mercado híbrido desde 2013, com 16.916 veículos.

O pioneiro

Quando o Prius foi lançado em 2013 no Brasil, ele já era o veículo híbrido mais vendido no mundo, com 3 milhões de unidades comercializadas. Ele apresentava uma engenharia distinta: era equipado com dois motores, um a combustão de quatro cilindros, e outro elétrico, dotado de muita tecnologia e diversas formas de economizar combustível. O Toyota Hybrid Synergy Drive utiliza uma potente bateria autônoma que alimenta o motor elétrico e gera potência máxima de 27 kw, com velocidade de até 50 km/h em trechos urbanos. Em velocidades superiores, os dois motores trabalham em conjunto com média de consumo de combustível de 25,5 km/l.

E, para tornar o Prius ainda mais sustentável, 95% do veículo é recuperável, e 85% totalmente reciclável. Peças modeladas por injeção de origem vegetal em vários pontos, como nas molduras das portas, na tapeçaria das bandejas divisoras da cabine e nos bancos, bem como nos componentes da bateria de alta voltagem que podem ser reutilizadas, transformam o modelo em um dos mais “verdes” do mundo.

O consolidador

O RAV4, lançado no Brasil em maio de 2019, foi o segundo modelo híbrido da Toyota do Brasil. A 5.ª geração do SUV mais vendido do mundo em 2018 trouxe melhorias em seus principais atributos (design, equipamentos, conforto, desempenho e segurança). Mudanças como a nova arquitetura global da marca (TNGA), motorização híbrida autorrecarregável, tração inteligente nas quatro rodas (AWD) e sistema de segurança Toyota Safety Sense (TSS).

Alinhada ao compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade, a Toyota desenvolveu o modelo com materiais ecológicos, melhorias consideráveis no consumo de combustível, devido à utilização do sistema híbrido, composto por três motores elétricos alimentados por uma bateria de níquel-hidreto metálico II, 11% mais leve que o sistema anterior, que recarrega automaticamente quando o veículo desacelera ou freia. Já o propulsor a combustão é um 2.5L DOHC de quatro cilindros e 16V. Juntos, esses propulsores fornecem potência total de 222 cv.

Em pouco mais de seis meses, o SUV da Toyota alcançou 3.161 unidades vendidas, o que mostra a ótima receptividade do consumidor brasileiro às inovações da marca japonesa.

A inovação

A chegada do Toyota Corolla, primeiro modelo híbrido flex do mundo, pode ser considerada um divisor de águas na indústria automotiva brasileira. Com investimentos de R﹩ 1 bilhão na unidade fabril de Indaiatuba (SP), a nova geração do veículo mais vendido do mundo conta com novo design, mais robusto e esportivo, mais itens de segurança e conforto, além de pacote Toyota Safety Sense (TSS), que faz dele o sedã médio com mais itens de segurança ativa do Brasil.

O inédito sistema híbrido da Toyota combina um motor a gasolina 1.8L VVT-i 16V de ciclo Atkison flex, com 101 cv de potência a 5.200 giros quando abastecido com etanol, e 98 cv também a 5.200 rpm, quando abastecido com gasolina, e 14,5 kgfm de torque a 3.600 rpm, combinado com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque.

Desde seu lançamento, que ocorreu em setembro de 2019, a versão híbrida do Corolla já vendeu 3.635 unidades no Brasil e tem conquistado cada vez mais as garagens dos brasileiros.

Trybe recebe aporte de R$ 42 milhões após seis meses de fundação

Em 2019, Matheus Goyas, João Duarte, Rafael Torres, Claudio Lensing e Marcos Moura, ao lado de seus antigos sócios e equipe de AppProva – startup de dados e avaliação fundada pelo grupo em 2012 e adquirida pela Somos Educação em 2017 – começaram a planejar seus próximos passos como empreendedores após encerrarem o primeiro ciclo de sucesso.

O grupo sempre trabalhou orientado por uma missão clara: gerar oportunidade para as pessoas por meio de soluções educacionais de alta qualidade. Somente por meio do AppProva ajudaram mais de cinco milhões de estudantes em todo Brasil e milhares de instituições de ensino. Com base nesse mesmo propósito de gerar oportunidades e após uma série de viagens e investigações para definir o novo problema que tentariam resolver, eles decidiram dar um próximo passo para apoiar o cenário de empregabilidade no Brasil.

Foi assim que nasceu, em agosto de 2019, a Trybe, a escola referência em formação em desenvolvimento de software, uma das profissões mais procuradas pelo mercado. A startup se destaca pelo foco na qualidade da formação de seus estudantes. A empresa estima que investe cerca de 3 a 4 vezes mais que ofertas similares para a capacitação de cada pessoa que se forma no curso.

O resultado é uma formação completa e aprofundada, que abrange desde as habilidades técnicas necessárias para desenvolvimento de software até as chamadas soft skills, essenciais e demandadas no mercado de trabalho. Além disso, a escola oferece mentorias individuais e uma série de desafios práticos para potencializar a formação dos estudantes e prepará-los para o mundo real.

O principal diferencial da escola é um programa de aprendizagem de alta qualidade de seis horas por dia com duração de um ano criado sob medida para formar pessoas que atenderão às demandas das principais empresas do Brasil e do mundo. “Nosso objetivo é acelerar a carreira da pessoa em desenvolvimento de software. A ideia é trabalhar ativamente desde o início do programa para preparar e conectar os estudantes com as nossas empresas parceiras”, enfatiza Goyas, CEO da startup.

As empresas que precisam recrutar pessoas em desenvolvimento de software podem estabelecer parcerias com a Trybe sem nenhum custo, já que o único objetivo da escola é aproximar os melhores empregadores de seus estudantes para oferecer boas oportunidades profissionais. A ideia, segundo a empresa, é sempre trabalhar para maximizar o sucesso das pessoas. Atualmente, a Trybe possui fila de espera de empresas querendo ser parceiras, tamanha a demanda.

Os interessados em se formar na escola também são numerosos. Foram mais de 4800 inscrições de pessoas interessadas em estudar na turma de janeiro, porém menos de 100 delas foram aprovadas – uma taxa de ingresso similar à de processos seletivos de universidades públicas e instituições estrangeiras renomadas. Isso porque o processo de seleção da Trybe é rigoroso e busca encontrar pessoas altamente esforçadas e capazes de aprender.

A estratégia está dando certo: apenas seis meses após sua fundação, a Trybe acaba de receber seu segundo aporte, de R﹩ 42 milhões, liderado pelo fundo Atlantico e composto por outros investidores, entre eles Canary, Global Founders Capital, e.Bricks, Maya e Norte. Anteriormente, a startup já havia captado uma rodada seed liderada pelo Canary e com participação de e.Bricks, Maya e Joa (fundo de investimento do apresentador Luciano Huck) e que contou, também, com investidores pessoas físicas de peso, como Armínio Fraga e Ronaldo Lemos.

Segundo Goyas, o valor será usado majoritariamente para investir na qualidade da formação dos estudantes. “A Trybe só ganha quando o estudante tem o sucesso profissional. Isso nos obriga a oferecer não só as melhores práticas de ensino, como também investir cada vez mais na qualidade e formação do estudante. Afinal, se nossos estudantes não forem bons profissionais, eles não terão sucesso e, consequentemente, nós perdemos com isso”, afirma o empreendedor.

Aqui, Goyas se refere a outro diferencial da escola, o Modelo de Sucesso Compartilhado (MSC). Nele, o estudante não precisa arcar com nenhuma taxa ou mensalidade até conseguir um trabalho que pague no mínimo R﹩ 3.500 por mês. Isso significa que a Trybe só ganha quando os estudantes passam a ganhar de verdade. Apesar de novo no Brasil, o modelo já vem sendo adotado nos Estados Unidos, conhecido por lá como ISA (Income Share Agreement).

A expansão também está no radar da startup. “Vamos expandir conforme tenhamos segurança que nossa qualidade está melhorando”, destaca o CEO da Trybe. Ainda neste ano, a escola espera abrir mais nove turmas e chegar a 600 estudantes. Até 2021, a startup, que atualmente tem hubs em Belo Horizonte, São Paulo, Itajubá e Florianópolis, além de operar em mais 12 cidades na modalidade sem hub, projeta alcançar a marca de três mil estudantes.

Ninguém está a salvo: coronavírus e cibersegurança

Por Anderson França, CEO da Blockbit

O Coronavírus colocou o mundo inteiro em estado de alerta máximo. Motivos, de fato, não faltam: a contaminação que se espalha pela China e que atinge diversos países de todo o planeta tem mostrado que o vírus é mais veloz e letal do que poderíamos imaginar. O que pouca gente sabe, porém, é que o Coronavírus tem representado cada vez mais uma ameaça digital.

Os cibercriminosos estão se aproveitando do estado de alerta da população mundial, principalmente nos países que têm maior risco de contaminação, para enviarem mensagens com conteúdos falsos que disseminam diversos agentes maliciosos especialmente criados para roubar dados bancários e ter acesso irrestrito aos arquivos (corporativos e pessoais).

Por meio de e-mails com links falsos ou de arquivos anexos perigosos que, aparentemente, trazem apenas as instruções de proteção e identificação do novo vírus, os criminosos estão atacando eletronicamente a população. Ao clicar no conteúdo de uma mensagem, os usuários têm seus computadores invadidos e seus dispositivos infectados com malwares, como o Trojan Emotet (eficaz em ataques a governos e instituições financeiras); Cavalo de Troia (capaz de espionar e roubar dados confidenciais, além de obter acesso ao sistema do dispositivo); e os Ransomwares (cuja função é restringir o acesso ao sistema e cobrar seu resgate em criptomoedas).

Vale destacar, porém, que não estamos diante de nenhuma grande novidade, pois hackers sempre enviam e-mails e conteúdos falsos para ‘fisgar’ os dados das pessoas. Porém, o que causa surpresa é a quantidade de ataques e a sofisticação das armadilhas.

Por isso, é importante ter em mente que estamos em uma era hiperconectada, na qual grande parte da população se informa e comunica pela Internet. Em outras palavras, estamos sujeitos a ser alvo desses ataques a cada clique que damos. A questão estratégica é o que podemos fazer para mitigar essas ameaças?

A primeira resposta é trabalhar a cautela. As empresas podem começar suas ações, limitando o acesso a links estranhos e orientando seus funcionários a não abrirem anexos de desconhecidos. É importante repensar de forma contínua os índices e as medidas de segurança a partir de planos específicos para capacitar e qualificar todos os colaboradores, como um mantra a ser seguido por todos. É preciso compartilhar melhores práticas de proteção na Web – inclusive em aplicativos de mensagens instantâneas. Os líderes devem acompanhar essa jornada de perto, buscando caminhos para orientar as equipes e alertar continuamente sobre a importância de parar e pensar antes de abrir links estranhos ou arquivos anexos suspeitos.

Além da formação de uma cultura orientada à cibersegurança, é preciso investir no uso de tecnologias capazes de identificar vulnerabilidades e prevenir os ataques, com filtros de conteúdo e firewalls que limitem o acesso de informações e mantenham todos os dispositivos protegidos, usando antivírus e, também, por programas certificados de proteção e detecção de ataques.

Outra forma de se proteger é ter soluções específicas para cada equipamento. Utilizar ferramentas adequadas e sempre atualizadas ajuda a evitar o roubo de dados, espionagem, exposições indevidas ou a danificação de bases de dados estratégicas para o negócio. Contar com soluções de última geração – que permitam uma análise inteligente, proativa e em tempo real – é importante para impedir que vírus atualizados entrem na rede corporativa, causando danos irreparáveis. Essa proteção deve estar presente em PC, servidores e em smartphones, pois esses aparelhos estão entre os mais usados pelos brasileiros.

Além da mudança de hábito do usuário, que deve desconfiar sempre do remetente desconhecido e não abrir qualquer arquivo recebido, a tecnologia de proteção já está disponível no Brasil e pode ser encarada como um fator imprescindível para aumentar a segurança digital das empresas. O Coronavírus tem nos mostrado que combater epidemias exige trabalho conjunto, coordenação e muito controle. Hoje, todos nós queremos ter informação rápida e global, mas vale a pergunta: sua organização está realmente preparada para trabalhar com segurança? A resposta começa pela tecnologia que utiliza e pelas políticas de cibersegurança. Manualmente é impossível proteger os ataques.

Nível de automação no Brasil cresce 4%

O Índice de Automação do Mercado Brasileiro chega ao terceiro ano de publicação e constata que o nível de automação nas empresas aumentou 4% de 2018 para 2019. O estudo, realizado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com apoio da empresa de pesquisas GfK, tem como objetivo mensurar o quanto a automação está presente nas empresas brasileiras e na vida do consumidor. O índice é mensurado em um intervalo de avaliação de 0 a 1, sendo 0 a ausência de automação e 1 a representação da automação plena.

Indústria
O método de estudo contempla seis dimensões para as indústrias (Sistemas, Logística, Atendimento, Relacionamento com o Colaborador, Relacionamento com o Cliente e Fábrica), avaliando em cada dimensão como é a adoção de tecnologias de automação. Com leituras por porte e categorias de uso, no último ano se destacaram indústrias de pequeno porte que aumentaram seu índice de automação de 0,273 para 0,275, e do setor de Bens de Consumo Semiduráveis que passou de um índice de 0,249 para 0,259.

Comércio e Serviços
Para o setor de Comércio e serviços, também são consideradas seis dimensões, sendo diferenciado da indústria pela inclusão da avaliação da loja (Sistemas, Logística, Atendimento, Relacionamento com o Colaborador, Relacionamento com o Cliente e Loja). Com leituras por porte e por tipo (Varejo, Atacado e Serviços). Entre os destaques para o ano de 2019 estão o varejo que passou de um índice de 0,213 para 0,234, e o e-commerce que passou de 0,295 para 0,317.

De acordo com João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, o Índice de Automação do Mercado Brasileiro foi criado para auxiliar empresas a planejar estratégias com base nas novas demandas na era 4.0. “A comunidade de negócios pode contar com nossa entidade para compreender melhor a dinâmica da automação e da inovação.”

O estudo constata que o conceito de automação está bem difundido nas empresas e que está diretamente ligado à produtividade e à inovação. Enquanto o conceito de automação para a indústria está mais ligado à produção e logística com o uso de maquinário, esteiras e sensores óticos, para o comércio e serviços ele se amplia a todos os equipamentos que tornam os processos mais eficientes – incluindo sistemas de gestão do ponto de vendas e do estoque.

Consumidores
A automação para consumidores está muito mais ligada à adoção de tecnologias. Também avaliado em 6 dimensões, mas com um foco diferente das empresas, o índice de automação do consumidor brasileiro também teve uma evolução em 2019, passando de 0,174 pontos para 0,181. As maiores evoluções na adoção de tecnologias pelos consumidores ocorreram no aumento do acesso à internet e na adoção de tecnologias no veículo como sensor de ré e a integração do celular e do GPS ao sistema de multimídia dos veículos.
Durante um ano foram entrevistados 2.680 consumidores; na indústria, 1.979 empresas; e no comércio/serviços, 2.833 empresas de todos os portes e com abrangência nacional. No ano de 2019, o cálculo do índice de Automação do mercado Brasileiro foi reformulado para considerar as novas tecnologias de automação disponíveis no mercado nacional.
Mais detalhes sobre este e outros estudos você pode acessar na área de dados e estatísticas da GS1 Brasil http://www.gs1br.org/dados.

Hackathon social: Fundação 1Bi e Atados promovem desafio tecnológico voltado para impacto nas ONGs

Como aumentar o impacto de ONGs com soluções de tecnologia? Esse é o desafio proposto pela Fundação 1Bi, organização social apoiada pelo Grupo Movile, e o Atados, plataforma que conecta pessoas a oportunidades de voluntariado, no hackathon que acontecerá no dia 28 de março, em São Paulo. Os interessados podem se candidatar até o dia 18 de março pelo site do Hack for Good.

O objetivo é mostrar como as empresas podem contribuir para um impacto social positivo. “Acreditamos que os profissionais e empresas de tecnologia têm um papel muito importante a cumprir, disseminando seus conhecimentos para o terceiro setor e ajudando as organizações sociais e aumentarem seu poder de transformação por meio das novas ferramentas”, afirma Débora Nunes, responsável pela Fundação 1Bi. O evento faz parte da programação do Dia das Boas Ações, realizado anualmente pelo Atados para promover o voluntariado.

A maratona de 12h será realizada no escritório da Movile, em São Paulo, das 9h às 21h. Podem participar pessoas que atuam nas áreas de tecnologia, dados, design e produto. A melhor equipe será premiada com um Kindle para cada participante e uma mentoria com líderes do Grupo Movile e do Atados para execução da solução desenvolvida.

De acordo com a pesquisa Charity Landscape 2019, desenvolvida pela instituição britânica Charities Aid Foundation (CAF), 87% dos líderes de organizações não governamentais vêem o investimento em tecnologia como uma prioridade, mas apenas 45% deles afirmam ter uma estratégia definida para lidar com as transformações nessa área. Para trazer luz para um assunto de muita relevância no cenário atual, o evento faz parte da programação de 2020 da rede Tech for Good, formada pelas duas instituições, Fundação 1Bi e Atados, que conta ainda com ações como o curso AI for Good, que ensina inteligência artificial para impacto social e um programa de aceleração para ONGs.

Para fazer inscrição no Hack For Good, acesse:
http://bit.ly/hackforgood2

Declaração de Imposto de Renda 2020 – veja 8 pontos importantes

Na próxima segunda-feira (02) tem início o período de entrega da Declaração de Imposto de Renda 2020 – Ano Base 2019. Que para este ano apresenta algumas novidades e que o conteúdo a ser apresentado deve ser foco de grande atenção por parte dos contribuintes, lembrando que no ano passado foram 700.221 declarações que foram para a malha fina, 2,1% do total entregue.

A expectativa da Receita Federal é que sejam entregues 32 milhões de declarações. Para o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, é interessante que as pessoas se preparem com antecedência para declarar, já procurando e separando os documentos necessários.

“Quanto mais preparado o contribuinte estiver melhor, já que os primeiros dias são os mais interessantes para o envio e isso por dois motivos: quem entrega o material com antecedência receberá sua restituição antes, além disso, em caso de problemas, o contribuinte terá tempo para resolvê-los, evitando a necessidade de realizar uma declaração retificadora, depois do prazo de entrega, que será 30 de abril”, alerta.

Para entender melhor, a Confirp detalhou os principais pontos sobre o tema:

Prazo de entrega

O prazo neste ano será das 08 horas do dia 02 de março até o último minuto do dia 30 abril.

Quem é obrigado a entregar

• Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70;

• Quem recebeu Rendimentos isentos, não tributáveis ou tributáveis exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00;

• Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

• Relativamente à atividade rural, quem:

• Obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50;

• pretenda compensar, no ano-calendário de 2019 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2019

• Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00;

• Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; ou

• Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

Desconto simplificado

Poderá optar pelo desconto simplificado de 20% do valor dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual, limitado a R$ 16.754,34 em substituição de todas as deduções admitidas na legislação tributária.

Penalidade pela não entrega

• Multa de 1% ao mês de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, sendo essa multa limitada a 20%;

• Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava “obrigado a declarar”, mesmo sem imposto a pagar).

Como elaborar

• Por computador, mediante a utilização do PGD – Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2019, disponível no site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br).

• Também por computador, mediante acesso ao serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) no site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br), com uso obrigatório do Certificado Digital (do contribuinte ou representante/procurador)

• Por dispositivos móveis, tablets e smartphones, mediante a utilização do serviço Meu Imposto de Renda

Declaração pré-preenchida que poderá ser baixada do site da Receita Federal do Brasil (http://www.receita.fazenda.gov.br), por meio de certificado digital (do contribuinte ou representante/procurador)

Despesas Dedutíveis

• Valor anual por Dependente: R$ 2.275,08;

• Contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

• Despesas médicas ou de hospitalização os pagamentos efetuados a médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, e as despesas provenientes de exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias;

• Previdência Privada [PGBL] cujo limite será de 12% do total dos rendimentos tributáveis no ano;

• Importâncias pagas em dinheiro a título de Pensão Alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente ou por escritura pública, inclusive a prestação de alimentos provisionais;

• Despesas escrituradas em Livro Caixa, quando permitidas;

• Soma das parcelas isentas vigentes, relativas à Aposentadoria, Pensão, Transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagas pela previdência oficial, ou privada, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos;

• Despesas pagas com instrução (educação) do contribuinte, de alimentandos em virtude de decisão judicial e de seus dependentes, até o limite anual individual de R$ 3.561,50;

• Despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas pernas e braços mecânicos, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, e qualquer outro aparelho ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou defeitos dos membros ou das articulações.

• Seguro saúde e planos de assistências médicas, odontológicas.

Quem pode ser dependente

• Companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge;

• Filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;

• Filho(a) ou enteado(a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade;

• Irmão(â), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;

• Irmão(â), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau;

• Pais, avós e bisavós que, em 2018, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 22.847,76;

• Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;

• Pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador.

Novidade para 2020

1. Informações complementares de Bens e Direitos (ainda opcional) – Ainda é opcional o preenchimento de informações complementares sobres alguns tipos de bens, tais como: Imóveis, Veículos, Aeronaves e Embarcações. Para essa declaração de imposto de renda essas informações continuam opcionais. Veja:
a. Imóveis – Data de aquisição, Área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), Registro de inscrição no órgão público e Registro no Cartório de Imóveis;
b. Veículos, Aeronaves e Embarcações – Número do RENAVAM e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador;

2. Informações obrigatórias na ficha de bens e direitos – Com exceção dos Bens Imóveis e Veículos, de todos os demais bens são exigidos a informação se pertencem ao titular ou aos dependentes (obrigatório). Em relação a quotas de capitais, exige a informação se o bem pertence ao titular ou dependente (obrigatório) e exige o número do CNPJ da empresa (obrigatório). Por fim, saldos de conta-corrente, caderneta de poupança, aplicação financeira, VGBL etc: exige o CNPJ do banco (obrigatório), demais dados são facultativos (nome do banco, agência, conta corrente e DV)

3. Doação a fundo destinado ao Estatuto do Idoso – A partir desse ano é possível realizar a doação a fundos relativos ao Estatuto do Idoso por meio de DARF cod 9090 com vencimento 30/04/2020 com limite individual de até 3% de dedução no Imposto de Renda devido e 6% do limite global (ECA e IDOSO) juntos.

4. Dedução da contribuição patronal de empregados domésticos no IR – Não é mais permitido a dedução da Contribuição Patronal paga à Previdência Social pelo empregador doméstico incidente sobre o valor da remuneração do empregado

5. Débito Automático – Foi estendido para 10 de abril de 2020 o prazo para quem entregar a declaração e deseja pagar a primeira quota do Imposto de Renda via débito bancário.

6. Contas bancárias pré-cadastradas – O sistema armazenará o número de contas bancárias informadas na Ficha Bens e Direitos e poderão ser utilizadas na Ficha Cálculo do Imposto, para fins de débito em conta de valores de IR devido ou para fins de restituição

7. Novo calendário de restituição do IRPF/2020 – Outra novidade é que a partir do Exercício 2020 a RFB diminuiu os lotes de 7 para 5, além de alterar as datas para restituição:
• 1º lote: 29/05/2020
• 2º lote: 30/06/2020
• 3º lote: 31/07/2020
• 4º lote: 31/08/2020
• 5º lote: 30/09/2020

8. Destaque no número do recibo de entrega da declaração anterior – Para a elaboração e a transmissão de DIRPF 2020, ano-calendário de 2019, deve ser informado o número constante no recibo de entrega da última declaração apresentada, relativa ao exercício de 2019, ano-calendário de 2018.

BID abre inscrições para primeiro curso gratuito em português de Gestão de riscos em projetos

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está com inscrições abertas para a primeira edição em português do curso online e gratuito sobre Gestão de Riscos em Projetos. As aulas são destinadas aos empreendedores, gestores do setor público ou privado, empresários de todos os portes, profissionais autônomos e estudantes universitários que desejam iniciar ou aprimorar sua jornada adquirindo conhecimentos sólidos sobre como gerenciar riscos em negócios.

A capacitação terá início no dia 16 de abril, com conteúdo previsto para cinco semanas – em média são seis horas semanais. Entretanto, o aluno possui flexibilidade para realizar o curso dentro do seu próprio ritmo, desde que o conclua em, no máximo, quatro meses. As inscrições podem ser feitas pelo link: http://www.edx.org/course/gestao-de-riscos-em-projetos-de-desenvolvimento

Segundo um relatório divulgado em 2018 pelo Sebrae sobre o percentual de sobrevivência de empresas no Brasil, de cada quatro negócios abertos por aqui, um fecha antes de completar dois anos no mercado. Já a Project Management Institute (PMI) afirma que apenas 51% dos projetos do setor público e privado conseguem terminar a tempo, e apenas 57% seguem o orçamento original.

Uma das razões para este desempenho abaixo do esperado é que as empresas focam muito no planejamento do projeto e nem tanto nos riscos que podem surgir ao longo do caminho. Por outro lado, há outras equipes que até desenham cenários, mas não contam com habilidades e conhecimentos para avaliar tantas variáveis desconhecidas.

O objetivo do curso do BID é oferecer aos participantes ferramentas para que tenham condições de dar continuidade aos projetos em cenários de incerteza. Para isso, serão disponibilizados aos participantes casos práticos, leituras selecionadas e outros recursos de aprendizagem. “É muito comum equipes inteiras dedicarem muito tempo e esforços para resolver problemas que poderiam ter sido previstos. A capacitação ajuda gestores a se anteciparem aos riscos por meio de boas práticas internacionais adotadas em diversos países da América Latina e Caribe, seja na iniciativa privada ou pública.”, afirma Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

Doyle acrescenta que, no conteúdo programático, estão pontos importantes como a identificação de riscos em cenários de incerteza, definição de quem pode dar apoio, entendimento de como gerenciar riscos em situações em que os recursos são limitados, estabelecimento de estratégias para responder aos riscos e monitoramento e atualização dos riscos ao longo do projeto.

Participantes podem ganhar 30 unidades de desenvolvimento PMI®

Embora o curso seja totalmente gratuito, os participantes que atingirem bom desempenho podem obter o Certificado de Identidade Verificada, emitido pelo BID, ao custo de US﹩25. Caso opte pelo certificado verificado, ele receberá ainda 30 unidades de desenvolvimento profissional (PDUs) PMI®.

PDUs são as unidades de medida usadas para quantificar as atividades de aprendizado necessárias para renovar a certificação do PMI. Em português são chamadas de Unidades de Desenvolvimento Profissional. Cada hora de atividade equivale a 1 PDU.

Aqueles que não tiverem interesse no certificado verificado e atenderem as expectativas acadêmicas estabelecidas terão direito a receber um certificado de código de honra.

O curso aberto e massivo (MOOC, na sigla em inglês) é oferecido por meio da plataforma digital edX, fruto de uma parceria entre a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Curso Gestão de Riscos em Projetos

Gratuito – Opção de certificado verificado por US﹩ 25

Período de disponibilidade do curso: 16 de abril a 16 de julho de 2020

Duração: 5 semanas, até 6 horas semanais ou no ritmo do participante

Idioma: Português

Logística 4.0: um conceito que vem revolucionando a indústria mundial

Muito se fala no desenvolvimento de novas tecnologias que prometem mudar a forma como conhecemos diversos setores econômicos e industriais. É a chamada era da Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, que defende e incentiva a adoção de tecnologias inteligentes e automatizadas, conectando empresas e negócios mundo afora.

Inovações como automação industrial, computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e robotização passam a ser cada vez mais comuns no dia a dia das empresas, que buscam na tecnologia uma estratégia para reduzir custos, otimizar recursos e ganhar eficiência no abastecimento de toda a cadeia de suprimentos, nacional e internacional.

As últimas tendências das tecnologias aplicadas à logística e a gestão da cadeia de suprimentos estarão na Intermodal South America 2020, que ocorre de 17 a 19 de março no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Em sua 26ª edição, o evento, maior ponto de encontro para estes setores na América Latina, reúne mais de 450 marcas expositoras, de 37 países, que trazem para a Intermodal o que há de mais moderno no mercado em termos de tecnologia.

Uma delas é a PagBem, considerada uma das principais empresas de gestão logística e financeira para operações de frete e pedágio rodoviário do País, que leva para a feira o SuperApp, um aplicativo exclusivo para os caminhoneiros que já possuem o cartão PagBem, lançado neste ano. Nele, o usuário encontra informações completas sobre fretes, serviços financeiros (como transferências e pagamentos de contas) e recargas de celular.

“Em breve, os profissionais poderão contar também com uma nova funcionalidade do aplicativo, chamada Soluções de Abastecimento, a mais completa solução para consulta de redes credenciadas. Nela, o caminhoneiro poderá encontrar os postos com melhor nível de serviço, avaliar e fiscalizar preços. Fora isso, outras novidades estão a caminho, sempre com o objetivo de oferecer a melhor experiência para nossos clientes”, afirma o CEO da PagBem, Gustavo Maniero.

Tecnologia da Informação — Outra companhia que espera ansiosa a realização da Intermodal é a Startrade, especializada na concepção de inovações em tecnologia da informação. “Apesar de estarem presentes no mercado há mais de 20 anos, nossas ferramentas de TI para o setor logístico são sempre uma grande novidade. Sem similares nacionais e com grande apelo a melhorias em processos, atendemos, atualmente, a 200 companhias que estão listadas entre as 500 maiores do Brasil”, diz o diretor de soluções em TI para o setor logístico da empresa, Luís Maurício Gardolinski.

Segundo o executivo, para o evento deste ano, a companhia reserva a exposição de duas grandes novidades. “Estamos levando para a feira a apresentação das nossas mais novas soluções para o setor. Uma delas é um software exclusivo para o gerenciamento de recursos logísticos no mercado de comércio exterior, o LRM. Já a segunda inovação, é uma solução dotada de um sistema único de internet das coisas (IoT), desenvolvido especialmente para salvar vidas, o Heroby. Com ele, equipamentos de segurança e sinalização, em áreas de grande movimentação de máquinas, passam a ser ainda mais eficientes na prevenção de acidentes e fatalidades”, acrescenta.

“Sem contar nossos outros produtos já consolidados e com grande aceitação do mercado, como softwares para desenvolvimento de embalagens, para planejamento de cargas em veículos, para etiquetagem de códigos de barras, para simulação de processos, entre outros, que também integram nosso portfólio que estará exposto no evento”, finaliza Gardolinski.

Estas são apenas algumas das inovações que marcam mais uma Intermodal. Além delas, muitas outras estarão disponíveis aos profissionais do setor que visitam o evento, afinal, a feira conta com a participação de diversas outras empresas especializadas em tecnologia, como Average, Bysoft, Compex, Ecomex, Envimat, Logcomex, Kestraa, Open Tech, Runtec e T2S.

Outro diferencial desta edição neste sentido será a Arena TI Innovation, um espaço dedicado, exclusivamente, para a apresentação de cases inovadores no que refere a automação de processos, ao uso da inteligência artificial e de outras tecnologias disruptivas nas várias fases da operação logística.

26ª Intermodal South America

Data: De 17 a 19 de março de 2020.
Horário: Das 13 às 21 horas.
Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes – Vila Água Funda, São Paulo — SP.

A introdução do PIX e seus potenciais impactos

Por Josilmar Cia

A iniciativa do Banco Central de desenvolver e lançar o PIX, que é uma infraestrutura para permitir transferências bancárias instantâneas (chamado de Pagamento Instantâneo) entre correntistas, pode revolucionar a forma como os brasileiros lidam com o dinheiro.

Na medida em que o uso do PIX se dissemine pela economia, o uso do papel moeda tende a desaparecer. Na China, por exemplo, que foi o primeiro grande país a adotar um sistema semelhante, até pessoas em situação de rua têm uma espécie de crachá com código QR! Eles recebem o dinheiro eletronicamente das pessoas benevolentes através de uma aplicativo chamado WeChat, que é semelhante ao popularíssimo WhatsApp.

Com a redução do uso de papel moeda, diminui o custo ligado à logística do transporte de cédulas para estabelecimentos de varejo, agências bancárias e caixas eletrônicos por meio de carros fortes. Esse fato trará menos perigo de assalto a banco, explosões em caixas eletrônicos, assaltos do tipo “saidinha de banco”, aumentando a segurança para todos.

Essa praticidade do PIX para pessoas físicas e jurídicas deverá levar à consequente queda no uso de cédulas em papel, facilitará a fiscalização de atividades ilegais e a sonegação de impostos. O risco nesse ponto é ter um aumento de circulação de dólares em papel moeda para financiar atividades ilegais. A saída para essa potencial falha seria permitir contas bancárias em moedas estrangeiras.

Josilmar Cia , graduado em Economia, mestre e doutor em Administração de Empresas, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.