Uma nova década em Responsabilidade Social Corporativa: a era da cocriação

Para ter uma noção melhor de como as empresas poderiam priorizar suas iniciativas de responsabilidade social e atender melhor a várias partes interessadas, a IBM conduziu o “Estudo de Propósito Global” no final de novembro de 2019. A empresa entrevistou 7.020 pessoas em 14 países para classificar o valor dos esforços das empresas para ajudar sua força de trabalho, sustentabilidade ambiental e sociedade civil.

As pessoas catalogaram o impacto dessas iniciativas de responsabilidade social corporativa na favorabilidade da marca, além de avaliar o impacto e a influência de tipos específicos de programas de responsabilidade social corporativa em relação à probabilidade de fazer negócios com essas empresas.

O estudo mostrou que 80% dos entrevistados em todo o mundo concordaram com a afirmação de que as empresas têm a responsabilidade de priorizar seus funcionários, o meio ambiente e a comunidade, da mesma forma que as empresas priorizam a entrega de lucro para seus acionistas.

Para as empresas que buscam expandir a preferência por sua marca, o principal componente da percepção positiva é que as empresas incorporem a consciência ambiental em sua missão e o valor que prometem entregar: 78% dos entrevistados dizem que se sentiriam muito ou um pouco mais favoráveis ​​em relação a uma corporação ambientalmente consciente.

Quanto ao impacto de outras iniciativas de RSC na percepção da marca: pessoas entre 18 e 29 anos foram igualmente impactadas por empresas que promovem empregos e habilidades, e aquelas que promovem diversidade e inclusão. Aqueles entre 30 e 49 anos foram os mais impactados pela promoção de empregos e habilidades. Enquanto isso, os entrevistados com mais de 50 anos foram mais impactados pela promoção de diversidade e inclusão, seguidos de perto pela promoção de empregos e habilidades.

No Brasil, 85% dos entrevistados concordam que as empresas que investem em seus funcionários têm maior probabilidade de ganhar negócios.

“A tecnologia mudou a maneira como vivemos, trabalhamos, aprendemos e fazemos negócios”, diz Guillermo Miranda, vice-presidente de Cidadania Corporativa da IBM. “A questão agora é quão rápido e profundo podemos conduzir essa transformação em nossa comunidade, trabalhando como um ecossistema estendido, composto por empresas privadas, instituições de ensino e entidades públicas, para definir os modelos que moldarão as habilidades e skills da comunidade dos profissionais do futuro, para ter um impacto positivo em nossa sociedade”.

Segundo a pesquisa, o principal fator para potencializar vendas está nas empresas que promovem empregos e habilidades de qualidade e nas empresas que apoiam as comunidades locais. Os entrevistados entre 18 a 49 anos são impactados de forma mais positiva pelas empresas que promovem empregos e habilidades. Enquanto isso, os entrevistados com mais de 50 anos foram os mais impactados pelas empresas que apoiam as comunidades locais.

Mesmo com esse feedback valioso, que sugere que tipos de iniciativas de responsabilidade social são mais importantes para o público em geral e para os potenciais clientes, as empresas podem não saber como criar adequadamente esses programas. Para abordar a questão de como criar programas impactantes e sustentáveis ​​para o bem social, a IBM publicou o white paper “Reinventando a responsabilidade social corporativa para a economia digital”, que identifica três tendências sobre como as empresas poderiam projetar melhor seus programas para o bem social durante a próxima década:

1) Empresas com programas reflexivos de responsabilidade social corporativa estão alinhando suas iniciativas de impacto social com os imperativos e habilidades de negócios de seus funcionários. Eles estão entrelaçando a RSC na estrutura de seus negócios comerciais. A aplicação de suas habilidades dá visibilidade aos produtos e serviços das empresas. As empresas estão fornecendo a experiência pro bono de seus funcionários a iniciativas sociais, não por meio de doações em dinheiro, que não são necessariamente sustentáveis ​​ou não geram grande impacto. Em vez disso, o voluntariado qualificado beneficia a sociedade, enquanto aprimora as habilidades profissionais dos funcionários.

2) Projetos de RSC bem-sucedidos são projetados com o usuário no centro, ou seja, os recursos giram em torno do beneficiário, não da conveniência de seus criadores. Como tal, esses recursos serão realmente utilizados na prática e contribuirão para o bem comum. Os recursos fáceis de usar, cuidadosamente projetados e que realmente atendem a uma determinada necessidade, serão os mais duráveis, eficazes e consistentemente usados.

3) Programas bem-sucedidos de responsabilidade social estão sendo cocriados com a contribuição de parceiros internos e externos desde o início do processo de desenvolvimento. Essa abordagem pode tornar as empresas mais ágeis na adaptação e atualização eficiente de um programa verdadeiramente útil e bem gerenciado para o bem social.

Esses princípios e prioridades para programas bem-sucedidos de RSC são executados de forma consistente, ano após ano; não são uma ideia de última hora. Esses esforços podem atrair a atenção e a lealdade de clientes, funcionários e fornecedores com consciência social e ambiental, além de tornar o mundo um lugar melhor.

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