Com desemprego em alta, procura por e-commerce cresce 14%

A popularização da internet está ajudando uma parcela da população brasileira a fugir da informalidade e garantir uma renda fixa. Com mais de 12 milhões de desempregados no país, segundo o IBGE, o comércio online virou uma saída rentável e bem acessível para muitas pessoas.

Segundo os dados levantados pela Locaweb, especialista em serviços digitais no Brasil, em um ano, a ferramenta “Criador de Sites”, teve um aumento de 14% no número de pessoas ativas na base de clientes.

A ferramenta existe há um ano e surgiu como alternativa para as pessoas que desejavam empreender na internet com baixo custo. “A ideia foi ter uma ferramenta intuitiva, na qual o cliente tem total autonomia para montar o próprio site, seguindo passos básicos, já que é possível encontrar quase tudo pronto. Então, não há necessidade conhecer a linguagem de códigos ou algo assim para colocar a loja na internet. Com poucos cliques, o cliente pode começar a vender os próprios produtos”, explica Higor Franco, diretor de Varejo da Locaweb Serviços de Internet.

A ferramenta tem algumas facilidades como meio de pagamento integrado com as menores taxas do mercado, templates prontos para usar e cadastrar os produtos, suporte 24 horas e vídeo aulas explicativas. Assim, é possível ganhar tempo e economizar dinheiro, pois o cliente não depende de agências ou desenvolvedores. “É uma ferramenta ideal para quem está iniciando no negócio e pretende economizar gastos”, acrescenta o diretor de Varejo

O sêo Cido é um exemplo que deu certo. Ele tem 73 anos e, há um ano, vende pela internet as molduras que fabrica na oficina, que fica em São Bernardo do Campo, na região do ABC. Desde que montou a loja virtual, as vendas, encomendas e orçamentos cresceram 70%.

O moldureiro nasceu em Garanhuns, interior de Pernambuco, onde aprendeu com o avô a arte de criar molduras com as peças que sobravam. Aos 22 anos, ele deixou a terra natal e se mudou para São Paulo para tentar a vida na cidade grande.

A arte de fazer molduras só virou negócio aos 28 anos quando montou a primeira oficina. O trabalho rústico e artesanal cresceu, mas esbarrou na falta de alternativas para divulgar e comercializar as molduras. Há pouco tempo, o filho, Thiago Martins, que é designer e artista visual, entrou no negócio e se tornou sócio proprietário. “Eu senti a necessidade de manter isso vivo e ampliar o trabalho para o mercado digital” conta Martins.

Ele deu início ao projeto e colocou a oficina do pai na internet. Em uma parceria com a Locaweb Serviços de Internet, os donos tiveram o suporte para começar o negócio digital do zero. “Contamos com todo o suporte para a ferramenta ‘Criador de Sites’, colocamos os produtos e fizemos a ativação em pouco tempo, conta Thiago.

A partir daí os negócios da família cresceram. Com a opção do online, mais pessoas começaram a visualizar os trabalhos do sêo Cido. “Os clientes chegam na molduraria, na maioria das vezes, pela internet e fazemos a concretização da venda na loja física. Os diferenciais de ter loja virtual é a maior exposição da marca, facilitação no fechamento da venda e o contato mais fácil com o cliente e empresas”, explica.

Para o sêo Cido, a loja na internet representa a concretização de um sonho. O negócio que começou há tanto tempo se expandiu e, hoje, as molduras podem chegar a qualquer canto do país. “A gente vê que funciona, é tudo na internet, e hoje eu ponho muita confiança”, conclui.

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