Startup acelerada pelo Banco Central quer transformar comércios em caixas eletrônicos

No Brasil o mercado de caixas eletrônicos é dominado pela rede 24 Horas, de propriedade dos 5 maiores bancos brasileiros. Os bancos digitais e empresas de tecnologia financeira, conhecidas como fintechs, tem encontrado dificuldades para se conectarem a esta rede. No início de Novembro o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, criticou publicamente os preços cobrados pela rede Banco 24 horas.

Neste contexto foi criada a Saxperto. Uma iniciativa que permite aos clientes de bancos e carteiras digitais fazerem saques em pontos de comércio próximos de sua localização, como bancas de jornais, padarias e supermercados.

Seus fundadores são Tiago Godoi que foi consultor na Mckinsey e no Mercado Pago e Rodrigo Batista, fundador do Mercado Bitcoin, empresa líder em trasações de moedas virtuais e blockchain no Brasil, que ele vendeu recentemente. A ideia de criar a startup surgiu quando Rodrigo percebeu que sua dificuldade de permitir que os clientes sacassem os reais de sua empresa era comum a diversas outras fintechs.

Com a solução criada pelos empreendedores, os clientes dos bancos digitais não precisam instalar nenhuma aplicativo adicional. Basta abrir o app de sua conta digital que passará a exibir um mapa com locais próximos que tem notas de real disponíveis e ir sacar. A iniciativa conta com a aceleração do Banco Central por meio do programa Lift.

“Essa solução permite às carteiras digitais terem acesso a uma rede grande e bem mais barata de pontos de saques, aos clientes terem locais próximos de onde estejam. Para os estabelecimentos comerciais ela trás mais público e remove dinheiro do caixa, o que normalmente gera custos de segurança e transporte”, diz Tiago Godoi.

A startup cobra dos bancos digitais metade do cobrado pela Rede 24 Horas. Hoje está testando sua solução em Porto Alegre, mas pretende chegar a 100 mil pontos de saques até o final de 2020.

O início da startup conta com saques para cinco bancos digitais e a meta é ampliar a oferta a clientes de 50 carteiras digitais até o fim do próximo ano.

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