Startup de brasileiro fecha parceria com multinacional Nvidia

Startup focada em salvar vidas com sistemas de segurança que usam tecnologia de inteligência artificial, a Aiquimist, comandada pelo jovem programador brasileiro Nicholas Guimarães, 22 anos, acaba de fechar a parceria dos sonhos de toda empresa nascente. A Nvidia Corporation, multinacional de tecnologia com sede na Califórnia (EUA), acaba de inclui-la em seu programa Inception (espécie de banco de soluções a nível mundial), que dará todo o suporte necessário – inclusive de cientistas seus – para a startup continuar aperfeiçoando seu algoritmo de segurança até torna-lo vendável a nível mundial.

A Nvidia é responsável pela explosão recente da A.I. (Artificial Intelligence), com a geração de tecnologias que tornaram possível explorá-la em projetos de atendimento por chat em e-commerce e de assistentes de aparelhos celulares, como a Siri do Iphone, por exemplo. Ter colocado a Aiquimist “debaixo de seu guarda-chuva” é uma prova irrefutável de que enxerga grande potencial nos projetos da startup.

O mais ambicioso desenvolvido pela Aiquimist, até agora, é o AllSeenEye, que, conectado a câmeras de vídeo, consegue detectar, em tempo real, o porte de armas de fogo. Ainda emite alertas imediatos (para polícia e todo tipo de usuário) sobre o local e o tipo de armamento detectado. A tecnologia ainda pode emitir alertas para que pessoas nas proximidades de ataques se afastem, e até avisos para as redes sociais interromperem eventual transmissão ao vivo de um episódio envolvendo arma de fogo.

“Esse projeto de armas é 100% para proteger pessoas”, define o programador Nicholas. Ele teve a ideia de trabalhar no algoritmo após conhecer e avaliar sistemas de reconhecimento facial usando A.I. desenvolvidos por chineses, israelenses e russos.

Refletindo sobre a facilidade com que esses sistemas podem ser “enganados” apenas com o uso de óculos e boné por quem não quer ser reconhecido pelas câmeras de segurança, questionou-se: “Sempre que acontece algum ato que coloca as pessoas em risco tem uma arma de fogo envolvida. Por que não desenvolver um algoritmo de reconhecimento de armas? “. E começou a desenvolver e treinar a rede neural, que já é capaz de identificar armas de fogo curtas ou longas (pistola, revólver, fuzil, escopeta) em filmagens de vídeo.

Segundo o jovem programador, a ideia inicial é que o sistema seja utilizado por governos, em câmeras de segurança de escolas, aeroportos, estações de trem e ônibus ou no trânsito, por exemplo. Mas empresas privadas, como agências bancárias, estádios e shoppings, também podem se beneficiar dele. Em qualquer hipótese, trata-se de uma ferramenta para proteger vidas, por meio de uma verificação sistemática e constante das imagens das câmeras. Ao contrário do monitoramento humano, este não para e tem condições de checar numerosas câmeras 24 horas por dia.

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