Startup brasileira apresenta projeto sustentável em Nova York e União Europeia

Startup brasileira apresenta projeto sustentável em Nova York e União Europeia

O Brasil ainda está longe de se tornar um dos primeiros no ranking dos países mais sustentáveis — Suíça, França e Dinamarca lideram no quesito ações ambientais. Mas, uma startup brasileira acelerada pela Cervejaria Ambev tem ganhado olhares e admiração nacional e internacional, além de gerar resultados significativamente positivos ao meio ambiente. A Green Mining, que surgiu para solucionar um dos problemas quanto ao descarte de embalagens pós consumo, nas últimas três semanas, apresentou seu projeto de logística reversa em Nova York (Estados Unidos), Sardenha (Itália) e em Bruxelas (Bélgica), durante a Conferência Internacional de Cooperação Urbana (International Urban Cooperation — IUC), promovida pela União Europeia.

“Realizamos uma apresentação para cerca de 100 representantes de regiões da Europa e da América Latina, vindos de mais de 28 países diferentes. Para nós, é uma grande satisfação poder falar para pessoas de todo o mundo o que fazemos e o potencial que nossa solução tem para ser desenvolvida em larga escala” diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining que contou que, durante o evento IUC, na Bélgica, foi assinada uma carta de intenções com uma agência de desenvolvimento regional da Polônia, que já é a parceira do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) no programa.

O projeto da startup consiste no processo de coleta de embalagens em bares e restaurantes feito de maneira ambientalmente correta, por meio de triciclos, sem emissão de gás carbônico. Em parceria com a Cervejaria Ambev, o vidro recolhido é levado direto à fábrica da própria cervejaria, devolvendo o material à cadeia produtiva da empresa. Atualmente, a Green Mining possui HUBs em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e já encaminhou para reciclagem mais de 350 toneladas de vidro, evitando a emissão de mais de 58 toneladas de CO2 desde o início da ação, em dezembro do ano passado.
De acordo com o CEO do CIOESTE, Francisco Maciel, a escolha da Green Mining fez todo sentindo para alavancar com soluções na cooperativa da União Europeia. “Queremos alavancar pequenas e médias empresas que proporcionam o desenvolvimento econômico e sustentável, tudo o que encontramos na Green Mining”, afirma Francisco.

Em Nova York, o evento Super Demo Day ocorreu na sede global da AB InBev e proporcionou a apresentação de resultados da startup para investidores, organizações e associações de alto impacto. O evento marcou uma nova etapa da Aceleradora 100+, programa de aceleração de startups com soluções socioambientais da Cervejaria Ambev. A Green Mining participou da primeira edição do programa e, quando se inscreveu, estava começando a criar a sua tecnologia de logística reversa. A startup foi uma das selecionadas para a aceleração global e, desde então, tem participado de eventos e fechado diversos acordos e parcerias nacionais e internacionais. “Ver como a Green Mining cresceu e continua aumentando seu impacto positivo pelo mundo é sensacional. Esse é o nosso objetivo com a Aceleradora 100+: encontrar startups que compartilhem do nosso sonho de construir um mundo melhor”, celebra Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Cervejaria Ambev.

Já na Sardenha, Rodrigo Oliveira apresentou os resultados da Green Mining no 17º Simpósio Internacional de Gestão de Resíduos — um dos principais fóruns de resíduos sólidos da Europa.
“Tivemos a oportunidade de apresentar um estudo de caso de recolha de vidros em São Paulo. O simpósio reuniu profissionais de muitos países que todos ficaram bastante entusiasmados com os resultados obtidos até o momento”, conta Rodrigo.

A Green Mining já fechou 10 parcerias e acordos nacionais e internacionais e, este mês, venceu a maior competição de ideias em negócios verdes do país e em novembro, vai representar o Brasil na final global que acontece em Amsterdã. Segundo o presidente da startup, após estas apresentações, o projeto tende a crescer a nível mundial.

Como funciona o sistema de logística reversa da Green Mining
A eficiência dessa economia circular colocada em prática pela startup é baseada em um sistema de certificação que é feito em todas as fases do processo, garantindo que todo o material coletado chegue ao seu destino de maneira correta. “Todas as informações são registradas no aplicativo da Green Mining por cada coletor, que recebe um smartphone para realizar o trabalho. Com informações como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis, o sistema permite, também, rastrear o percurso de cada triciclo, garantindo a transparência da informação”, finaliza o presidente da Green Mining.

 

 

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