Robotic Process Automation já é realidade na auditoria interna em grande parte das empresas, aponta relatório da Protiviti

A consultoria Protiviti, especializada em compliance e gestão de riscos, divulga seu 15ª relatório global sobre o futuro da auditoria interna nas empresas. A publicação traz visões e tendências de líderes que atuam na área de auditora e envolve 16 grandes companhias, tais como Accenture, Anixter, Brinks Home Security, Capital One, Country Road, Deutsche Telekom, DriveTime, Fidelity, Jardine, NTT, Occidental Petroleum, Synchrony e Zain Group.

Neste ano, a publicação sinaliza mudanças disruptivas nos processos de auditorias devido ao uso massivo de tecnologias digitais para dar mais agilidade e assertividade nos controles internos das empresas. Analytics e RPA (Robotic Process Automation) aparecem como as principais alternativas.

A Accenture e a DriveTime, por exemplo, têm obtido maior eficiência em seus processos de auditoria, sem precisar significativamente de mão de obra humana, após a adoção da automação por meio do RPA. Já a Deutsche Telecom e a Capital One adotam o tripé Inteligência Artificial/Aprendizado de Máquina (Machine Learning), Automação e Analytics como formas de suportar as entregas, porém sem esquecer de agregar valor ao negócio.

A publicação também revela empresas, como a Delta Airline e a Jardine Matherson Group, que entendem que adoção de novas tecnologias é precedida pelo investimento em lideranças e times inovadores que desenvolvam novas abordagens para auditar as novas tecnologias, já que os métodos tradicionais podem não ser suficientes para manter a exposição a riscos em um padrão seguro.

“Tornar-se uma empresa de última geração requer uma nova mentalidade e uma mudança cultural. Para ajudar a empresa a se transformar, a auditoria interna precisa olhar para o futuro, adotar uma abordagem ágil e buscar ativamente o avanço de uma função avessa a riscos e mudanças a um centro de inovações”, disse Brian Christensen, vice-presidente executivo e líder de auditoria interna global e assessoria financeira da operação norte-americanas da Protiviti.

Já Rodrigo Kramper, gerente sênior de inovação e transformação da sede brasileira da ICTS Protiviti, acrescenta ao dizer que “isso significa equilibrar novos modelos de auditoria interna com as tecnologias, as metodologias e os recursos ideais, viabilizados por governança e infraestrutura. Para as organizações que não querem ficar para trás na era digital, o momento de começar a abordar essas questões é agora”, finaliza o executivo.

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