MPEs brasileiras devem gastar mais de R$ 77 bilhões em atividades burocráticas em 2019, revela estudo da Sage

A Sage, empresa líder de mercado em soluções de gestão na nuvem, acaba de lançar a segunda parte do estudo anual Termômetro de Produtividade para MPEs, que analisa quanto tempo e dinheiro micro, pequenas e médias empresas empregam em atividades burocráticas em 12 grandes mercados, incluindo o Brasil.

A pesquisa mostra que o quebra-cabeça da produtividade global está longe de ser solucionado e que, na verdade, piorou. Nos 12 meses corridos, finalizados em março, que esta pesquisa avaliou, o valor dedicado a atividades administrativas no mundo em uma semana de trabalho foi de 446 bilhões de libras (cerca de 2,7 trilhões de reais), volume 2,6% maior em relação ao período anterior.

No Brasil, a expectativa é que o país dedique R$ 77 bilhões para a atividades de backoffice em 2019, montante um pouco menor do que a previsão para 2018, de R$ 79 bilhões. De janeiro a meados de agosto desse ano, o volume gasto pelas MPEs brasileiras nestas atividades havia chegado a R$ 48,7 bilhões. São R$ 2.442 por segundo, R$146.539 por minuto e R$ 8.792.366 por hora. As atividades que mais consomem tempo das brasileiras são contabilidade (13%), contabilidade fiscal (13%), folha de pagamento (13%) e emissão de notas fiscais (13%).

Segundo os executivos entrevistados, o investimento em tecnologia no último ano foi o grande responsável pela pequena melhora, otimizando o tempo de trabalho das equipes e melhorando o desempenho das organizações no período. Eles contaram que a estratégia aumentou o lucro em 62%, melhorou em 60% os serviços de atendimento ao cliente, elevou em 59% a produtividade no ambiente de trabalho, flexibilizou o trabalho e engajou mais os funcionários (50%).

O ranking global dos mercados mais burocráticos segundo a Sage é encabeçado pela Espanha. O país ibérico gasta 10,2% de seu tempo de trabalho com atividades administrativas que poderia ser fortemente reduzido com o uso de tecnologia e ferramentas digitais. Na sequência vêm França (7,5%) e Suíça (7%), seguidas de perto por Brasil (6,2%). Na outra ponta, está o Canadá com apenas 1,7%.

Para o presidente da Sage Brasil e América Latina, Jorge Santos Carneiro, os dados representam um desafio para empreendedores e profissionais de pequenas e médias empresas. “Estamos observando uma maior consciência dos empresários de que a adoção de tecnologia contribui, e muito, para o desempenho de suas organizações.”

Ele, pondera, contudo, que essa transformação digital deveria ocorrer de forma muito mais rápida. “É um sinal de alerta o fato de que em 2019 o crescimento das pequenas e médias empresas, que são responsáveis por 52% dos empregos formais no Brasil, seja ainda limitado pela não utilização de ferramentas e competências digitais. Conforme essa lacuna seja diminuída e superada, os benefícios serão sentidos por todos.”

O Termômetro de Produtividade da Sage foi feito em parceria com a YouGov e calcula tempo e dinheiro gastos a partir de uma pesquisa online com 2.994 representantes sêniores de pequenas e médias empresas de 12 mercados — Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Irlanda, Alemanha, Espanha, França, Brasil, África do Sul, Suíça e Malásia.

As informações do termômetro podem ser acompanhadas em tempo real no site da Sage www.sage.com/company/business-builders/reduce-your-admin-burden

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