Empresas líderes na adoção de tecnologias crescem duas vezes mais, aponta estudo da Accenture

 

Novos dados do estudo Future Systems conduzido pela Accenture (NYSE: ACN) apontam o impacto da estratégia em investimentos em tecnologias nos resultados dos negócios. O levantamento revela a associação entre a forma de implementação de soluções tecnológicas e o desempenho financeiro das empresas. Entre as empresas mais bem avaliadas, foram identificadas semelhanças de cultura e de comportamento. Neste grupo, as taxas de crescimento de receitas chegam a ser mais que o dobro se comparadas com as empresas que tiveram baixo desempenho nos critérios de avaliação da pesquisa.

O estudo “Full Value. Full Stop. How to scale innovation and achieve full value with Future Systems” analisa como as companhias promovem escala para a inovação e de que forma essas ações influenciam no alcance do valor total dos investimentos em tecnologia. O Future Systems é a maior pesquisa corporativa de TI já realizada pela Accenture e traz dados sobre tecnologias maduras e emergentes, como inteligência artificial (IA), blockchain e realidade estendida nas empresas. Os grupos foram definidos de acordo com três aspectos: adoção tecnológica, profundidade da adoção tecnológica e nível de preparo organizacional e cultural. Para fins de análise, ao atribuir uma pontuação para cada um desses fatores, as empresas foram agrupadas entre “líderes” (10% principais) e no grupo “lanterna” (25% inferiores).

Considerados os indicadores de desempenho coletados a partir de 2015 e projetados até 2023, o estudo identificou a relação entre adoção tecnológica e valor alcançado, constatando que, entre os líderes, a receita cresce mais do que o dobro do que entre os últimos colocados. Além disso, apenas em 2018, as empresas nas últimas posições registraram 15% em perdas da receita anual e ainda devem perder em torno de 46% dos ganhos potenciais de receita até 2023 se não mudarem a forma como lidam com a tecnologia.

“Os executivos C-level de hoje já investem quantias significativas de capital em novas tecnologias, mas nem todas as empresas conseguem obter os benefícios da inovação resultante desses aportes”, explica Bhaskar Ghosh, diretor geral para Accenture Technology Services. “Competir na economia pós-digital de hoje, impulsionada por dados, significa que as organizações precisam de uma estratégia minuciosa em relação à adoção de tecnologias e de uma visão clara sobre como devem ser esses futuros sistemas em suas empresas. Nosso mais recente levantamento mostra que as empresas líderes da indústria no mundo estão investindo em sistemas sem fronteiras, adaptáveis e extremamente humanos a fim de maximizar a inovação, desempenho e valor dos negócios”.

No geral, executivos do grupo líder acreditam que o trabalho entre humanos e máquinas tem a capacidade de revelar o melhor em ambos, e que empresas e seus ecossistemas devem formar alianças complementares. Esta é a razão pela qual essas empresas estão motivadas a construir novos sistemas sem fronteiras, adaptáveis e humanos, definidos da seguinte forma:

• sem fronteiras: os sistemas sem fronteiras aproveitam os limites difusos — considerando a área de TI, entre empresas, e na relação entre humanos-máquinas — para criar novos espaços para o florescimento de ideias e parcerias.

• adaptáveis: sistemas adaptáveis são capazes de aprender, melhorar e se adaptar por si só, eliminando os conflitos que limitam o crescimento dos negócios e capacitando as pessoas para tomarem as melhores decisões de forma ágil.

• humanos: sistemas humanos conversam, ouvem, enxergam e compreendem exatamente como nós, reproduzindo a simplicidade das relações humanas para a interação entre pessoas e máquinas, criando as vantagens do futuro.

“O levantamento mostra que as organizações líderes estão melhorando seu quociente de tecnologia, transcendendo a ideia da delimitação de áreas de excelência dentro das empresas e usando estratégias para alcançar a transformação do negócio como um todo, a fim de maximizar o retorno de seus investimentos em tecnologias”, completa Ghosh.

O estudo Future Systems concluiu que as empresas líderes contam com uma mentalidade e abordagem distintas em relação à adoção tecnológica e à transformação organizacional. Há um contraste em relação aos últimos colocados da pesquisa. Mais especificamente, as empresas líderes estão:

• adotando tecnologias ágeis e flexíveis: entre as empresas no topo do ranking, 98% estão adotando tecnologias robustas como IA, contra apenas 42% das empresas no fim do ranking. As empresas líderes também estão usando soluções que possibilitam dissociação de dados, infraestrutura e aplicações. Na verdade, a adoção de tecnologias como DevSecOps, microsserviços e contêineres é consideravelmente maior entre as empresas líderes em comparação com as companhias do grupo lanterna: 97% contra 30%.

• apostando na computação em nuvem: os líderes também estão muito à frente quando o assunto é a adoção de tecnologias em nuvem como forma de alavancar efetivamente outras tecnologias, incluindo IA e analytics. Entre os líderes, 95% enxergam a nuvem como um catalisador da inovação, em comparação com apenas 30% do grupo de empresas nas últimas colocações.

• enxergando dados como um ativo da companhia: 90% das líderes tomam medidas para garantir o nível de qualidade dos seus dados, em vez de confiar em dados potencialmente não verificados ou tendenciosos. Entre os executivos à frente das empresas líderes, 94% afirmam que seus dados são confiáveis o suficiente para gerar mudanças nos negócios, em comparação com apenas 64% das companhias no grupo lanterna.

• gerenciando os investimentos em tecnologia em todas as áreas da empresa: as líderes apresentam um alinhamento melhor das áreas de negócios, derrubando de forma efetiva as barreiras entre TI e outros departamentos.

• investindo na qualificação: as empresas líderes estão usando três vezes mais a aprendizagem prática do que os últimos colocados do ranking: 73% contra 24%. A IA e analytics avançados são usados por 87% das líderes em áreas como aprendizado personalizado, previsão das necessidades de qualificação dos trabalhadores e correspondência dos requisitos de habilidades dos colaboradores com os módulos de treinamento. Entre os últimos colocados na pesquisa, este número chega a apenas 35%.

O novo capítulo do levantamento complementa os dados do estudo Future Systems lançado em 2018 e se baseia em uma pesquisa com mais de 8.300 organizações de 20 indústrias e 22 setores. O estudo foi desenvolvido para ajudar empresas a compreenderem como fechar a lacuna das metas de inovação (a diferença entre valor potencial e valor concretizado a partir dos investimentos em tecnologia).
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