Conhecimento e experiência já não bastam no mercado de trabalho: entraram em cena as soft skills

Por Taís Rocha de Souza

O mercado de trabalho nunca mudou tanto e tão rapidamente como nos últimos anos. Todos os dias surge uma nova tendência, exigindo adaptação não só dos profissionais da área de Recursos Humanos, mas também de quem está buscando uma recolocação ou promoção na carreira.

Quando falamos em tendências, não é possível deixar de abordar as soft skills. Muito tem se falado sobre o assunto, mas você sabe exatamente o que são elas? Soft skills são as competências comportamentais relacionadas à inteligência emocional, e as principais são autoestima, empatia, capacidade de se relacionar com o outro, afetividade, adaptabilidade e automotivação. E essas competências são cada vez mais procuradas por empresas modernas e inovadoras.

Apesar de as soft skills terem valor para qualquer tipo de cargo ou função, algumas são mais relevantes para determinadas posições. As mais requisitadas por empresas que já entenderam sua importância são aquelas direcionadas ao relacionamento, como a empatia e a capacidade de escuta, que trazem muitos ganhos ao ambiente corporativo.

Um ponto interessante de destacar é que as soft skills, ao contrário do que muitos pensam, também podem ser cultivadas. Com minha experiência em gestão de pessoas, sei que isso é possível, basta que o profissional tenha interesse em se desenvolver. Porém, como estamos falando de comportamentos diversos, que mudam de pessoa para pessoa, não é possível dar uma “receita de bolo” para o aprimoramento dessas competências.

O caminho está no momento em que estamos, repleto de informações, que nos permite desenvolver qualquer habilidade. Atualmente existem diversos conteúdos na internet, cursos, coachs e até ferramentas que medem as competências comportamentais das pessoas. Portanto, se você quer se aprimorar, existem formas de fazer isso. É preciso se dedicar, mas certamente vale a pena, pois suas chances de crescer profissionalmente ou se recolocar no mercado de trabalho vão aumentar.

Ter essas competências não apenas aumenta a empregabilidade de uma pessoa como também é um diferencial muito importante para sua evolução na carreira. Vivemos em um mundo ágil e volátil, em que ter empatia e capacidade para entender o ponto de vista do outro, considerar os sentimentos alheios – se colocando no lugar do outro – ou apoiar um colega em situações complexas fazem a diferença. Um profissional empático, além de entender as dificuldades do outro, ajuda propondo alternativas de resolução, sempre com o objetivo de, juntos, encontrarem o caminho para alcançar os melhores resultados.

Para identificar esses profissionais existem diversas ferramentas, e uma importante é o Questionário de Traços de Inteligência Emocional (TEIQue). Esta avaliação revela até que ponto uma pessoa entende e gerencia as próprias emoções, como interpreta e administra as emoções alheias e como usa esse conhecimento para melhorar seus relacionamentos.

Cada vez mais as empresas têm buscado contratar profissionais com comportamentos ajustados às suas realidades e culturas organizacionais, e a avaliação TEIQue mostra os pontos fortes e fracos das pessoas, como elas reagem à pressão, até que ponto são capazes de criar novos relacionamentos e quão motivadas e adaptáveis elas são. Esses insights também permitem adotar planos de ação para o desenvolvimento de líderes, para os quais as soft skills são indispensáveis.

Uma frase que ouvimos muito na área de RH e que procuramos ajudar os clientes a evitar é aquela que diz que as companhias contratam pelo currículo e demitem pelo comportamento. Entender as competências emocionais de cada profissional desde o recrutamento e gerenciá-las, apoiando seu desenvolvimento ao longo de sua evolução na empresa, é a chave para evitar essa situação e, principalmente, obter muitos ganhos.

Já sabemos que conhecimento técnico e experiência já não são mais suficientes no cenário atual. As habilidades comportamentais dos profissionais vieram a se somar a esses atributos e estão se mostrando decisivas para que as empresas criem equipes vencedoras, que as levem a alcançar seus mais ousados objetivos de crescimento.

Taís Rocha de Souza, Diretora de Operações do Grupo Soulan

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