Multiculturalismo: a engrenagem das empresas globais

Por Alessandra Albino, coordenadora de Recursos Humanos da PayU

Pode parecer pouco funcional criar um time de trabalho com integrantes de diversos países. Os desafios são facilmente reconhecidos: distância, fuso horário, idiomas, costumes e valores diferentes ou até mesmo divergentes. Meu conselho: vire a chave! Descontrua esse paradigma, que tem forma de fronteira, e veja como sua empresa pode se transformar. Como podemos falar em inovação quando ainda temos receio da mudança?

A palavra inovar, aliás, surgiu da ideia de romper padrões e a tecnologia vem ajudando nesse processo, principalmente quando existem pessoas de diferentes países na mesma organização. Um dia é possível que você esteja na África em uma conferência com um europeu. No outro, você, sul-americano, está falando em inglês com um asiático. Essas interações de equipes multiculturais têm o potencial de serem mais criativas devido à variedade de informações, ideias e perspectivas que seus integrantes podem apresentar, contribuindo muito para os negócios.

Porém, manter essa interação entre funcionários alocados em outros países e, muitas vezes, com horários de trabalho completamente diferentes, não é tão simples. As relações multiculturais precisam ser assistidas e cuidadas por profissionais preparados. Hoje, com inúmeras tecnologias disponíveis, é possível conectar pessoas a quilômetros de distância e proporcionar aos colaboradores interações simultâneas, como treinamentos internos por conferência, cursos online, reuniões e até armazenamento e compartilhamento de dados e documentos em comum.

É claro que, para isso acontecer, é necessário que as empresas tenham as ferramentas necessárias, como computadores e rede de internet de alta qualidade e meios de comunicação eficazes e únicos, tanto para conversas entre um grupo, como para comunicados globais, que devem ser feitos ao mesmo tempo para todas as filiais. Além disso, a corporação precisa ter um institucional bem definido, deixando muito claro para seus empregados sua missão, visão e valores. Assim, evitam-se conflitos, pois os colaboradores contratados identificam-se com a cultura organizacional e agem, internamente, de acordo com ela, o que chamamos de Seet Cultural.

Interagir com diferentes culturas pode ser um aprendizado diário e muito rico, por exigir empatia, respeito às diferenças e resiliência. Mas não só isso, essa proximidade também demanda alguns requisitos intelectuais que devem ser incentivados e viabilizados pela empresa, como falar inglês ou outro idioma em comum, entender a cultura para evitar erros e direcionar as ações de trabalho de forma estratégica, como num acordo comercial internacional. Esta relação beneficia os profissionais, que ficam mais preparados para adversidades na vida pessoal e também para o mercado de trabalho.

Pode parecer complexo, mas equipes multiculturais são capazes de capitalizar os benefícios da diversidade, provando, por si só, a sua importância dentro do contexto organizacional. Ainda, acredito que essa é a maneira mais genuína de inovar, pois pontos de vista diversos trazem possibilidades inusitadas. Uma organização é reflexo do que são os seus colaboradores e se você deseja ser uma empresa global, não se limite às fronteiras territoriais para buscar e desenvolver seus parceiros de trabalho e aproprie-se da tecnologia para virar a chave e transformar a sua empresa.

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