22ª Exposec é aberta em São Paulo com as novidades mundiais no setor de segurança

A Exposec, maior feira latino-americana de segurança eletrônica, foi aberta ao público nesta terça-feira (21) no São Paulo Expo. As novidades em sistemas integrados, equipamentos autônomos e inteligência artificial voltadas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas estão sendo demonstradas por 800 marcas expositoras. Um mercado que vem num crescimento constante, segundo pesquisa inédita realizada pela ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança.

De acordo com o levantamento, em um universo total de 22 mil empresas do setor (incluindo indústria, distribuidores e prestadores de serviços) 8% são fabricantes, sendo que 31% produzem câmeras. Nos últimos 12 meses foram vendidas por essas empresas cerca de 600 mil câmeras/ano ou 50 mil câmeras por mês no Brasil.

Na cerimônia de abertura, Rimantas Sipas, diretor comercial da Cipa Fiera Milano, organizadora e promotora da Exposec, disse que este ano a feira é maior do que a edição passada e tem um potencial incrível para a geração de negócios. “Tenho certeza de que todos aqueles que por aqui passarem vão se impressionar com as incontáveis inovações em produtos e serviços para todas as vertentes da segurança, tanto nos estandes quanto no Palco Exposhow”. “No pavilhão, as atrações se multiplicam. Vale a pena conferir a Arena Drone, a Arena ABESE Conecte-se e a Ilha São Paulo Inteligente. Sem falar no II Congresso ESS – Segurança em Hospitalidade para quem quer se atualizar sobre segurança em hospitais, shoppings, hotéis e outros setores, e o I Seminário de Segurança em Condomínios”.

Já a presidente da ABESE, Selma Migliori, lembrou que a Exposec é hoje referência no setor em toda a América Latina. “E acontece num momento particular, quando a segurança pública é prioridade em todo o mundo e, em especial, no Brasil.”

Ao mesmo tempo, segundo Selma, a segurança eletrônica está em transformação “e fazemos parte dessa transformação”. “Não podemos viver no passado. Por isso, criamos (na Exposec) a Arena ABESE Conecte-se, que antecipa tendências e novos modelos de negócios para o futuro”, afirmou a presidente da associação.

O secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, Coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, lembrou que falar em segurança sem envolver tecnologia não é mais possível. “Não tem sentido. Por isso a importância desta feira, que dá oportunidade da administração pública se apropriar dessas novas tecnologias, tão importantes para darmos mais segurança aos cidadãos”.

O comandante-geral da Polícia Militar do Estadão de São Paulo, Coronel Marcelo Vieira Salles, por sua vez, lembrou que o policiamento tem grande protagonismo na segurança das pessoas “mas não é o remédio para todos os males”. “Ai entram as empresas privadas, tanto de vendas de equipamentos como as do terceiro setor, que oferecem serviço de segurança. Assim, os bons resultados devem ser creditados a todos os setores da segurança”.

O General João Camilo Pires de Campos, secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo, também elogiou a realização da Exposec, destacando que a tecnologia já faz parte de toda estratégia de segurança. “Inclusive, a tecnologia é fundamental para a inteligência das polícias”, concluiu.

Fórum Brasileiro de IoT (Internet das Coisas) busca a inclusão social

Promover a inclusão social através da Internet das Coisas (IoT). Com esse objetivo o Fórum Brasileiro de IoT, que integra a Arena ABESE Conecte-se durante a 22ª Exposec, apresenta o seu Painel Academy.

Com inúmeras apresentações sobre os diversos segmentos de uso de Internet das Coisas dentro de um auditório específico, o Fórum traz novidades relevantes, segundo Tamiko Hayashida, assistente da instituição. Criado em 2011, o Fórum realizou um bem-sucedido teste piloto em São Caetano do Sul. “Apresentamos o projeto no Ministério da Educação (MEC) para a inclusão social via Internet das Coisas, que foi muito bem aceito”, contou.

Na programação, que segue até o dia 23, estão apresentações sobre “Cidades Inteligentes e Segurança 4.0”, “A Visão Estratégica e Tendências De IoT”, “Conectividade, Tendências: Inteligência Artificial”, “Lei Geral De Proteção de Dados” e “A Educação e a IoT”.

O Instituto Mauá de Tecnologia apresenta a Plataforma Smart Campus que possui várias aplicações

Fazendo parte dos tabletops (mini estandes) chamados Engajadores de IoT na Arena ABESE Conecte-se, o Instituto Mauá de Tecnologia apresenta sua Plataforma Smart Campus, baseada na Internet das Coisas. Trata-se de uma plataforma única criada por professores, pesquisadores e alunos da instituição de ensino dentro da concepção de conexão de máquinas, cidades, elementos de infraestrutura, veículos e residências em rede para informar sua situação, receber instruções e até mesmo praticar ações com base nas informações recebidas.

De acordo com Antonio Puliti, estagiário da Divisão de Eletrônica e Telecomunicação do Instituto Mauá, a plataforma foi baseada na tecnologia de protocolo aberto LoRaWAN (Long Range Wide Area Network), desenvolvido pensando justamente em IoT, em que o baixo consumo energético é primordial para os dispositivos operados sem alimentação pela rede elétrica.

Desde sua criação, o Smart Campus já atingiu bons resultados, como foi percebido num trabalho de graduação realizado em 2017, em que se monitorou o consumo da água em hidrômetros de um edifício da Mauá no Campus de São Caetano do Sul. Com isso, foi possível se criarem previsões de consumo e demanda da água.

Outro trabalho desenvolvido por alunos, e que também ganhou destaque com a utilização do sistema, foi um monitoramento de armas de fogo, que conseguiu medir cada ação do objeto por um acelerômetro dentro do revólver, e pelo sistema era possível verificar se existia algum movimento ou, até mesmo, se tinha havido disparos.

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