Automação inteligente está relacionada ao desempenho financeiro, diz KPMG

Automação inteligente está relacionada ao desempenho financeiro, diz KPMG

As empresas com forte desempenho financeiro conseguiram se adequar melhor às tecnologias de automação inteligente. Essa é uma das conclusões da pesquisa “Facilitando os pontos de pressão: o estado da automação inteligente” (Easing the pressure points: The State of Intelligent Automation, em inglês), conduzida pela KPMG. Entretanto, as grandes companhias do mundo ainda não conseguiram se planejar de forma ágil o suficiente para utilizarem todos os recursos disponíveis e atingirem os objetivos que desejam.

O conceito de automação inteligente (AI) agrupa as tecnologias de inteligência artificial, análise avançada de dados e automação robótica de processos. Os investimentos nesse tipo de tecnologia estão ocorrendo em ritmo acelerado, mas muitas empresas demonstram dificuldade para apresentar os resultados desejados. Segundo a pesquisa, 20% das empresas ainda estão desenvolvendo recursos para a implementação automação inteligente, sendo que mais da metade (52%) das empresas que participaram da pesquisa confirmaram investimentos de mais de US$ 10 milhões.

“Vemos ainda que há uma discrepância muito grande no desenvolvimento e aplicação da automação inteligente, pois 59% das empresas entrevistadas vão precisar de dois a cinco anos para se adequarem o dimensionamento de suas tecnologias de inteligência artificial”, explica o sócio-líder de Artificial Intelligence, Cognitive & Customer Experience da KPMG no Brasil, Frank Meylan.

O conteúdo revela ainda que apenas 17% das empresas aumentaram em escala as suas tecnologias de AI ou conseguiram industrializá-la. Entre os três pontos do conceito de automação inteligente, a análise inteligente de dados foi mencionada como a tecnologia que mais aumentou em escala, enquanto a automação robótica de processo a que menos cresceu.

“Os executivos de negócios estão otimistas em relação ao impacto que a AI terá sobre empregos. Eles veem que a automação impactará menos de 20% de seus profissionais”, argumenta Frank Meylan.

Para obterem todo o potencial da automação inteligente, as empresas precisam ir além das reduções de custo e pensarem além dos investimentos em tecnologia, incorporando a gestão de mudanças a cada etapa. A pesquisa da KPMG ouviu aproximadamente 600 líderes empresarias entre vice-presidentes e diretores, incluindo executivos de alto nível de seis indústrias e 13 países. O conteúdo está disponível na íntegra no link – home.kpmg/xx/en/home/campaigns/2019/03/the-state-of-intelligent-automation.html.

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