Cultura cidadã nas empresas: benefícios ajudam mães a cuidarem dos filhos e da carreira

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Conciliar as responsabilidades da maternidade com a vida profissional é um desafio que faz parte da vida de muitas mulheres. Não à toa que muitas desistem do emprego por não ter uma rotina adaptada. Mas a boa notícia é que este cenário vem mudando, pois as organizações estão cada vez mais cidadãs. Uma pesquisa recente realizada pela Deloitte mostra que a ascensão da empresa social é uma tendência global e algumas empresas no Brasil já estão dentro dessa nova realidade.

Segundo o estudo Tendências Globais de Capital Humano 2018, 77% dos respondentes dizem se preocupar com a cidadania da empresa, e horário flexível de trabalho é a questão mais importante para 86% dos funcionários ouvidos ao redor do mundo.

É o caso de muitas mães que dependem desse tipo de benefício para voltar ao mercado de trabalho depois da maternidade. Outro estudo realizado em 2018 mostra que, no Brasil, 1 em cada 4 mulheres devem encontrar uma forma não tradicional para cuidar do bebê enquanto trabalha. Mas no País, empresas têm investido em jornadas e programas diferenciados para ajudar as profissionais e mães a dar continuidade às suas carreiras ao mesmo tempo em que mantêm o cuidado com os filhos.

“A ideia do programa diferenciado surgiu quando percebemos que diversas mulheres se achavam desatualizadas e incapazes de voltar ao mercado de trabalho logo após se tornarem mães, principalmente por conta da rotina. Mas isso não é verdade. Sabemos que a jornada de uma mãe é dupla, então se quisermos mantê-la conosco, precisamos proporcionar um ambiente onde ela consiga realizar bem suas tarefas profissionais sem ter que abrir mão da maternidade”, diz Juliana Lorenzetti, Diretora de Novos Negócios da Vik Services, empresa especializada em BPO e apoiadora da cultura empresarial social.

Tatiana Ferreira, mãe do Felipe e da Manuela, de 5 e 3 anos, respectivamente, é um exemplo da nova prática. Auxiliar administrativa na Vik Services, Tatiana tem uma rotina intensa, que se divide diariamente em estar em parte no escritório, parte remotamente de casa e levar e buscar seus filhos na escola. Apesar da correria, Tatiana se diz realizada: “Eu estava fora do mercado desde que meu primeiro filho nasceu, há 5 anos, pois não conseguia conciliar o trabalho com a rotina de meus filhos. Agora consigo dar atenção a eles, ser mãe e focar no crescimento da minha carreira. Para mim, é uma relação mútua de confiança entre a pessoa e a empresa”.

Também é o caso de Nathalia Nogueira, Executiva de Vendas na empresa idwall, que passou pelo processo seletivo ainda grávida. A companhia, sabendo que ela seria mãe em breve, focou em seu potencial como profissional e seguiu com o processo dando suporte à Nathalia desde sua contratação. “Mais do que incluir, acredito que deveríamos pensar em normalizar. Ser mãe é mais um papel que desempenhamos em nosso dia-a-dia, assim como ser profissional. Ser avaliada por minhas habilidades no processo e acolhida pela empresa nesse momento que é muito sensível, foi e ainda é – mesmo agora na licença maternidade – fundamental para que eu me sinta capaz e segura para exercer ambos papéis.”

E os profissionais de RH apoiam. Para Roberta Lucio, especialista e consultora em Recursos Humanos, “A maternidade é apenas um período de adaptação. Criar condições que respeitem este tempo é essencial para manter e empoderar mulheres e torna-se um passo importante para equidade de gênero nas organizações”.

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