Inteligência Artificial eleva em 300% chances de empresas obterem crédito

Inteligência Artificial eleva em 300% chances de empresas obterem crédito

Referência no mercado brasileiro por atender exclusivamente pessoas jurídicas em busca de antecipação de recebíveis – inclusive negativadas –, a fintech Size Soluções Financeiras está investindo em processos de inteligência artificial (IA) para realizar uma robusta análise de risco antes de dar “sinal verde” para uma operação.

Utilizada com sucesso por empresas de alta tecnologia como Uber e Facebook, a IA movimenta, simultaneamente, milhões de algoritmos que cruzam informações de fontes alternativas para se chegar a uma conclusão sobre a reputação do proponente e se ele poderá obter crédito dentro – ou até acima – do valor pretendido.

Além de utilizar dados de birôs de crédito, a Size avalia uma gama de aspectos, por exemplo, o relacionamento das empresas com seus fornecedores; o comportamento nas redes sociais; a presença em sites de avaliação de desempenho e como buscam a resolução das demandas dos clientes; e os dados gerados por bigdata, ou seja, a análise e interpretação de grandes volumes de informações.

“Esse tipo de análise faz com que empresas com boa reputação, mesmo negativadas, tenham 300% a mais de chance de obter crédito, inclusive acima do valor pretendido, se compararmos com o mercado tradicional, que se baseia fortemente na impessoalidade do chamado score de crédito. Para nós, é fundamental conhecer profundamente a empresa que busca o crédito e saber como ela trata os seus clientes”, explica o CEO da fintech, Leandro Zen.

De acordo com o executivo, nos Estados Unidos a inteligência artificial já é amplamente utilizada no mercado por startups como a sua, que trabalham para inovar e otimizar serviços financeiros. Foi lá, por sinal, onde ele participou, no início de abril, da “LendIt Fintech”, maior feira sobre fintechs de crédito do mundo, realizada em San Francisco, na Califórnia.

A principal fonte de receitas dos bancos, nos EUA, vem das operações de crédito, e a relação deles com as fintechs é muito sinérgica, havendo parcerias para a prestação de serviços conjuntos e até a aquisição dessas startups. Hoje, o mercado norte-americano está pelo menos cinco anos mais evoluído do que o brasileiro”, comenta Zen.

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