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Transformação Digital ainda engatinha no Brasil aponta pesquisa Softex

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Apenas uma em cada quatro empresas no Brasil está nos níveis superiores de maturidade para a Transformação Digital, um tema que continuará em evidência pelos próximos três anos. Essa é uma das conclusões da pesquisa Softex “Prioridades dos Executivos de TIC brasileiros para Transformação Digital” divulgada hoje durante o B2B Summit, evento promovido em parceria pela entidade e a Oria Capital.

O objetivo do levantamento, que envolveu chief executive officers (CIOs) de 101 empresas de todas as regiões do país, foi compreender o comportamento das corporações e dos compradores de tecnologia para saber como eles estão se posicionando frente à Transformação Digital, identificar quais serão os decisores internos para essa transformação, como se dá o relacionamento com os provedores e qual o cenário futuro de absorção de novas tecnologias.

Das companhias entrevistadas, 73,2% admitiram estar iniciando esse processo. “Isso significa que a maioria das empresas brasileiras já se encontra em um nível no qual os gestores estão conscientes da Transformação Digital e compreendendo a sua urgência, mas que ainda não sabem exatamente como realizarão a mudança que poderá fazer a diferença para a competitividade de sua empresa”, explica Guilherme Amorim, gerente-executivo da Softex.

Em relação à motivação para a adoção da Transformação Digital, 44% admitem considerá-la para manter a sua competitividade, 38% para conservar-se na liderança nesta era hiperdigital, 6,9% por pressão de clientes e consumidores, e 1% para otimizar os processos e a qualidade da prestação de serviços. Entre os CIOs ouvidos, 9% não sabem ou não informaram o motivador.

Quanto à intenção de adoção de tecnologias emergentes no curto prazo, em um período de três a 12 meses, os destaques ficaram por conta da Internet das Coisas – IoT (23,8%), Computação em Nuvem (Pública e Privada) e Blockchain, ambas com 19,9%. Ao se ampliar o prazo de previsão de adoção para um ano e meio até três anos, surge com força o emprego da Inteligência Artificial e da Aprendizagem de Máquina (Machine Learning) com 34,7%.

Uma constatação preocupante do levantamento é a de que apenas 4,6% das empresas consultadas entende inovação como algo importante, o que explica o baixíssimo nível de conscientização da oportunidade presente em uma startup: 71,3% das empresas ouvidas afirmou não manter nenhuma relação com uma empresa nascente de base tecnológica.

“Essa é uma tendência que pode e deve ser revertida, pois a Transformação Digital abre um amplo leque de oportunidades para as empresas brasileiras de tecnologia. E, em particular, para as startups que já nascem com um mindset inovador e podem atuar como grandes fomentadoras desse processo”, analisa o executivo da Softex.

Como principal recurso a ser utilizado prioritariamente para apoiar e/ou executar a jornada da Transformação Digital, 56,4% das empresas planejam utilizar recursos internos, 19,8% realizar contratos com empresas de tecnologia e 13,9% contratos com consultorias de negócios. A pesquisa da Softex indica ainda que a área de TI deverá liderar esse processo em 46,5% das companhias ouvidas.

Em 2019, o tema ganhará ainda mais corpo não apenas como estratégia para ampliar a competitividade e a produtividade da economia brasileira, mas porque também passou a contar com o respaldo da Estratégia Brasileira para a Transformação Digital. Lançada pelo Governo Federal, ela estabelece um conjunto de 100 ações para impulsionar a digitalização de processos produtivos e da sociedade brasileira em um horizonte de quatro anos. Seu objetivo é criar um ambiente para impactos transformadores em agricultura, comércio, educação, finanças, indústria e serviços.

A Transformação Digital é vital para a manutenção da competitividade, não apenas no mercado internacional, mas também no Brasil. “Acreditamos que as empresas de tecnologia devem assumir a vanguarda dessa jornada em seus clientes e nas corporações. Por isso, o nosso esforço em mostrar uma radiografia da agenda do CIO para os próximos anos”, conclui Guilherme Amorim.

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