Empresas brasileiras ainda engatinham quando o assunto é Employer Branding

Empresas brasileiras ainda engatinham quando o assunto é Employer Branding

Na última quinta-feira, 22, aconteceu o primeiro meetup da iniciativa Employer Branding Brasil, que abordou as principais tendências do tema de marca empregadora para o próximo ano. No evento, também foi divulgado o resultado da pesquisa sobre o assunto, em que mais de 60% dos respondentes formados por profissionais de RH e marketing de grandes empresas, afirmaram que estão em um estágio inicial ou não têm iniciativas de Employer Branding.

Quando promovidas pelas empresas, as iniciativas que se destacaram: construção ou revisão do Employee Value Proposition (EVP), gestão da jornada do colaborador e ações de inclusão e diversidade. “Todas as ações que visam uma melhora da marca empregadora são bem vistas pelo mercado, porém, antes de tudo, se faz necessário um planejamento e um estudo para entender o que mais traz resultado efetivamente”, explicou Luís Testa, gerente de Employer Branding da Catho e sócio da agência Saber5.com e um dos idealizadores da plataforma Employer Branding Brasil.

Os resultados referentes a Employee Journey, a jornada do colaborador, são um pouco mais otimistas, já que 38% ainda não possuem uma iniciativa para tratar do tema, no entanto, pretendem implementá-la no próximo ano “O Employee Journey não é uma receita de bolo pronta, pois cada colaborador é único e tem sua própria jornada. O que tem que ser feito é perguntar o que está funcionando, as motivações para trabalhar e avaliar o que pode ser feito para melhorar a experiência do colaborador. Enquanto as empresas acharem o que é melhor ao invés de perguntarem às pessoas o que elas realmente querer, esta jornada nunca será perfeita.”, afirmou Caio Infante, general manager Latam da TMP Worldwide e também um dos criadores da iniciativa Employer Branding Brasil.

“Na palestra de Guilherme Franco de Souza, Talent Intelligence Evangelist do LinkedIn, foi apresentado o Talent Insights, nova solução da plataforma na busca por talentos. A ferramenta oferece dados em tempo real para ajudar recrutadores a tomarem decisões mais assertivas em relação a empresas e talentos. Com ela, é possível responder perguntas como, por exemplo, onde estão os talentos geograficamente, quais as competências mais comuns em um cargo ou ainda, onde abrir um escritório.”

Já o vice-presidente de Business Development da TMP Worldwide, Robert Norris, apresentou o case da ESPN e sua mudança da estratégia para vencer o desafio de atrair e reter talentos, desde a construção do EVP até as ações de marca empregadora como conteúdos segmentados e personalização da experiência do candidato.

O encontro foi finalizado com um painel sobre Employee Journey, com o general manager Latam da TMP Worldwide, Caio Infante, a sênior Employer Branding da Creditas, Whiny Fernandes, e a gerente de Employer Branding da UnitedHealth Group, Suzie Clavery, onde debateram o tema.

Segundo Whiny é importante ter uma estratégia para consolidar a jornada do colaborador, pois é o que a empresa quer passar para o mercado como atrair e manter o colaborador engajado para trabalhar na organização. De acordo com Suzie, o mais difícil é passar a mensagem da cultura da empresa para todos os funcionários das grandes corporações e entender como manter cada um engajado no projeto da empresa.

“O Employee Journey começa quando o candidato se interessa em fazer parte da empresa, passa pelo processo seletivo, a entrada dele na empresa até o seu desligamento, pois ele leva o nome da empresa para amigos que gostariam de trabalho no local”, completou Caio.

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