Archive novembro 2018

Inteligência artificial: nova experiência em fast food

Por Gustavo Pipa

Imagine-se chegando ao seu fast food preferido depois de um longo dia de trabalho. Dessa vez, porém, você é chamado pelo nome e nem precisa detalhar seu pedido de sempre para logo recebê-lo sem erros. Isso sem que você tenha sequer falado com um atendente. Imaginou? Acha impossível? Não é mais. A inteligência artificial de conversação já é uma realidade e, aliada aos meios digitais de pagamento, está revolucionando a experiência do consumidor também nas redes de fast food.

Além dos já consolidados assistentes digitais, como a Alexa e a Siri, essa nova tecnologia tem ajudado clientes a alcançar um nível elevado de experiência ao consumidor. As soluções podem ser implantadas em canais como sites, aplicativos, dispositivos móveis e uma lista crescente de outros aparelhos inteligentes capazes de unir texto e voz. Ou seja, a inteligência artificial de conversação é um serviço para o qual não há fronteiras.

Aplicada ao fast food, ela funciona da seguinte forma: o cliente é reconhecido pela câmera ou pela biometria. O menu então carrega automaticamente seus pedidos frequentes e sugere opções com base em suas preferências em visitas anteriores. O cliente faz seu pedido, recebe o agradecimento do atendente virtual e pronto: pedido na cozinha. O pagamento pode ser autorizado pela biometria ou qualquer personalização escolhida pelo cliente. Pedido exato em mãos, hora de saborear a comida.

Outro ponto relevante: a produtividade. Funcionários que deixam as plataformas de atendimento e pagamento podem se dedicar amplamente ao preparo dos alimentos, core do negócio, trazendo uma eficiência maior ainda a esse mercado. Além disso, as barreiras de idioma e o treinamento para os clientes podem ser amplamente melhorados usando a solução, com redução de custos e desenvolvimento pessoal.

As ferramentas de inteligência artificial de conversação levam benefícios também aos restaurantes: dão maior agilidade ao serviço e ainda permitem oferecer de forma precisa ofertas que se adequem àquele perfil de cliente, aumentando as chances de vendas. As interações fornecem ainda dados valiosos sobre os clientes, tornando possível atendê-los cada vez melhor. Esse banco de dados ajuda a aperfeiçoar o que ainda pode ser melhor.

A mesma experiência de pedidos por voz pode funcionar em diversos tipos de transações online, como a integração com o KDS (sistema de exibição de cozinha), sistemas de ponto de venda (PDV) e de fidelidade. E à medida que a tecnologia evolui, a identificação biométrica ou autenticada e o processamento de pagamentos farão parte do dia a dia dos clientes, estendendo-se a dispositivos como relógio, celular e até carros inteligentes. Cada vez mais a era digital está em nossas vidas, e essa transformação afeta diretamente a experiência final do cliente, trazendo mais conforto e um olhar diferenciado. Isso traz possibilidades infinitas, e muitos consideram essa uma oportunidade para crescer e ganhar espaço em um mercado tão agressivo.

A inteligência artificial em conversação tem casos de uso semelhantes que podem ser aplicados em outras indústrias, como por exemplo o mercado de varejo. As organizações estão cada vez mais olhando e iniciando POC’s nessa abordagem, adotando visão e estratégia diferentes, desenvolvendo estruturas de governança e construindo aplicações de forma responsável com a IA.

Gustavo Pipa, executivo de contas de Retail & Consumer Goods na Cognizant.

SENAI e institutos da Suécia avançam em projetos de pesquisa conjunta

O avanço nos projetos de pesquisa e inovação desenvolvidos de forma conjunta entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Research Institutes of Sweden (RISE), rede de organizações de pesquisa e tecnologia da Suécia, devem ajudar a indústria nacional nos setores de mineração, bioeconomia e aeronáutica, entre outros, a se reinventar.

Foi para esse caminho que apontaram os trabalhos apresentados nesta terça-feira (27), no evento “Workshop de Cooperação Industrial Brasil-Suécia”, realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo. A iniciativa contou também com a participação da agência de promoção comercial Business Sweden, como parte da 7ª Semana de Inovação Suécia-Brasil, que acontece até 30 de novembro em diversas capitais nacionais.

“O próximo passo é desenvolver uma plataforma de negócios para reforçar as parcerias internacionais e seus mecanismos de financiamento”, comentou Marcelo Prim, gerente executivo de Tecnologia e Inovação do SENAI. “No início já do próximo ano, esse plano deverá entrar em execução”.

A partir desse ponto, os projetos de inovação voltados para a indústria poderão ser desenvolvidos mais rapidamente, atendendo a demanda das empresas suecas no Brasil e da indústria nacional.

Ciro Vasquez, representante da Vinnova, agência governamental sueca que administra o financiamento estatal para pesquisa e desenvolvimento, destacou o longo caminho percorrido entre os agentes envolvidos na parceria. “Foram quase dez anos cultivando a relação para chegarmos nesse ponto. Houve muita confiança mútua”.

Já o representante da RISE, Michael Salter, comentou a sinergia dos pesquisadores brasileiros e suecos no desenvolvimento dos projetos. “Há competências e necessidades conjuntas que complementam os projetos em execução. Temos um caminho fértil pela frente”.

Para mais informações sobre as Semanas de Inovação: http://inovacaosueciabrasil.com.br

Transformação Digital ainda engatinha no Brasil aponta pesquisa Softex

Apenas uma em cada quatro empresas no Brasil está nos níveis superiores de maturidade para a Transformação Digital, um tema que continuará em evidência pelos próximos três anos. Essa é uma das conclusões da pesquisa Softex “Prioridades dos Executivos de TIC brasileiros para Transformação Digital” divulgada hoje durante o B2B Summit, evento promovido em parceria pela entidade e a Oria Capital.

O objetivo do levantamento, que envolveu chief executive officers (CIOs) de 101 empresas de todas as regiões do país, foi compreender o comportamento das corporações e dos compradores de tecnologia para saber como eles estão se posicionando frente à Transformação Digital, identificar quais serão os decisores internos para essa transformação, como se dá o relacionamento com os provedores e qual o cenário futuro de absorção de novas tecnologias.

Das companhias entrevistadas, 73,2% admitiram estar iniciando esse processo. “Isso significa que a maioria das empresas brasileiras já se encontra em um nível no qual os gestores estão conscientes da Transformação Digital e compreendendo a sua urgência, mas que ainda não sabem exatamente como realizarão a mudança que poderá fazer a diferença para a competitividade de sua empresa”, explica Guilherme Amorim, gerente-executivo da Softex.

Em relação à motivação para a adoção da Transformação Digital, 44% admitem considerá-la para manter a sua competitividade, 38% para conservar-se na liderança nesta era hiperdigital, 6,9% por pressão de clientes e consumidores, e 1% para otimizar os processos e a qualidade da prestação de serviços. Entre os CIOs ouvidos, 9% não sabem ou não informaram o motivador.

Quanto à intenção de adoção de tecnologias emergentes no curto prazo, em um período de três a 12 meses, os destaques ficaram por conta da Internet das Coisas – IoT (23,8%), Computação em Nuvem (Pública e Privada) e Blockchain, ambas com 19,9%. Ao se ampliar o prazo de previsão de adoção para um ano e meio até três anos, surge com força o emprego da Inteligência Artificial e da Aprendizagem de Máquina (Machine Learning) com 34,7%.

Uma constatação preocupante do levantamento é a de que apenas 4,6% das empresas consultadas entende inovação como algo importante, o que explica o baixíssimo nível de conscientização da oportunidade presente em uma startup: 71,3% das empresas ouvidas afirmou não manter nenhuma relação com uma empresa nascente de base tecnológica.

“Essa é uma tendência que pode e deve ser revertida, pois a Transformação Digital abre um amplo leque de oportunidades para as empresas brasileiras de tecnologia. E, em particular, para as startups que já nascem com um mindset inovador e podem atuar como grandes fomentadoras desse processo”, analisa o executivo da Softex.

Como principal recurso a ser utilizado prioritariamente para apoiar e/ou executar a jornada da Transformação Digital, 56,4% das empresas planejam utilizar recursos internos, 19,8% realizar contratos com empresas de tecnologia e 13,9% contratos com consultorias de negócios. A pesquisa da Softex indica ainda que a área de TI deverá liderar esse processo em 46,5% das companhias ouvidas.

Em 2019, o tema ganhará ainda mais corpo não apenas como estratégia para ampliar a competitividade e a produtividade da economia brasileira, mas porque também passou a contar com o respaldo da Estratégia Brasileira para a Transformação Digital. Lançada pelo Governo Federal, ela estabelece um conjunto de 100 ações para impulsionar a digitalização de processos produtivos e da sociedade brasileira em um horizonte de quatro anos. Seu objetivo é criar um ambiente para impactos transformadores em agricultura, comércio, educação, finanças, indústria e serviços.

A Transformação Digital é vital para a manutenção da competitividade, não apenas no mercado internacional, mas também no Brasil. “Acreditamos que as empresas de tecnologia devem assumir a vanguarda dessa jornada em seus clientes e nas corporações. Por isso, o nosso esforço em mostrar uma radiografia da agenda do CIO para os próximos anos”, conclui Guilherme Amorim.

TCS vai abrir mil vagas de emprego até julho de 2019

A Tata Consultancy Services (TCS), empresa líder em serviços de TI, consultoria e soluções de negócios, vai contratar cerca de 500 profissionais em diferentes áreas. Além disso, a empresa que já contratou por volta de 500 colaboradores de abril até agora – incluindo trainees e estagiários -oferecerá outras 500 oportunidades no primeiro semestre de 2019, totalizando mil contratações de agora até julho do próximo ano.

As vagas abrangem diferentes áreas e níveis de formação e todas se estendem a pessoas com deficiência (PCD).

Entre as posições abertas, 100 oportunidades são para trainees no delivery center da TCS em Londrina (PR), para as quais não é necessário ter experiência prévia. Os candidatos precisam estar no último semestre da faculdade – ou ter concluído o curso em 2016 e 2017 – e o conhecimento de inglês é um diferencial. Podem participar do processo seletivo profissionais dos seguintes cursos: análise de sistemas, ciências da computação, sistemas de informação, processamento de dados, administração, ciências econômicas, ciências contábeis e engenharia. Também são avaliadas habilidades como capacidade analítica, visão sistêmica, proatividade, capacidade de trabalhar em grupo, empatia com o mundo da tecnologia e vontade de aprender.

Ainda em Londrina, a TCS vai contratar 120 pessoas capacitadas em BPO (Business Process Outsourcing), que irão receber treinamento e devem começar já em dezembro. Também na capital paranaense, estão abertas 40 vagas para profissionais de SAP, uma das principais áreas de atuação da empresa. A qualificação em SAP também é um requisito para as vagas abertas em São Paulo (Barueri e capital), onde são disponibilizadas 100 oportunidades.

No Rio de Janeiro, cidade em que também opera um escritório, a TCS oferece 120 oportunidades para colaboradores capacitados em infraestrutura de tecnologia da informação.

Para se candidatar a estas vagas, os interessados podem se inscrever para o processo seletivo pelo link: https://ibegin.tcs.com/iBegin/register . As contratações serão realizadas de forma contínua.

Já a inscrição para o processo seletivo de trainees possui três etapas. A primeira fase contará com testes de português, inglês e raciocínio lógico. A segunda fase incluirá dinâmicas de grupo e redação (em português), na própria TCS. Já a terceira e última será um painel de entrevistas com os gestores da área. Todos os selecionados serão contratados em regime CLT.

“Os nossos colaboradores são nossa maior força. Com essas contratações, queremos expandir esse potencial e trocar experiências com mais profissionais que compartilhem da nossa vontade de aprender e inovar. Investimos muito em nossos profissionais para que eles possam transformar não só a empresa, mas todo o ecossistema”, pontua a Head de Recursos Humanos da TCS no Brasil.

“A TCS está em um ótimo momento. Estamos investindo e reafirmando nosso compromisso com o Brasil. Queremos contar com profissionais inovadores e motivados, que nos ajudem a acompanhar nossos clientes em suas jornadas de transformação digital rumo ao Business 4.0 e estejam alinhados com esse mindset ágil e inteligente”, comenta Tushar Parikh, Country Head do Brasil da TCS e Head Latam para as áreas de Banking, Financial Services e Insurance.

Abstartups anuncia Randon como nova mantenedora

Durante a 5º edição do CASE (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo) o maior evento para startups da América Latina, a Associação Brasileira de Startups anunciou que a Randon, fabricante de referência global de implementos rodoviários, vagões e autopeças se tornou a nova mantenedora da instituição.

A empresa, que tem sua sede em Caxias do Sul (RS) já desenvolve trabalhos com as startups da região e agora, se juntou a Abstartups, para expandir o projeto para todo o mercado nacional.

De acordo com Rafael Ribeiro, diretor executivo da Abstartups, a Randon já tem um relacionamento forte com startups e agora a intenção é trazer essa experiência para além do Rio Grande do Sul, se conectando com iniciativas inovadoras em todo Brasil. “Nosso objetivo é unir todas as pontas do ecossistema, grandes empresas e startups, trazendo mais inovação e desenvolvimento para todos os polos. Ter parceiros como a Randon é essencial para alçarmos voos mais altos e melhorarmos cada vez mais esse setor “, explica Rafael Ribeiro, diretor executivo da Abstartups.

O programa de mantenedores da Abstartups inclui empresas que assim como a Associação, querem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de startups em todo Brasil. Eles apoiam a Abstartups em seus projetos institucionais e tem contato direto com empresas inovadoras.

Pesquisa mostra o grau de digitalização do Varejo

A Vertiv, líder em soluções de infraestrutura crítica para data centers, redes e ambientes industriais, anuncia os resultados do estudo realizado em outubro com 50 das maiores redes de varejo do mundo. A receita anual combinada desses gigantes globais é de US$ 953 bilhões (2017). O estudo “Entrando em território inexplorado: A transformação do varejo e seu impacto sobre a infraestrutura digital” foi patrocinado pela Vertiv e pelo Datacenter Dynamics.

Esse levantamento revelou o foco no varejo online – uma resposta à necessidade de ampliar a capacidade digital para fazer frente às mudanças no comportamento dos clientes. As empresas entrevistadas esperam, ao longo dos próximos dois anos, que a quantidade de espaço de datacenter dedicada ao varejo online – tanto on-premise quanto em colocation – aumente em 20 por cento, enquanto a hospedagem na nuvem deve crescer 33 por cento para suportar as aplicações de lojas.

Ficou claro que, de modo geral, enquanto os varejistas competem para oferecer experiências do usuário mais singulares e personalizadas, o uso de Nuvem, IoT e BigData será cada vez mais intenso em lojas, canais online e centros de distribuição. Segundo o relatório da Vertiv, porém, uma quarta parte dos varejistas ainda está defasada no processo de adotar novas tecnologias e integrá-las entre as diferentes operações. Isso é importante para gerar uma experiência do cliente mais integrada, independentemente de ser online ou física.

Uma parte importante da evolução digital do varejo inclui uma grande transformação dos centros de distribuição. A pesquisa sugere que o número de centros de distribuição e depósitos aumentará em cerca de 26 por cento ao longo dos próximos dois anos, à medida que as empresas de varejo realinhem cada vez mais as operações de maneira a atender à demanda dos consumidores por compras online. Espera-se que a quantidade de espaço de datacenter dedicada a distribuição/logística aumente em 10 por cento e que o uso de hospedagem na nuvem para suportar a distribuição aumente em 87 por cento.

“Não é segredo que o varejo online está levando os varejistas a fazerem expressivos investimentos em TI. Mas, como esse estudo deixa claro, a transformação digital no varejo vai muito além do e-commerce”, disse Lucas Beran, analista de infraestrutura de data center da consultoria IHS Markit. “Os varejistas atuais também estão se esforçando para aprimorar os sistemas de TI em suas lojas físicas e centros de distribuição”. Em suma: as empresas estão trabalhando duro para oferecer uma experiência do cliente impactante, seja na loja física, seja na operação online. “Trata-se de um desafio: qualquer que seja o ambiente de negócios – online, na distribuição/retaguarda e na loja – novas demandas são feitas à infraestrutura física. A meta é, em todos os casos, aumentar a confiabilidade da TI, acelerar o time-to-market, conter custos e reduzir a complexidade da gestão”.

Foco em Edge Computing

A enquete confirma, ainda, que mais poder computacional está sendo movido para as lojas, para suportar os tipos de aplicações de Edge Computing que aumentam a intimidade com o cliente e os influenciam diretamente no ponto comercial.

“Os varejistas moverão mais footprint de TI para as lojas, para se aproximarem dos clientes e influenciá-los mais perto do ponto de decisão de compra”, disse Martin Olsen, Vice-Presidente Global de Soluções Edge e Integradas da Vertiv. “Nossa previsão para os próximos anos é de que o investimento em TI para lojas e distribuição seja o dobro daquele destinado ao datacenter central. Boa parte desse investimento no datacenter principal está sendo feito para suportar o online e as lojas.”

Para suportar sua transformação, os varejistas estão adotando novas opções de infraestrutura física que proporcionam maior confiabilidade e uma implementação fácil e rápida. Essas tecnologias se baseiam em projetos modulares padronizados, escaláveis (acompanham a demanda por capacidade) e, também, apostando em avanços tecnológicos next-generation. Para visualizar o relatório e obter mais informações sobre a Vertiv e a infraestrutura para varejo digital, visite www.VertivCo.com/VarejoFuture.

Empresas investem em robôs para atendimento interno a colaboradores

De dois anos pra cá, cresceu o movimento de empresas que estão implantando robôs de chat e de voz para automatizar o atendimento interno a seus colaboradores. A Bluelab, empresa especializada do desenvolvimento de robôs complexos de voz e chat para automação de atendimento ao cliente, registrou um crescimento de 85% na procura pela solução com esse tipo de aplicação em 2018, em comparativo com o ano anterior.

Os robôs auxiliam os profissionais em diversas ocasiões, de modo rápido e eficaz. De dúvidas e problemas relacionados ao uso dos equipamentos de tecnologia a questões mais simples de áreas como compras, emissão de notas fiscais etc.

Além de reduzir custos, as companhias enxergam na implantação dos robôs uma oportunidade de valorizar o trabalho humano. “O robô vem para suprir uma demanda por tarefas consideradas repetitivas e robóticas de forma humanizada. Parece controverso, mas quando fazemos uma tarefa no automático ela fica totalmente impessoal. Desumano é alguém fazer esse tipo de trabalho, as pessoas têm que realizar tarefas que exigem criatividade e raciocínio lógico”, comenta Mateus Azevedo, sócio da Bluelab.

Este ano, a empresa implantou o robô Mia para a Mercedes-Benz, que já realiza, em média, 2,5 mil conversas com os colaboradores da companhia no Brasil, com índice de resolução de aproximadamente 85%. O bot está instalado em todas as máquinas e também pode ser acessado remotamente, quando o colaborador está em viagem, por exemplo.

A ideia é que o robô, que hoje atende questões relacionadas a TI, passe por evoluções e abranja outras áreas da empresa em breve. “Na verdade, a Mia já passa por mudanças constantes. Sempre que surge uma pergunta para a qual o robô ainda não tem resposta, nossa equipe coleta esse dado e analisa, junto com a Mercedes, a melhor forma de incluí-la no bot”.

Mateus Azevedo explica que, geralmente, grande parte das dúvidas e problemas que surgem no dia a dia dos colaboradores é encontrada em FAQs e manuais internos. “O problema é que são materiais pouco acessados pelos profissionais. O robô vem para facilitar a busca pelas soluções, por ser uma ferramenta muito amigável e intuitiva”, comenta.

Também em 2018, a Bluelab desenvolveu e implantou o robô de atendimento para uso interno da construtora Gafisa. Segundo o executivo, não existe uma quantidade mínima de colaboradores para se estabelecer a necessidade de implantação de um robô para atendimento interno, mas na quantidade de horas que as equipes gastam com respostas que são facilmente automatizáveis.

“A utilização de plataformas de automação é uma tendência em todo o mundo e o Brasil é um mercado com um potencial de crescimento muito diferenciado. As empresas já estão atentas a todos os benefícios dessa solução, tanto para o atendimento externo, como mais agilidade, eficiência e maior produtividade, quanto para resolver questões do dia a dia de seus profissionais”, finaliza Azevedo.

Finep seleciona 21 parceiros operacionais para desenvolver Programa Centelha nos estados

A Finep divulgou recentemente o resultado preliminar da seleção pública de propostas de parceiros operacionais estaduais para o Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores – Programa Centelha. Ao todo, foram pré-selecionados 21 projetos. A previsão é que sejam investidos R$ 34,4 milhões em três anos: R$ 21,5 milhões da Finep e R$ 12,9 milhões dos parceiros pré-aprovados nos estados. Os recursos repassados futuramente às empresas são enquadrados como subvenção econômica, ou seja, não precisam ser devolvidos.

Os agentes operacionais descentralizados pré-selecionados foram as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de Mato Grosso (Fapemat), Paraná (Fundação Araucária), Bahia (Fapesb), Sergipe (Fapitec), Amazonas (Fapeam), Pernambuco (Facepe), Paraíba (Fapesq), Maranhão (Fapema), Ceará (Funcap), Goiás (Fapeg), Espírito Santo (Fapes), Santa catarina (Fapesc), Alagoas (Fapeal), Rio de Janeiro (Faperj), Mato Grosso do Sul (Fundect), Minas Gerais (Fapemig), Piauí (Fapepi), Amapá (Fapeap) e Rio Grande do Sul (Fapergs). Também estão na lista de selecionados propostas do Sebrae do Rio Grande do Norte e do Biotic do Distrito Federal.

O resultado final da Carta Convite deve ser publicado no início do mês de dezembro. Essas instituições, chamadas Parceiros Operacionais Descentralizados Estaduais, serão responsáveis pelo desenvolvimento do programa nos estados e pelo repasse dos recursos. O valor deverá ser destinado a empresas brasileiras com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, criadas a partir do programa ou com até 12 meses de criação, contados a partir do lançamento do respectivo edital pelo parceiro.

Programa Centelha

O Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores nasceu de uma demanda do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), no conjunto de suas Fundações, junto à Finep e ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O intuito foi construir um programa nacional de fortalecimento dos sistemas locais de inovação, com fomento a startups e ideias inovadoras.

A iniciativa visa estimular a criação de empreendimentos inovadores a partir da geração de novas ideias; disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país; contribuir para ampliação da quantidade e melhoria da qualidade das propostas de empreendimentos de base tecnológica submetidas aos ambientes promotores de inovação existentes no país (incubadoras e aceleradoras de empresas, espaços de coworking, laboratórios abertos de prototipagem, parques e polos tecnológicos etc.).

Pelas normas do Centelha, os empreendimentos inovadores com impacto social, ambiental e tecnológico terão prioridade. O projeto será inserido nas agendas das políticas nacional e estaduais de ciência, tecnologia e inovação, mantendo uma periodicidade.

Conheça as startups participantes do Tração, o 6º Ciclo da Oxigênio Aceleradora

A Oxigênio Aceleradora iniciou seu 6º Ciclo de Aceleração, o primeiro no modelo Tração. Foram selecionadas duas startups entre as mais de 620 inscritas para esse programa, que tem como objetivo impulsionar empresas em estágios mais avançados.

As startups receberão um aporte de até R$ 500 mil, com valuation de até R$ 10 milhões, dependendo da próxima rodada de investimento. Para participar do modelo Tração, as empresas devem ter receita mensal acima de R$ 50 mil ou de R$ 600 mil ao ano.

Com duração de 4 meses, podendo se estender por mais 3 meses na Plug and Play no Vale do Silício, o programa oferece, na fase inicial, sessões de mentoria, palestras e workshops com executivos da Porto Seguro, além de outros profissionais renomados, especialistas em diferentes áreas.

Conheça abaixo as startups participantes:

• Amplimed: criada para médicos gerenciarem suas clínicas, possibilita que o agendamento de consultas seja feito por aplicativo. A plataforma já é utilizada por mais de 200 clínicas e 1,2 mil médicos em todo o Brasil.

• Livance: coworking para profissionais da saúde, que permite flexibilidade e redução do custo fixo para se manter um consultório. A ferramenta é ideal para médicos que precisam atender em vários endereços, sendo que permite uma experiência inteiramente digital desde o agendamento até o pagamento da consulta. A empresa já possui duas unidades na cidade de São Paulo.

Além das duas selecionadas para o Tração, será acelerada nesse ciclo uma startup no modelo Ignição, a Electrowave. No caso desse programa da Oxigênio, o investimento é de R$ 200 mil, feito em empresas que estejam em um estágio intermediário de desenvolvimento.

A Electrowave oferece uma solução de monitoramento dos parâmetros da energia elétrica na residência dos segurados, possibilitando que se identifique a origem de eventuais danos elétricos. A startup surgiu da Pré-Aceleração, um programa interno da Porto Seguro que apoia funcionários que tenham interesse em desenvolver projetos.

TIM discute melhores práticas de governança e políticas de Compliance no Italian Business Integrity Day

A TIM apresentará, durante o Italian Business Integrity Day, seu programa de integridade e ações de compliance. O evento, que acontece pela primeira vez no Brasil, é uma iniciativa lançada pela Coordenação de Combate à Corrupção do Ministério das Relações Exteriores da Itália e conta com a participação da Transparency International Italia, uma das mais renomadas organizações de prevenção e combate à corrupção, que o Grupo Telecom Italia integra como membro do Business Integrity Forum.

Ao lado de outras empresas de origem italiana como a ENEL, Terna, Pirelli e Rina, o diretor de Compliance da TIM, Piero Formica, irá integrar uma mesa redonda para discorrer sobre as ações anticorrupção adotadas pela operadora. Implementado em 2014, o programa baseia-se no Código de Ética, nas instruções do Modelo Organizacional da empresa e na Política Anticorrupção. Além disso, inclui processo para avaliações de normas internas, divulgação e treinamento, ações de avaliação de conflito de interesse, partes relacionadas e análise na contração de fornecedores.

“Para termos autonomia no trabalho, nossa área de Compliance reporta-se diretamente ao Conselho de Administração, mas, para nós, independência não significa distância. Ainda que façamos reports ao Conselho, é importantíssimo estar próximo das áreas de negócios e das pessoas e, nesse sentido, conseguimos obter sinergia entre as diversas áreas da companhia para apoiar a gestão na aplicação dos regulamentos relevantes, incluindo o combate à corrupção, identificando os fatores de risco e os instrumentos de prevenção para as não conformidades”, diz Formica.

Uma dessas medidas consiste na participação do diretor nas reuniões da diretoria executiva, levando insumos do programa. Outro exemplo desta sinergia é a criação, dentro da TIM, de um programa com cerca de 50 agentes que apoiam os temas de compliance. Trata-se de funcionários com a missão de divulgar nas áreas as ações para a prevenção de risco.

Debate sobre o futuro do trabalho conta com a participação de diretor da People+Strategy

João Roncati, diretor geral da People+Strategy, é um dos convidados do Seminários Folha, encontro dedicado ao tema “O Futuro do Emprego e o Emprego do Futuro”. O encontro acontecerá no Rooftop 5 & Centro de Convenções, do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (SP) dia 30 de novembro, com inscrições gratuitas.

Na ocasião, serão abordados temas sobre a perspectiva de trabalho nos próximos anos,e o impacto da automação na vida do trabalhador alternativas contra o desemprego.

“Hoje com o advento da tecnologia, passaremos por profundas mudanças nos empregos (em forma e número), no ambiente de trabalho e, provavelmente na relação das pessoas com o trabalho em suas vidas. É fundamental aprofundarmos a reflexão sobre estes temas”, comenta João Roncati.

Debate: “Alternativas para o desemprego e mão de obra subutilizada”.

Data: 30 de novembro
Horário: 11h15 às 12h15
Local: Rooftop5 & Centro de Convenções
Endereço: Rua Coropés,88 – Pinheiros
Informações: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/11/folha-promove-seminario-sobre-o-futuro-do-trabalho.shtml

Empresas brasileiras ainda engatinham quando o assunto é Employer Branding

Na última quinta-feira, 22, aconteceu o primeiro meetup da iniciativa Employer Branding Brasil, que abordou as principais tendências do tema de marca empregadora para o próximo ano. No evento, também foi divulgado o resultado da pesquisa sobre o assunto, em que mais de 60% dos respondentes formados por profissionais de RH e marketing de grandes empresas, afirmaram que estão em um estágio inicial ou não têm iniciativas de Employer Branding.

Quando promovidas pelas empresas, as iniciativas que se destacaram: construção ou revisão do Employee Value Proposition (EVP), gestão da jornada do colaborador e ações de inclusão e diversidade. “Todas as ações que visam uma melhora da marca empregadora são bem vistas pelo mercado, porém, antes de tudo, se faz necessário um planejamento e um estudo para entender o que mais traz resultado efetivamente”, explicou Luís Testa, gerente de Employer Branding da Catho e sócio da agência Saber5.com e um dos idealizadores da plataforma Employer Branding Brasil.

Os resultados referentes a Employee Journey, a jornada do colaborador, são um pouco mais otimistas, já que 38% ainda não possuem uma iniciativa para tratar do tema, no entanto, pretendem implementá-la no próximo ano “O Employee Journey não é uma receita de bolo pronta, pois cada colaborador é único e tem sua própria jornada. O que tem que ser feito é perguntar o que está funcionando, as motivações para trabalhar e avaliar o que pode ser feito para melhorar a experiência do colaborador. Enquanto as empresas acharem o que é melhor ao invés de perguntarem às pessoas o que elas realmente querer, esta jornada nunca será perfeita.”, afirmou Caio Infante, general manager Latam da TMP Worldwide e também um dos criadores da iniciativa Employer Branding Brasil.

“Na palestra de Guilherme Franco de Souza, Talent Intelligence Evangelist do LinkedIn, foi apresentado o Talent Insights, nova solução da plataforma na busca por talentos. A ferramenta oferece dados em tempo real para ajudar recrutadores a tomarem decisões mais assertivas em relação a empresas e talentos. Com ela, é possível responder perguntas como, por exemplo, onde estão os talentos geograficamente, quais as competências mais comuns em um cargo ou ainda, onde abrir um escritório.”

Já o vice-presidente de Business Development da TMP Worldwide, Robert Norris, apresentou o case da ESPN e sua mudança da estratégia para vencer o desafio de atrair e reter talentos, desde a construção do EVP até as ações de marca empregadora como conteúdos segmentados e personalização da experiência do candidato.

O encontro foi finalizado com um painel sobre Employee Journey, com o general manager Latam da TMP Worldwide, Caio Infante, a sênior Employer Branding da Creditas, Whiny Fernandes, e a gerente de Employer Branding da UnitedHealth Group, Suzie Clavery, onde debateram o tema.

Segundo Whiny é importante ter uma estratégia para consolidar a jornada do colaborador, pois é o que a empresa quer passar para o mercado como atrair e manter o colaborador engajado para trabalhar na organização. De acordo com Suzie, o mais difícil é passar a mensagem da cultura da empresa para todos os funcionários das grandes corporações e entender como manter cada um engajado no projeto da empresa.

“O Employee Journey começa quando o candidato se interessa em fazer parte da empresa, passa pelo processo seletivo, a entrada dele na empresa até o seu desligamento, pois ele leva o nome da empresa para amigos que gostariam de trabalho no local”, completou Caio.