Diferença salarial entre homens e mulheres ainda é realidade em 2018

Muito se fala sobre a importância da igualdade de gêneros. Mas, definitivamente, há muito trabalho a ser feito nessa área, especialmente no que diz respeito à equivalência salarial. Segundo a 57ª Pesquisa Salarial da Catho realizada em agosto com cerca de 17 mil respondentes, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que as mulheres tenham um salário igual ao dos homens exercendo as mesma funções.

De acordo com o levantamento, as mulheres ganham menos que os homens em todas as categorias de níveis hierárquicos pesquisadas. As funções que se destacam com as maiores diferenças de valor são de presidente|diretor|gerente, em que as mulheres recebem 31% menos; e na função de profissional graduado, com 36% de diferença salarial.

Algumas funções ainda aumentaram a diferença salarial se compararmos a 2017. É o caso de profissional graduado, que passou de 34% a 36%; analista, que foi de 17% a 28% e assistente|auxiliar, que sofreu leve aumento de 8% a 9%. Outros níveis hierárquicos tiveram a diferença salarial entre homens e mulheres reduzida do ano passado para esse. É o caso de supervisor|coordenador|líder|encarregado, que passou de 22% para 16%, profissional técnico de 32% para 14% e operacional, cuja queda foi de 15 pontos percentuais.

“Embora tenha havido queda em algumas funções específicas, estamos longe de comemorar. As mulheres ainda ganham bem menos que os homens, mesmo exercendo exatamente as mesmas funções que eles. Ainda há muito trabalho pela frente para chegarmos ao ideal: as pessoas ganharem salários equivalentes, independentemente do gênero”, ressalta a consultora de assessoria de carreira da Catho, Luana Marley.

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