Lei de privacidade de dados aquece mercado de trabalho no Brasil

Na última semana, o Presidente Michel Temer sancionou a PLC/53, popularmente chamada de GDPR brasileira. Com a aprovação final da lei, foi estabelecido um prazo de 18 meses para as empresas se adaptarem e implementarem as mudanças necessárias. Para aplicar as devidas alterações, no entanto, as empresas precisarão contratar ou capacitar seus profissionais.

Para Frederico Costa, diretor da Randstad Technologies, a demanda por profissionais especializados em segurança da informação deve crescer cerca de 30% nos próximos seis meses no País. “Como o prazo para adaptação das empresas brasileiras é o dobro do que os europeus tiveram, haverá tempo para treinar os profissionais atuais”, explica. De acordo com o especialista, a Europa viu a demanda por esses profissionais crescer em 80% nos 3 meses até que a lei entrasse em vigor, e muitas empresas tiveram que terceirizar as soluções devido ao curto prazo para adaptação.

Na Europa, o movimento aconteceu logo após o escândalo do Facebook com a Cambridge Analytics, como uma forma de solucionar o problema urgente. “Com a grande repercussão do caso, empresas no mundo todo começaram a se preocupar com a segurança de dados, com reflexos inclusive no Brasil”, relembra o especialista. Já no Brasil, a aprovação da lei é reflexo de um movimento global e, por isso, não há tanta pressa.

De acordo com Frederico, o Brasil experimentará um aumento na demanda por profissionais com cargos de analistas e especialistas, com foco em Ethical hacker, SOC, CSO e DevSecOps.

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