Startups têm de estar preparadas para superar fracassos, afirma fundador do Waze

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“A jornada da uma startup é uma jornada cheia de fracassos”, afirmou Uri Levine, um dos fundadores do Waze. “E temos de estar preparados para isso poque o empreendedorismo envolve riscos. E, se não arriscamos, não somos suficientemente empreendedores.”

A declaração foi feita durante o segundo dia do GovTech Brasil. Organizado pelo BrazilLAB e pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio – ITS Rio, o evento tem o objetivo de contribuir para uma agenda de inovação e tecnologia para governos no país. Além de palestras com especialistas nacionais e internacionais, o encontro receberá nesta terça-feira (7) pré-candidatos à Presidência da República.

Levine citou o exemplo do próprio Waze, que começou a ser desenvolvido em 2007 e teve um duro ano em 2010. “É importante falar com os usuários. E nós interagimos, interagimos, até encontrar a solução certa”, afirmou. “Foi só em 2011 que o aplicativo começou a ser suficientemente bom. E começou a dar certo em um metrópole atrás da outra.”

No início da manhã, Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, Georgia Pessoa, Instituto Humanize, Vinícius Carrasco, da Stone, e Marcos Lisboa, do Insper, debateram o fortalecimento do ecossistema brasileiro de inovação, com moderação de Letícia Piccolotto Ferreira, fundadora do BrazilLAB.

Em seguida, painel com Gonzalo Neto, ex-presidente da Anvisa, Elizabeth Jucá, Secretaria de Saúde de Juiz de Fora Patrícia Ellen, da Optum, e Manoel Lemos, da RedPoint Ventures, debateu a digitalização da saúde. “O prontuário único é imperativo”, afirmou Gonzalo Neto destacando que, se um médico não escreve, o conhecimento sobre o paciente se perde na rede de atendimento. “Temos poucos exemplos bons de digitalização no Brasil. E são locais. Então, há dificuldade de compartilhamento.”

Na segunda-feira (6), primeiro dia do evento, Toomas Hendrik Ilves, presidente da Estônia entre 2006 e 2016, e José Clastornik, diretor da Agência de Governo Eletrônico e Sociedade da Informação do Uruguai, afirmaram que o país deve apostar na identidade digital e popularização do acesso à internet para desborucratizar o Brasil. Estônia e Uruguai estão entre os países cujos governos são os mais digitais do mundo.

“Não é algo utópico. É uma questão de vontade política”, afirmou Letícia Piccolotto Ferreira, que anunciou um investimento entre R$ 50 mil e R$ 200 mil para acelerar a conexão de startups com governos no Brasil.

Ainda no primeiro dia, Ronaldo Lemos, diretor do ITS Rio, apresentou o Mapa da Informação, plataforma digital que revela o labirinto burocrático brasileiro. O endereço da plataforma é http://mapadainformacao.com.br/. Lemos mostrou preocupação pelo fato de o país estar multiplicando os documentos digitais, em vez de unificá-los. “Temos o e-CPF, o e-Título, o e-CNH”, enumerou. “Não faz sentido. Em vez de um documento unificado, que informe que pode dirigir, quem pode votar etc., temos documentos que reproduzem, no ambiente digital, nossa burocracia.”

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