The New Digital Workplace Divide: brasileiros que trabalham com tecnologias obsoletas se sentem menos produtivos

De acordo com o estudo The New Digital Divide – Transformação Digital no Ambiente de Trabalho, realizado pelaUnisys Corporation(NYSE: UIS) e que avaliou a importância do uso atual e futuro de recursos digitais no ambiente de trabalho no Brasil e em 11 outros países, a chave para manter os profissionais de hoje produtivos e motivados em relação às suas funções e outros aspectos é garantir a eles tecnologias mais atualizadas.

Os principais resultados do Brasil são:

Mais da metade (52%) dos profissionais digitais em organizações tecnologicamente defasadas (slow tech) expressou frustração com seus empregadores em comparação com a parcela de apenas 3% dos funcionários de organizações líderes em tecnologia (high tech) – uma diferença de mais de 1.600%.

O nível de frustração está diretamente relacionado à ameaça de perda de talentos: funcionários de empresas defasadas tecnologicamente (13%) são mais propensos a deixar seus postos e ir trabalhar em outro lugar quando comparados a seus pares em organizações líderes em tecnologia (apenas um entre 376 entrevistados). Isso é particularmente preocupante considerando que as organizações líderes represtaram apenas 37% de todos os funcionários pesquisados no Brasil.

Os equipamentos são a maior fonte de problemas para os funcionários de organizações slow tech, com 43% deles reclamando que são impedidos de serem mais produtivos por conta de dispositivos obsoletos, ou 169% mais propensos a se sentirem assim do que os que trabalham em organizações high tech (16%).

O movimento “Bring Your Own Device” (BYOD – traga seu próprio dispositivo, em português), associado principalmente aos smartphones, traz consigo riscos substanciais à segurança – em particular, no Brasil. A pesquisa mostrou que quase dois terços dos profissionais digitais (63%) fazem download de aplicações e software sem suporte do grupo de TI de suas organizações, porque são “melhores do que os oferecidos pela empresa” ou porque “a empresa não oferece uma alternativa”.

“Os dados mostram um novo paradigma no ambiente de trabalho digital no Brasil: quase metade das pessoas que trabalham em empresas tecnologicamente atrasadas sentem que equipamentos obsoletos estão limitando a produtividade, sendo que mais da metade está frustrada e pensando em deixar seus empregos”, afirma Fabio Abatepaulo, diretor de transformação digital da Unisys para a América Latina. “Essa frustração é real e tem um impacto emocional tangível – porém, quando se busca a verdadeira razão, isso tem a ver com acesso. Os funcionários querem realizar suas tarefas de qualquer lugar e de maneira simples, sem ter de enfrentar obstáculos. Ter equipamentos com aplicações adequadas e ferramentas de produtividade e colaboração corretas é extremamente importante para garantir o acesso e o relacionamento entre as pessoas”.

A correlação entre tecnologia, produtividade e resultados para os negócios

Esse estudo global entrevistou mais de 12 mil funcionários em 12 países em abril de 2018 para avaliar as atitudes dos profissionais digitais de hoje em relação ao modo como a tecnologia usada no ambiente de trabalho influencia suas rotinas diárias. Também classificou organizações entre high e slow tech com base na resposta dos entrevistados sobre seus empregadores – se estavam à frente ou atrás de seus concorrentes na curva tecnológica.

Embora muitos empresários saibam que funcionários infelizes custam dinheiro, outros tantos ficariam impressionados com o alto valor que esse cenário pode realmente tomar. Um relatório de 2017 publicado pela empresa de pesquisas Gallup revelou que funcionários não engajados custam entre US$ 483 bilhões e US$ 605 bilhões anualmente em produtividade perdida. O custo da perda de colaboradores também não pode ser esquecido – estudos preveem que, cada vez que uma empresa substitui um profissional assalariado, há um custo equivalente a seis a nove salários mensais, em média.

“O cenário é claro. Os profissionais estão à procura de soluções ágeis e modernas para poder trabalhar em qualquer local e quando estão em trânsito. Em última análise, o custo de não atender a essa demanda tem consequências reais para os negócios. Um número considerável de empresas está atrasado na curva tecnológica, colocando tanto elas quanto a economia em risco, do ponto de vista de retenção de talentos, eficiência e produtividade”, explica Eduardo Almeida, vice-presidente e gerente geral da Unisys para a América Latina.

O futuro do local de trabalho

Segundo a pesquisa, quase metade (47%) dos entrevistados vê a inteligência artificial (IAI) como a tecnologia emergente com maior potencial para transformar o ambiente de trabalho nos próximos cinco anos, uma parcela significativamente superior à média global (36%). No entanto, enquanto a maioria dos entrevistados citou familiaridade com IA, apenas 22% afirmaram compreender bem a tecnologia.

O mais importante é que essa falta de compreensão influencia fortemente a crença das pessoas em relação ao impacto de tecnologias emergentes no ambiente de trabalho. Em particular, a pesquisa descobriu que 58% dos funcionários em organizações líderes creem que a tecnologia e a automação podem tornar seus trabalhos obsoletos em cinco anos.

“O medo do desconhecido é poderoso, e é isso que as estatísticas confirmam”, disse Abatepaulo. “No entanto, as organizações que modernizarem suas tecnologias e seus processos de negócio da maneira certa estarão mais bem posicionadas para liderar. Junto com treinamento adequado, as ferramentas de automação e inteligência vão ajudar a capacitar os profissionais, libertando-os de tarefas entediantes para que possam podem gerar resultados melhores. Acreditamos que a IA vai melhorar o modo como os profissionais trabalham, não substituí-los”, completa.

Faça o download da íntegra do relatório com os resultados mundiais e do Brasil e os detalhes da metodologia da pesquisa aqui.

Faça o download do infográfico do New Digital Workplace Divide e de outras informações aqui.

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