Dia do Rock: Líderes se dividem na paixão pela música e o mundo dos negócios

Quando sua empresa bateu a meta de final do ano, Rodrigo Ricco não teve dúvidas: chamou sua banda de rock e deu uma grande festa com show para os colaboradores. Fundador da Octadesk, startup de tecnologia focada em soluções para atendimento ao cliente, o empreendedor se divide entre duas paixões: os negócios e a música.

Aos 41 anos, casado, pai de três filhos, Ricco é baterista da Drop-d, banda de rock de origem pesada, que ganhou pegada mais soft nos últimos anos. Todos os integrantes têm cargos consolidados no mercado e se encontram toda semana para ensaiar, se apresentando a cada dois meses em bares.”É o nosso futebol de final de semana”, diz Ricco.

Para o empreendedor, rock e o mundo empresarial têm muito em comum. “A música te ensina que, se cada um na banda fizer o que bem entender, o resultado é sempre ruim. O mesmo acontece em uma empresa, é preciso sintonia entre o time para que um negócio funcione. Também de nada adianta esse alinhamento se os músicos não tiverem praticado ou se os colaboradores não estiverem qualificados e juntos por um mesmo objetivo”, explica.

Rodrigo não é o único exemplo de que o rock pode contribuir com a carreira no mundo corporativo. Eduardo Matos, 30 anos, líder de tecnologia do Getninjas, maior plataforma de contratação de serviços do Brasil, também se beneficia da relação com a música. Fã de teclado desde os nove anos de idade, ele já foi integrante de banda de rock dos 15 aos 22 anos, mas hoje faz da música uma atividade de relaxamento. “O lance de tocar traz uma calma e uma paciência para ouvir e sentir mais a música. É algo muito bom para fugir um pouco desse mundo de estatística e cálculos”, comentou.

Para ele a música também é importante para melhoria da produtividade. “Já aconteceu de eu estar travado com algum problema técnico, vou tocar um pouco e ao voltar tudo fica mais fácil”, comentou.

Alternativa

O CEO e fundador da Singu, maior aplicativo de serviços de beleza e bem-estar do Brasil, Tallis Gomes também culpa a música por guiá-lo no caminho do empreendedorismo. Aos 14 anos, sem dinheiro para comprar uma bateria para sua banda em uma época que celulares não eram algo comum, Tallis criou seu primeiro negócio. Ele imprimia as ofertas de aparelhos telefônicos dos sites de vendas, alterava os preços para ter uma margem de lucro e divulgar o “catálogo” por sua cidade natal, Carangola. Desta maneira, o jovem empreendedor conseguiu o dinheiro necessário para manter sua banda, a Tráfico do Rock.

O conjunto da época não vingou mas os negócios sim.Hoje o CEO ainda faz parte de uma banda, na qual é vocalista e guitarrista. “O rock’n’roll salvou a minha vida. Ele me fez empreender”, brinca Tallis.

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